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Avicultura

Avicultura de Santa Catarina é referência na exportação e produção de frangos, patos, marrecos e perus

Setor conta no estado com mais de cinco mil produtores de carne de frango, 349 de perus e 50 de patos e marrecos, respondedo por 64% das exportações catarinenses.

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Santa Catarina é o segundo maior em produção e exportação de frangos do Brasil - Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

O estado catarinense é o maior exportador de carnes de patos, marrecos e perus e o segundo maior em produção e exportação de frangos do Brasil. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) destaca a importância de quem produz e do trabalho integrado de toda cadeia produtiva com as políticas públicas do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) e empresas vinculadas nos programas de fomento à produção e sanidade avícola.

Conforme dados do Observatório do Agro/2023, em Santa Catarina predomina o sistema de integração na cultura avícola. O setor é uma força produtiva com abate de 883,3 milhões de aves ao ano, sendo 870,9 milhões de frangos, 9,9 milhões de perus e 2,5 milhões de patos e marrecos. O Valor de Produção Agropecuária (VPA) da avicultura catarinense (frangos, perus, patos e marrecos), gerou, em 2023, cerca de R$ 12,6 bilhões.

Nas exportações, o estado catarinense é campeão nacional de carnes de patos e marrecos, com 3,5 mil toneladas (99,8% das exportações nacionais), é o maior exportador de carne de perus e derivados, com 27,6 mil toneladas (39,7% das exportações nacionais), e vice-campeão nacional em carne de frango e derivados, com 1,1 milhão de toneladas (22,8% das exportações nacionais). Considerando a exportação de todos os tipos de carne, o estado alcança 137 destinos. Destes, 122 países, entre eles o Japão, Países Baixos, Emirados Árabes Unidos e China recebem carne de frango catarinense. (Dados MDIC e Epagri/Cepa 2023).

A avicultura catarinense conta com mais de cinco mil produtores de carne de frango, 349 de perus e 50 de patos e marrecos, conforme dados da Epagri/Cepa de 2023. Conforme avalia o secretário de estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, o setor da avicultura é um motor para a economia de Santa Catarina, de acordo com o Observatório Agro 2023, responde por 64% das exportações do Estado. “A avicultura é muito importante para a economia de Santa Catarina e do Brasil, somos reconhecidos pelo trabalho sério e comprometido do Governo do Estado e de toda cadeia produtiva, que se dedica e impulsiona o setor, fazendo da produção e exportação de carnes uma referência para o país e exterior”, destaca o secretário.

Programas

A SAR investe em programas, operacionalizados pela Epagri, que ampliam e geram valor ao sistema avícola do estado, com subvenção de juros para investimento em infraestrutura nas propriedades, melhoramento do solo e da água, preservação ambiental, alimentação e saúde das aves. O Programa Financia Agro SC visa a melhoria de sistemas produtivos, no acesso à energia elétrica, na inovação, na agregação de valor e no apoio à legalidade produtiva.

Foto: Jonas Oliveira

O Programa Terra Boa foca na correção do solo, uso de sementes de milho de alto potencial, cobertura do solo, produção de grãos para a fabricação de ração para alimentação animal. Já o Programa Pronampe Agro SC visa alavancar a competitividade dos sistemas produtivos das propriedades rurais pela subvenção de juros para projetos de investimentos. O Programa Água no Campo trabalha na captação, armazenamento, tratamento e distribuição de água, proteção de nascentes, e práticas de recuperação, conservação e manejo do solo e da água nas propriedades rurais, sistemas que auxiliam nos cuidados com a saúde animal e preservação do meio ambiente.

Os produtores contam também com o Programa de Sanidade Avícola, coordenado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), que trabalha na prevenção, monitoramento, certificação, vigilância, educação sanitária, detecção precoce e controle de enfermidades em avicultura. Dessa forma, os programas da SAR/Cidasc auxiliam e atuam como um propulsor na qualidade, sanidade e produção de aves no estado.

Fonte: Assessoria Secretaria de Estado da Agricultura

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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