Avicultura
Avicultura de postura debate pressão sanitária, custos e novas exigências do mercado global
Especialistas discutem nesta semana, em Recife (PE), os impactos da Influenza aviária, sistemas cage-free, automação, nutrição e oportunidades para exportação de ovos brasileiros.

A Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (Facta) promove entre quarta (20) e quinta-feira (21), em Recife (PE), o Simpósio de Inovações na Produção de Ovos Comerciais, reunindo especialistas, pesquisadores, empresas e produtores para discutir os principais vetores de transformação da avicultura de postura, em um cenário marcado por novas exigências de mercado, avanços tecnológicos, desafios sanitários e mudanças regulatórias.

O presidente da Facta, Ariel Mendes: “O evento se consolida como um ambiente essencial para compartilhar conhecimento, integrar os diferentes elos da cadeia e estimular a inovação, contribuindo diretamente para o avanço de uma avicultura de postura mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios do mercado global”
O evento vai abordar temas como perspectivas para a produção e exportação de carnes e ovos, análise do mercado europeu e os impactos da reforma tributária sobre o produtor rural, fatores determinantes para a competitividade do setor. Também estarão em pauta soluções para otimização de custos, incluindo dimensionamento eficiente de granjas, automação, industrialização e inovações nutricionais, com destaque para práticas como split feeding (alimentação fracionada) e estratégias voltadas à melhoria da quAalidade de casca, gema e albúmen.
A agenda contempla ainda discussões sobre bem-estar animal e sistemas alternativos de produção, com ênfase nos desafios sanitários em sistemas cage-free (criação sem uso de gaiolas), além de atualizações sobre biosseguridade e controle de enfermidades relevantes, como Influenza Aviária, Laringotraqueíte e diferentes sorotipos de Salmonella.
Aspectos como saúde intestinal das poedeiras, longevidade produtiva dos plantéis e a viabilidade da exportação de ovos por empresas brasileiras, especialmente da região Nordeste, reforçam o caráter técnico e estratégico do encontro.
Para o presidente da Facta, Ariel Mendes, o simpósio vai além da troca de informações entre os presentes. “O evento se consolida como um ambiente essencial para compartilhar conhecimento, integrar os diferentes elos da cadeia e estimular a inovação, contribuindo diretamente para o avanço de uma avicultura de postura mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios do mercado global”, afirma.

Avicultura
Cadeia de ovos debate implantação da sexagem in ovo no Brasil
Encontro reunirá empresas, produtores, incubatórios e especialistas para discutir a adoção da tecnologia.
Avicultura
Cenário econômico e riscos ao comércio exterior levam avicultura gaúcha a reduzir produção
Setor cita retração do consumo, volatilidade internacional e preocupação com possíveis restrições às exportações brasileiras.

Na esteira do movimento anunciado na semana passada pela indústria de ovos, o segmento gaúcho de carne de frango também avalia reduzir o ritmo de produção. A medida vem sendo discutida por representantes da cadeia avícola diante do cenário econômico e comercial, marcado por incertezas no mercado interno e no ambiente internacional.
Segundo a avaliação do setor, a instabilidade da economia brasileira tem influenciado o comportamento do consumidor, que adota uma postura mais cautelosa diante das oscilações econômicas, afetando a demanda por alimentos.

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN
Entre os fatores que pressionam o mercado, a indústria destaca o elevado nível de endividamento das famílias, agravado pelo crescimento das apostas online, que, segundo informações divulgadas recentemente pela mídia, vêm comprometendo uma parcela significativa da renda da população.
No cenário externo, as preocupações envolvem o agravamento das tensões geopolíticas, o aumento de tarifas e a criação de novas barreiras comerciais, fatores que elevam a insegurança para as empresas exportadoras.
Outro ponto de atenção é a retomada dos conflitos no Oriente Médio, que provocou oscilações na cotação internacional do petróleo. De acordo com o setor, esse movimento pode aumentar os custos de produção, especialmente nas indústrias de embalagens, plásticos e combustíveis.

Também preocupa a possibilidade de restrições da União Europeia às exportações brasileiras de proteína animal, previstas para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026. Na avaliação da indústria, a medida representa um risco relevante para a avicultura nacional.
Diante desse cenário, representantes da cadeia afirmam que o setor enfrenta um momento de elevada complexidade e defendem uma análise estratégica por parte de produtores e indústrias para preservar a sustentabilidade econômica das atividades.
Uma das alternativas em discussão é a desaceleração temporária da produção até que o ambiente econômico e comercial apresente maior estabilidade.

Apesar das dificuldades, o setor ressalta que a competitividade entre as empresas continua sendo um fator inerente à atividade e reforça a busca por eficiência. “A competitividade entre as empresas é inerente ao setor, impulsionando a busca por resultados e a valorização de cada empreendimento. O entendimento de que todos buscam excelência e têm capacidade para superar adversidades está presente no contexto diário das organizações.”
A indústria também avalia que o contexto atual exige planejamento e decisões criteriosas. “Em meio às mudanças globais e às oscilações da economia, agravadas por taxas de juros elevadas e incertezas, o momento exige esforços concentrados e decisões assertivas para enfrentar este período de desafios.”
Avicultura
Frango congelado acumula estabilidade após alta de 0,97% no dia
Cotação paulista encerrou a semana em R$ 7,26/kg, conforme o Indicador Cepea/Esalq.

O preço do frango congelado em São Paulo apresentou alta na sexta-feira (10), conforme o Indicador do Frango Congelado Cepea/Esalq. O produto foi negociado a R$ 7,26/kg, com valorização diária de 0,97% e estabilidade no acumulado do mês.
Na quinta-feira (09), a cotação ficou em R$ 7,19/kg, sem alteração no dia e com recuo de 0,96% no mês. Na quarta-feira (08), o preço também foi de R$ 7,19/kg, com leve alta diária de 0,14% e queda mensal de 0,96%.
No início da semana, o mercado registrou poucas oscilações. Na terça-feira (07), o frango congelado foi cotado a R$ 7,18/kg, estável no dia e com retração mensal de 1,10%. Na segunda-feira (06), a cotação também ficou em R$ 7,18/kg, com variação diária negativa de 0,28% e recuo de 1,10% no acumulado do mês.




O evento tem como objetivo promover um debate técnico entre empresas, produtores, incubatórios, setor público, instituições financeiras e organizações da sociedade civil sobre os desafios e as oportunidades para a implementação da tecnologia no contexto brasileiro.