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Avicultura

Avicultura de postura começa 2026 sob pressão dos custos

Poder de compra do produtor cai pelo sétimo mês seguido frente ao farelo de soja.

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Foto: Shutterstock

O poder de compra do avicultor de postura frente aos principais insumos consumidos na atividade (milho e farelo de soja) se mantém decrescente em janeiro, aponta o Cepea.

Segundo o Centro de Pesquisas, a relação de troca entre os ovos e o cereal está em queda desde setembro/25, caindo em janeiro/26 para o menor patamar real desde março/22.

Frente ao derivado da oleaginosa, o recuo é observado pelo sétimo mês consecutivo, com o atual poder de compra sendo o mais baixo desde fev/23, também em termos reais.

Apesar das reações nos preços dos ovos no encerramento da primeira quinzena de janeiro, levantamento do Cepea mostra que a média mensal segue inferior à de dezembro/25. No mesmo período de comparação, o milho se desvalorizou menos, enquanto o farelo de soja subiu.

Fonte: Assessoria Cepea

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Declaração de biosseguridade avícola deve ser enviada até 31 de janeiro em Goiás

Agrodefesa reforça que o documento é obrigatório e integra as ações de prevenção à influenza aviária no estado.

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Foto: Shutterstock

Produtores rurais e responsáveis técnicos por estabelecimentos comerciais avícolas devem estar atentos ao prazo para envio da Declaração de Biosseguridade à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). A data-limite para o cumprimento da obrigação é 31 de janeiro. O documento deve ser preenchido e inserido no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). A medida faz parte de um conjunto de ações adotadas para prevenção e mitigação de risco da influenza aviária de alta patogenicidade (gripe aviária).

Para o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, a cooperação entre o setor produtivo e o serviço oficial é fundamental para preservar o status sanitário de Goiás no momento em que a doença avança na Europa, com 42 surtos confirmados em 14 dias, e que o estado de Mato Grosso trabalha na contenção de um foco detectado em aves de subsistência. “Manter Goiás livre da influenza aviária e da doença de Newcastle requer trabalho conjunto. A exigência da Declaração de Biosseguridade reforça as ações preventivas e assegura que as granjas avícolas estejam alinhadas às normas da Agrodefesa e às diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)”, destaca.

(Foto: Leonardo Wen)

A declaração é obrigatória e deve ser elaborada pelo médico-veterinário responsável técnico (RT) do estabelecimento, que responde pela execução dos controles higiênico-sanitários dos plantéis. O não cumprimento dessa exigência pode acarretar sanções aos RT´s por falta ética, conforme prevê o Código de Ética do Médico-Veterinário, estabelecido por meio da Resolução 1.138/2016 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFVM). Já os estabelecimentos podem sofrer bloqueio no registro cadastral, resultando na proibição da emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA).

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Agrodefesa, Silvânia Andrade Reis, a biosseguridade é a adoção de um conjunto de medidas e procedimentos operacionais para prevenir, controlar e limitar a exposição das aves contidas em um sistema produtivo a agentes causadores de doenças. “O Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) do Mapa possui normas técnicas para registro, fiscalização e controle dos estabelecimentos avícolas comerciais. A Agrodefesa busca assegurar o cumprimento da legislação brasileira e prevenir a entrada de doenças nos plantéis goianos e prejuízos à economia do estado”, explica.

Como realizar

O modelo da Declaração de Biosseguridade está disponível no site da Agrodefesa, na página do Programa Estadual de Sanidade Avícola (Pesa). O documento deve ser preenchido pelo médico-veterinário responsável técnico e inserido no Sidago até 31 de janeiro de 2026. Além da declaração, é necessário inserir o Registro de Estabelecimentos Comerciais Avícolas.

Entre as exigências a serem cumpridas pelos estabelecimentos avícolas goianos estão: telas com malha até 2,54cm; cercas no mínimo a 5 metros do galpão; arco de desinfecção presente; controle de visitas com livro e placas de restrição; limpeza de área ao redor da granja; plano de capacitação de pessoal em execução; movimentação acobertada por GTA; presença apenas de uma espécie e aptidão (carne/ovo); ausência de árvores frutíferas ao redor dos núcleos/galpões; e plano de contingência para emergência sanitária, que pode estar no memorial descritivo.

Fonte: Assessoria Agrodefesa
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Avicultura

Trabalho sanitário no Rio Grande do Sul garante retomada das exportações de frango para a China

Ações do Programa Estadual de Sanidade Avícola incluíram 1.846 fiscalizações em 2025, vigilância ativa e rápida contenção de focos de influenza aviária, reforçando a confiança internacional no status sanitário do Estado.

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Foto: Divulgação/Seapi

O anúncio recente de que a China reabriu o mercado à carne do frango no Rio Grande do Sul é reflexo de um intensivo trabalho conduzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Programa Estadual de Sanidade Avícola. Em 2025, a pasta realizou 1.846 fiscalizações de biosseguridade em granjas avícolas do estado, além de conter focos de influenza aviária (H5N1) identificados em Montenegro e Sapucaia do Sul.

“Desde o registro dos primeiros casos de influenza aviária na América do Sul em 2022, a Agricultura intensificou todas as ações direcionadas à prevenção e detecção precoce da doença, investindo na preparação para o enfrentamento em caso de ocorrência de focos”, destaca a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola, Ananda Kowalski.

Em 2025, foram realizados 138 atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves, dos quais 51 tiveram amostras coletadas, por terem sido enquadrados como casos prováveis. Foram detectados os três focos de influenza aviária registrados em 2025: numa granja avícola de reprodução em Montenegro, no Zoológico de Sapucaia do Sul e em ave silvestre em Montenegro.

“A pronta atuação na contingência do foco de Montenegro, primeiro caso no Brasil de influenza aviária em granja avícola, com a rápida retomada da condição sanitária do país, são reflexos de toda a preparação feita pela Secretaria. Isso foi destacado pelas missões internacionais que auditaram o Rio Grande do Sul”, pontua a coordenadora.

Ao longo do ano, também foram realizadas coletas de amostras para vigilância ativa de influenza aviária e doença de Newcastle, tanto em granjas avícolas como em criações de aves de fundo de quintal. Foram coletadas 5.655 amostras de aves comerciais e 513 amostras de aves de substência, analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária no Rio Grande do Sul e em Campinas, São Paulo. Não houve detecção de influenza aviária nem de doença de Newcastle.

“A vigilância ativa é um dos componentes do Plano de Vigilância para influenza aviária e doença de Newcastle do Ministério da Agricultura, sendo conduzida em ciclos, anualmente, pelos órgãos executores de sanidade agropecuária, como a Seapi”, explica Ananda.

Para este ano, as ações de fiscalização de biosseguridade e de vigilância seguem sendo prioridade. O novo ciclo de vigilância ativa em avicultura industrial e em aves de subsitência, que está sendo executado desde novembro de 2025, tem previsão para conclusão em junho de 2026.

Fonte: Assessoria Seapi
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Avicultura Em Chapecó

Abertas as inscrições para o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura

Evento promovido pelo Nucleovet ocorre de 07 a 09 de abril, reúne programação científica presencial e é um dos principais encontros da avicultura latino-americana.

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Fotos: Nucleovet

Estão abertas as inscrições para o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 07 a 09 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), e contará com programação científica presencial, além da 17ª Brasil Sul Poultry Fair.

Reconhecido como um dos principais encontros científicos da avicultura latino-americana, o SBSA reúne profissionais, estudantes, pesquisadores e empresas para discutir tendências, desafios e inovações que impactam a cadeia produtiva. A programação científica da edição de 2026 será divulgada em breve e trará temas atuais, com foco na aplicação prática do conhecimento.

O primeiro lote de inscrições segue disponível até o dia 26 de fevereiro, com investimento de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair tem valor de R$ 100.

A Brasil Sul Poultry Fair reunirá empresas nacionais e multinacionais dos segmentos de genética, sanidade, nutrição, aditivos, equipamentos e tecnologias voltadas à avicultura. A feira é considerada um espaço estratégico para a apresentação de lançamentos, troca de experiências, geração de negócios e fortalecimento do networking entre os participantes.

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio mantém o compromisso de promover conhecimento técnico qualificado e estimular o debate sobre os rumos da avicultura. “O SBSA é um espaço de atualização profissional e troca de experiências. A cada edição buscamos alinhar a programação às demandas do setor, valorizando a ciência, a inovação e a prática no campo”, destaca.

Ao longo dos três dias de evento, os participantes terão acesso a um ambiente de aprendizado, relacionamento e atualização, que integra conteúdo técnico de alto nível e contato direto com empresas e especialistas do setor.

Informações e inscrições estão disponíveis no site, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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