Avicultura
Avicultura da Coopavel amplia presença e aposta em tecnologia no Show Rural 2026
Setor terá programação técnica, palestras e ações interativas no CTA para fortalecer a integração entre produtores, cooperativa e mercado durante a feira, de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel.

O setor de aves da Coopavel terá presença estratégica e ampliada durante o 38º Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná. Com foco em tecnologia, transferência de conhecimentos e relacionamento com o produtor, a área vai apresentar uma programação diversificada e pensada para atender às demandas atuais da avicultura e fortalecer a integração entre campo, indústria e mercado.
A proposta é mostrar, de forma prática e didática, como funciona o Ciclo de Avicultura da Coopavel, modelo que integra fomento, assistência técnica, produção, processamento industrial e comercialização, garantindo eficiência, padronização e segurança ao sistema produtivo, comenta o gerente de Fomento e do Frigorífico de Aves, Noraldino Borborema.

Foto: Ricardo Ribeiro
No CTA, o visitante poderá acompanhar de perto como esse ciclo se materializa no dia a dia da cooperativa, desde o apoio técnico ao produtor até a entrega de um alimento de qualidade ao consumidor final. O espaço está em revitalização e ganha uma ambientação mais moderna e acolhedora. “O Show Rural é uma vitrine para apresentar esse modelo de integração e reforçar o compromisso da cooperativa com o desenvolvimento da atividade”, diz Noraldino.
A equipe técnica do fomento avícola estará no CTA para atender produtores, esclarecer dúvidas, trocar experiências e orientar sobre melhorias que podem ser implementadas no dia a dia das propriedades. Os visitantes conhecerão produtos que fazem parte do ciclo produtivo da Coopavel. Haverá exposição em geladeiras e degustação das três proteínas produzidas pela cooperativa: frango, suíno e peixe. As degustações acontecerão, principalmente, no Pavilhão Pecuário.
Circuito de palestras
As palestras do Conexão Avicultura acontecerão durante três dias no CTA, de 10 a 12, sempre das 14h às 15h. A iniciativa foi criada para aprofundar temas relevantes do setor, reunindo especialistas e empresas parceiras que atuam diretamente com tecnologia, manejo e ambiência na produção avícola, explica o médico-veterinário Cezar Leopoldo Szekut. “O Conexão Avicultura foi pensado para oferecer conteúdos objetivos, aplicáveis e alinhados às principais necessidades dos produtores integrados. As quatro palestras serão realizadas nos três dias”, observa Cezar.
As palestras serão sobre Sistemas construtivos eficientes, ministrada por Ricardo Piazzoli Parente, da Plasson; Avicultura inteligente: gestão de dados para inovar e gerar resultados, com Alan Leandro Vilarino, da InoBran; Desafios no manejo de verão, com Lederson Trindade de Lima, da Corti Avioste, além do tema Resultados com aquecimento radiante, com Rudolf Giovani Portela, da Cumberland Agromarau.
O Centro Tecnológico da Avicultura contará também com a participação de empresas ligadas à tecnologia da avicultura, fortalecendo a conexão entre produtores, cooperativa e fornecedores de soluções inovadoras. O 38º Show Rural Coopavel será de 9 a 13 de fevereiro, com 600 expositores. O acesso ao parque e o uso do estacionamento são gratuitos. O tema deste ano será A força que vem de dentro.

Avicultura
Carne de frango mantém resultado positivo mesmo com desafios ao longo do ano
Exportações fecharam estáveis, produção e consumo cresceram, e preços recuaram no início de janeiro, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

As exportações de carne de frango encerraram o ano em nível estável, após uma forte reação registrada em dezembro. No mercado interno, os preços apresentaram recuo em janeiro, movimento considerado típico do período. Ao longo do ano, abates, produção e consumo cresceram, enquanto os spreads permaneceram em patamar favorável, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Foto: Shutterstock
Em dezembro, os embarques de carne de frango, considerando produtos in natura e industrializados, somaram cerca de 496 mil toneladas, volume 14% superior ao registrado em dezembro de 2024. O resultado ajudou a compensar o desempenho mais fraco observado entre maio e agosto, período impactado pelos embargos decorrentes do caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul. Com isso, o setor fechou o ano praticamente repetindo o volume exportado em 2024, com 5,162 milhões de toneladas, alta de 0,1% na comparação anual. Já a receita total das exportações atingiu US$ 9,6 bilhões, o que representa queda de 1,9% no acumulado do ano.
No mercado doméstico, os preços da carne de frango se mantiveram firmes no fechamento de 2025, seguindo o comportamento observado ao longo de todo o quarto trimestre. A ave inteira congelada em São Paulo ficou estabilizada em torno de R$ 8,10 por quilo. Com a virada do ano, porém, houve acomodação sazonal, e na primeira quinzena de janeiro o preço recuou para aproximadamente R$ 7,50/kg, queda de 7% em relação ao fim de dezembro.

Foto: Shutterstock
Ainda segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o spread do frango abatido permaneceu em bom nível em dezembro, estimado em 42%, acima da média histórica de 10 anos, que é de 32%. Apesar da elevação dos preços do milho e do farelo de soja no mercado spot ao longo do quarto trimestre, os custos monitorados pela Embrapa ainda não refletiram essa pressão até o momento.
Do lado da oferta, a estimativa é de que os abates no quarto trimestre tenham crescido 6% em comparação com o mesmo período de 2024, acumulando alta de 3,2% no ano. O avanço ocorreu mesmo diante de desafios genéticos no topo da cadeia de reprodução do frango de corte em escala global. Com o aumento do peso médio das carcaças, a produção de carne de frango deve ter registrado crescimento próximo de 4%, o que resultou em uma expansão estimada de cerca de 6% no consumo aparente, já que as exportações se mantiveram estáveis.
Avicultura
Rio Grande do Sul segue entre os principais exportadores nacionais de carne de frango
Números indicaram que o setor avícola gaúcho, mesmo enfrentando dificuldades severas desde 2024, como enchentes, NewCastle e Influenza aviária, conseguiu se manter entre os três principais estados produtores e exportadores do Brasil.

A Organização Avícola do RS (O/A.RS), formada pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas no Estado RS (Sipargs), apresentou o balanço de 2025 em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (16), na sede da entidade, em Porto Alegre (RS). Os números indicaram que o setor avícola gaúcho, mesmo enfrentando dificuldades severas desde 2024, como enchentes, NewCastle e Influenza aviária, conseguiu se manter entre os três principais estados produtores e exportadores do Brasil, o que se deve, em parte, à capacidade de gestão de crises e ao trabalho integrado aos órgãos oficiais e outras instituições.
Segundo a entidade, o ano de 2025 fechou com cerca de 808 milhões de aves abatidas, aproximadamente 1,5% acima do ano anterior. No cenário das exportações, houve queda decorrente dos embargos que o setor sofreu em relação ao caso de Influenza Aviária, ocorrido em maio de 2025 no Estado. Em volumes, o setor fechou o ano com 686,3 mil toneladas de carne de frango exportadas, registrando queda de 0,77% sobre o ano anterior, que somou 691,6 mil toneladas. Na receita, o setor atingiu a cifra de US$ 1,24 bilhão, uma redução de 1,35% sobre o exercício anterior, que contabilizou US$ 1,26 bilhão.
“A baixa nas exportações está diretamente ligada aos embargos decorrentes do caso de Influenza Aviária registrado no Estado, o que evitou a retomada das exportações para a China, pois se tivéssemos exportando para os chineses teríamos fechado o ano com ligeiro crescimento”, comenta José Eduardo dos Santos, presidente executivo da O/A.RS.
Mercado de ovos
O setor da indústria e produção de ovos do RS também sentiu as consequências do bloqueio chinês e fechou o ano com 6,2 mil toneladas enviadas para outros países, com redução de 3,91% na comparação com as 6,5 mil toneladas embarcadas para o exterior em 2024.

Foto: Freepik
No faturamento, o resultado obtido foi positivo e expressivo, pois no cenário mundial a proteína ovos tem se valorizado e a receita cambial em 2025 chegou a US$ 23,6 milhões, registrando alta de 39,1% sobre o ano anterior, onde a receita com as exportações de ovos ficou na faixa de US$ 17 milhões.
As perspectivas no mercado internacional para 2026, mantendo-se a condição sanitária livre de enfermidades e não havendo adversidades climáticas de alto impacto, poderá ser de restabelecimento do seu crescimento entre 3% e 4% nos volumes de carne de frango, e de 10% a 20% nos volumes de ovos exportados.
Temas como a biosseguridade, com reforço aos cuidados e adoção permanentemente das medidas e procedimentos nos aviários, a sanidade avícola, destacando a importância da atualização das normativas de biosseguridade e monitoramento das criações de subsistência, foram relatados.
Santos ainda ressaltou que dará continuidade nas campanhas de valorização das marcas que produzem carne de frango e ovos no Rio Grande do Sul, incentivando cada vez mais o consumo das proteínas produzidas no setor, e antecipou a data de dois grandes eventos estratégicos que serão realizados neste ano: o Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs), que será realizado de 4 a 8 de agosto, em São Paulo/SP, e a 2ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), que será de 23 a 25 de novembro, em Gramado/RS.
Balanço completo da avicultura gaúcha em 2025:
Economia e Desenvolvimento Social
• 35 mil empregos diretos;
• 550 mil atividades indiretas;
• Atividade avícola presente em torno de 270 municípios.
A Asgav atualmente conta com 57 associados:
• 22 frigoríficos de inspeção federal, estadual e SISBI;
• 22 estabelecimentos produtores de ovos de pequeno, médio e grande porte;
• 2 Indústrias de processamento de ovos (líquido, em pó e derivados), com 105 mini/pequenos produtores de ovos integrados;
• 6 incubatórios, genética e recria;
• 5 fornecedores para avicultura.
Carne de frango:
• 3º maior produtor do Brasil;
• 3º maior exportador do país;
• 1,8 milhão de toneladas produzidas em 2025;
• 686 mil toneladas exportadas em 2025.
Ovos:
• 6º maior produtor do Brasil;
• 1º maior exportador do país em 2024;
• 244 mil de toneladas produzidas em 2025;
• 6,2 mil toneladas exportadas em 2025.
Avicultura
Congresso APA 2026 reúne lideranças e debate os rumos da avicultura de postura
Evento ocorre de 09 a 12 de março, em Limeira (SP), e terá programação técnica focada em mercado, sanidade, inovação, sustentabilidade e cenário político-econômico do setor de ovos.

A Associação Paulista de Avicultura (APA) apresenta a programação oficial do 23º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, que será realizado entre os dias 09 e 12 de março, no Zarzuela Eventos, em Limeira (SP). Reconhecido como o principal fórum técnico da avicultura de postura da América do Sul, o evento reunirá produtores, pesquisadores, lideranças setoriais, autoridades e empresas do setor.
Com uma agenda estruturada, ao longo de quatro dias, o Congresso abordará temas estratégicos para o futuro da cadeia produtiva de ovos, incluindo mercado, economia, sanidade, biosseguridade, nutrição, bem-estar animal, inovação tecnológica e sustentabilidade, por meio de painéis técnicos, palestra magna, apresentações científicas e espaços empresariais.
Entre os destaques da programação está a palestra magistral do ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, que trará uma análise aprofundada sobre as perspectivas políticas e econômicas, como também para a avicultura brasileira, contextualizando o papel do setor no desenvolvimento nacional, na segurança alimentar e no cenário geopolítico global.
Outro ponto alto do evento será a participação do economista Alexandre Mendonça de Barros, referência em análises do agronegócio, que abordará as tendências globais do mercado de grãos e seus impactos diretos na produção de ovos, oferecendo uma leitura estratégica sobre custos, competitividade e tomada de decisão em um ambiente de alta volatilidade. “O Congresso APA é um espaço de convergência entre ciência e mercado. A programação de 2026 reflete a complexidade e a relevância estratégica da avicultura de postura, trazendo nomes que ajudam o setor a compreender não apenas os desafios técnicos, mas também o contexto econômico e institucional em que estamos inseridos”, afirma José Roberto Bottura, diretor técnico da APA e membro da comissão organizadora.
Além da palestra magna, o evento contará com painéis dedicados à Influenza aviária de Alta Patogenicidade, uso racional de antimicrobianos, inteligência artificial aplicada à produção, cage free, micotoxinas, biosseguridade e legislação, reforçando o compromisso da APA com a atualização técnica e a construção de soluções para os desafios presentes e futuros da atividade.
O professor doutor Lúcio Araújo destaca a relevância do temário do congresso: “Trabalhamos de forma intensa e estratégica para garantir que os temas estivessem diretamente conectados aos principais desafios da indústria brasileira de ovos. O crescimento consistente do consumo per capita no Brasil já posiciona o país entre os dez maiores mercados do mundo, o que exige uma abordagem integrada de toda a cadeia de produção e comercialização. A construção desse programa técnico tem como objetivo elevar, de forma estruturada e contínua, os níveis de eficiência, competitividade e sustentabilidade do setor”, pontua Araújo.
“Mais do que um congresso técnico, o APA 2026 será um ambiente de diálogo qualificado, networking estratégico e alinhamento de visões para o futuro da postura comercial brasileira”, destaca o presidente da APA, Érico Pozzer.



