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Avicultura brasileira aumenta receita de exportações e tem queda de volume

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A União Brasileira de Avicultura (UBABEF) anunciou hoje as estatísticas consolidadas do setor no primeiro semestre de 2013.  
As exportações da avicultura brasileira – considerando embarques de carne de frango, ovos, material genético, ovos férteis, perus, patos e gansos –  totalizaram 1,977 milhão de toneladas nos seis primeiros meses de 2013, resultado 5,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado.  Em receita, houve crescimento de 5,5% segundo a mesma comparação, com um total de US$ 4,381 bilhões.
Este desempenho, segundo a entidade, indica mudanças no cenário de competitividade do Brasil frente a outros grandes exportadores. “Durante o Salão Internacional da Avicultura (SIAV) e o 23° Congresso Brasileiro de Avicultura, que a UBABEF promoverá de 27 a 29 de agosto em São Paulo, apresentaremos uma análise detalhada sobre o quadro competitivo do setor nacional”, destacou o presidente da entidade, Francisco Turra.
MERCADO EXTERNO
Carne de frango
Embarques, receita cambial e preço médio – Os embarques de carne de frango, principal produto das exportações avícolas brasileiras, somaram 1,890 milhão de toneladas entre janeiro e junho de 2013, com redução de 4,9% em relação ao primeiro semestre de 2012. A receita totalizou US$ 4,093 bilhões, com aumento de 7,2%. O preço médio das vendas brasileiras foi de US$ 2.166 a tonelada, o que corresponde a um crescimento de 12,7%. 
As vendas por segmentos – As exportações de cortes somaram embarques de 997,8 mil toneladas no primeiro semestre de 2013, em queda de 10,2%. A receita cambial foi de US$ 2,152 bilhões, com redução de 0,4%. 
As vendas de frango inteiro foram de 732,7 mil toneladas, com aumento de 4,5%, com receita cambial de US$ 1,484 bilhão, o que correspondeu a um aumento de 27,5%. 
Os embarques de frango industrializado, que totalizaram 75,3 mil toneladas, tiveram uma queda de 17,2%. E a receita teve redução de 12%, somando US$ 214,2 milhões.  
Nos outros segmentos os embarques foram de 84,1 mil toneladas, em queda de 0,8%, com uma receita de US$ 242,4 milhões, o que representou retração de 2,6%.
As vendas por regiões de destino – O Oriente Médio manteve a posição de principal região de destino da carne de frango brasileira. Entre janeiro e junho de 2013 foram embarcados 735,1 mil de toneladas, com crescimento de 9,6% sobre o mesmo período em 2012. A receita cambial somou US$ 1,593 bilhão, com aumento de 30,4%. Para a Ásia as exportações somaram 533,1 mil toneladas, com redução de 11%, e a receita somou US$ 1,2 bilhão, em queda de 1,5%. No caso da África as vendas foram de 254,9 mil toneladas, com retração de 19%, e a receita cambial totalizou US$ 373,9 milhões, 10% a menos que no primeiro semestre de 2012. A União Europeia respondeu por embarques de 199 mil toneladas, em redução de 10,2%, e por receita de US$ 552,9 milhões, com retração de 8,7%. Para os países da Europa extra-UE os embarques foram de 45 mil toneladas, em queda de 27,4%, enquanto a receita somou US$ 121,3 milhões, com redução de 5,6%. Para os países das Américas foram exportadas 121,4 mil toneladas, em crescimento de 5,3%, e a receita cambial totalizou US$ 240,6 milhões, com expansão de 10,7%. Para a Oceania os embarques foram de 863 toneladas (-12,9%). A receita somou US$ 1,9 milhão (-5,4%).
Exportações por Estado – Paraná, com 28,3% de participação, e Santa Catarina, com 24%, lideraram as exportações de carne de frango no primeiro semestre de 2013 em volumes. O Rio Grande do Sul respondeu por 18,7% dos embarques e São Paulo, assim como o Mato Grosso, por 5,9% cada. 
Carne de peru
A exportação de carne de peru totalizou 75 mil toneladas, com queda de 13%, na comparação com o primeiro semestre de 2012. A receita cambial teve queda de 10%, chegando a US$ 223 milhões.  O principal mercado comprador foi a União Europeia, com 48% do total. 
Carne de pato, ganso e outras aves
Esse grupo respondeu por embarques de 730 toneladas, com queda de 51% em relação ao período janeiro-junho de 2012. A receita, de US$ 2,43 milhões, teve queda de 59%.  
Ovos in natura e processados
A exportação de ovos somou 6,6 mil toneladas no primeiro semestre deste ano, com queda de 54% em relação ao mesmo período em 2012. A receita cambial, de US$ 12 milhões, teve redução de 45%.  Angola, com 42% do total, e Emirados Árabes, com 37% das importações, foram os principais compradores.
Material genético
A exportação de material genético no primeiro semestre de 2013 somou 536,6 toneladas, com aumento de 7,8%. O total da receita foi de US$ 27,76 milhões, com elevação de 32%. 
Ovos férteis
Os embarques de ovos férteis no primeiro semestre de 2013 somaram 3,78 mil toneladas, com queda de 40%. A receita somou US$ 22,64 milhões, com redução de 40%. 
MERCADO INTERNO
Alojamento de matrizes 
O alojamento de matrizes em 2012 somou 46,5 milhões de aves, queda de 7% com relação aos 50 milhões de cabeças alojadas em 2011 e equivalente aos 46,5 milhões verificados em 2010.
O alojamento de matrizes já instalado para produção de pintos de corte no segundo semestre de 2013 aponta para uma média mensal de 3.753.300, resultado 1,9% inferior à média mensal do primeiro semestre do ano, que foi de 3.824.000 de matrizes.
Outros segmentos da produção avícola
A produção de ovos totalizou 17,33 bilhões de unidades, com aumento de 9,1% em relação ao primeiro semestre de 2012. Do total, foram 13,39 bilhões de ovos brancos e 3,94 bilhões de ovos vermelhos. O estado de São Paulo liderou a produção de ovos no primeiro semestre de 2013, com 5,853 bilhões de unidades. Os outros grandes produtores foram Minas Gerais, com 2,148 bilhões de unidades; Espírito Santo, com 1,436 bilhão; e Rio Grande do Sul, com 1,161 bilhão de ovos produtos. 
Perspectivas para o fechamento de 2013
De acordo com o presidente executivo da UBABEF, a produção de carne de frango deverá encerrar 2013 com total entre 12,3 milhões e 12,5 milhões de toneladas, volume semelhante ao obtido em 2012, de 12,6 milhões de toneladas. “Esta perspectiva leva em consideração os níveis atuais de produção, conforme o alojamento de pintos de corte e de matrizes”, explica Turra.  
Segundo ele, o consumo interno e as exportações de carne de frango tendem a aumentar no segundo semestre de cada ano, especialmente durante os períodos festivos.
“Diante desta perspectiva vemos que poderá haver uma pressão no equilíbrio entre oferta e demanda, como consequência dos estoques ajustados tanto no Brasil quanto nos principais clientes das exportações brasileiras. Também colaboram para esse cenário o menor alojamento de matrizes em 2012 e o tradicional aumento de consumo no segundo semestre do ano. Além disso, a ocupação dos espaços de produção normais por aves de comercialização sazonal, como as natalinas, também poderá influenciar este contexto”, destaca Turra.
No caso das exportações de carne de frango, a tendência é repetir em 2013 o resultado de 2012, podendo haver um crescimento de até 2%.

Fonte: Ass. Imprensa da Ubabef

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Avicultura

Frango perde competitividade para carne suína e ganha frente à bovina

Queda de preços das carnes em janeiro reflete a menor demanda interna típica do início do ano e o excesso de oferta no atacado.

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Foto: Jonathan Campos

A competitividade da carne de frango apresentou comportamentos distintos frente às principais proteínas concorrentes no início de 2026. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indica que, em janeiro, a proteína avícola perdeu espaço em relação à carne suína, mas ganhou competitividade frente à bovina no mercado atacadista da Grande São Paulo.

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De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento foi resultado de uma desvalorização mais acentuada da carne suína quando comparada à avícola. Ambas as proteínas registraram queda de preços ao longo do mês, porém a retração mais intensa da suinocultura reduziu a vantagem relativa do frango na disputa pelo consumidor.

Na contramão desse cenário, a carne bovina apresentou leve valorização no período. As altas observadas até a metade de janeiro foram suficientes para elevar a média mensal dos preços no atacado, o que favoreceu a posição competitiva do frango frente à proteína de maior valor. Segundo o Cepea, o ritmo de negócios com carne bovina, no entanto, perdeu fôlego a partir da última semana do mês.

Os pesquisadores explicam que a pressão baixista sobre as carnes de frango e suína é característica do primeiro mês do ano, quando a demanda interna costuma estar mais enfraquecida. Esse comportamento sazonal tende a gerar uma situação de oferta elevada no atacado, dificultando a sustentação dos preços no curto prazo.

Fonte: O Presente Rural
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Ventania causa destruição em aviários no interior do Paraná

Rajadas de vento atingiram a Linha Felicidade, no interior do distrito de São Clemente, em Santa Helena, destelhando estruturas e provocando prejuízos materiais. Não houve registro de feridos.

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Uma ventania intensa e de curta duração provocou danos significativos em aviários na Linha Felicidade, no interior do distrito de São Clemente, em Santa Helena, no Oeste do Paraná, na tarde de quinta-feira (29). O fenômeno chamou a atenção pelo caráter repentino e  localizado: enquanto duas estruturas foram severamente atingidas, propriedades vizinhas, a cerca de 500 metros, não registraram qualquer dano.

Foto: Reprodução

Segundo relato do produtor, o vento surgiu de forma inesperada, mesmo com apenas alguns pingos de chuva no momento do ocorrido. Em questão de segundos, as rajadas ganharam força suficiente para arrancar telhas e comprometer partes importantes das construções, especialmente os aviários da propriedade. “O vento foi muito forte e aconteceu muito rápido. Só vi telhas voando para todos os lados e ouvi o barulho intenso. Fiquei paralisado e precisei orientar minha filha pequena a se proteger”, contou.

De acordo com o produtor, ao menos dois aviários foram atingidos. Um deles sofreu os danos mais severos, com destelhamento completo na parte central e destruição de estruturas laterais e do fundo.

O outro também teve prejuízos, embora em menor proporção. Apesar da proximidade, outros aviários da região, inclusive alinhados na mesma área, não foram afetados. “Não tem muita explicação, só vendo de perto para entender a força do vento”, comentou.

A avaliação reforça a percepção de que a ventania atingiu uma faixa específica, característica comum de

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fenômenos meteorológicos localizados, como microexplosões ou rajadas descendentes, embora não haja, até o momento, confirmação técnica sobre a natureza do evento.

Não houve registro de feridos, apenas prejuízos materiais. O caso chama atenção pela violência do vento em um curto intervalo de tempo e pela ausência de outros danos relevantes em Santa Helena e região, contrastando com o impacto concentrado observado na propriedade atingida.

Fonte: O Presente Rural com Correio do Lago
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Cúpula Latino-Americana de Avicultura reforça papel estratégico da proteína avícola durante IPPE 2026

Evento reuniu líderes e especialistas para discutir segurança alimentar, sustentabilidade, inovação e os desafios da produção avícola na América Latina.

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Foto: Divulgação/IPPE

A Cúpula Latino-Americana de Avicultura de 2026 reforçou durante a International Production & Processing Expo (IPPE) o papel estratégico da proteína avícola como um dos principais pilares da segurança alimentar, da sustentabilidade e da inovação na região. Com o lema “Proteína de aves: não podemos viver sem ela”, o encontro reuniu na terça-feira (27) líderes empresariais, especialistas técnicos e representantes da indústria para discutir os caminhos da produção avícola diante de desafios econômicos, sociais e tecnológicos cada vez mais complexos.

Foto: Divulgação/IPPE

Logo na abertura, uma mesa redonda com CEOs deu o tom das discussões. Participaram Lorenzo Martín, do grupo mexicano El Gran Chaparral, e Juan Felipe Montoya, da colombiana Huevos Kikes, com moderação de Mauricio Sanabria, da Hy-Line International, da Colômbia. Representando empresas familiares multigeracionais, os executivos compartilharam experiências sobre temas sensíveis ao setor, como o enfrentamento de doenças, a concorrência com mercados informais, gargalos na infraestrutura de transporte, sucessão geracional e a necessidade urgente de aprimorar a comunicação com os consumidores.

Segundo os participantes, aproximar o campo dos centros urbanos e ampliar a transparência da cadeia produtiva é fundamental para gerar confiança e fortalecer a imagem da avicultura perante a sociedade.

Ao longo da programação, o manejo das aves foi apontado tanto como um risco crítico quanto como uma oportunidade de avanço. Exemplos práticos ilustraram esse contraste, como a disseminação da gripe aviária associada ao manejo inadequado de dejetos no México e, em sentido oposto, o uso de biodigestores na Colômbia para a produção de metano destinado ao transporte, agregando valor ambiental e econômico à atividade.

A sustentabilidade esteve no centro das discussões, assim como o desenvolvimento de produtos à base de ovos voltados à exportação. Os

Foto: Jonathan Campos 

números de consumo per capita reforçaram a relevância da proteína avícola na América Latina: cerca de 400 ovos por habitante ao ano no México, 375 na Colômbia e 287 no Brasil, com expectativa de o país superar a marca de 300 ovos ainda neste ano. Os palestrantes destacaram que o ovo permanece como a proteína mais acessível para todas as faixas socioeconômicas.

Desafios técnicos na produção avícola

Questões técnicas também tiveram espaço de destaque na Cúpula. Bianca Martins, da Alltech México, apresentou um panorama sobre a presença de micotoxinas na América Latina, ressaltando os impactos diretos na conversão alimentar. De acordo com a especialista, a vomitoxina é atualmente a micotoxina mais prevalente no milho em todo o México e em partes da América Central e do Sul.

Carlos Martínez, da DCL México, abordou a importância da integridade intestinal das aves, explicando como desequilíbrios na microbiota comprometem a produtividade. Já José Ramírez, da Anitox, tratou do controle da Salmonella em fábricas de ração, chamando atenção para os pontos críticos de contaminação e para o uso de tecnologias modernas de monitoramento e testes.

Foto: Shutterstock

Gestão ambiental e comunicação com o consumidor

A gestão ambiental e o bem-estar animal também foram debatidos. Cristabel Huerta, da Hato Lighting, explicou como o espectro de luz e o fotoperíodo influenciam diretamente o comportamento e o desempenho das aves, apresentando exemplos práticos de aplicação em granjas comerciais.

O encerramento ficou a cargo de Mauricio Simental, da Bachoco, do México, que destacou as estratégias de comunicação e branding adotadas pela empresa para fortalecer o engajamento do consumidor e valorizar a proteína avícola no mercado.

Cobertura do O Presente Rural

O Jornal O Presente Rural participa mais uma vez da IPPE, considerada o maior evento anual do mundo dedicado às indústrias de aves,

Foto: O Presente Rural

ovos, carnes e alimentos de origem animal, que segue com programação até quinta-feira (29), em Atlanta, nos Estados Unidos. O diretor Selmar Frank Marquesin e a jornalista Eliana Panty acompanham de perto os debates e as principais tendências do setor.

A cobertura completa do evento pode ser acompanhada nas redes sociais do jornal, com informações em tempo real, bastidores e análises sobre os temas que impactam a avicultura latino-americana.

Fonte: O Presente Rural com IPPE
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