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Avícola Pato Branco: uma empresa conduzida por mulheres

Atualmente Odilete e a irmã Olivete administram a empresa da família, como diretora Agropecuária e diretora Executiva, respectivamente

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No início da década de 1970 o casal Oliden Rotava e Odete Alberti decidiram sair de Santa Catarina para morar na cidade de Pato Branco, sudoeste do Paraná. De lá não vieram sozinhos, trouxeram junto as quatro filhas – Olidete, Olivete, Elizabeth e Odilete. Já no Paraná começaram a investir na avicultura. Foi assim que em setembro do mesmo ano fundaram a Avícola Pato Branco, iniciando com um aviário de 100 frangos que eram vendidos vivos na cidade. Com a compra de um pequeno frigorífico local começaram a abater e vender estes animais em Pato Branco e nas cidades vizinhas. Ainda na década de 1970 a família decidiu montar um incubatório e produzir seus próprios pintinhos de um dia, iniciando assim com uma incubadora de madeira para 500 ovos e, ao lado do incubatório, construíram mais dois aviários com galinhas para produzir ovos férteis.

Foi assim que iniciou a história da família Rotava na avicultura. Porém, em 1989 o patriarca da família, Oliden, faleceu. Isso fez com que a segunda geração começasse a assumir a gestão da empresa junto com a mãe. Dessa forma, três das filhas do casal passaram a administrar a Avícola Pato Branco.

Para se inteirar melhor de como tudo funcionava na empresa, cada uma das irmãs adequou a sua formação para uma função da Avícola. Odilete é formada em agronomia e tem pós-graduação em Administração Rural e Gestão em Vitivinicultura. Ela está na empresa desde 1992 e atualmente ocupa o cargo de diretora Agropecuária. Já Olivete é nutricionista com MBA em Gestão Empresarial e atua como diretora Executiva. Elizabeth é psicóloga e pós-graduada em Psicologia Organizacional e atuou na área de Recursos Humanos da empresa entre 1990 e 2011.

“Quando ingressamos na empresa, para auxiliar nossa mãe na condução dos negócios, tivemos que buscar conhecimentos específicos da área, pois não havíamos sido preparadas para isto. Foi a perda de nosso pai que nos levou a participar da gestão. Nosso ingresso na empresa trouxe novos modelos e ferramentas de gestão, buscando profissionalização, tecnologias e processos adaptados à nova realidade”, conta Odilete.

Gestão, inovação e mulheres no poder

Na década de 1990, quando as irmãs assumiram junto com a mãe a gestão da Avícola, a empresa tinha uma capacidade de produção de 500 mil pintinhos por mês e contava com 52 colaboradores. Com a ajuda das filhas e a expertise de cada uma em sua área de atuação a empresa cresceu e se desenvolveu muito. Hoje a Avícola possui 430 colaboradores, três granjas de recria, oito granjas de produção, um incubatório de estágio único e uma nova fábrica de rações. “Produzimos em torno de 84 milhões de ovos férteis/ano, sendo 5,5 milhões de pintos por mês. Agregado ao negócio avícola, temos ainda investimentos em bovinos de corte e reflorestamento”, diz.

Segundo Odilete, a Avícola Pato Branco atende hoje diversas agroindústrias e cooperativas no Sul do país e São Paulo. Além disso, também já exportaram para África, Oriente Médio e Mercosul.

De acordo com a diretora Agropecuária, logo que ela e as irmãs assumiram seus cargos na empresa da família, os desafios eram em aprimorar os conhecimentos na área específica da avicultura, implementar novos modelos de processos e incorporar a cultura de treinamentos nas áreas de biossegurança e gestão de informação. Além disso, uma grande preocupação também sempre foi com os colaboradores. Por isso, em 1997, percebendo a dificuldade de muitos funcionários, de não terem tido a oportunidade de estudar, a empresa criou a Escola APB e conseguiu, com o apoio do município, formar um total de 168 colaboradores-alunos, que fizeram a formação de 1ª a 4ª série, 5ª a 8ª série e segundo grau. “Muitas vezes liderar significa atender a necessidade do que o seu colega/colaborador precisa para desenvolver o trabalho, e com minhas irmãs fomos encontrando estes caminhos”, afirma.

A administração da Avícola Pato Branco feita somente por mulheres é notória. Mas elas não são as únicas que estão à frente de cargos importantes nas empresas espalhadas pelo Brasil. “Percebo com muita alegria que as mulheres estão buscando seu espaço e demonstrando sua capacidade como líderes. No agronegócio este fato também tem sido muito perceptível, e na política temos o exemplo de liderança de nossa Ministra da Agricultura”, comenta Odilete.

Mesmo assumindo cargos importantes, às vezes ainda existe certa resistência. Mas, para Odilete, o preconceito à liderança por parte de mulheres é algo que tem sido superado ao longo dos anos. “Atualmente percebo que nós temos sido respeitadas. No entanto cabe a cada mulher, através de suas atitudes, mostrar sua capacidade de liderar e impor os limites de relacionamento como profissional e como ser humano”, diz.

Exemplo

E estar em um cargo à frente de uma empresa tão importante para o mercado avícola nacional acaba se tornando um incentivo para outras mulheres que buscam o mesmo. “Espero ser um exemplo para minha filha, sobrinhas, amigas e colegas de trabalho, de que através de nossas ações somos capazes de buscar o melhor para cada uma e para os que nos cercam, pois esta é a maior característica das mulheres líderes – pensar em todos”, afirma. Além disso, segundo Odilete, outro grande exemplo de inspiração é a mãe. “Assim como muitas outras mulheres que deixaram suas marcas importantes no mundo, considero minha mãe um exemplo de resiliência e liderança, e minhas irmãs exemplo de que mesmo com algumas diferenças somos sempre mais fortes juntas”, comenta.

Para Odilete, as mulheres são líderes natas dentro de suas casas, pois articulam as relações pais-filhos ou entre irmãos, participam da gestão das tarefas cotidianas e precisam gerir todos os recursos envolvidos. “Estas características intrínsecas possibilitam também as mulheres do agronegócio a terem uma visão mais holística sobre o que produzem, de que maneira produzem e como comercializam seus produtos. As agricultoras deste Brasil, em conjunto com seus parceiros (homens, filhos, sócios), são a base da sustentabilidade de nosso país”, finaliza.

Outras notícias você encontra na edição de Avicultura de abril/maio de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Queda de energia mata 20 mil frangos no Oeste do Paraná

Interrupção no fornecimento compromete ventilação de aviário em São Miguel do Iguaçu e causa prejuízo de R$ 150 mil.

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Foto: Reprodução

Uma interrupção no fornecimento de energia elétrica resultou na morte de 20 mil frangos de corte em uma granja de São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, na terça-feira (03). As aves tinham 26 dias de criação e estavam a menos de três semanas do envio para uma cooperativa da região. O prejuízo estimado pela proprietária da área, Sandra Bogo, é de R$ 150 mil.

A mortalidade foi identificada por volta do meio-dia. No mesmo dia, as aves foram recolhidas e descartadas conforme os protocolos de biosseguridade exigidos para esse tipo de situação.

De acordo com a produtora, a propriedade possui gerador de energia, mas a instabilidade no fornecimento comprometeu o funcionamento do equipamento, afetando o sistema de ventilação do aviário. No momento da ocorrência, os termômetros marcavam cerca de 35°C no município, com sensação térmica próxima de 40°C, conforme dados do Simepar.

As altas temperaturas, associadas à falta de ventilação, agravaram a situação. Conforme orientações da Embrapa Suínos e Aves, a faixa ideal de conforto térmico para frangos em fase final de criação varia entre 21°C e 24°C.

A granja possui três aviários de 1.500 metros quadrados cada, com 20 mil aves alojadas em cada estrutura. Apenas um dos galpões foi afetado. Segundo Sandra, o produtor responsável pela atividade conta com seguro que cobre danos estruturais e mortalidade de animais, mas a liberação de eventual indenização depende da análise técnica do laudo.

Em nota, a Copel informou que o desligamento na região de Nova Santa Rosa do Ocoy foi causado pelo rompimento de um cabo de energia. A empresa afirmou que o fornecimento ao cliente mencionado ficou interrompido por 17 minutos, entre 11h16 e 11h33, período em que equipes realizaram manutenção e manobras para restabelecer o serviço a partir de outra fonte. A companhia acrescentou que redes aéreas estão sujeitas a interferências externas, como contato com vegetação, e que vem investindo em tecnologias para reforçar a operação do sistema.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Rio Grande do Sul registra foco de gripe aviária em aves silvestres

Secretaria da Agricultura informa que caso não altera status sanitário do Estado nem impacta o comércio de produtos avícolas.

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Foto: Divulgação/Seapi

O governo do Estado, por meio do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), detectou foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, no município de Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim.

A Seapi esclarece que a infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não afeta a condição sanitária do Rio Grande do Sul e do país como livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), não impactando o comércio de produtos avícolas. Também ressalta-se que não há risco na ingestão de carne e de ovos, porque a doença não é transmitida por meio do consumo.

O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. A notificação de animais mortos ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou a doença.

O SVO está no local para aplicar as medidas e os procedimentos para a contingência da Influenza Aviária na região. A vigilância está sendo realizada na região por servidores da Seapi, em parceria com as equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além disso, ações de educação sanitária e conscientização serão realizadas na região.

O diretor do DDA, Fernando Groff, informa que serão conduzidas medidas de vigilância e prevenção nas criações de subsistência locais. “O Rio Grande do Sul convive com o vírus da influenza desde 2023, e temos priorizado as atividades de prevenção e reforço das condições de biossegurança das granjas avícolas, de forma contínua, visando proteger o plantel avícola e manter a condição sanitária do nosso Estado”, ressaltou Groff.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em animais devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou através do WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: Assessoria Ascom Seapi
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Conflito no Oriente Médio pressiona exportações brasileiras de frango

Risco sobre rotas marítimas estratégicas pode elevar fretes, seguros e custos de energia, com impacto nas margens do setor.

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Foto: Shutterstock

A intensificação das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos reposiciona o risco geopolítico no radar do agronegócio brasileiro. Embora não haja, até o momento, interrupção formal de contratos, o setor avalia que o impacto pode se materializar por meio de custos logísticos mais elevados, volatilidade cambial e pressão sobre insumos energéticos.

O Oriente Médio é destino relevante para a pauta agropecuária do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que milho, açúcar e carnes de aves figuram entre os principais produtos embarcados para a região. As carnes de frango e miúdos comestíveis respondem por 14,5% das exportações brasileiras destinadas a esses mercados, atrás apenas de milho e açúcar.

A dependência regional de importações de proteína animal mantém a demanda estruturalmente ativa. A preocupação, segundo representantes do setor, não está na absorção do produto, mas na previsibilidade operacional.

Logística no centro da incerteza

Foto: Claudio Neves

O foco das atenções recai sobre corredores marítimos estratégicos, como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, por onde transita parcela expressiva do comércio global de energia e mercadorias. Qualquer instabilidade nessas rotas tende a encarecer o frete marítimo, elevar prêmios de seguro e alongar prazos de entrega.

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal afirmou que acompanha a evolução do cenário. “A ABPA e suas associadas estão mapeando e monitorando os pontos críticos à logística na área influenciada pelo conflito. Neste momento, o setor analisa rotas alternativas que foram utilizadas em outras ocasiões de crises na região”, informou a entidade.
A associação ressalta que “não há embarques significativos de carne de frango para o Irã”, o que reduz o risco de impacto direto sobre contratos bilaterais com o país. O efeito esperado, portanto, é indireto e sistêmico.

Petróleo e frete como vetores de transmissão

A região é peça central na oferta global de petróleo. Em momentos de escalada militar, o preço da commodity tende a reagir, influenciando tanto o custo do bunker, combustível utilizado por navios, quanto despesas com transporte terrestre e produção industrial.

Foto: Ari Dias

Análise publicada pela Farmnews aponta que a principal via de transmissão da crise para o agro brasileiro deve ocorrer por meio da energia e dos fertilizantes. “Crises geopolíticas na região não necessariamente derrubam a demanda por alimentos, mas aumentam a imprevisibilidade operacional”, destaca o estudo.

Para o frango brasileiro, que opera em ambiente de forte concorrência internacional e margens ajustadas, qualquer elevação de frete ou atraso logístico pode comprimir resultados. O mesmo raciocínio vale para milho e açúcar, que lideram a pauta regional.

No curto prazo, exportadores avaliam rotas alternativas e monitoram contratos de frete. No médio prazo, a trajetória do petróleo e o comportamento do transporte marítimo devem definir a extensão dos impactos sobre custos e competitividade.

Até aqui, o fluxo comercial segue sem ruptura formal. O ponto de atenção está no custo de manter esse fluxo em um ambiente de risco elevado.

Fonte: O Presente Rural
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