Notícias EuroTier South America
AveSui EuroTier reúne “mundo” da produção animal no Paraná
Evento soma expertises de dois dos principais eventos do planeta sobre produção de aves, suínos, peixes, pecuária leiteira e bioenergia no Oeste do Estado

A AveSui EuroTier South America 2019 concentrará a melhor oferta de conteúdo, expositores e relacionamento no setor de produção animal entre os próximos dias 23 e 25 de julho, em Medianeira (PR). O evento prevê 13 mil visitantes, 150 expositores e mais de 40 palestras em 10 mil m² de área.
A AveSui EuroTier é resultado da união da AveSui, evento com larga tradição no Brasil, e da EuroTier, feira de referência global organizada pela DLG (Sociedade Agrícola da Alemanha), que realiza sua primeira edição fora do continente europeu por meio desta parceria.
O resultado é o evento mais completo para os segmentos de aves, suínos, peixes, pecuária leiteira e bioenergia no polo regional apontado como maior produtor de proteína animal por metro quadrado, a região Sul do Brasil, por meio dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A região, inclusive, será foco de investimentos bilionários em produção animal. Apenas no Oeste Paranaense, anúncios oficiais de cooperativas, empresas, poder público e estatais preveem mais de R$ 2,5 bilhões para ampliações, novas unidades agropecuárias e fabris, além de pontes, melhorias em aeroportos e estradas na região.
Todos os investimentos têm início ao longo de 2019 e visam atender o consistente aumento do consumo de proteína animal ao redor do mundo, especialmente na Ásia, América Latina, África e Europa nos próximos 30 anos.
Experiência única
A soma do know how e da credibilidade de AveSui e EuroTier permitirá uma experiência única em inovação, conhecimento, relacionamento e negócios para ser um marco tanto em organização como em percepção de valor pelos seus visitantes.
A Feira de Negócios, por exemplo, tem 150 expositores confirmados para garantir o que há de novo em soluções na indústria de insumos. O acesso à feira é gratuito e permite visitar o Hall de Exposição, a Granja Modelo, o Auditório de Inovações, a Área Gourmet e o Happy Hour nos stands, além do Espaço Digital Farming.
O conteúdo técnico e mercadológico exclusivo, reservado aos congressistas, inclui o XVIII Seminário Técnico-Científico de Aves, Suínos e Peixes e o IV Congresso de Zootecnia de Precisão e WorkShop de Inseminação Artificial, além de Coffee Break, Catálogo e Pasta do Evento, entre outras atrações.
Também com acesso exclusivo serão os Painéis de Biosseguridade na Produção Animal, Métodos de Eutanásia, Desenvolvimento e Sustentabilidade do Mercado de Proteínas, Fábrica de Rações, Processamento de Carnes, Bem-estar na Produção de Ovos, Piscicultura, Biomassa e Bioenergia. Confira a programação completa no site do evento.
Os dois públicos podem fazer as inscrições antecipadas pelo site do evento. Deste modo, bastará retirar a credencial pronta no evento, sem filas, para um aproveitamento ainda melhor da AveSui South America 2019. Garanta sua vaga agora mesmo.
Turismo
Medianeira está a cerca de 30 minutos de Foz do Iguaçu, cidade brasileira que mais recebe turistas estrangeiros justamente pelas muitas atrações naturais, compras e lazer. Deste modo, a infraestrutura para o turismo também é uma das melhor estruturadas em termos logísticos (estradas, aeroportos) e em serviços (hotéis, restaurantes).
Entre os principais destaques, estão as impressionantes Cataratas do Iguaçu, o Macuco Safari, o Templo Budista, o Casino Iguazú, Duty Free Argentina, Duty Free Paraguay, Bar de Gelo (Argentina), Museu de Cera Foz do Iguaçu, Vale dos Dinossauros, Porto Kattamaram e Marco das Três Fronteiras com jantar, entre outras.
Como chegar?
O evento ocorre em Medianeira (PR), a 30 minutos de Foz do Iguaçu, entre 23 e 25 de julho, com acesso fácil e seguro pela estrutura da região desta cidade turística conhecida internacionalmente.
O Aeroporto de Foz do Iguaçu recebe voos da Azul, Gol e Latam as principais capitais brasileiras e também voos internacionais de países do Cone Sul. O acesso de carro ou ônibus também é fácil por no máximo 60km em estradas bem sinalizadas e em bom estado.

Colunistas
A verdade é aliada do agronegócio
A desinformação, ao se propagar, compromete o diálogo social e mina a confiança entre o campo e a cidade.

A circulação acelerada de informações, potencializada pelo ambiente digital, impôs à sociedade contemporânea um desafio que extrapola o campo da tecnologia e alcança a esfera ética, econômica e institucional: o combate sistemático à desinformação. No caso do agronegócio brasileiro, setor estratégico para a segurança alimentar, para a geração de empregos e para o equilíbrio da balança comercial, as notícias falsas produzem efeitos particularmente nocivos, pois distorcem percepções, fragilizam reputações e comprometem decisões públicas e privadas baseadas em dados equivocados.
As entidades de representação e defesa do setor primário da economia (como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e todas as Federações estaduais) vêm alertando sobre a transmissão intencional de mentiras na forma de narrativas simplificadoras e frequentemente ideologizadas, disseminadas com o objetivo de desqualificar a produção agropecuária nacional.

Artigo escrito por José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)
Atribui-se ao campo, de forma leviana, a responsabilidade exclusiva por problemas complexos, como mudanças climáticas, insegurança alimentar ou crises ambientais, ignorando-se deliberadamente o arcabouço legal, científico e tecnológico que orienta a atividade rural no Brasil. Afirmações como a suposta inexistência de controle sobre o uso da água na irrigação, a ideia de que a produção de grãos avança indiscriminadamente sobre áreas protegidas ou a falsa noção de que a pecuária brasileira opera à margem de qualquer critério de bem-estar animal são exemplos de construções retóricas que não resistem à uma análise minimamente fundamentada.
A desinformação, ao se propagar, compromete o diálogo social e mina a confiança entre o campo e a cidade. O produtor rural passa a ser visto como antagonista do interesse coletivo, quando, na realidade, é protagonista de avanços relevantes em produtividade sustentável, rastreabilidade, inovação genética, agricultura de precisão e adoção de práticas conservacionistas. Esse descompasso entre percepção e realidade gera prejuízos concretos, desde restrições comerciais baseadas em argumentos infundados até a formulação de políticas públicas dissociadas da realidade produtiva.
Combater as notícias falsas não significa negar a necessidade de aperfeiçoamentos contínuos ou de fiscalização rigorosa. Ao contrário, pressupõe transparência, acesso à informação qualificada e valorização do conhecimento técnico-científico. Exige, sobretudo, o fortalecimento do pensamento crítico, da educação midiática e da responsabilidade na produção e no compartilhamento de conteúdos. Instituições representativas, imprensa profissional, comunidade acadêmica e sociedade civil têm papel complementar nesse processo.
A Faesc utiliza todos os seus canais de comunicação para levar cotidianamente à sociedade informações verdadeiras, verificáveis e confiáveis sobre tudo o que envolve o universo rural, mas o enfrentamento da desinformação sobre o agronegócio é uma tarefa permanente, que demanda compromisso com os fatos, respeito à ciência e disposição para o diálogo. Defender a verdade sobre o campo brasileiro é defender o desenvolvimento sustentável, a soberania alimentar e o futuro de milhões de famílias que produzem com responsabilidade, sob uma das legislações ambientais mais exigentes do mundo. Trata-se de um dever institucional e cívico que não pode ser relativizado.
Notícias
Mudanças climáticas lideram lista de preocupações no campo paranaense
Levantamento apresentado no Show Rural Coopavel indica que 91% temem impactos climáticos e 40% citam pragas e despesas como entraves à rentabilidade.

Os produtores rurais do Paraná iniciam 2025 sob forte atenção aos impactos climáticos e à sustentabilidade econômica do negócio. Dados da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, com recorte exclusivo de 2025, apresentados durante o Fórum ABMRA de Comunicação, realizado no Show Rural Coopavel, nesta quarta-feira, 11, mostram que 91% dos agricultores do estado acreditam que as mudanças no clima causarão algum tipo de impacto em suas propriedades nos próximos anos. A radiografia é maior do que a média nacional, que chega a 86% de preocupação pelos produtores rurais.
O levantamento também revela quais são os desafios do produtor paranaense, colocando o clima como o principal, citado por 67% dos entrevistados. Na sequência estão pragas e doenças e custos de produção com 40% em ambos os cenários.

Fórum ABMRA de Comunicação apresentou dados inéditos do perfil do produtor rural paranaense – Foto: Divulgação
Para o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, o retrato apresentado pela pesquisa é estratégico para o mercado. “Esses dados são fundamentais para que as empresas deixem de falar com um produtor genérico e passem a se comunicar com o produtor real de 2025, o qual é mais qualificado, mais pressionado pelo clima e pelos custos e muito mais atento à comercialização. Quando entendemos exatamente quais são suas prioridades e desafios, conseguimos construir estratégias de comunicação mais assertivas, com mensagens relevantes, escolha adequada de canais e abordagens que realmente dialoguem com a tomada de decisão no campo”, afirma.
O perfil do produtor rural no estado apresenta uma característica de maturidade de idade com média de 47 anos. Em termos de escolaridade, 35% concluíram o ensino médio e 10% possuem ensino superior completo.
A tradição familiar permanece como principal motivador para atuar no agro, mencionada por 53% dos entrevistados, enquanto 46% destacam o conhecimento adquirido no setor.
Notícias
Exportações aos EUA recuam pelo sexto mês seguido e déficit triplica em janeiro
Vendas ao mercado americano somam US$ 2,4 bilhões, com queda de 25,5% pressionada por tarifas e retração do petróleo no início de 2026.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos iniciaram 2026 em retração. Segundo o Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil, as vendas ao mercado americano somaram US$ 2,4 bilhões em janeiro, queda de 25,5% na comparação anual e o sexto recuo consecutivo.
As importações brasileiras de produtos norte-americanos também diminuíram, com baixa de 10,9% no mesmo período. Como a contração das exportações foi mais intensa, o déficit comercial brasileiro na relação bilateral alcançou cerca de US$ 0,7 bilhão — mais que o triplo do registrado em janeiro de 2025.
Tarifas e petróleo pressionam a balança
O desempenho negativo foi puxado principalmente pelos óleos brutos de petróleo, cuja receita caiu 39,1% em relação a janeiro do ano anterior. Produtos sujeitos a tarifas adicionais registraram retração média de 26,7%, com destaque para os bens enquadrados na Seção 232, que recuaram 38,3%.
Entre os itens com maior impacto negativo estão semiacabados de ferro ou aço, sucos, elementos químicos inorgânicos e combustíveis derivados de petróleo.
“O início de 2026 segue marcado por pressões relevantes sobre o comércio bilateral. A combinação entre a queda das exportações brasileiras e a manutenção de tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem aprofundado o desequilíbrio na balança comercial entre Brasil e Estados Unidos”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.
Produtos sobretaxados ampliam retração
A análise do conjunto de bens afetados por tarifas adicionais indica que a queda foi superior à média geral. Produtos sujeitos a sobretaxas de 40% e 50% registraram retração expressiva, assim como itens vinculados à Seção 232, especialmente cobre e produtos siderúrgicos.
O movimento reforça a tendência observada nos meses anteriores, com manutenção de barreiras tarifárias pressionando o fluxo bilateral.
Resiliência parcial na pauta exportadora
Apesar do cenário adverso, parte da pauta exportadora apresentou desempenho relativamente mais robusto. Entre os dez principais produtos enviados aos Estados Unidos em janeiro, seis tiveram desempenho melhor do que as exportações brasileiras para o restante do mundo. É o caso de café não torrado, carne bovina, aeronaves, celulose e equipamentos de engenharia.
Em contrapartida, produtos que perderam espaço no mercado americano mostraram desempenho superior quando destinados a outros países, sinalizando reorientação geográfica das vendas externas.
Mesmo com o aumento do déficit global dos Estados Unidos no comércio de bens, o Brasil segue entre os poucos países com os quais os norte-americanos mantêm superávit comercial relevante. “Avançar no diálogo econômico de alto nível é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e criar condições para a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026”, conclui Abrão Neto.



