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Avicultura

AVES realiza capacitação para avicultores com foco em qualidade nos estabelecimentos de ovos e derivados

Evento aconteceu na Câmara Municipal de Santa Maria de Jetibá (ES) e reuniu cerca de 100 pessoas ligadas à avicultura capixaba.

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Fotos: Divulgação/AVES

A Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) promoveu, no dia 15 de maio, mais uma edição do Qualificaves Postura Comercial, seu programa anual de capacitação voltado para produtores e profissionais da avicultura. Com o tema “Qualidade nos estabelecimentos de ovos e derivados”, o evento aconteceu na Câmara Municipal de Santa Maria de Jetibá (ES) e reuniu cerca de 100 pessoas ligadas à avicultura capixaba.

Com uma temática voltada para as boas práticas, exigências legais e inovações para garantir a qualidade do produto final, desde a produção até o processamento dos ovos, abordada por especialistas da área, o evento contou com a presença integrantes do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa/Mapa) e do 4º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (4º Sipoa/Mapa)

O primeiro palestrante foi João Heleno Moreira Pimentel, Coordenador de Suporte à Inspeção do Dipoa,  que trouxe esclarecimentos sobre a identidade e a qualidade dos ovos in natura, explicando o que a legislação vigente determina e o que é avaliado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) durante as auditorias oficiais.

Na sequência, Daniela Oliveira, Consultora Técnica da Elanco, abordou estratégias para reduzir a presença de ovos sujos, tema essencial para a melhoria da qualidade do produto desde a granja até o consumidor final.

Encerrando a sequência de palestras, Paulo Barretto, da Criare Consultoria e Engenharia de Alimentos, em parceria com a MRE Technology e a Limsept do Brasil, apresentou orientações sobre a sala de classificação de ovos, com foco nos cuidados com a higienização, manutenção e calibração das máquinas classificadoras, fundamentais para garantir a padronização e segurança do produto.

O público presente teve várias dúvidas esclarecidas, tanto através de questionamentos feitos diretamente a cada palestrante, quanto às que foram dirimidas através das apresentações em si.

O encontro também contou com a participação da diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa/Mapa), Juliana Satie, e do Coordenador do 4º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (4º Sipoa/Mapa), Marcelo Zorda, que também participaram dos momentos de questionamentos e falas, resultando em um espaço de diálogo e troca de experiências sobre os desafios e avanços na cadeia produtiva de ovos. Além deles, auditores fiscais do Mapa que atuam nos estabelecimentos do ES também participaram do Qualificaves.

De acordo com o diretor executivo da AVES, Nélio Hand, este foi um momento de grande importância e muito esperado pelos Associados da entidade. “As informações e esclarecimentos trazidos durante esse Qualificaves, ajudaram no nivelamento que é necessário ter entre o setor produtivo e o serviço veterinário oficial, apresentando a interpretação coerente da legislação. Além disso, a oportunidade da aproximação institucional com os titulares do Dipoa e 4º Sipoa, nos permitiram mostrar a realidade da avicultura local, bem como reforçar a necessidade de avanço em demandas que o setor local possui junto às autarquias”, mencionou.

A iniciativa teve o apoio da Ambientares, Icaterm e Plasson, além do apoio especial das empresas Elanco, Nater Coop e MRE Technology.

O Qualificaves Postura Comercial reafirma o compromisso da AVES com a qualificação técnica do setor avícola capixaba, especialmente de seus Associados, contribuindo para a melhoria contínua dos processos e da segurança alimentar no Brasil.

Fonte: Assessoria AVES

Avicultura

Avicultura brasileira projeta produção de 15,8 milhões de toneladas em 2026

Crescimento estimado em 2,3% mantém Brasil entre os maiores produtores globais.

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Fotos: Shutterstock

A avicultura brasileira segue operando em um cenário de desafios, mas mantém desempenho estável diante da demanda interna e externa. A expectativa é de menor espaço para novas quedas nos preços da carne de frango no país, que continua competitiva em relação à carne bovina.

No cenário internacional, a produção de carne de frango da China foi revisada para cima pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa aponta crescimento de 4,8% em 2026, alcançando 17,3 milhões de toneladas, o que deve consolidar o país como o segundo maior produtor global, atrás apenas dos Estados Unidos. Já o Brasil deve registrar aumento de 2,3% na produção, chegando a 15,8 milhões de toneladas, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Entre os exportadores, a China também amplia presença no mercado. As exportações do país asiático devem crescer 29% neste ano, atingindo 1,4 milhão de toneladas e superando a Tailândia, ocupando a quarta posição global.

No Brasil, os custos de ração permaneceram controlados, mas a queda nos preços da carne de frango ao longo de março reduziu a margem da atividade no mercado interno. Ainda assim, o setor segue sustentado pela demanda externa, que continua firme mesmo com o aumento dos custos logísticos, influenciados pelo cenário no Golfo Pérsico.

A carne de frango mantém competitividade frente à bovina, principalmente diante da ausência de expectativa de queda nos preços do boi. Com isso, o mercado indica menor espaço para novas reduções nos preços da proteína avícola.

O setor também monitora riscos no cenário internacional, especialmente ligados ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento das exportações brasileiras de frango. Além disso, há atenção em relação à safra de milho, já que a consolidação da safrinha depende das condições climáticas nas próximas semanas, o que pode impactar os custos de produção.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Avicultura

Após ações de vigilância, Rio Grande do Sul declara fim de foco de gripe aviária

Equipes realizaram inspeções em propriedades e granjas, além de atividades educativas com produtores.

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Foto: Indea MT

Após 28 dias sem aves mortas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) encerrou na quinta-feira (16) o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) registrado em 28 de fevereiro, em Santa Vitória do Palmar. Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba, na Estação Ecológica do Taim.

A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região de Santa Vitória do Palmar, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

As equipes designadas utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, procurando por sinais clínicos nos animais ou aves mortas. Foram realizadas 95 atividades de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Adicionalmente, foram feitas 22 fiscalizações em granjas avícolas localizadas em municípios da região, para verificação das medidas de biosseguridade adotadas.

Ações de educação sanitária junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias também integraram o plano de atuação da Secretaria na área do foco. Foram conduzidas 143 atividades educativas.

“Por se tratar de área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Estação Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: Assessoria Seapi
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Avicultura

Alta nas exportações ameniza impacto da desvalorização do frango

Mesmo com preços mais baixos, demanda externa segura o ritmo do setor.

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Foto: Shutterstock

O mercado de frango registrou queda de preços em março, mas manteve equilíbrio impulsionado pelo desempenho das exportações. Em São Paulo, o frango inteiro congelado recuou para R$ 7/kg, 2,4% abaixo de fevereiro e 17% inferior ao registrado há um ano. Já no início de abril, houve reação nas cotações, que voltaram a R$ 7,25/kg.

Com a desvalorização da proteína ao longo do ano e a alta da carne bovina, o frango ganhou competitividade. A relação de troca superou 3 kg de frango por kg de dianteiro bovino, nível cerca de 30% acima da média histórica para março e acima do pico dos últimos cinco anos, registrado em 2021. Em comparação com a carne suína, que também teve queda de preços, a relação se manteve próxima da média, em torno de 1,3 kg de frango por kg de suíno.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, março também foi positivo para as exportações brasileiras de carne de frango, mesmo diante das dificuldades logísticas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Os embarques somaram 431 mil toneladas in natura, alta de 5,6% em relação a março de 2025 e de 4,9% no acumulado do primeiro trimestre.

Foto: Ari Dias

O preço médio de exportação, por outro lado, recuou 2,7% frente ao mês anterior, movimento associado ao redirecionamento de cargas que antes tinham como destino países do Oriente Médio, especialmente os Emirados Árabes. Ainda assim, o bom desempenho de mercados como Japão, China, Filipinas e África do Sul compensou as perdas na região.

No lado da oferta, os abates de frango cresceram cerca de 3% em março na comparação anual e 2% no acumulado do primeiro trimestre. Apesar disso, o aumento das exportações, que avançaram 5,4% no período, contribuiu para evitar sinais de sobreoferta no mercado interno.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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