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Avatec 20 previne a Coccidiose Aviária
Uma das principais doenças entéricas que incidem em aves de corte, prejudicando a conversão alimentar e trazendo uma piora significativa no ganho de peso, é a Coccidiose. Para evitar o prejuízo ao produtor, a Zoetis, antiga unidade de Saúde Animal da Pfizer, traz ao mercado o aditivo para rações Avatec 20. O anticoccidiano (ionóforo) é para uso exclusivo de fabricantes de rações de aves na prevenção da doença. A enfermidade, que pode levar o animal à morte, é causada por protozoários, parasitas do epitélio intestinal, entre eles, Eimeria tenella, Eimeria necatrix, Eimeria acervulina, Eimeira brunetti e Eimeira maxima.
Os surtos de Coccidiose são comuns quando as aves não são submetidas a um planejamento preventivo. O Avatec© 20 é o único ionóforo bivalente para prevenção dos agentes causadores da doença. O produto é uma excelente opção para uso seguro em programas contínuos, tanto nas fases iniciais como na de crescimento, explica Lucielma Holtz, Gerente de Produto da Unidade de Negócios Aves da Zoetis.
Altamente infecciosa, a Coccidiose é transmitida por meio da ingestão de oocistos (ovos), que são encontrados nas fezes das aves contaminadas. Assim que entra no trato digestivo das aves, o oocisto contaminado sofre ações dos sucos gástricos, rompendo a parede de proteção e libertando o esporozoíto (célula infectante) no intestino. Instalado em células intestinais, o protozoário inicia sua replicação. Para cada oocisto ingerido, oito novos esporozoítos são gerados. Esse processo de multiplicação torna-se contínuo, destruindo as células do intestino responsáveis pela absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais, carotenoides e medicamentos e, à partir de um oocisto ingerido pode-se ter a produção de mais de um milhão de novos oocistos. Desenvolvido para uso in feed (na ração), Avatec 20 pode ser administrado em aves na fase inicial (1 a 21 dias) e na fase de crescimento (22 a 35 dias), sem comprometer o consumo de água e de ração.
Os principais sintomas da enfermidade são diarreia aquosa, amarelada, mucosa e sanguinolenta, perda de peso, podendo chegar até a síndrome do peito-seco, baixa produtividade reprodutiva, baixa produção de ovos, ovos fracos e com casca mole, mortalidade de pintinhos em crescimento e perda de coloração. Em estágio avançado de infecção, a doença pode acometer camadas profundas do intestino, lesando vasos sanguíneos e causando a perda de células de reposição, o que propicia o aparecimento de doenças concomitantes.
Outras ações que auxiliam na prevenção da coccidiose, também são importantes para manter a sanidade da granja. Hábitos higiênicos, com a biosseguridade dos ambientes onde os animais ficam alojados, dos comedouros e exames preventivos são fundamentais para o controle da doença. Além disso, a ração com Avatec 20 deve ser administrada de modo contínuo como programas de anticoccidianos, sendo a única fonte de alimentação do plantel, finaliza Lucielma.
COCCIDIOSE | |
Causas | A coccidiose é causada por cinco agentes |
Sintomas | Os principais sintomas da coccidiose são:
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Consequências | As células infectantes se instalam no |
Prevenção | A prevenção é |
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Zoetis
Zoetis
é uma companhia líder em saúde animal, focada em apoiar os clientes e seus respectivos
negócios em animais de criação e de companhia. Com o legado de mais de 60 anos
de história como uma unidade de negócios de Saúde Animal da Pfizer, a Zoetis
descobre, desenvolve, produz e comercializa vacinas e medicamentos
veterinários, além de oferecer uma linha de produtos para diagnósticos e testes
genéticos, somados a uma série de serviços. O faturamento global da companhia
chegou a US$ 4,3 bilhões em 2012. Mundialmente, a Zoetis emprega mais de 9,3
mil funcionários e está presente em, aproximadamente, 70 países; incluindo 29
fábricas em 11 países. Seus produtos atendem médicos veterinários, pecuaristas,
proprietários de animais de produção e de animais de companhia, em 120 países.
Fonte: Ass. Imprensa da Zoetis

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36ª Reunião Anual do CBNA recebe inscrições de trabalhos científicos até quarta-feira
Todos os trabalhos aprovados serão publicados em edição especial sobre o evento da Revista de Agricultura, da Fealq, ampliando o alcance das pesquisas.

A produção científica voltada à nutrição animal no Brasil vem buscando maior integração com as demandas da indústria e mais visibilidade no cenário internacional. Esse movimento se reflete na 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que está com inscrições abertas para submissão de trabalhos científicos até quarta-feira (25).

O professor de Zootecnia da Esalq/USP e membro da Diretoria Técnica do CBNA, Urbano Ruiz. “A publicação dos trabalhos em um periódico científico amplia significativamente a visibilidade das pesquisas e contribui para aproximar ainda mais a produção acadêmica das demandas da indústria”.
Neste ano, todos os trabalhos aprovados serão publicados em edição especial sobre o evento da Revista de Agricultura, periódico científico editado pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e publicado de forma ininterrupta desde 1926. Essa mudança amplia o alcance das pesquisas, que antes eram divulgadas no ambiente digital do evento, anuncia o professor de Zootecnia da Esalq/USP e membro da Diretoria Técnica do CBNA, Urbano Ruiz, responsável pelos trabalhos científicos do encontro.
A iniciativa ocorre em um contexto de maior pressão por eficiência produtiva e otimização de custos na cadeia de proteína animal, o que tem aproximado empresas e centros de pesquisas na busca por soluções aplicadas. “A publicação dos trabalhos em um periódico científico amplia significativamente a visibilidade das pesquisas e contribui para aproximar ainda mais a produção acadêmica das demandas da indústria. Ao adotar o inglês e um formato mais objetivo, o CBNA também facilita o acesso de pesquisadores e profissionais de outros países ao conteúdo gerado no Brasil”, afirma Ruiz.
Outra mudança nesta edição é o formato dos resumos, que passam a ser submetidos exclusivamente em inglês e em versão simples, substituindo o modelo anterior de resumo expandido. A proposta é facilitar a leitura e ampliar a circulação internacional dos estudos. Ao todo, 12 trabalhos serão selecionados para apresentação oral, quatro em cada uma das áreas (aves, suínos e bovinos), enquanto os demais trabalhos aprovados serão apresentados em formato de pôster. Todos os trabalhos aprovados terão espaço na publicação científica. No ano passado, foram mais de 60 trabalhos selecionados. Os interessados, devem fazer inscrição no site do evento e depois inscrever seus trabalhos clicando aqui.
Eventos
A 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos vai reunir pesquisadores, profissionais da indústria e especialistas da cadeia produtiva para discutir avanços técnicos, desafios e tendências da nutrição animal no Brasil e no mundo. Além da Reunião Anual, o CBNA vai promover outros dois eventos técnicos no mesmo local. Um deles é o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e outro é o 25º Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14 de maio. Toda essa programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa.
36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos
9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos
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Nova ferramenta digital amplia combate à cigarrinha-do-milho no Paraná
Com mapa interativo e série histórica, plataforma melhora tomada de decisão e fortalece manejo nas lavouras.

Desde fevereiro, os produtores rurais do Paraná têm mais uma ferramenta de combate à cigarrinha-do-milho, praga que causa prejuízo nas lavouras do cereal. A plataforma CigarrinhaWeb centraliza os dados do monitoramento do inseto que transmite o complexo de enfezamentos, conjunto de doenças que gera perda de produtividade, queda na qualidade dos grãos e, em casos severos, até o tombamento das plantas.
A partir destas informações, produtores e técnicos poderão definir estratégias de manejo e controle da praga. Isso porque a plataforma fornece um panorama confiável da distribuição e densidade populacional do inseto no Paraná. O site também armazena a série histórica, criando uma base de dados para futuras pesquisas.
“A cigarrinha-do-milho é uma ameaça à produção. Apoiar o desenvolvimento desta plataforma significa equipar o produtor com informação atualizada e em tempo real. É um investimento no conhecimento que se transforma em ferramenta prática para a defesa da nossa produção, dando transparência e agilidade ao monitoramento desta praga”, afirma o presidente do Sistema Faep.
“Só em defensivos, foram gastos 76 milhões de dólares em 2024. Ou seja, se a plataforma tiver impacto de 10%, essa pesquisa já se paga várias vezes”, destaca o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.
A ferramenta, que posiciona o Paraná entre os Estados com iniciativas estruturadas de monitoramento de uma das principais pragas da cultura do milho, é resultado do trabalho da Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada – Complexo de Enfezamento do Milho (Rede CEM), formada pelo Sistema Faep, Fundação Araucária, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Na prática
O site exibe um mapa interativo com a localização das armadilhas adesivas instaladas nas regiões do Paraná e o número de insetos capturados em cada uma, com atualizações semanais. A plataforma consolida e torna públicos dados que antes ficavam restritos a produtores ou instituições individuais.
O método de monitoramento com armadilhas adesivas é antigo e consolidado. No entanto, o Paraná se destaca como o único Estado a consolidar e disponibilizar publicamente esses dados por meio de uma plataforma digital interativa.
Há anos, o Sistema Faep trabalha para orientar os produtores rurais em relação à cigarrinha do milho. Antes mesmo da plataforma digital CigarrinhaWeb, essa frente de trabalho resultou na cartilha “Manejo da cigarrinha e enfezamentos na cultura do milho”.
Desenvolvido junto com a Embrapa Milho e Sorgo, o material traz orientações práticas, que ajudam o agricultor a identificar e a controlar o inseto, de forma didática. Gratuita e disponível no site do Sistema Faep, a publicação também contempla fotos que exemplificam os sintomas causados pelas doenças transmitidas pela cigarrinha do milho. Paralelamente, a entidade tem em seu catálogo o curso “Manejo Integrado de Pragas (MIP) – Milho”, voltado para a necessidade de monitorar a lavoura, com foco na identificação da cigarrinha.
Todos os cursos do Sistema Faep são gratuitos e oferecem certificado aos concluintes.
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Nova rodovia em Palotina melhora acesso ao complexo agroindustrial da C.Vale
Contorno viário foi liberado após acordo entre Estado, cooperativa e município e recebeu R$ 170 milhões em investimentos.

A inauguração do contorno viário de Palotina, realizada no dia 20 de março, reuniu autoridades federais, estaduais e municipais, além de representantes da C.Vale. A nova rodovia, com 15,2 quilômetros de extensão, foi liberada para o tráfego logo após a solenidade.

A obra foi viabilizada por meio de um acordo entre o Governo do Paraná, a C.Vale e o município, após ficar 26 meses paralisada por impasses contratuais. Pelo modelo adotado, a cooperativa assumiu a gestão da obra, contratou a empreiteira e realizou os pagamentos, sendo ressarcida pelo Estado com créditos de ICMS. Segundo o governador Ratinho Junior, esse formato permitiu antecipar a conclusão em cerca de dois anos.
Com investimento de R$ 170 milhões, o contorno viário passa a concentrar o tráfego de caminhões, carretas e ônibus que antes cruzavam a área urbana de Palotina para acessar o complexo agroindustrial da C.Vale. A mudança deve reduzir congestionamentos, especialmente nos horários de troca de turno das indústrias, e aumentar a segurança no trânsito.
O transporte de trabalhadores e cargas na região é intenso. Atualmente, cerca de 7.500 pessoas se deslocam diariamente em 155 linhas intermunicipais e 111 linhas circulares dentro do município.
A nova rodovia foi denominada PR-975, em homenagem a Marcelino Neis, primeiro prefeito eleito de Palotina. Já o viaduto no acesso ao complexo agroindustrial recebeu o nome de Darcy Ioris, ex-integrante da diretoria da cooperativa.
Após a liberação, cerca de 30 veículos leves e pesados da C.Vale foram os primeiros a utilizar o trecho. A partir de agora, o fluxo de cargas e de passageiros passa a ser direcionado para o contorno, facilitando o acesso ao complexo e retirando o tráfego pesado das vias urbanas.
