Avicultura
Avanços no controle da Doença de Gumboro são tema de palestra no Simpósio da Facta
Especialista abordará as novas técnicas disponíveis no mercado, incluindo vacinas com cepas aprimoradas e estratégias de imunonutrição.

A evolução no controle e na monitoria da Doença de Gumboro será o foco da palestra da médica-veterinária Rose Pereira no Simpósio sobre Imunossupressão e Enfermidades de Notificação Obrigatória em Aves e Suínos. O evento, promovido pela Facta, será realizado nos dias 18 e 19 de fevereiro de 2025, em Campinas (SP), e reunirá especialistas para discutir os principais desafios e avanços na sanidade animal.
Rose abordará as novas técnicas disponíveis no mercado, incluindo vacinas com cepas aprimoradas e estratégias de imunonutrição com probióticos e prebióticos, que ajudam a fortalecer o sistema imune das aves. “Embora a Doença de Gumboro seja conhecida há décadas, ainda enfrentamos lacunas no controle. A inovação está tanto nas vacinas quanto na forma de monitorar a doença, otimizando custos e melhorando a precisão dos diagnósticos”, afirma a palestrante.
Um dos pontos centrais da apresentação será a importância de técnicas como a histopatologia para diferenciar cepas vacinais de variantes de campo, além de análises complementares como PCR e sorologia. Rose também mostrará como combinar dados de forma estratégica pode prever os próximos passos para otimizar a saúde do lote.
A palestra integra o primeiro dia do simpósio, que terá discussões sobre imunossupressão e avanços na sanidade animal. Com um público especializado, o evento visa promover práticas mais assertivas para o enfrentamento de doenças que impactam a produção avícola e suína.
As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas clicando aqui.

Avicultura
Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos
Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado
O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.
Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.
A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.
Avicultura Recorde histórico
Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre
Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.
Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março
Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos
Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.
Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.





