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Avanços entre ataques

É preciso elevar o nível dos debates, demonstrar categoricamente o quanto a produção pecuária brasileira é comprometida com eficiência, qualidade e o quanto respeita o meio ambiente.

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Editor do Jornal O Presente Rural, Giuliano De Luca: "Existem, como em todos lugares, àqueles que fogem à regra, mas eles não devem ser a cara de uma pecuária nacional cada vez mais evidente, produtiva e sustentável" - Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A pecuária brasileira, sobretudo a bovinocultura de corte, sofre intensos ataques ao longo de sua história. Mercados concorrentes, ONGs ambientais, entre outros pequenos e barulhentos grupos da sociedade, volta e meia, estão demandando atenção de produtores e entidades organizadas, que precisam se defender, na ampla maioria das vezes, de coisas que não fizeram ou de generalizações ignorantes sobre a produção de carne bovina e seus impactos.

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de carne do mundo. Ao longo dos anos, a pecuária evoluiu, com mais produção, usando menos insumos, menos terras, gerando menos impactos ambientais. Tudo graças à evolução científica e tecnológica e graças ao produtor, que tem utilizado ferramentas cada vez mais precisas para produzir alimento de alta qualidade, com a tão desejada sustentabilidade ambiental.

O pecuária brasileira tem reduzido sua pegada ambiental ao longo dos anos. Também tem conquistado melhores índices produtivos e produtos de mais qualidade. São avanços que só mesmo quem é da cadeia produtiva consegue enxergar com nitidez.

Avanços que ocorrem em meio a ataques. Mas porquê, então, os ataques continuam? Porque esse importante setor do agro não se comunica bem. É preciso elevar o nível dos debates, demonstrar categoricamente o quanto a produção pecuária brasileira é comprometida com eficiência, qualidade e o quanto respeita o meio ambiente.

Existem, como em todos lugares, àqueles que fogem à regra, mas eles não devem ser a cara de uma pecuária nacional cada vez mais evidente, produtiva e sustentável.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor de bovinocultura, commodities e maquinários agrícolas acesse gratuitamente a edição digital Bovinos, Grãos e Máquinas.

Fonte: Por Giuliano De Luca, editor do Jornal O Presente Rural

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Agrotins 2026 projeta mais de R$ 5 bilhões em negócios

Feira acontece de 12 e 16 de maio, em Palmas, após safra de 9,6 milhões de toneladas, exportações de US$ 3 bilhões e alta de 16% no PIB agropecuário do Tocantins.

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Foto: Divulgação/Governo do Tocantins

Com a economia rural em forte expansão, o Tocantins chega à edição de 2026 da Agrotins tentando transformar crescimento produtivo em novo recorde de negócios. A expectativa do mercado é que a feira, que será realizada entre 12 e 16 de maio, supere a casa dos R$ 5 bilhões movimentados no ano passado.

Foto: Divulgação/Governo do Tocantins

Os números que cercam o evento ajudam a explicar o otimismo. O estado encerrou a última safra com 9,6 milhões de toneladas de grãos, incluindo 5,8 milhões de toneladas de soja. No mesmo ciclo, o PIB da agropecuária avançou mais de 16%, enquanto as exportações somaram cerca de US$ 3 bilhões em 2025.

Na prática, a Agrotins passou a funcionar como vitrine anual de um estado que ganhou escala no agronegócio. Em 2025, a feira recebeu cerca de 192 mil visitantes e mais de 1,1 mil expositores. Em 2024, havia movimentado R$ 4,24 bilhões, o que mostra curva acelerada de crescimento.

Criada em 2001, quando registrou R$ 7 milhões em negócios, a feira acompanhou a transformação do Tocantins de fronteira agrícola em polo regional de produção. Hoje, concentra lançamentos de máquinas, crédito, tecnologia e articulações políticas ligadas ao setor.

Foto: Divulgação/Governo do Tocantins

A edição deste ano acontece em um ambiente mais exigente para o setor. Com pressão crescente por logística eficiente, abertura de mercados e rastreabilidade, produzir bem já não basta. O diferencial passa a ser capacidade de entregar escala, previsibilidade e acesso comercial.

Nesse cenário, a Agrotins se firma como termômetro de competitividade de um estado que disputa espaço entre as novas forças do agro brasileiro.

Tecnologia e negócios no campo

A Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins) chega à 26ª edição como a principal vitrine do agronegócio na Região Norte e um dos que mais crescem no país em volume de negócios e geração de oportunidades no campo.

Realizada pelo Governo do Tocantins, a feira deve superar os números históricos de 2025, quando reuniu cerca de 192 mil visitantes e

Foto: Divulgação/Governo do Tocantins

mais de 1,1 mil expositores, já acima dos resultados de 2024, que registrou R$ 4,24 bilhões em movimentação financeira.

Neste ano, o evento traz como tema Origem rastreada, qualidade comprovada, alinhando-se a uma das principais demandas do mercado global: a rastreabilidade da produção. A prática, que permite acompanhar todas as etapas da cadeia produtiva, ganha cada vez mais relevância diante das exigências sanitárias, ambientais e comerciais, especialmente para exportação, e posiciona o Tocantins de forma estratégica no cenário do agronegócio brasileiro. “Nosso estado, o mais jovem do país, possui um enorme potencial de crescimento. A cada edição, avançamos em tecnologia, ampliamos as oportunidades de negócios e garantimos mais competitividade aos nossos produtores”, destaca o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa.

Foto: Divulgação/Governo do Tocantins

Realizada em uma área de aproximadamente 700 mil m², no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha, em Palmas, a Agrotins reúne soluções voltadas à modernização da produção, com destaque para agricultura de precisão, automação, mecanização, irrigação, geração de energia e ferramentas digitais aplicadas ao campo.

A programação inclui vitrines tecnológicas, dinâmicas de máquinas e encontros setoriais, além de espaços voltados à agricultura familiar, com comercialização, capacitação e acesso a políticas públicas.

Com estrutura preparada para grandes negócios, a feira também funciona como ponto de conexão entre produtores, empresas, instituições de pesquisa e investidores, reforçando o papel do Tocantins como elo estratégico na expansão do agronegócio brasileiro.

Fonte: Assessoria Governo do Tocantins
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ABPA lança Relatório Anual 2026 com dados oficiais da avicultura e da suinocultura do Brasil

Publicação reúne números finais oficiais de 2025 e confirma protagonismo global da avicultura e suinocultura brasileiras

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou nesta terça-feira (28) o Relatório Anual 2026, publicação oficial da avicultura e da suinocultura do Brasil, que consolida os dados finais de 2025 para produção, exportação, consumo e indicadores estratégicos do setor.

Foto: Shutterstock

A nova edição apresenta, de forma detalhada, os números oficiais de segmentos como carne de frango, carne suína, ovos, carne de pato e material genético avícola, além de informações completas sobre exportações por estado, abates por estado, alojamento de matrizes e estrutura produtiva, considerados indicadores-chave para o planejamento e a competitividade do setor.

Entre os destaques do relatório está a confirmação do protagonismo global do Brasil na produção e exportação de proteína animal. O país se mantém como maior exportador mundial de carne de frango e terceiro maior produtor global, além de avançar no cenário internacional da suinocultura, assumindo a terceira posição entre os maiores exportadores de carne suína do mundo.

Principais indicadores do setor em 2025:

Carne de frango

– Produção: 15,289 milhões de toneladas

– Exportações: 5,324 milhões de toneladas

– Receita de exportações: US$ 9,8 bilhões

– Abates: 5,706 bilhões de cabeças

– Matrizes de corte (alojamento): 63,0 milhões de cabeças

– Posição global: 1º exportador / 3º produtor

– Consumo per capita: 46,7 kg/hab

Carne suína

– Produção: 5,592 milhões de toneladas

– Exportações: 1,510 milhão de toneladas

– Receita de exportações: US$ 3,6 bilhões

– Abates: 48,5 milhões de cabeças

– Matrizes ativas: 2,247 milhões de cabeças

– Posição global: 4º produtor / 3º exportador

– Consumo per capita: 19,1 kg/hab

Ovos

– Produção: 62,3 bilhões de unidades

– Exportações: 40,9 mil toneladas

– Receita de exportações: US$ 97,2 milhões

– Comerciais de postura (alojamento): 141,5 milhões de cabeças

– Posição global: 5º maior produtor

– Consumo per capita: 288 unidades/hab

No campo produtivo, o relatório evidencia a expansão consistente da base de matrizes e o avanço dos abates, refletindo o fortalecimento

Foto: Shutterstock

estrutural da cadeia produtiva e a capacidade de resposta às demandas do mercado interno e internacional.

Além dos dados econômicos e produtivos, o Relatório Anual 2026 apresenta um panorama das ações institucionais conduzidas pela ABPA ao longo do ano, incluindo iniciativas voltadas à sustentabilidade, competitividade, sanidade animal, promoção comercial e impacto socioeconômico da cadeia produtiva. “O relatório consolida, com base em dados oficiais, a dimensão e a relevância do setor para o Brasil e para o abastecimento global de alimentos. Em um cenário internacional cada vez mais exigente, o desempenho de 2025 reflete a capacidade do setor de operar com organização, previsibilidade e rigor técnico, superando crises históricas como o quadro já superado de Influenza aviária, mantendo o país entre os principais protagonistas da produção mundial de proteínas”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Segundo Santin, a publicação também reforça a importância de decisões baseadas em ciência e cooperação internacional. “Os dados mostram que o Brasil está preparado para atender à demanda global com qualidade, segurança e responsabilidade. O relatório é, ao mesmo tempo, um retrato do que construímos e uma base sólida para o planejamento dos próximos ciclos”, destaca.

O Relatório Anual 2026 já está disponível para acesso público e pode ser consultado no site da ABPA.

Fonte: Assessoria ABPA
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Genética ganha protagonismo no Siavs 2026 com foco em eficiência produtiva

Evento em São Paulo destaca melhoramento orientado por dados e projeta crescimento de 65% na área, com participantes de mais de 60 países.

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Foto: Divulgação

A base genética da produção de proteína animal estará em evidência no Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs 2026), que será realizado de 04 a 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP). Com presença de empresas especializadas em genética avícola e suína, o evento apresentará soluções que sustentam os ganhos de produtividade e qualidade ao longo da cadeia.

As empresas do segmento atuam no desenvolvimento de linhagens e no fornecimento de material genético de alto desempenho, com foco em características como ganho de peso, conversão alimentar, uniformidade dos lotes e rendimento industrial. Esses avanços têm impacto direto na eficiência dos sistemas produtivos e na competitividade das agroindústrias.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “A genética é o ponto de partida da eficiência produtiva” – Foto: Mario Castello

No Siavs, o tema será abordado de forma aplicada, conectado às demais áreas da cadeia. A genética se integra às estratégias de nutrição, sanidade e manejo, compondo a base técnica que sustenta o desempenho produtivo e a padronização exigida pelos mercados.

Entre os destaques estão programas de melhoramento contínuo, seleção orientada por dados e tecnologias voltadas à consistência dos resultados em escala. A evolução genética tem permitido ciclos produtivos mais eficientes e maior previsibilidade nas operações.

A presença dessas empresas reforça o caráter técnico do evento e amplia as oportunidades de interação entre fornecedores de genética, produtores e agroindústrias, com foco na aplicação prática e na tomada de decisão. “A genética é o ponto de partida da eficiência produtiva. É a partir dela que se estruturam ganhos consistentes de desempenho e qualidade ao longo de toda a cadeia”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Além da feira, o evento contará com programação técnica que incluirá temas relacionados à eficiência produtiva, inovação e tendências para a produção animal.

O Siavs 2026 ocupará 45 mil metros quadrados, crescimento de 65% em relação à edição anterior, e deverá reunir centenas de empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países.

Fonte: Assessoria ABPA
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