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Avanços e destaques da ANCP em 2024

Conquistas, mudanças e lançamento de tecnologias foram destaque este ano.

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Fotos: Divulgação/ANCP

A Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) teve um ano marcado por importantes transformações e iniciativas que fortaleceram seu compromisso com a excelência no melhoramento genético e a proximidade com seus associados. Desde mudanças estruturais em sua direção, passando por eventos, contratações importantes e lançamento de novas tecnologias, a entidade consolidou sua posição como referência no setor.

O ano de 2024 foi histórico para a associação, que alcançou a marca de 400 mil animais genotipados, consolidando a posição de pioneirismo e liderança da entidade no uso de tecnologias genômicas. Ainda confirmando seu papel de vanguarda, a ANCP lançou a DEP para facilidade de parto em primíparas durante o seu 28º Seminário, realizado em agosto. Além disso, trouxe duas novidades aos associados: a DEP para caráter Mocho e a liberação da avaliação da análise multirracial.

Outro marco importante neste ano foi a chegada de Cristiano Botelho como CEO. O profissional, que ocupou recentemente a posição de executivo na ASBIA (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), trouxe uma nova visão estratégica para a associação, com foco em inovação, comunicação e trabalho em equipe. Sua expertise é fundamental para impulsionar o melhoramento genético e fortalecer a relação com os associados.

Mudanças

Em janeiro, a anunciou a criação da diretoria de Mercado e Associados, sob o comando da zootecnista e especialista em Agronegócio, Fernanda Borges de Oliveira, cujo objetivo é garantir que os criadores tenham acesso às informações, ao conhecimento e às tecnologias que a associação oferece. No mês de maio, a médica veterinária Letícia Silva Pereira, que até então atuava como consultora técnica, passou a ocupar o cargo de analista sênior.

Outras importantes contratações reforçaram a responsabilidade da entidade com a equipe técnica, associados e com o mercado. Carlos Cavallari, zootecnista com vasta experiência em melhoramento genético, assumiu a posição de Coordenador de Relacionamento com Técnicos e Consultores. Para impulsionar a comunicação e a colaboração no setor, Gustavo Garcia Santiago, graduado em Ciências Biológicas, foi contratado para o cargo de Técnico Comercial e de Comunicação.

Eventos

A entidade teve um ano de intensa atividade em 2024, participando de diversos eventos e iniciativas no Brasil e no exterior, como simpósios, workshops e feiras agropecuárias, promovendo palestras, treinamentos e visitas técnicas. Destaque para a participação em eventos internacionais como o 2º Seminário Internacional Nelore no Equador e a Expocruz na Bolívia, além de parcerias com instituições de pesquisa como USP, Unesp e Embrapa. Ao longo do ano, a ANCP também realizou encontros com criadores associados e técnicos para levar soluções e conhecimento.

Capacitações

Demonstrando seu compromisso com o desenvolvimento da pecuária, a ANCP realizou cursos de capacitação intensivos para 40 consultores do Brasil e de países da América Latina como Bolívia, Colômbia e Honduras, e de novos consultores, na Bolívia e Honduras, sendo este último realizado de forma presencial, na cidade de Trinidad, Bolívia, contando com 20 técnicos participantes.

28º Seminário ANCP

CEO da ANCP, Cristiano Botelho: ““Estamos comprometidos em transformar o setor pecuário brasileiro através da inovação e da tecnologia”

Um dos mais tradicionais eventos da entidade, a 28ª edição do Seminário Nacional de Criadores e Pesquisadores foi realizado novamente em Uberaba (MG), na abertura da ExpoGenética 2024. O evento, que reuniu mais de 500 participantes, teve como tema central “Da prenhez ao parto” e abordou todas as etapas do melhoramento genético, desde a concepção e a produção de bezerros, englobando temas como mercado, nutrição e genética. Durante a programação, aconteceu o lançamento da DEP para facilidade de parto em primíparas e a apresentação do Sumário de Touros das Raças Nelore, Guzerá, Brahman e Tabapuã, edição de agosto de 2024.

Reprodução Programada

Em 2024, a Reprodução Programada da ANCP, o primeiro teste de progênie genômico para gado de corte no Brasil, chegou à sua 10ª edição. O catálogo traz touros jovens que passaram por um rigoroso processo de avaliação. As doses de sêmen desses animais, disponíveis em centrais parceiras, são distribuídas entre as fazendas associadas, o que permite uma maior democratização do melhoramento genético e a disseminação de genética superior, melhorando a conexão entre rebanhos e aumentando a consistência nas avaliações de animais jovens.

Futuro

Segundo Cristiano Botelho, as conquistas em 2024 reafirmam o papel da ANCP no desenvolvimento da pecuária brasileira e o seu trabalho para construir um futuro ainda mais promissor. “Estamos comprometidos em transformar o setor pecuário brasileiro através da inovação e da tecnologia. Além disso, nossa comunicação e transparência com nossos associados, colaboradores e com o mercado está cada vez melhor. Nos próximos anos, seguiremos investindo em ferramentas, treinamentos e pessoas, a fim de auxiliar os criadores a tomarem decisões mais precisas e eficientes, aumentando a produtividade e a rentabilidade de seus negócios”, finaliza.

Fonte: Assessoria ANCP

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Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

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Foto: Divulgação

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.

D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.

O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.

As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.

Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.

Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.

Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com assessoria IAC
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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

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Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Superação de expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

Fonte: Agência Brasil
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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
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