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Avançam tratativas sobre soja convencional brasileira no Japão

Reunião entre Instituto Soja Livre e agência japonesa levanta informações para subsidiar projeto de cooperação com Governo Federal.

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Foto: Divulgação

A recuperação de pastagens degradadas no Cerrado e conversão para lavouras de soja convencional é objeto de conversas entre Instituto Soja Livre (ISL), a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). Nesta quarta (16), uma reunião entre as entidades tratou das demandas dos dois países em relação ao projeto que deve ser conduzido pelo Ministério da Agricultura (Mapa).

“O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, esteve no Japão em julho e falou sobre cooperação para recuperação de pastagens degradadas. Então, nós viemos aqui para escutar quais são as necessidades em Mato Grosso”, explicou Noboyuku Kimura, coordenador sênior de Projetos da JICA.

O projeto, que deve ser uma cooperação técnica e financeira Brasil – Japão, já vislumbra uma recuperação potencial de até 40 milhões de hectares de pastagens degradadas. Por causa da demanda japonesa por soja convencional, que é utilizada para consumo humano naquele país, o Instituto Soja Livre contribui com o fornecimento de dados e informações sobre o cultivo.

“Poderemos contribuir muito com o projeto, não só cumprindo o objetivo de abertura de novos mercados, mas também com a questão da economia circular, adoção de bioinsumos, agricultura regenerativa e serviços ambientais de crédito de carbono que o Instituto tem projetado”, informou Eduardo Vaz, gerente executivo do ISL.

Kimura esclareceu que, no Japão, a soja não-transgênica é utilizada pra consumo humano e a transgênica para fazer ração para animais. “Por isso, também discutimos com o Instituto qual a perspectiva de produção para o próximo ano, quais são os problemas, para verificarmos com as tradings japonesa se mostram interesse na soja brasileira e não ficarem dependentes da soja norte-americana”, disse.

Ainda participaram da reunião Yutaka Hongo, conselheiro em Agricultura da JICA em Tóquio, e Marlene Lima, gerente de Sustentabilidade da Aprosoja.

O Instituto. O Instituto Soja Livre, fundado em 24 de julho de 2017 pela Aprosoja Mato Grosso e Embrapa, tem o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do mercado de Soja Convencional (denominado Soja Livre), mantendo viva a liberdade de escolha do produtor rural na escolha da tecnologia, da cultivar e do sistema produtivo que irá trazer maior rentabilidade e segurança na safra. Sua atividade é auxiliar os parceiros envolvidos, pertencentes aos diferentes setores deste nicho de mercado, com repasse de informações atualizadas e importantes para garantir maior competitividade dos negócios envolvendo soja convencional.

Fonte: Assessoria Aprosoja

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Acordo Mercosul-UE impulsiona interesse de empresários alemães pelos portos do Paraná

Agenda reúne representantes de diferentes setores e reforça o papel logístico de Paranaguá e Antonina no fluxo bilateral Brasil-Alemanha.

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Uma comitiva de empresários ligados à Câmara Brasil-Alemanha no Paraná visitou nesta semana os portos de Paranaguá e Antonina para conhecer de perto a operação, a capacidade logística e os indicadores de produtividade dos terminais paranaenses. O grupo, formado por 16 representantes de nove empresas de diferentes setores, foi recebido pela Portos do Paraná e participou de agenda técnica no Porto de Paranaguá.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

A visita ocorre em um momento de mudança no ambiente de comércio exterior, com a entrada em vigor, a partir de 1º de maio, do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. O tratado amplia o acesso a um mercado estimado em 451 milhões de consumidores e tende a intensificar o fluxo bilateral de mercadorias, especialmente entre Brasil e Alemanha, um dos principais parceiros comerciais europeus do país.

Durante a agenda, o diretor empresarial da Portos do Paraná, Felipe Gama, destacou o interesse dos visitantes nas oportunidades geradas pelo novo acordo, sobretudo no que se refere à ampliação das exportações e à diversificação de destinos.

A programação integra o projeto Inspiration Tour, iniciativa da Câmara Brasil-Alemanha que prevê uma série de visitas

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

técnicas a empresas estratégicas do estado. Segundo o gerente executivo da entidade, Augusto Michells, o objetivo é aproximar o setor empresarial das estruturas logísticas que sustentam o comércio internacional. Ele ressalta que os portos paranaenses têm papel relevante como pontos de entrada e saída de produtos nas relações comerciais entre Brasil e Alemanha.

A comitiva reuniu representantes de segmentos como indústria de papel, metalurgia e serviços, incluindo organização de feiras e assessoria jurídica, refletindo o interesse transversal de diferentes cadeias produtivas na infraestrutura portuária do estado.

Fonte: O Presente Rural com AEN-PR
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Cleber Soares é o novo secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária

Médico-veterinário com trajetória em inovação e pesquisa agropecuária, possui ampla experiência na administração pública.

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Médico-veterinário, mestre em Parasitologia Veterinária e doutor em Ciências Veterinárias, Cleber Oliveira Soares assume como secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) - Foto: Divulgação/Mapa

Cleber Oliveira Soares é o novo secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ele passa a integrar a equipe do ministro André de Paula na coordenação e execução das políticas públicas voltadas ao setor agropecuário. Soares já atuava na estrutura do ministério como secretário-executivo adjunto desde 2023 e possui ampla experiência na administração pública e na área de inovação aplicada ao agro.

Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é mestre em Parasitologia Veterinária e doutor em Ciências Veterinárias pela mesma instituição, com trajetória acadêmica voltada à pesquisa e ao desenvolvimento científico.

Entre 2021 e 2023, ocupou o cargo de secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa, onde contribuiu para a formulação e implementação de políticas públicas voltadas à modernização e sustentabilidade da produção agropecuária.

Também exerceu funções estratégicas na Embrapa, onde foi diretor executivo de Inovação e Tecnologia (2017–2020), chefe de Pesquisa e Desenvolvimento (2011–2017) e vice-chefe da mesma área (2005–2010), atuando no fortalecimento da pesquisa e da inovação no setor.

No Mapa, foi ainda diretor de Inovação Agropecuária, com atuação na Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação entre 2020 e 2021. O novo secretário-executivo também participa de conselhos, comitês e fóruns estratégicos nacionais e internacionais, como a Rede Global de Pesquisa e Inovação em Saúde Animal (Star-Idaz), o Conselho Superior de Agronegócios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag-Fiesp) e o Fórum do Instituto Futuro.

Com perfil técnico e experiência consolidada na gestão pública, Cleber Soares assume o cargo com a missão de dar continuidade ao fortalecimento da governança do ministério.

Fonte: Assessoria Mapa
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Produtor rural deve redobrar planejamento diante de risco no mercado de fertilizantes

Sistema Faep orienta compras escalonadas e gestão de custos para enfrentar incertezas na safra 2026/27.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O cenário internacional recente acendeu um sinal de alerta para a agropecuária do Paraná. Isso porque Rússia e China, maiores fornecedores de fertilizantes do mundo, estão restringindo as exportações do produto. Diante deste fato, os produtores rurais podem encontrar dificuldade na compra do insumo para a safra 2026/27, que ocorre prioritariamente nos meses de abril, maio e junho.

Para contribuir com o planejamento do agricultor, o Sistema FAEP reforça orientações práticas que podem amenizar os efeitos desse cenário de incerteza. “É importante adotar uma postura preventiva, alinhando planejamento e gestão financeira”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “O atual cenário global exige uma mudança no ambiente do agronegócio. O produtor rural precisa fortalecer a gestão estratégica dos custos para minimizar os riscos”, complementa.

Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Somente em 2025, foram 45,5 milhões de toneladas adquiridas no mercado internacional. Essa dependência torna a agricultura vulnerável a movimentos globais, como as restrições temporárias impostas por Rússia e China, além das incertezas geopolíticas com a guerra no Oriente Médio. Esse contexto pode resultar tanto no aumento dos preços quanto na redução da oferta, com impactos diretos dentro da porteira.

As recomendações do Sistema FAEP estão voltadas à gestão estratégica de compra e uso do insumo, como evitar aquisições concentradas em momentos de preços elevados ou instáveis; priorizar compras escalonadas, reduzindo riscos; monitorar a relação de troca (fertilizantes x produtos agrícolas) como fator decisivo; e garantir um volume mínimo para não comprometer a produção.

“O momento exige prudência e estratégia por parte do produtor. É fundamental evitar decisões impulsivas, planejar as compras, utilizar o fertilizante com máxima eficiência técnica e proteger a margem de lucro. A sustentabilidade econômica da safra dependerá da qualidade das decisões tomadas agora”, afirma Meneguette.

Outros impactos

A guerra no Oriente Médio também preocupa o produtor rural em relação a outro insumo fundamental no campo: combustível. No Paraná, o preço do diesel registrou aumento superior a 20% no valor de revenda, comparado a fevereiro.

Com a crescente mecanização no campo, a dependência do diesel se estende por toda a cadeia produtiva. Atualmente, 73% da energia utilizada na agropecuária brasileira são proveniente de combustíveis fósseis. Além disso, o diesel representa cerca de 40% do custo do frete, contribuindo para a elevação das despesas com o escoamento da produção.

No Paraná, culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar utilizam máquinas movidas a diesel em praticamente todas as etapas, do preparo do solo à colheita. Já cadeias como avicultura, suinocultura e produção de leite dependem de fluxos logísticos contínuos, que exigem abastecimento regular de combustível.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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