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Avançam obras da esmagadora de soja da C.Vale
Obras civis da indústria vão começar logo após conclusão da pavimentação

As obras da esmagadora de soja da C.Vale estão avançando com a realização do sistema de drenagem e da pavimentação das vias de acesso que deverão estar totalmente concluídas até o final de julho de 2022. O início da construção das moegas, em março, deu a largada das obras civis do empreendimento no parque industrial da cooperativa, em Palotina (PR).
A C.Vale vai investir mais de R$ 650 milhões no empreendimento. O novo empreendimento vai resultar na criação de 580 empregos diretos e indiretos. Outros 1.500 postos de trabalho vão ser gerados durante a construção da esmagadora.
- Diretores executivos e conselheiros de Administração da C.Vale durante visita as obras
Durante visita à obras, o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, explicou que a indústria começará produzindo farelo e óleo de soja que serão usados na fabricação de rações. O volume que não for consumido será comercializado com terceiros nos mercados interno e externo.
Recursos liberados
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou, em março, R$ 104 milhões à C.Vale como parte dos recursos para a construção de uma esmagadora de soja. Os recursos têm origem no Plano Safra, sendo R$ 84 milhões diretamente pelo BNDES e R$ 20 milhões pelo BRDE.
A indústria terá potencial para produzir até 2.300 toneladas/dia de farelo, 600 toneladas de óleo vegetal degomado (para produção de rações) e 36 toneladas de casca peletizada (também para alimentação animal).
A construção da esmagadora de soja vai envolver 20 empresas e gerar 1.500 empregos.
Raio X
Esmagadora de soja
Capacidade: 2.500 a 3.000 toneladas/dia
Área: 50 mil m2
Empregos: 580
Empregos na construção: 1.500
Investimento: R$ 650 milhões

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Dependência externa expõe mercado de fertilizantes à alta de custos e riscos de desabastecimento
Escassez de enxofre, aumento da demanda da indústria de baterias e pressão logística elevam a volatilidade dos insumos e reforçam a necessidade de planejamento nas compras.

A combinação entre instabilidade no mercado internacional de insumos, dependência das importações e pressão sobre matérias-primas estratégicas já afeta a cadeia de fertilizantes e tende a aumentar os custos da produção agrícola no Brasil. A avaliação é de Marcelo Soto, bacharel em Administração com especialização em Gestão Estratégica e Planejamento.

Marcelo Soto, bacharel em Administração com especialização em Gestão Estratégica e Planejamento: “A dependência externa agrava o cenário”
Segundo ele, a elevada dependência externa amplia a exposição do país às oscilações do mercado global. “A dependência externa agrava o cenário. Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes consumidos, o que torna o país altamente vulnerável às oscilações internacionais, sejam elas provocadas por questões geopolíticas, logísticas ou de oferta”, afirma.
Entre os produtos que mais pressionam a cadeia estão o enxofre e o ácido sulfúrico, matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes fosfatados. De acordo com Soto, o aumento da demanda global por enxofre, impulsionado principalmente pela indústria de baterias para veículos elétricos, reduziu a oferta disponível e elevou os preços do insumo. “Esse movimento afeta toda a cadeia de distribuição, provocando aumentos expressivos nos preços e ampliando os riscos de desabastecimento, especialmente para empresas que não planejam o acesso ao mercado e dependem de compras spot“, ressalta.
Os efeitos já chegam ao campo. Como os fertilizantes representam uma parcela importante dos custos de produção, a valorização dos insumos reduz as margens dos produtores. Segundo Soto, em alguns casos os preços chegaram a dobrar, pressionando o planejamento financeiro das propriedades.
Logística e planejamento ganham importância

Foto: Claudio Neves
Além do aumento dos custos, o setor pode enfrentar dificuldades operacionais nos próximos meses. O segundo semestre concentra o período de maior movimentação de fertilizantes no país, coincidindo com a formação de estoques para a próxima safra. “Há risco de gargalos nos portos, no transporte rodoviário e também nas fábricas. Isso pode comprometer prazos de entrega e elevar ainda mais os custos operacionais”, alerta.
Nesse cenário, produtores e empresas começam a rever suas estratégias de compra. Segundo Soto, a redução do consumo diante da alta dos preços, fenômeno conhecido no mercado como “destruição de demanda”, pode influenciar a dinâmica de preços ao longo da cadeia.
Para reduzir a exposição à volatilidade, ele recomenda antecipar negociações e buscar contratos de maior prazo. “Em períodos de baixa oferta, o mercado spot tende a incorporar prêmios elevados e maior risco. Por isso, planejamento e previsibilidade fazem toda a diferença”, menciona.
Inteligência de suprimentos

Foto: Divulgação
Na avaliação de Soto, a gestão de fertilizantes deixou de ser uma atividade operacional e passou a exigir monitoramento permanente do mercado internacional, análise de fornecedores e planejamento das aquisições.
Segundo ele, o acesso a informações qualificadas permite identificar oportunidades de compra, reduzir riscos e estruturar estratégias de abastecimento mais eficientes. “As compras de fertilizantes e químicos industriais precisam ser tratadas cada vez mais de forma estratégica dentro das empresas. O Brasil ainda depende fortemente de fornecedores externos, enquanto a produção nacional enfrenta desafios de custo e competitividade. Isso reforça a necessidade de planejamento e de uma gestão mais profissionalizada dos insumos”, salienta.
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C.Vale cria instituto para impulsionar inovação e pesquisa
Instituto C.Vale Prosperar inicia atividades com aporte de R$ 2 milhões para desenvolver tecnologias, novos negócios e projetos voltados aos cooperados e às comunidades.

A C.Vale lançou, na segunda-feira (14), em Palotina (PR), o Instituto C.Vale Prosperar, entidade criada para desenvolver soluções tecnológicas e projetos voltados às demandas da cooperativa e ao desenvolvimento das comunidades onde atua.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a C.Vale Cooperativa Agroindustrial e a C.Vale Comércio e Transporte. O lançamento ocorreu no auditório da sede da cooperativa e reuniu representantes da C.Vale, empresas parceiras e instituições de crédito.

Presidente da C.Vale e associado honorário do instituto, Alfredo Lang
O instituto terá atuação voltada ao desenvolvimento técnico-científico, com foco na criação de tecnologias, produtos, novos negócios e soluções para atender principalmente às necessidades das indústrias da cooperativa. Na área social, a entidade também desenvolverá projetos voltados ao fortalecimento das comunidades.
Durante a cerimônia, a direção da C.Vale entregou um cheque de R$ 2 milhões para financiar as atividades iniciais do instituto. Segundo a cooperativa, a criação da entidade também permitirá acesso a linhas de crédito mais atrativas e redução da carga tributária incidente sobre atividades de pesquisa.

Diretor-executivo do Instituto C.Vale Prosperar, Neivaldo Burin
O presidente do Conselho de Administração do Instituto C.Vale Prosperar, Édio Schreiner, afirmou que o objetivo é desenvolver soluções com aplicação prática para aumentar a eficiência das operações. “A inovação que queremos não é inovação distante da realidade. É inovação aplicada, capaz de resolver problemas, reduzir riscos, fortalecer a competitividade e gerar impacto positivo”, destacou.
Presidente da C.Vale e associado honorário do instituto, Alfredo Lang afirmou que a iniciativa busca transformar ideias em resultados para a cooperativa e seus associados. Segundo ele, os ganhos em eficiência podem refletir em aumento de renda aos cooperados, geração de empregos, arrecadação de tributos e benefícios para a sociedade.
O diretor-executivo do Instituto C.Vale Prosperar, Neivaldo Burin, ressaltou que a entidade pretende ampliar parcerias e direcionar investimentos para pesquisa, inovação e desenvolvimento de soluções voltadas às demandas dos cooperados e da indústria.
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Lar amplia oportunidades de trabalho com expansão das operações
Cooperativa mantém vagas em unidades industriais e diferentes áreas de atuação, acompanhando o crescimento das atividades no Sul do Brasil.

De uma pequena cooperativa fundada por 55 produtores no Oeste do Paraná a uma das maiores cooperativas do agronegócio brasileiro. Ao longo de mais de seis décadas, a Lar Cooperativa Agroindustrial consolidou uma trajetória de diversificação, industrialização e expansão em diferentes regiões e cadeias produtivas. Hoje, a cooperativa reúne cerca de 17 mil famílias associadas e mais de 27 mil funcionários, atuando em um sistema integrado que conecta o campo, a indústria e o mercado.

Foto: Divulgação/Lar
A estrutura envolve desde tratamento de sementes, insumos, assistência técnica, recebimento e armazenagem de grãos até a industrialização, produção de rações, cadeias completas de aves, suínos e peixes, logística e a atuação da Lar Credi no cooperativismo de crédito. Um sistema verticalizado que integra diferentes atividades, regiões e negócios dentro de uma mesma lógica cooperativista, levando hoje os produtos da Lar para mais de 100 países.
Com operações no Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraguai, a Lar vive um momento de fortalecimento de suas operações industriais, ampliação geográfica e expansão de suas atividades ligadas à produção de proteína animal.
Oportunidades
Esse movimento também amplia a necessidade de profissionais em diferentes áreas de atuação e níveis de formação. Atualmente, a cooperativa possui oportunidades em diversos setores, com destaque para as unidades industriais de aves localizadas em Matelândia, Cascavel, Marechal Cândido Rondon e Rolândia, no Paraná, além da unidade de Nova Araçá, no Rio Grande do Sul.
A dimensão operacional da Lar também se reflete na diversidade de oportunidades existentes dentro da cooperativa. As atividades envolvem desde operações industriais, manutenção e logística até áreas administrativas, tecnologia, assistência técnica, produção, gestão, inovação e relacionamento com produtores.
Mais do que acompanhar o crescimento das operações, esse modelo também carrega uma responsabilidade permanente com as pessoas e com os territórios onde a cooperativa está presente. Uma visão ligada aos princípios do cooperativismo, que compreendem desenvolvimento econômico aliado à formação humana, educação, participação e interesse pela comunidade.
Educação
Dentro dessa construção, a educação sempre ocupou espaço central na trajetória da Lar. Ao longo dos anos, a cooperativa ampliou programas de capacitação, formação técnica e desenvolvimento profissional, fortalecendo iniciativas como a Lar Universidade Corporativa, criada para apoiar a evolução contínua de funcionários e lideranças em diferentes áreas de atuação.
Em uma estrutura que reúne atividades tão distintas e interligadas, pessoas seguem sendo o elemento que conecta tudo. São elas que movimentam as indústrias, acompanham produtores, operam processos, desenvolvem soluções, organizam equipes, sustentam relacionamentos e ajudam a transformar o crescimento da cooperativa em desenvolvimento para milhares de famílias e comunidades.
Propósito
Por isso, mais do que buscar profissionais para ocupar funções específicas, a Lar procura pessoas que desejem construir trajetória dentro de um ambiente que carrega responsabilidade, aprendizado, evolução e propósito compartilhado.
Em um agronegócio cada vez mais tecnológico, integrado e estratégico para o Brasil e para o mundo, cooperativas como a Lar passaram a demandar profissionais das mais diferentes áreas, preparados para atuar em uma estrutura dinâmica, conectada e em constante transformação.
As oportunidades disponíveis podem ser consultadas diretamente pelos canais oficiais da cooperativa ou pelo e-mail [email protected].
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.


