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Autoridades participam da abertura do SIAV 2013

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A União Brasileira de Avicultura (UBABEF) está promovendo em São Paulo, no Parque Anhembi, de hoje (27) até quinta-feira (29), o Salão Internacional da Avicultura (SIAV 2013). O evento, o maior do setor no Brasil, agrega o 23º Congresso Brasileiro de Avicultura e uma feira com representantes de toda a cadeia produtiva, e tem como tema “Valor agregado: novos caminhos para a inovação avícola”. A abertura, realizada na manhã de hoje, contou com a presença do vice-presidente da República Michel Temer; do ministro da Agricultura, Antônio Andrade; da senadora e presidente da Confederação Nacional da Agropecuária (CNA), Katia Abreu, dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de Goiás, Marconi Perillo, entre outras autoridades políticas e entidades de classe. Um grande público composto por diversos setores da cadeia produtiva, profissionais, empresários e produtores também acompanharam a solenidade. O Presente Rural está participando do SIAV através dos colaboradores Selmar Franck Marquesin e Klaus Zachow.
O presidente da Ubabef, Francisco Turra, destacou a importância que a avicultura possui para o país, com destaque em diversos municípios brasileiros. “Os municípios que possuem a avicultura como uma das principais fontes de renda têm excelente índice de educação, saúde e qualidade de vida”, citou Turra. Ele falou, ainda, dos números que envolvem o setor, destacando o número de famílias ligadas à avicultura: “São mais de 170 mil famílias beneficiadas com a renda na produção de aves, são 3,5 milhões de pessoas ligadas à avicultura, somos o 3º maior produtor de carnes de frango do mundo e um dos setores de maior geração de empregos”, enfatizou o presidente. O dirigente também alertou sobre a questão da competitividade de mercado, especialmente no que tange à alta dos insumos e da mão de obra. “No Brasil a mão de obra teve um aumento de 160% de 2006 pra cá e ainda sofremos com o alto custo dos insumos. Isso tira nossa competitividade no mercado externo”, lamentou.
Francisco Turra entregou ao vice-presidente Michel Temer um documento com um estudo sobre a competitividade da avicultura brasileira. O estudo, elaborado pela Ubabef, em parceria com a consultoria Agro.Icone, aponta que o Brasil poderia ter obtido receitas adicionais de US$ 1,650 bilhão e gerado cerca de 94 mil empregos diretos e indiretos nos últimos quatro anos, não fosse a perda de competitividade das exportações de carne de frango. O documento prevê, ainda, que, se o quadro permanecer até 2020, deixarão de ser gerados em torno de 103 mil empregos diretos e indiretos na cadeia avícola. 
Logística
Por outro lado, a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, enfatizou a importância da logística de transporte na produção nacional. “Toda nossa produção do Centro Oeste e Norte vai para os portos do Sul, é preciso investir para que essa produção seja melhor escoada”, avaliou, citando que a ferrovia Norte-Sul é uma das esperanças de melhora, além de duplicações em várias rodovias. Também mencionou a abertura dos portos brasileiros como um avanço. “Nós saímos da mão do cartel dos portos, depois de 200 anos”, justificou. Ela denunciou que o Mercosul está perdendo cada vez mais poder, segundo ela o país precisa estar de olho em outros acordos muito mais importantes. “Hoje o Mercosul  representa para o Brasil uma grande âncora, que leva o país para o fundo do mar. As exportação do MERCOSUL caíram 14% enquanto as do Brasil apenas 5%. Portanto, não podemos mais esperar, precisamos fechar acordos com grandes países exportadores e atender inclusive as normas da ONU (Organização das Nações Unidas), que determinam que o Brasil precisa aumentar em 40% a sua produção de alimentos  para atender a demanda mundial”, declarou a senadora.
O ministro Antônio Andrade falou da preocupação do governo com relação ao agronegócio,  e garantiu que tem-se procurado atender a várias demandas que visam melhorar o setor. “O recorde de produção de nosso país requer uma atenção especial, principalmente na questão de logística e armazenagem. O Plano Agrícola lançado recentemente pretende contribuir principalmente para que os problemas de logística e armazenagem sejam minimizadas”, destacou o ministro. Andrade afirmou que acredita no Brasil como maior exportador de alimentos do mundo. “Isso graças aos nossos produtores e todos os envolvidos na cadeia do agronegócio, que levam seu negócio a sério e com muita eficiência”, completou o ministro. 
O vice-presidente Michel Temer, por sua vez, elogiou o SIAV e a organização da Ubabef. Destacou ainda que tem orgulho da avicultura, assim como dos outros setores exportadores, pois são eles que levam o nome do Brasil para o mundo. Também explanou sobre os desafios do país, seja internos ou externos, citando as várias desonerações que o governo federal tem feito, as quais considera de suma importância para o setor não perder competitividade. Ele mencionou que a carne de frango foi inclusa na cesta básica, como forma de ao setor. 
O evento
O SIAV, que acontece em uma área de 10 mil metros quadrados e espera receber 15 mil visitantes e cerca de mil congressistas, além de representantes dos mais variados segmentos – do CEO ao produtor da agroindústria, associados da Ubabef, passando pelo fornecedor de insumos e equipamentos – além de políticos, técnicos, pesquisadores, consultores, produtores, integrados, estudantes das áreas de medicina veterinária, zootécnica e agronomia, economistas e líderes de organizações importantes e outras entidades ligadas ao agronegócio. Mais de 100 empresas de diversas áreas estão expondo.

Fonte: O Presente Rural com Assessoria

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Um em cada três frangos abatidos no Brasil sai do Paraná

Estado respondeu por 35% da produção nacional no primeiro trimestre de 2026, período em que o país atingiu o maior volume de abates da série histórica.

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Foto: Jonathan Campos

O Paraná ampliou sua liderança na avicultura brasileira e respondeu sozinho por mais de um terço de todos os frangos abatidos no país no primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o estado concentrou 35% do abate nacional no período, mantendo ampla vantagem sobre os demais produtores.

Foto: Ari Dias

Ao todo, o Brasil abateu 1,71 bilhão de frangos entre janeiro e março, resultado 3,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento anual, houve ligeira retração de 0,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.

Ainda assim, o desempenho foi suficiente para garantir o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997. O mesmo ocorreu com os abates de bovinos e suínos, indicando um começo de ano marcado por volumes recordes nas principais cadeias de proteína animal do país.

A distância do Paraná em relação aos demais estados ajuda a dimensionar a importância da avicultura na economia estadual. Com participação de 35%, o estado produz praticamente três vezes mais do que o quarto colocado nacional.

Na sequência aparecem Santa Catarina, com 13,3% do total abatido, Rio Grande do Sul, com 11,8%, e São Paulo, com 10,9%. Juntos, os quatro estados responderam por mais de 70% do abate nacional de frangos no primeiro trimestre.

Produção de carne cresce acima do ritmo de abate

Além do aumento no número de aves abatidas, a produção de carne de frango registrou expansão ainda maior no

Foto: Ari Dias

início deste ano.

O peso acumulado das carcaças alcançou 3,73 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.

O crescimento da produção em ritmo superior ao do abate indica ganho de eficiência na cadeia produtiva, com aves mais pesadas e melhor aproveitamento dos sistemas de criação e processamento.

A avicultura brasileira ocupa posição estratégica no agronegócio nacional. Além de atender ao mercado interno, o setor é fortemente orientado às exportações e possui no Sul do país sua principal base produtiva, sustentada pela integração entre produtores, cooperativas e agroindústrias.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam essa concentração. Somente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul responderam por 60,1% do abate nacional no primeiro trimestre, confirmando a Região Sul como o principal polo da produção brasileira de carne de frango.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Galinhas livres de gaiolas e foco em biossegurança garantem produção de ovos bem-sucedida

Plantel de 500 mil aves, produção sem antibióticos melhoradores de desempenho e certificação em bem-estar animal sustentam o modelo adotado pela Planalto Ovos há oito anos.

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Foto: Divulgação

Galinhas livres de gaiolas, biosseguridade e a adoção de sistemas preventivos e sustentáveis garantem há oito anos o sucesso da Planalto Ovos, cujos resultados produtivos obtidos ao longo da sua trajetória demonstram a consistência do modelo escolhido para sua operação desde a concepção do projeto. Membro fundadora da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), a empresa mantém hoje um plantel de aproximadamente 500 mil aves, distribuídas entre diferentes unidades produtivas em Minas Gerais.

Foto: Divulgação

A decisão de adotar a criação de galinhas livres foi influenciada pela experiência prévia dos sócios na avicultura, construída entre 1964 e 2017 na Granja Planalto, e pela avaliação de que o modelo permitiria estruturar uma produção baseada em manejo cuidadoso, disciplina sanitária e qualidade do produto.

Em 2018, o mercado brasileiro de ovos provenientes de sistemas alternativos ainda era pouco desenvolvido. Existiam iniciativas pontuais, muitas vezes de pequena escala e com baixa padronização de processos. Porém, as mudanças observadas em mercados internacionais indicavam que modelos de criação que proporcionassem melhores condições às aves tenderiam a ganhar relevância ao longo do tempo. Esse contexto sinalizava uma oportunidade para a Planalto, que desde o início descartou a ideia de realizar uma transição gradual a partir de estruturas convencionais.

Toda a produção da empresa é desde então conduzida em sistemas livres de gaiolas ou caipira e integralmente certificada em bem-estar animal, para estabelecer um elevado padrão produtivo para todas as aves, independentemente do destino comercial dos ovos. Essa abordagem contribui para maior consistência operacional e reforça o princípio de que as práticas de manejo e as condições de criação devem ser uniformes em todo o plantel.

Biosseguridade como eixo central da produção

Desde a concepção do projeto, a biosseguridade foi estabelecida como um dos principais pilares da operação. Inicialmente havia preocupação de que a criação no piso pudesse ampliar o risco de desafios sanitários. Na prática, a experiência demonstrou que um programa robusto de prevenção, aliado a boas condições de manejo, permite manter estabilidade sanitária e consistência produtiva.

Foto: Divulgação

Um dos desdobramentos dessa abordagem foi conduzir a produção sem utilização de antibióticos como melhoradores de desempenho. Para viabilizar esse modelo, a empresa estruturou um conjunto integrado de medidas preventivas, baseadas em biosseguridade rigorosa, nutrição equilibrada e manejo adequado das aves.

Nesse contexto, são utilizadas alternativas tecnológicas que contribuem para a saúde intestinal e para a estabilidade da microbiota das aves, como probióticos e simbióticos, ácidos orgânicos e óleos essenciais. Essas ferramentas auxiliam na manutenção do equilíbrio microbiológico e reduzem a necessidade de intervenções terapêuticas ao longo do ciclo produtivo.

A abordagem está alinhada ao conceito de Saúde Única, que reconhece a interdependência entre saúde animal, saúde humana e equilíbrio ambiental, reforçando a importância de sistemas produtivos preventivos e sustentáveis.

A estrutura produtiva é compartimentalizada, com unidades fisicamente separadas (fábrica de ração, fazendas e entreposto de ovos), o que, apesar de aumentar a complexidade logística, reduz significativamente o risco de disseminação de patógenos.

O manejo sanitário inclui vacinação, monitoramento, controle de acesso e desinfecção, com atenção adicional, em sistemas no piso, ao manejo da cama, escolha do ninho e prevenção de endoparasitas.

Reconhecimento internacional

Os resultados produtivos obtidos demonstram a consistência do modelo adotado. Um dos marcos mais relevantes foi o reconhecimento de um lote da linhagem Lohmann como o mais produtivo já registrado pela genética, atingindo 593,8 ovos por ave alojada.

A empresa também recebeu em 2024 o Good Egg Award, concedido pelo ONG de bem-estar animal internacional Compassion in World Farming. A premiação reconhece empresas que adotam padrões elevados de criação e práticas alinhadas à melhoria das condições de vida das galinhas poedeiras.

Diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem: “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda” – Foto: Divulgação

Segundo a empresa, esses reconhecimentos demonstram que essas dimensões não são conflitantes, mas que é possível combinar altos níveis de bem-estar animal com alta e consistente produtividade.

Cooperação e perspectivas para o setor

A participação na criação da COBEA está alinhada à visão de que iniciativas colaborativas podem acelerar o aprendizado do setor. A troca de experiências entre empresas, academia e organizações da cadeia produtiva contribui para ampliar o alcance de boas práticas e fortalecer discussões técnicas e estratégicas sobre produção animal.

Na avaliação da Planalto Ovos, o Brasil tem capacidade técnica para avançar, mas enfrenta desafios como acesso a financiamento, custos mais altos e necessidade de melhor organização comercial; nesse contexto, certificações independentes são chave para diferenciar boas práticas e dar transparência ao mercado. “A viabilidade de sistemas livres de gaiolas depende menos de discurso e mais de execução: planejamento, disciplina sanitária, observação das aves, equipe capacitada e expansão alinhada à demanda. Nossa participação na COBEA serve não apenas para compartilhar nossa experiência com outros, mas também para evoluir em conjunto e promover a colaboração necessária em toda a cadeia de valor, o que pode ajudar a acelerar a transição para sistemas de produção que promovam um melhor bem-estar animal”, afirma o diretor da Planalto Ovos, Daniel Mohallem.

Fonte: Assessoria Planalto Ovos
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Produção de ovos supera 1,2 bilhão de dúzias no Brasil

São Paulo mantém liderança com quase um quarto da produção nacional, enquanto Paraná aparece na terceira posição entre os maiores produtores do país.

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Foto: Divulgação

A produção brasileira de ovos de galinha atingiu 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026, mantendo-se em um dos maiores patamares da série histórica, embora tenha mostrado sinais de desaceleração na comparação com os meses finais do ano passado.

Foto: Rodrigo Felix Leal

Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o volume produzido entre janeiro e março foi 0,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, porém, houve retração de 3,5%.

Mesmo com a queda trimestral, a produção permanece acima de 1,2 bilhão de dúzias, evidenciando a dimensão da avicultura de postura brasileira e a capacidade do setor de sustentar elevados níveis de oferta para atender tanto o mercado interno quanto a crescente demanda da indústria alimentícia.

A produção de ovos vem registrando crescimento contínuo nos últimos anos, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo doméstico. O alimento ganhou ainda mais espaço na dieta dos brasileiros por apresentar custo relativamente menor em comparação a outras proteínas animais e por sua versatilidade de consumo.

Entre os estados, São Paulo manteve ampla liderança nacional. O estado respondeu por 24,6% de toda a produção

Foto: Rodrigo Felix Leal

brasileira no primeiro trimestre, o equivalente a praticamente uma em cada ოთხro dúzias produzidas no país.

Na sequência aparecem Minas Gerais, com participação de 10,2%, Paraná, com 9,8%, e Espírito Santo, responsável por 7,9% do total nacional. Juntos, os quatro estados concentram mais da metade da produção brasileira de ovos, demonstrando a forte regionalização da atividade.

Consumo interno sustenta produção elevada

Embora a variação anual tenha sido modesta, o desempenho do setor confirma a estabilidade da produção em níveis historicamente elevados. A demanda doméstica segue como principal sustentação da atividade, favorecida pelo aumento do consumo per capita e pela busca dos consumidores por proteínas de menor custo.

Foto: Giovanna Curado

No Paraná, terceiro maior produtor do país, a avicultura de postura desempenha papel relevante na economia agropecuária, com forte presença de granjas tecnificadas e integração com a indústria de alimentos. O estado se mantém entre os principais polos produtores nacionais, ao lado de São Paulo e Minas Gerais.

Os números integram as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha referentes ao primeiro trimestre de 2026, divulgadas pelo IBGE. O levantamento acompanha a evolução da produção agropecuária brasileira e serve de referência para o monitoramento da oferta de alimentos e da dinâmica das cadeias produtivas do país.

Fonte: O Presente Rural
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