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Peixes 1 funcionário para 1 milhão de peixes

Automação transforma a piscicultura no Oeste do Paraná

Pioneiro na área, o ex-executivo da C.Vale Flávio Paulert usa sistema altamente automatizado com controle de oxigênio e alimentação, garantindo eficiência, sustentabilidade e alto retorno ao produtor.

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Fotos: Divulgação/IFC

Com mais de quatro décadas de experiência na C.Vale, Flávio Paulert decidiu realizar um sonho antigo: ter a sua própria piscicultura. Engenheiro agrônomo, ele trabalhou na cooperativa de 1977 a 2022, atuando em diversas áreas – da produção de sementes à avicultura, passando pelo fomento agrícola, armazenagem e gestão industrial. Em 2009, participou da implantação do programa de peixes da cooperativa, que culminou com a inauguração do frigorífico em 2017.

Ainda em 2017, Flávio iniciou a construção de sua propriedade voltada à produção de tilápia, no município de Palotina (PR), com um projeto inovador: um sistema altamente automatizado. “Na época, praticamente não existia automação. Pensamos em um modelo eficiente, com alimentação automática e controle de oxigênio por sondas, integrando tecnologia para reduzir a dependência de mão de obra”, explica.

Hoje, sua propriedade possui 18 hectares de lâmina d’água, onde aloja cerca de 1 milhão de peixes. Tudo isso com apenas um funcionário. Todos os aeradores são acionados automaticamente conforme os níveis de oxigênio, e o sistema de alimentação também é automatizado. “Isso nos garante eficiência e qualidade, além de diminuir custos operacionais”, reforça Flávio.

Outro destaque é o compromisso ambiental. A água captada em córregos é analisada semanalmente e, após o uso, passa por um tanque de decantação que ocupa cerca de 10% da área da propriedade, retornando limpa ao rio. “Às vezes, a água que devolvemos parece até melhor do que a que captamos”, afirma.

Para Flávio, a integração com a cooperativa é essencial para o sucesso do negócio. A empresa fornece alevinos, ração, assistência técnica e realiza o abate, enquanto o produtor se dedica ao manejo e à qualidade da água e do peixe. “Essa parceria é vantajosa para todos: cooperativa, produtor, transportadores e toda a cadeia envolvida. É geração de renda e desenvolvimento para a região.”

“A tecnologia vai avançar ainda mais”

O piscicultor também vê grande potencial de crescimento para a atividade, seja por meio da utilização de áreas próximas ao Rio Piquiri ou com sistemas de produção superintensivos, que permitem maior densidade de peixes em menor espaço. “A tecnologia vai avançar ainda mais, reduzindo custos e tornando o peixe um alimento cada vez mais acessível. O mercado interno cresce e a exportação ajuda a consolidar essa cadeia.”

Mesmo com todos os avanços, Flávio alerta para um desafio: a sanidade dos peixes. “Temos que manter baixos índices de infecção para garantir qualidade e segurança alimentar. Nosso objetivo é entregar um peixe saudável, sem sabor residual, que possa atender às exigências do consumidor.”

Rentável e sustentável

Com paixão pela atividade, ele acompanha de perto o dia a dia da produção. “Gosto de estar aqui, ver os tanques, acompanhar o crescimento dos peixes. A piscicultura é rentável, sustentável e, acima de tudo, uma atividade que combina com a natureza. É um orgulho fazer parte.”

O acesso é gratuito e a edição pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Peixes

Paraná, São Paulo e Minas Gerais lideram produção de tilápia no Brasil

Na lista dos dez principais produtores, o Maranhão foi o estado com o maior índice de crescimento devido ao novo arranjo produtivo local.

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Foto: Shutterstock

Polo produtor de tilápia brasileiro, o Paraná registrou 273,1 mil toneladas em 2025. Esse desempenho representou um crescimento de 9,1% em comparação ao ano anterior e colocou o estado no topo da lista de produção. Esses dados são da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). “Esse movimento vindo de empresas privadas e cooperativas mostram a força do setor no estado. São diversos os fatores que contribuem para o desenvolvimento da atividade que vêm se repetindo nos últimos anos, como agregação de tecnologia, orientação técnica e a participação de grandes cooperativas e agroindústrias”, diz o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros: “Esse movimento vindo de empresas privadas e cooperativas mostram a força do setor no estado  – Foto: Divulgação/Peixe BR

Em seguida, São Paulo aparece em segundo lugar na lista. Em 2025, a região totalizou 93,7 mil toneladas, volume 54% maior em relação ao ano anterior. Logo depois, vêm Minas Gerais (77.500 t), Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t). O estado nordestino ganhou uma posição e fecha a lista dos cinco primeiros do ranking. “O Maranhão foi estado com o maior índice de crescimento (9,36%) entre os dez maiores produtores, mais até do que o Paraná, e tem demonstrado um arranjo produtivo local que permitiu essa ampliação nos últimos anos”, realça Medeiros.

Nesse grupo, Santa Catarina e Minas Gerais também tiveram aumento relevante, com 7,28% e 6,46%, respectivamente. Em termos de aumento de produção, destaque para o Ceará, que avançou 29,3% e, de novo, ganhou uma posição (18º).

Fonte: Assessoria Peixe BR
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Peixes

Embrapa leva tambaqui geneticamente editado e pirarucu defumado a evento em Brasília

Unidade de Palmas apresenta inovação em edição gênica com tambaqui e oferece degustação de pirarucu durante feira no Cerrado.

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Foto: Eduardo Sousa Varela

A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas/TO) vai participar da Feira Brasil na Mesa, que será realizada entre os dias 23 e 25 de abril, na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). O evento integra as comemorações pelos 53 anos da Embrapa e reúne atrações como vitrines tecnológicas, degustações, cozinha show, rodada de negócios, seminários e atividades voltadas ao bioma Cerrado.

Nesta edição, a unidade participará com duas frentes principais: a apresentação de uma tecnologia de edição gênica e a oferta de degustação de pirarucu defumado.

Na vitrine tecnológica, o público poderá observar dois exemplares de tambaqui em aquário: um sem qualquer intervenção genética e outro submetido à técnica de edição gênica. O peixe editado apresenta um padrão diferenciado de coloração, resultado do bloqueio de um gene relacionado à pigmentação. Segundo o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia do centro de pesquisa de Palmas, Pedro Alcântara, a proposta deve atrair a atenção dos visitantes e contará com pesquisadores disponíveis para explicar o processo ao público durante o evento.

A tecnologia é desenvolvida pela Embrapa Pesca e Aquicultura dentro de pesquisas em edição gênica aplicada a peixes tropicais. De acordo com o pesquisador Eduardo Sousa Varela, o centro já concluiu o protocolo de edição gênica e utiliza o tambaqui como espécie de referência nas demonstrações. Ele explica que o objetivo é evidenciar resultados visuais, como a despigmentação, indicando a efetividade do processo.

Além da demonstração visual, a pesquisa também mira aplicações produtivas. A edição gênica pode contribuir para reduzir ou eliminar as espinhas intermusculares do tambaqui, estruturas que dificultam o processamento em filé. Com isso, a expectativa é ampliar o rendimento industrial e abrir novas possibilidades de mercado, incluindo exportação.

Na programação de degustações, a Embrapa também vai apresentar lombo de pirarucu defumado, preparado com técnica desenvolvida pela pesquisadora Viviane Rodrigues Verdolin dos Santos. O processo inclui salga, marinada e defumação a quente, utilizando madeira de goiabeira, em temperatura entre 50°C e 70°C, por cerca de três horas e meia.

Segundo a pesquisadora, a madeira de goiabeira contribui para um processo de defumação mais estável, com produção de fumaça contínua, influenciando cor, brilho e sabor do produto final.

Para o chefe-adjunto Pedro Alcântara, a tecnologia tem impacto tanto para o consumidor quanto para o produtor. Ele destaca que o método pode ser aplicado por agroindústrias ou produtores artesanais e contribuir para a agregação de valor ao pescado. Já a pesquisadora avalia que o processo pode até dobrar o valor do produto e abrir espaço para nichos de mercado, incluindo produção artesanal com potencial de certificações específicas.

Fonte: Assessoria Embrapa Pesca e Aquicultura
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Peixes

Tilápia impulsiona piscicultura em Mato Grosso do Sul com produção de 9,7 mil toneladas

Município de Selvíria concentra o maior volume, enquanto o Estado amplia participação no mercado nacional da espécie.

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Foto: Shutterstock

Mato Grosso do Sul registrou avanço na piscicultura e reforçou sua presença entre os principais produtores do país. Durante o Encontro Técnico de Piscicultura, realizado pela Semadesc na Expogrande 2026, foram apresentados dados que apontam crescimento da atividade, impulsionado pela profissionalização e pela abertura de mercados internacionais.

O Estado ocupa atualmente a 6ª posição na produção nacional de tilápia. Entre os municípios, Selvíria lidera com 9,71 mil toneladas, seguido por Mundo Novo e Dourados. A atividade integra a estratégia estadual de desenvolvimento do agronegócio.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Segundo dados apresentados no evento, a produção brasileira de pescado superou 1 milhão de toneladas em 2025. A tilápia respondeu por 707.495 toneladas, o equivalente a quase 70% do total.

No comércio exterior, houve mudança no perfil das exportações sul-mato-grossenses. Em 2017, o foco estava na venda de peixe fresco. Já em 2025, predominam produtos com maior valor agregado, como filés congelados. Os Estados Unidos concentraram 99,96% das compras, com mais de US$ 1,3 milhão em produtos processados.

A tendência, de acordo com os dados apresentados, é de crescimento da agroindustrialização no setor, com maior participação de produtos processados na cadeia.

A projeção de aumento da demanda global por pescado também indica expansão do mercado. A estimativa é de necessidade adicional de 735 mil toneladas até 2055.

No cenário nacional, a piscicultura cresceu 4,41% em 2025. A produção de tilápia avançou 6,8%, enquanto os peixes nativos registraram leve queda de 0,63%.

O Estado também ocupa posições relevantes em outras espécies, sendo o 6º maior produtor de pacu e patinga e o 11º de pintado e cachara. Na aquicultura geral, Mato Grosso do Sul está na 13ª colocação nacional.

Fonte: O Presente Rural com Semadesc
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