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Automação impulsiona eficiência e reduz dependência por mão de obra

Ao investir neste recurso, as cooperativas agropecuárias estão aproveitando os avanços tecnológicos para otimizar processos, reduzir custos e obter melhores resultados.

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Foto: Shutterstock

No cenário atual, as cooperativas agropecuárias têm buscado constantemente formas de aprimorar suas operações e aumentar sua eficiência. Uma das estratégias adotadas com sucesso é a incorporação de tecnologias avançadas e automação de processos, que permitem otimizar as atividades, reduzir custos e minimizar a dependência por mão de obra. O objetivo é também poupar pessoas de trabalhos pesados e repetitivos, aumentando a produtividade e consequentemente trazendo muitos benefícios às cooperativas, cooperados e aos trabalhadores. A automação também contribui para superar os desafios de contratar mão de obra, já que muitas cidades brasileiras que possuem cooperativas registram um superávit nas ofertas de postos de trabalho.

Ao investir em automação, as cooperativas agropecuárias estão aproveitando os avanços tecnológicos para otimizar processos, reduzir custos e obter melhores resultados. Uma das principais vantagens é a diminuição da dependência de mão-de-obra manual. Além disso, a automação permite uma maior precisão e controle sobre as operações, o que leva a uma melhor qualidade dos produtos finais. Sensores, sistemas de monitoramento e softwares avançados estão sendo utilizados para monitorar os processos que são desenvolvidos nas cooperativas.

Presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas – Foto: Divulgação/OCB

O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, destaca que as tecnologias devem ser entendidas como um grande apoio às atividades das cooperativas. Ele enaltece que tecnologia e inovação, inseridas no cooperativismo, se evidenciam por serem ferramentas para elevar a eficiência na produção e proporcionar melhores condições de trabalho para os cooperados e seus funcionários, e não para substituir as pessoas por máquinas. “O ramo agropecuário do cooperativismo tem um importante papel de fomentador de inovação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e produtivo”, defende.

O analista técnico institucional do ramo agropecuário da OCB, Rodolfo Jordão da Silva Filho, concorda e diz ainda que é muito oportuno evidenciar que a inovação e a tecnologia se destacam no cooperativismo por fomentarem eficiência produtiva e qualidade de trabalho para os cooperados e seus funcionários. O profissional cita que muitas são as iniciativas interessantes registradas na cooperativas. “Gosto de destacar a Lar Cooperativa Agroindustrial que começou a realizar a inspeção de elevadores de silos por meio de drones visando melhorar as condições de trabalho e reduzir os riscos aos colaboradores, sem que a mão-de-obra fosse desocupada, já que os profissionais poderiam ser capacitados para operar os equipamentos”, opina.

Mais velocidade, menos erros

Gerente da assessoria de Recursos Humanos da C.Vale, Luciano Trombetta – Foto: Divulgação/C.Vale

Na Cooperativa Agroindustrial C.Vale a prática de automação está bastante presente nos processos, visando utilizar estas ferramentas como uma estratégia para reduzir a dependência da mão-de-obra. De acordo com o gerente da assessoria de Recursos Humanos da cooperativa, Luciano Trombetta, a automação ainda é um pouco restrita por conta do alto valor de investimento. Ele diz que na cooperativa a automação foi implementada, principalmente, nas áreas industriais e em setores onde há impacto direto na segurança dos funcionários. “A automação tem trazido benefícios significativos em termos de eficiência e produtividade. Setores como o de linha de produção, embalagem e logística têm se beneficiado amplamente com a automação. Ao substituir tarefas manuais por processos automatizados, a C.Vale tem observado ganhos na velocidade de produção, redução de erros e desperdícios, além de maior agilidade nas operações”, observa.

Entre as várias vantagens que a tecnologia possibilita, o profissional reforça que a automação tem contribuído para melhorar as condições de trabalho dos funcionários, como por exemplo, substituir as tarefas repetitivas ou que são fisicamente desgastantes, pelos sistemas automatizados, o que possibilita um ambiente de trabalho mais seguro e confortável para os colaboradores. “A automação é focada mais nas áreas industriais e nas áreas onde os impactos de segurança dos funcionários são afetados. A gente percebe benefícios de produtividade e melhores condições de trabalho aos funcionários”, evidencia Trombetta.

Qualificação para as tecnologias

Com um olhar atento para a eficiência, a cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), estabeleceu o Comitê de Automação, que concentra esforços nos processos industriais e na busca pela redução da necessidade de mão-de-obra. Essa iniciativa faz parte das ações em prol da adoção da automação em seus processos, visando reduzir a dependência por trabalhadores e aprimorar a qualidade de seus produtos e serviços.

Gerente de Gestão de Pessoas da Copacol, Marcos Roberto Antunes – Foto: Divulgação/Copacol

Conforme o gerente de Gestão de Pessoas da Copacol, Marcos Roberto Antunes, a automação tem trazido benefícios para diversos segmentos da cooperativa, gerando efeitos favoráveis em relação à eficiência e desempenho. “A implementação de tecnologias automatizadas proporcionou maior agilidade e precisão em etapas como o processamento, embalagem e controle de qualidade, contribuindo para a otimização dos fluxos de trabalho”, ressalta Antunes.

Além do mais, a automação tem viabilizado o preparo dos colaboradores para desempenhar novos cargos que requerem habilidades diferenciadas. “A Copacol reconhece a importância de investir no desenvolvimento de sua equipe, proporcionando oportunidades de capacitação e formação para que estejam preparados para as demandas tecnológicas e desafios futuros”, indica o profissional.

Marcos afirma que o futuro do emprego na cooperativa está relacionado às transformações trazidas pelo avanço da automação.  Compreendemos a necessidade de adaptar-se às mudanças tecnológicas. Desta maneira, a Copacol está implementando uma série de estratégias para garantir a preparação e a qualificação de seus colaboradores em um ambiente cada vez mais integrado. Estamos cientes de que a empregabilidade continua sendo uma prioridade, embora agora demande maior ênfase na qualificação e adaptação dos trabalhadores, como o home office e o treinamento dos colaboradores da indústria por meio da realidade virtual”, expõe.

O profissional também evidencia que a Copacol promove a qualificação contínua dos funcionários em consonância com as mudanças tecnológicas, adotando medidas proativas para garantir a adaptação dos trabalhadores. Segundo o gestor, já são adotadas, na cooperativa, metodologias ágeis como oficinas de criatividade e palestras sobre tecnologia e inovação. “Essas iniciativas visam capacitar os colaboradores, proporcionando a eles habilidades e conhecimentos necessários para se adaptar e prosperar em um ambiente de trabalho cada vez mais dinâmico e tecnologicamente avançado”, afirma.

Eficiência operacional

Gerente de Gestão de Pessoas da Frimesa, Elisa Fredo – Foto: Divulgação/Frimesa

Conforme a gerente de Gestão de Pessoas da Frimesa, Elisa Fredo, na Cooperativa Central Frimesa, a adoção de automação está presente nos mais diversos processos, como abate, cortes, estocagem e industrialização. “Essa incorporação de robôs e tecnologia visa reduzir a dependência de mão-de-obra e melhorar a ergonomia dos processos”, explica. A profissional revela que a ao utilizar a automação a cooperativa espera alcançar benefícios significativos em termos de eficiência, produtividade e qualidade dos produtos. “Além de otimizar as tarefas, a introdução de processos tecnológicos e a redução da necessidade de mão-de-obra ajudam a aumentar a eficiência operacional”, argumenta.
A profissional revela que o novo frigorífico da cooperativa, inaugurado no fim de 2022, no município de Assis Chateaubriand, PR, foi todo projetado para ter máxima produtividade e agilidade em todos os processos, valendo-se de tudo que a automação oferece hoje no mercado. “A planta da unidade de Assis foi projetada com essa visão em mente, incorporando automação e processos tecnológicos, o que resulta em uma maior produtividade e agilidade na produção, além de garantir padrões consistentes de qualidade nos produtos finais”, declara.

Um caminho adiante

Esses são exemplos que mostram que a crescente adoção da automação pelas cooperativas agropecuárias está transformando o setor de forma significativa, já que a tecnologia torna-se, cada vez mais, uma aliada indispensável para reduzir a dependência de mão-de-obra, aumentar a eficiência operacional e impulsionar a produtividade. Por intermédio de investimentos em máquinas, equipamentos e sistemas avançados, as cooperativas estão adaptando-se aos desafios do mercado e obtendo resultados positivos.

Onde tudo isso vai parar? É muito difícil de elaborar um prognóstico e afirmar exatamente o que o futuro próximo espera, no entanto, o que a história da humanidade mostra é que nenhuma tecnologia irá substituir completamente a presença humana. Bons profissionais sempre terão espaço e serão as molas propulsoras para unir a eficiência e a capacidade de gerar renda para a sociedade.

A edição Especial de Cooperativismo de O Presente Rural pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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União Europeia aprova assinatura de acordo comercial com Mercosul

Decisão envolve um mercado de mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado próximo de US$ 22 trilhões. Apesar da resistência de alguns países, o acordo é tratado como estratégico para o futuro do comércio global.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Este acordo comercial histórico é mais uma prova de que a Europa traça seu próprio curso e se mantém como uma parceira confiável" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou há pouco a aprovação, por ampla maioria dos países que integram a União Europeia (UE), do acordo de livre comércio com o Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. “A decisão do Conselho de apoiar o acordo UE-Mercosul é histórica”, escreveu Ursula em sua conta na rede social X. “Estamos empenhados em criar crescimento, empregos e em garantir os interesses dos consumidores e das empresas europeias”, acrescentou a presidente da comissão responsável por elaborar propostas de leis para todo o bloco e por executar as decisões do Parlamento e do Conselho europeu.

Foto: Divulgação

Com o resultado confirmado, a presidente da Comissão Europeia poderá viajar para o Paraguai, já na próxima semana, para ratificar o acordo com os países-membros do Mercosul. O Paraguai assumiu em dezembro de 2025 a presidência rotativa pro-tempore do bloco.

Em um comunicado mais extenso, divulgado na página da Comissão, Ursula disse esperar ansiosamente pela assinatura do acordo que, para entrar em vigor, ainda terá que ser aprovado no Parlamento Europeu. “Em um momento em que o comércio e as dependências [comerciais e econômicas] estão sendo usadas como armas, e a natureza perigosa e transacional da realidade em que vivemos se torna cada vez mais evidente, este acordo comercial histórico é mais uma prova de que a Europa traça seu próprio curso e se mantém como uma parceira confiável”, diz no documento.

Mais cedo, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polônia, Stefan Krajewski, comentou, em sua conta no X, que além de seu país, votaram contra o acordo Áustria, França, Hungria e Irlanda. Pelas regras do bloco, para ser aprovada, a proposta tinha que obter o aval de ao menos 15 dos 27 Estados-Membros que, juntos, representem ao menos 65% da população total do bloco.

Repercussão
No Brasil, a decisão foi comemorada por lideranças políticas e empresariais. Responsável por promover os produtos e serviços brasileiros

Foto: Marcos Oliveira/Agência Brasil

no exterior, a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) afirma que o acordo estabelece um mercado de quase US$ 22 trilhões, com o potencial de incrementar as exportações brasileiras para a União Europeia em cerca de US$ 7 bilhões. “Estamos falando de uma população de mais de 700 milhões de habitantes e de um PIB de perto de US$ 22 trilhões. Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, comentou o presidente da agência, Jorge Viana, em nota.

Viana também destacou a qualidade da pauta exportadora brasileira com o bloco europeu: “Mais de um terço daquilo que o Brasil exporta para a região é composto de produtos da indústria de processamento.”

O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil.

Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).

Fonte: Agência Brasil
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Líderes europeus comemoram aprovação provisória de Acordo UE-Mercosul

Tratado ainda depende do Parlamento Europeu e enfrenta resistência de países preocupados com a concorrência agrícola. Acordo prevê redução de tarifas, ampliação do comércio bilateral e mecanismos de proteção a setores sensíveis.

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O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e alguns setores empresariais comemoram, nesta sexta-feira (09), a conclusão provisória das negociações do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, iniciadas há 25 anos. O Conselho da União Europeia (UE), no entanto, ainda não anunciou oficialmente a assinatura do acordo. “O acordo UE-Mercosul é um marco na política comercial europeia e um forte sinal da nossa soberania estratégica e capacidade de ação”, escreveu Merz em sua conta no X.

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“Isso é bom para a Alemanha e para a Europa, mas 25 anos de negociações foram muito longos, precisamos avançar mais rápido”, ressaltou.

A ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, também usou as redes sociais para expressar seu contentamento com a notícia, apesar de seu país ter votado contrariamente à iniciativa. “Estou emocionada! Finalmente, há uma maioria entre os Estados-membros da UE para [a assinatura] do acordo com o Mercosul”, afirmou Beate na rede social.

“Não é nenhum segredo que eu esperava que a Áustria apoiasse o acordo também. Porque uma coisa é clara: nossa economia, nossos negócios e nossa prosperidade se beneficiarão enormemente disso”, acrescentou a ministra, defendendo que a Áustria aprofunde as relações comerciais com outras nações, começando pela Índia, país com o qual a Áustria já negocia um acordo bilateral.

“Isso é especialmente crucial, pois a ordem global está passando por mudanças maciças – a Europa, e a Áustria também precisa de novos parceiros. Temos agora de aprofundar os nossos laços com outras regiões do mundo”, defendeu Beate.

De acordo com o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polônia, Stefan Krajewski, além de seu país e da Áustria, os

Foto: Jonathan Campos

embaixadores da França, Hungria e da Irlanda também se manifestaram contra o acordo. “Se a Itália estivesse do nosso lado, o acordo seria bloqueado”, lamentou Krajewski.

“Infelizmente, as consequências desta decisão afetarão todos nós. Repito o que tenho dito: vamos proteger os agricultores poloneses”, acrescentou o ministro, destacando que o Parlamento polonês já vem propondo mecanismo legais para proteger os setores produtivos de seu país e para garantir eventuais compensações ao setor agrícola.

Indústria
Em nota, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea) afirmou que o apoio da maioria dos Estados-Membros ao acordo UE-Mercosul é um momento marcante e um sinal claro de que a Europa quer manter uma economia forte, aberta e focada no comércio.

Foto: Claudio Neves

Segundo a entidade, a assinatura do acordo reduzirá, de forma muito significativa, as tarifas sobre os automóveis fabricados na UE (atualmente, de até 35%), resolverá os obstáculos técnicos ao livre-comércio entre os dois blocos e reforçará as cadeias de abastecimento de matérias-primas críticas. “A Acea insta agora os tomadores de decisões políticas do Parlamento Europeu a ratificar rapidamente o acordo para que todos os setores envolvidos se beneficiem rapidamente das vantagens comerciais e estratégicas do acordo”, menciona a entidade na nota.

Prazo
Os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE indicaram as posições de seus governos na manhã desta sexta-feira (09), mas cada país deveria confirmar seu voto por escrito até as 13 horas deBrasília. Ao menos 15 países, que juntos representam pelo menos 65% da população total do bloco europeu, votaram a favor da assinatura, conforme exigido.

Se o resultado for confirmado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen poderá viajar ao Paraguai já na próxima semana para ratificar o acerto com os os países-membros do Mercosul – bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor.

Fonte: Agência Brasil
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Soja, bovinos e milho impulsionam crescimento do VBP do Maranhão em 2025

As três principais cadeias produtivas responderam pela maior parte do faturamento agropecuário estadual, que somou R$ 18 bilhões no ano e registrou recuperação frente a 2024.

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O Valor Bruto da Produção (VBP) do Maranhão encerrou o ciclo de 2025 com um faturamento de R$ 17.972,23 milhões. O resultado aponta para uma recuperação sólida de 10,56% em relação aos R$ 16.255 milhões registrados em 2024. No entanto, o crescimento local ocorre em um ritmo inferior à dinâmica nacional: enquanto o Brasil viu seu VBP saltar 15,2% no mesmo período (de R$ 1,22 trilhão para R$ 1,41 trilhão), o Maranhão perdeu espaço relativo, reafirmando sua posição como o 13° do VBP agropecuário entre as unidades da federação.

A participação do Maranhão no VBP brasileiro é de apenas 1,27%. Embora o estado apresente uma trajetória de recuperação após a queda acentuada vista em 2023 (R$ 16,6 bilhões), ele não consegue acompanhar a tração dos grandes estados produtores. O Mato Grosso, líder do ranking, fatura R$ 220,4 bilhões — um montante doze vezes superior ao maranhense. Na prática, o estado opera em uma “ilha” de baixa representatividade, onde o crescimento nominal de R$ 1,7 bilhão em um ano não é suficiente para alterar sua relevância no cenário macroeconômico do país.

Soja e Pecuária

A composição do agro maranhense é amplamente dominada pelas lavouras, que respondem por 76% (R$ 13,7 bilhões) do faturamento, enquanto a pecuária detém 24% (R$ 4,2 bilhões).

As 5 principais atividades em 2025:

  1. Soja: R$ 8.668,4 milhões

  2. Bovinos: R$ 3.872,7 milhões

  3. Milho: R$ 2.937,6 milhões

  4. Mandioca: R$ 618,9 milhões

  5. Algodão: R$ 529,8 milhões

No segmento de proteínas animais, além dos bovinos, destaca-se a produção de Ovos (R$ 205,7 milhões), Leite (R$ 101,8 milhões) e Suínos (R$ 45,5 milhões). O setor de Frangos, com R$ 18,6 milhões, permanece como uma atividade de baixa escala no estado. O Trigo não possui registro de produção relevante nos dados apresentados.

O gráfico histórico (2018–2025) revela que o Maranhão vive um movimento de “andatire”: após um crescimento acelerado entre 2019 e 2022, quando atingiu o pico de R$ 18,4 bilhões, o estado sofreu dois anos de retração (2023 e 2024). O resultado de 2025 marca o fim da tendência de queda, mas ainda situa o estado abaixo do patamar recorde de três anos atrás. Isso indica que o crescimento atual é majoritariamente nominal, reflexo de uma recuperação de preços ou áreas específicas, e não necessariamente uma expansão estrutural da base produtiva.

Os dados indicam que o agronegócio maranhense enfrenta uma dependência severa de um “tripé” composto por Soja, Bovinos e Milho, que juntos somam R$ 15,4 bilhões, ou 86% de todo o VBP estadual. A fragilidade reside na retração de culturas de subsistência e mercado interno, como feijão e mandioca, além da queda na cana-de-açúcar. Com a menor participação nacional (1,27%), o estado permanece vulnerável às oscilações de preços de commodities globais, sem possuir uma base de diversificação agrícola ou industrialização de proteína animal (frangos e suínos) forte o suficiente para elevar seu patamar no ranking brasileiro.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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