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Automação da produção de leite devolve tempo e qualidade de vida à família Macari

Com ordenha robotizada, família do Sudoeste do Paraná alia tradição e tecnologia para ampliar a produção e transformar a rotina no campo.

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Fotos: Arquivo pessoal

Produzir leite já foi sinônimo de uma das rotinas mais exigentes e exaustivas do campo. Por décadas, o dia do produtor começava ainda de madrugada, muito antes do sol nascer. Em propriedades rurais por todo o Brasil, era preciso reunir o rebanho, conduzir as vacas, uma a uma, até o espaço de ordenha, muitas vezes improvisado e com condições precárias, amarar as patas, puxar o banquinho e então tirar o leite manualmente de cada animal. Uma tarefa que demandava não apenas força física, mas uma dedicação incessante, sem folgas ou feriados, sob sol ou chuva, calor ou frio.

Com o avanço da tecnologia, a ordenha mecânica trouxe um primeiro alívio, substituindo parte do esforço físico braçal. Equipamentos auxiliavam na extração do leite, mas ainda assim, o processo continuava exigindo uma intervenção humana constante. Era preciso colocar e retirar as teteiras, higienizar os tetos com cuidado e acompanhar de perto cada animal para garantir a saúde e a qualidade da produção. O tempo dedicado a essa atividade variava conforme o tamanho do rebanho e o número de pessoas envolvidas, podendo se estender por horas a fio. E, quando a ordenha enfim terminava, mal havia tempo para descanso: era preciso limpar os equipamentos, alimentar os animais, cuidar da propriedade e, em poucas horas, reiniciar todo o ciclo, numa jornada quase sem fim que exauria o corpo e a mente.

Irmãos produtores de leite em Chopinzinho (PR), Maicow e Nicolly: “Antes da ordenha robotizada, o custo diário da vaca por litro de leite produzido podia chegar até R$ 1,50. Com a automação, reduzimos em R$ 0,40 o custo de alimentação por litro de leite”

Hoje, o uso de tecnologias está mudando completamente essa atividade. Na vanguarda dessa transformação, a Leitaria Macari, localizada em Linha São Luiz, no interior de Chopinzinho, na região Sudoeste do Paraná, é um exemplo dessa mudança. Com a adoção da ordenha robotizada, as vacas passaram a ser ordenhadas de forma voluntária, sem a necessidade de intervenção humana. Essa inovação, além de melhorar o bem-estar dos animais, tem devolvido aos produtores algo que sempre foi escasso: tempo.

É esse tempo recuperado, somado ao cuidado com os animais e ao olhar estratégico dos irmãos Maikow e Nicolly Macari para a gestão da propriedade que tem redesenhado a atividade, entrelaçando tradição familiar, inovação tecnológica e bem-estar para criar um modelo produtivo que beneficia tanto os animais quanto os humanos que dedicam suas vidas à produção de leite.

Implantação

Com 75 hectares de área total, sendo 20 dedicados à produção leiteira, a propriedade pertence à família há 30 anos. Desde o início, o leite foi a principal fonte de renda e, há cerca de uma década, os Macari decidiram apostar em melhorias e na profissionalização da atividade para elevar a eficiência da produção. “Foi quando começamos a intensificar a atividade leiteira. Buscamos mais qualidade e tecnologia para conseguir crescer”, conta Maikow, que é engenheiro agrônomo, e divide a lida diária da propriedade com a irmã Nicolly, estudante do oitavo período de Medicina Veterinária.

A decisão de implantar a ordenha robotizada na Leitaria Macari foi motivada por um fator cada vez mais recorrente e desafiador no meio rural brasileiro: a dificuldade de encontrar e, principalmente, reter mão-de-obra qualificada. “Chegamos num ponto em que comprávamos a ordenha robotizada ou teríamos que contratar funcionários. Só que mão-de-obra em todas as áreas está difícil, e na produção de leite é ainda mais complicado, porque é um trabalho que exige muita dedicação e é oneroso”, explica Maikow, detalhando o dilema enfrentado por tantos produtores rurais Brasil afora.

Essa alternativa tecnológica surgiu como a forma mais viável de permitir o crescimento sustentável do negócio sem sobrecarregar a estrutura familiar já existente. “O pai e a mãe queriam descansar um pouco mais, e eu, minha irmã e minha esposa não conseguiríamos continuar crescendo da forma que a gente trabalhava. Com a ordenha robotizada, conseguimos alcançar outros objetivos pensando em melhorias para a produção leiteira, porque agora temos tempo para gerir a propriedade de forma mais estratégica e não apenas para apagar incêndios”, pontua os irmãos.

A sucessão familiar, muitas vezes apontada como um dos maiores desafios do campo, se desenha com naturalidade na Leitaria Macari. “Nossos pais nos ajudam muito ainda. Trabalhamos juntos e todas as decisões são tomadas sempre em conjunto”, afirma Maikow, contando que a mãe Adriana e o pai Antônio seguem ativos na propriedade, compartilhando com eles a experiência de uma vida dedicada à produção leiteira.

Sem funcionários contratados, é a família quem conduz todas as tarefas. Além dos irmãos e dos pais, a esposa de Maikow, Fernanda Roncalho Macari, também participa da rotina. “Um dos principais fatores pra gente continuar aqui é o amor pela atividade e a boa relação entre todos nós. Temos um bom convívio familiar e isso é fundamental para seguir na produção de leite”, reforçam os irmãos, com a cumplicidade de quem constrói o futuro lado a lado.

Qualidade de vida

Maikow ao lado da esposa Fernanda, com o primeiro filho do casal: “A adoção do robô foi decisiva pra isso acontecer. Se ainda tivéssemos a ordenha manual, seria muito mais difícil. Hoje conseguimos aproveitar a família e continuar produzindo leite”

A ordenha robotizada permite que as vacas sejam ordenhadas de forma voluntária, quantas vezes quiserem ao dia, sem precisar ser conduzidas ou manipuladas. O robô reconhece cada animal individualmente, realiza a higienização dos tetos com precisão, acopla as teteiras, coleta o leite e ainda fornece os dados sobre a produção e a saúde de cada vaca. “É um sistema que facilita muito a nossa vida”, resume Nicolly.

Mas o impacto da robotização vai muito além da produção. Com a automatização da ordenha, os Macari passaram a ter mais tempo livre para cuidar de outras tarefas da propriedade, para fazer uma gestão mais eficiente, planejar melhorias estratégicas e, principalmente, para viver com mais qualidade. “Hoje conseguimos tomar café da manhã todos juntos, tomar um chimarrão com calma, até acordar um pouco mais tarde. Antes isso era impossível. A gente começava o dia por volta das 04h30 da manhã, agora, iniciamos nosso dia de um outro jeito, muito mais tranquilos”, relata Maikow, destacando que essa mudança no estilo de vida também permitiu, por exemplo, que a família possa passar um período mais longo fora da propriedade, algo impensável no tempo da ordenha manual.

Acompanhamento remoto

Os irmãos contam que a implantação do sistema, feita há cerca de um ano e meio, provocou diversas mudanças na rotina e nos resultados da Leitaria. “A maior mudança foi a flexibilização de horários. A gente consegue acompanhar tudo o que acontece sem estar perto do animal. Eu posso estar na lavoura, a Nicolly pode estar na faculdade, e conseguimos monitorar a saúde das vacas, se estão no cio, se precisam de tratamento”, detalha Maikow.

Essa conectividade trouxe agilidade também para as decisões. “Se eu cadastro um tratamento pela manhã antes de sair, o Maikow abre o sistema e já vê quais vacas devem ser inseminadas ou medicadas. A gente consegue orientar quem está em casa mesmo à distância”, exemplifica Nicolly.

3ª geração graças ao robô?

Além de melhorar a gestão, a tecnologia teve impacto direto na vida pessoal da família. “A adoção dessa ferramenta foi decisiva para eu e minha esposa termos filhos. Se ainda tivéssemos a ordenha manual, seria muito mais difícil. Hoje conseguimos aproveitar a família e continuar produzindo leite”, afirma Maikow, entre risos, ao dizer que o filho recém-nascido é “um dos frutos do robô”.

Rotina flexível

Para Nicolly, o ganho foi ainda na possibilidade de equilibrar os estudos com o trabalho. “Hoje, chego da faculdade por volta das 14 horas, almoço e, se preciso sair um pouco mais cedo à tarde, consigo adiantar as tarefas, verificar como está o robô e se há alguma vaca que precisa de atenção. A tecnologia trouxe essa flexibilidade na rotina. E todo esse avanço que conseguimos implementar foi pensando em melhorar o bem-estar das vacas e o nosso. Esse, para mim, é o maior ganho da tecnologia na propriedade”, menciona.

Ganho também em litros

A modernização da Leitaria Macari também se reflete no manejo e na estrutura da produção. Com um rebanho formado por 56 vacas em lactação e outras oito vacas secas, os animais são mantidos em sistema free stall, com ambiente controlado, conforto térmico e alimentação balanceada. Essa combinação contribui para manter uma média de produção diária entre 35 e 36 litros por vaca, um ganho de mais de dez litros por vaca em relação ao sistema antigo. Essa produtividade reflete não apenas o potencial genético do rebanho, mas também a eficiência dos processos adotados na propriedade.

Grande parte da alimentação dos animais é produzida na própria fazenda, uma estratégia que otimiza custos e garante qualidade. “A parte dos volumosos, como silagem, feno e parte do grão úmido, somos nós que produzimos. Já os concentrados, como farelo de soja, DDG e parte do pré-secado, são adquiridos fora”, expõe Maikow, ressaltando que os investimentos em nutrição e no bem-estar refletiram diretamente na produtividade.

Antes da ordenha robotizada, no sistema compost barn com ordenha manual, a produção média era de 23 a 24 litros por vaca. “Na época da transição, com a mudança para o free stall e a ordenha mecânica, chegamos a uma média de 26 litros. Mas as vacas estavam no barracão e a ordenha era apertada, não estava bom”, recorda Nicolly. Com a instalação do robô, a média saltou para 36 litros por animal/dia, um aumento de 38,5% em relação ao sistema anterior. “E ainda estamos crescendo. Temos metas a superar. A ordenha robotizada trouxe mais eficiência, mais sanidade, mais bem-estar animal e muito mais tranquilidade para nós”, frisa Maikow, resumindo os múltiplos benefícios.

Usina supre energia

Outra grande aliada desta nova fase da Leitaria Macari é a usina solar instalada na propriedade, que gera de 6 a 7 mil kWh por mês, energia suficiente para abastecer todas as operações da leitaria. A sustentabilidade energética complementa o ciclo de inovação e autonomia buscado pela família, tornando o negócio ainda mais robusto e ecologicamente responsável.

Colares da saúde

Na parte sanitária e reprodutiva, a tecnologia também trouxe ganhos significativos. “O sistema da ordenha é interligado com os colares das vacas, o que nos permite monitorar ruminação, atividade, detectar cio e identificar sinais de doenças precocemente. Antes, era tudo feito no olho. Hoje temos muito mais precisão, o que nos permite agir rapidamente e prevenir problemas maiores”, pontua Nicolly, ressaltando a inteligência embarcada que protege o rebanho.

A gestão da Leitaria Macari é conduzida com atenção aos detalhes e foco em eficiência. A implantação de todas essas tecnologias trouxe não apenas melhorias no processo produtivo e mais tempo livre, mas também um novo olhar sobre os dados gerados. “A equipe que nos atendeu sempre disse que, além do aumento na produção, o maior ganho viria quando a gente conseguisse traduzir os números. O robô gera mais de 60 tipos de relatórios e conseguimos, junto aos técnicos responsáveis pela nutrição, reprodução e sanidade, analisar com precisão o desempenho individual dos animais. Isso nos ajuda, por exemplo, a decidir com base técnica quais vacas devem sair do plantel ou quais precisam de um cuidado específico”, explica Maikow.

O papel ainda tem espaço

Apesar do avanço na coleta e análise de dados zootécnicos, a parte financeira ainda é feita de forma manual. “Tudo o que o robô não entrega, como controle de estoque e financeiro, a gente faz no papel. Mas isso é algo que quero melhorar no futuro. Ter um sistema que nos ajude com o controle de estoque de comida, medicamentos e na gestão financeira”, projeta Maikow, destacando que as decisões são sempre tomadas em conjunto com a família.

Custo R$ 0,40 menor por litro

Foto: Shutterstock

Com o olhar voltado para a viabilidade do negócio, a família mantém controle rigoroso dos custos de produção. “Levantamos quanto gastamos com alimentação por litro de leite e quanto conseguimos produzir com cada real investido em comida”, comenta Maikow, explicando que atualmente o custo alimentar gira em torno de R$ 1,10 por litro de leite, um valor considerado positivo e competitivo. “Conseguimos boas safras de silagem e produzimos boa parte do que os animais consomem. Isso inclui o grão úmido, que é bem mais barato do que comprar milho seco. Nosso objetivo é produzir o máximo possível dentro da propriedade”, afirma.

Contudo, antes da automação, os custos eram mais altos. “A vaca custava praticamente o mesmo por dia, só que produzia menos. O custo por litro podia chegar a R$ 1,50. Hoje, com a ordenha robotizada, ganhamos em eficiência e reduzimos em cerca de R$ 0,40 o custo de alimentação por litro produzido”, detalha Maikow.

Passando o bastão

Embora ainda dividam as decisões com os pais, os irmãos Maikow e Nicolly já assumem boa parte da condução da propriedade, com um protagonismo crescente. “Não dá pra dizer que estamos totalmente à frente, mas meu pai sempre diz que todas as melhorias que estamos implementando hoje são porque eu e minha irmã estamos mais envolvidos nas decisões”, conta Maikow, frisando que isso vem acontecendo de forma mais efetiva nos últimos três anos, com ideias voltadas à melhoria dos processos e à busca constante por eficiência e inovação.

Mais do que garantir a permanência da família no campo, essa sucessão bem-sucedida representa o reconhecimento do esforço de quem construiu tudo com as próprias mãos. “Vi o quanto meus pais sofreram para conquistar cada centímetro desse chão. Nada foi herdado. Cada palanque, cada metro da propriedade, foi fruto do trabalho deles. Hoje, a gente consegue oferecer uma renda que permite a eles aproveitarem melhor a vida. Isso é muito gratificante”, enfatiza Maikow.

Melhorias constantes

Foto: Shutterstock

O planejamento para o futuro da Leitaria Macari segue em ritmo firme e constante. “Quem visita a propriedade hoje e a conheceu há cinco anos se surpreende com a transformação. Não que sejamos grandes produtores, mas pelo quanto investimos, pela busca de melhoria contínua. E ainda temos planos. Para este ano queremos melhorar o conforto das novilhas e das vacas secas. Para o ano que vem, nosso objetivo é adquirir mais um robô e dobrar o número de animais, expandindo a nossa capacidade de produção”, adianta Maikow. “O crescimento é construído aos poucos, dando um passo de cada vez, com calma e responsabilidade”, complementa Nicolly.

O que sustenta o trabalho diário no campo

Com a bagagem acumulada nos últimos anos à frente da propriedade, os irmãos Macari compartilham uma mensagem inspiradora aos jovens que desejam permanecer no campo ou assumir os negócios da família. Para eles, mais do que o acesso à tecnologia e à informação, hoje amplamente disponíveis, o que realmente faz a diferença é o relacionamento entre as pessoas. “O diálogo entre pai e filho, entre irmãos, é o mais importante”, exalta Maikow, ressaltando: “Muitas coisas que fazemos hoje talvez não façam sentido para nossos pais, que vêm de outra geração. Mas eles sempre nos apoiaram, mesmo quando não viam necessidade”. “Além disso, é preciso ter paciência e, acima de tudo, amor pelo que se faz”, reforça Nicolly.

Fonte: O Presente Rural

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Preços do boi devem se manter firmes nos próximos meses

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a combinação de demanda externa forte e oferta ajustada sustenta o mercado, mas a gestão da cota chinesa será determinante para evitar oscilações.

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Fotos: Shutterstock

A combinação de demanda externa robusta e oferta ajustada deve manter os preços do boi sustentados nos próximos meses, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA. No entanto, a gestão da cota chinesa será crucial para evitar oscilações bruscas e impactos negativos sobre a demanda no segundo semestre.

O fluxo de exportações segue intenso, ainda mais forte que no ano passado, e pode receber impulso adicional com embarques para a China dentro da cota. A menos que a oferta de gado terminado aumente de forma significativa, cenário diferente do observado neste início de ano, os preços tendem a permanecer firmes, podendo até manter o movimento de alta mesmo durante o período de safra.

Ainda há dúvidas sobre a utilização da cota chinesa após a imposição das medidas de salvaguarda. A Abiec solicitou apoio do governo para coordenar o processo, enquanto permanece a incerteza sobre cargas que já estavam em trânsito e chegaram à China a partir de 1º de janeiro, estimadas em 350 mil toneladas, que podem ficar fora da cota. Uma coordenação inadequada pode gerar pressão altista temporária nos preços, seguida de possível queda nas cotações.

Em 2025, o Brasil exportou 1,1 milhão de toneladas de carne bovina para a China em agosto. Com uma maior corrida por embarques neste ano, esse volume pode ser alcançado mais cedo. Por outro lado, se houver moderação na oferta ao longo do ano, o impacto negativo sobre os preços tende a ser suavizado. De toda forma, a atenção permanece voltada à demanda externa no segundo semestre, caso a decisão chinesa sobre a cota não seja alterada.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Acrimat em Ação 2026 leva conhecimento técnico sobre bovinos ao interior do Mato Grosso

Segunda rota percorrerá oito polos produtivos, abordando gestão de pessoas e práticas para aumentar a eficiência das fazendas.

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Foto: Acrimat

Depois do sucesso da primeira etapa, o Acrimat em Ação 2026 segue fortalecendo a presença da entidade no interior do estado com o início da segunda rota, a partir do dia 19 de fevereiro. A expectativa é manter o alto nível de participação e engajamento dos produtores, consolidando o projeto como uma das maiores iniciativas itinerantes da pecuária mato-grossense.

Nesta nova etapa, o projeto percorrerá oito importantes polos produtivos: Paranatinga, Canarana, Ribeirão Cascalheira, Vila Rica, Água Boa, Nova Xavantina, Barra do Garças e Rondonópolis. Municípios estratégicos que representam a força e a diversidade da pecuária nas regiões médio-norte, nordeste e sudeste do estado.
A segunda rota chega embalada pelos números históricos da primeira etapa, que registrou recorde de público em todas as cidades visitadas. O resultado reforça a importância do contato direto com o produtor rural, levando informação técnica, debates relevantes e conteúdo voltado à realidade de quem está no campo.

Neste ano, a palestra será ministrada por Ricardo Arantes, que abordará o tema liderança e gestão de pessoas no agro. A proposta é provocar reflexões práticas sobre o papel do líder dentro da propriedade, a formação de equipes mais engajadas e a importância da gestão estratégica de pessoas para alcançar melhores resultados no campo. O conteúdo busca ir além da teoria, trazendo aplicações diretas para o dia a dia das fazendas e para a construção de negócios rurais mais eficientes e sustentáveis.

Em 2026, o Acrimat em Ação percorrerá 32 municípios, divididos em quatro rotas estratégicas, ampliando o alcance da entidade e garantindo que a informação chegue a todas as regiões do estado. A segunda rota reafirma esse compromisso: ouvir o produtor, levar conhecimento e fortalecer a representatividade da pecuária de Mato Grosso.

O presidente da Acrimat, Nando Conte, destacou que o crescimento da primeira rota reforça a credibilidade do projeto e aumenta a responsabilidade para as próximas etapas. “Tivemos um aumento de 20% no público e recorde de participação em todas as cidades da primeira rota. Isso mostra que o produtor quer estar próximo da entidade, quer informação e quer participar das discussões. Para a segunda rota, a nossa meta é a mesma: manter esse crescimento, bater novos recordes e fortalecer ainda mais a pecuária mato-grossense”, afirmou.

Nesta edição, o evento itinerante conta com a parceria de Senar, Imac, Fs Bioenergia, Grupo Canopus, Sicredi e Fortuna Nutrição Animal.

Fonte: Assessoria Acrimat
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Embrapa abre inscrições para a 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto

Iniciativa realizada no CTZL, em Brasília (DF), vai avaliar novilhas Gir Leiteiro, Guzerá, Sindi e cruzamentos ao longo de 12 meses.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Proprietários de novilhas das raças Gir Leiteiro, Guzerá e Sindi e cruzamentos têm nova oportunidade de atestarem o potencial genético de seus animais para a produção de leite a pasto com a chancela da Embrapa e da Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP). Realizada no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL) da Embrapa Cerrados, em Brasília (DF), a Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto chega à 12ª edição e busca promover o melhoramento genético das raças participantes, contribuindo para o incremento da produtividade e a sustentabilidade da pecuária leiteira no Brasil Central.

Coordenador da Prova pela Embrapa Cerrados, o pesquisador Carlos Frederico Martins explica que serão identificadas, dentro de um grupo de animais contemporâneos de cada raça, as novilhas que, em 305 dias de lactação em pasto rotacionado, se destacarem na produção de leite, na reprodução (intervalo entre o parto e a concepção), na idade ao parto (precocidade), na qualidade do leite, na persistência de lactação e na avaliação morfológica. As características têm diferentes pesos e compõem o Índice Fenotípico de Seleção, pelo qual os animais serão classificados ao final das avaliações.

São oferecidas 20 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 20 para novilhas da raça Guzerá, 20 para novilhas Sindi e 20 para cruzamentos. Cada criador proprietário poderá inscrever até três animais de cada raça. Para participar da Prova, as novilhas devem estar registradas na Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) nas categorias de Puro de Origem (PO) ou Puro por Avaliação (PA); também devem estar obrigatoriamente gestantes de sete meses, sendo o parto efetivado dentro do período de adaptação no CTZL.

A Prova terá a duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e 10 meses de avaliação. As novilhas deverão parir no período de 02 de dezembro a 15 de fevereiro de 2027, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela ABCZ. Assim, deverão ser inseminadas ou cobertas entre os dias 02 de março a 10 de abril. Os animais deverão dar entrada no CTZL (DF 180, Km 64 s/n, em Brasília) a partir do dia 03 de novembro e permanecer até janeiro de 2028. Os resultados da 12ª prova serão divulgados a partir de abril de 2028.

As inscrições dos animais poderão ser realizadas até o dia 30 de outubro na ACZP, pelo e-mail aczp.df@uol.com.br. Para uma novilha inscrita, será cobrado o valor de R$ 3 mil, divididos em cinco vezes mensais; para duas novilhas inscritas, R$ 2,4 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais; e para três novilhas inscritas, R$ 2 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais.

Acesse o regulamento e veja todos os detalhes sobre a Prova e as inscrições.

Para mais informações, entre em contato no CTZL, com Adriano de Mesquita, Carlos Frederico Martins e Fernando Peixoto (61-3506-4063; adriano.mesquita@embrapa.brcarlos.martins@embrapa.brfernando.peixoto@embrapa.br😉 ou na ACZP, com Marcelo Toledo (61-3386-0025; marcelo@geneticazebuina.com.br).

A 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras da Embrapa Cerrados tem o apoio da ABCZ, da Associação Brasileira de Criadores de Sindi, da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, da Emater-DF, da Federação de Agricultura do Distrito Federal, do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, da Empresa de Pesquisa de Minas Gerais, da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba, da Universidade de Brasília e da Alta Genetics.

Para informações sobre as edições anteriores da Prova, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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