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Autocontrole tem reduzido condenações de aves em abatedouros

Os resultados da vigilância e controle da produção devem proporcionar ganhos à saúde pública, dar segurança ao serviço de inspeção, garantir leis de comércio internacional e compartilhar responsabilidades com a indústria.

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Fotos: Shutterstock

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é o órgão oficial que controla toda a cadeia de produção do país, promovendo uma fiscalização integrada da alimentação animal, registro de medicamentos, da cadeia produtiva até a comercialização do produto final (das granjas ao abate), coleta de amostras e análises oficiais, além de fazer a inspeção permanente e periódica.

“O controle de todos os perigos, desde uma contaminação física, cruzada, química ou biológica até o produto final, para garantir a comercialização, está sujeito a regulamentação dos serviços vinculados à Secretaria de Defesa Agropecuária/Mapa. O Brasil é o único país em que um mesmo órgão controla toda a cadeia produtiva”, destacou a médica-veterinária, pesquisadora e docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Liris Kindlein, no início de sua palestra sobre os sistemas de inspeção através de autocontrole e principais condenações em matadouros, que integrou o Simpósio “Conceito de ponta a ponta” durante a Latin American Scientific Conference (PSA Latam) – Conferência Científica Latino-Americana de Ciência Avícola, realizada recentemente em Foz do Iguaçu, PR.

Médica-veterinária, pesquisadora e docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Liris Kindlein, durante palestra no Simpósio “Conceito de ponta a ponta” na PSA Latam 2022: “É preciso entender as variáveis para correlacionar estratégias que visem uma melhor qualidade de carcaça” – Foto: Jaqueline Galvao/OP Rural

O sistema de integração no Brasil foi implantado na década de 60 para viabilizar o controle da produção em cadeia e oportunizar a parceria entre criadores e abatedouros. Através da cadeia produtiva integrada, Liris explica que é possível fazer a inter-relação com a qualidade e as condenações de carcaças. “Há uma relação muito grande entre o fator de condenação e a identificação de qual ponto da cadeia está fazendo o produtor perder a produtividade do rebanho no fim do ciclo de terminação, é preciso entender as variáveis para correlacionar estratégias que visem uma melhor qualidade de carcaça”, expõe a especialista.

Conforme a médica-veterinária, o serviço oficial possui responsabilidade total sobre a inspeção nas plantas frigoríficas, ficando a cargo das empresas a contratação de profissionais para atuar nas áreas de controle de qualidade ou de autocontrole do processo de produção. “Os auditores fiscais agropecuários verificam o cumprimento às normas específicas de trânsito de animais, avaliam a documentação sanitária dos lotes de aves a serem abatidas e os exames clínicos desses animais”, menciona Liris, acrescentando que nas linhas de inspeção o processo de fiscalização sanitária consiste em vistoriar 100% das carcaças e vísceras em três linhas: inspeção interna da carcaça, inspeção de vísceras e inspeção externa da carcaça, respeitando o tempo mínimo de dois segundos/ave.

Início do controle sanitário

Antes de 1900, predominava a criação campestre, sem nenhum controle sanitário. Em 1904 o médico-veterinário Robert Von Ostertag publicou o Manual de Inspeção de Carnes, recomendando que a fiscalização fosse feita com base no levantamento das lesões comuns a humanos e animais e a busca ativa visual de lesões ou alterações nos animais (post mortem), que em desconformidade as aves deveriam ser removidas do consumo.

A partir de então houve uma mudança no perfil zoonótico de doenças parasitárias e bacterianas, passando a criação a ter um acompanhamento veterinário, avanços em melhoramento genético, nutrição balanceada e controle sanitário da cadeia primária, além da implantação de um programa de biosseguridade e de rastreabilidade. “A rastreabilidade permite fazer o acompanhamento dos produtos desde a sua origem com vistas a adotar um plano de ação com as medidas preventivas e corretivas cabíveis”, frisou Liris.

Modernização do programa de autocontrole

Após consulta pública para modernização do programa de autocontrole para adesão dos abatedouros frigoríficos registrados junto ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa ao Sistema de Inspeção com base em risco aplicável a frangos de corte, a proposta foi aprovada e a partir de janeiro de 2023 os estabelecimentos avaliados como aptos pelo DIPOA serão incluídos numa lista de estabelecimentos sujeitos a inspeção com base em risco. A norma estabelece ainda que a inclusão na lista será compulsória a partir de 31 de dezembro de 2028. “A Portaria SDA nº 561 não é para matrizes, poedeiras, nem aves de outras espécies, é específica para frangos de corte confinados em sistema integrado ou de integração cooperativista, que já tem um controle de saúde animal. A portaria oficial deve ser publicada em breve”, salienta Liris.

Além do Brasil, diversos países modernizaram seus sistemas de inspeção sanitária de carnes com base em risco nos últimos anos, entre eles Canadá (2013/2018), Austrália (2017), Estados Unidos (2018) e países do continente europeu (2014).

Nas últimas três décadas se tornou evidente para as organizações governamentais e internacionais como o Codex Alimentarius (FAO/OMS) que os procedimentos que serviram a mais de um século à saúde pública e animal necessitavam de revisão substancial. “É essencial que quaisquer alterações nos sistemas existentes de inspeção se baseiem em princípios científicos sólidos de higiene da carne e análise de risco, e não sejam indevidamente influenciados por questões externas”, pontua a pesquisadora.

Análise de pontos críticos de controle

O programa de Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) abrange uma abordagem sistematizada e estruturada de identificação de perigos e da probabilidade da sua ocorrência em todas as etapas da produção, através da definição de sete medidas de controle: análise dos perigos e medidas preventivas; identificação dos pontos críticos de controle; estabelecimento dos limites críticos; estabelecimento dos procedimentos de monitorização; estabelecimento de ações corretivas; estabelecimento dos procedimentos de verificação e estabelecimento dos procedimentos de registros.

A origem deste sistema está relacionada à Nasa e à necessidade de fornecimento de alimentos seguros aos astronautas. O sistema foi desenvolvido pela empresa norte-americana Pillsbury em 1960 e, a partir de 1971, começou a ser utilizado pela indústria alimentícia.

Entre as décadas de 80 e 90, organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Codex Alimentarius passaram a recomendar o sistema APPCC para as indústrias de alimentos. No Brasil foi introduzido em 1990 pela Secretaria de Pesca do Mapa e, em 1993, os ministérios da Agricultura e da Saúde tinham portarias exigindo o uso deste sistema, mesma época em que países importadores de pescados e carnes começaram a exigir a implantação do sistema APPCC nas indústrias exportadoras.

Em um estudo de avaliação quantitativa dos riscos, conduzido por várias instituições de pesquisa em conjunto com o Mapa, os pesquisadores buscaram responder quais são os riscos biológicos aos seres humanos pelo consumo da carne de frango produzido pelo sistema intensivo/industrial no Brasil. “Buscamos evidências científicas disponíveis para traduzir em forma de probabilidade e auxiliar na criação de regras e decisões. A começar que nas embalagens da carne de frango é obrigatório informar que o produto não deve ser consumido cru, além de aproximadamente 96% dos frangos produzidos no Brasil são congelados, o que mitiga vários fatores que poderiam causar a contaminação da carne e chegar ao ser humano, como o Campylobacter, agente epidemiológico que tem um surto mundialmente, entretanto no alimento congelado esse microrganismo não sobrevive”, informa Liris, uma das pesquisadoras envolvida no trabalho.

Dentre os perigos identificados na análise de risco em uma classificação de ameaça de contaminação na carne de frango, medida em níveis baixíssimo, baixo, médio, alto e altíssimo risco, foram encontradas entre as principais bactérias a Campylobacter jejuni e a Salmonella não tifoide, seguida da Clostridium difficile e Staphylococcus aureus. A partir destes agentes encontrados, o estudo buscou responder qual a relação desses perigos encontrados com alterações perceptíveis nas linhas de inspeção post mortem.

A docente da UFRGS frisou que a maioria dos perigos encontrados de altíssimo a baixíssimo risco estão relacionados ao conteúdo do trato gastrointestinal, visto que essas bactérias estão presentes no intestino, sendo preciso diminuir a carga microbiana para chegar ao abatedouro. “Quando uma carcaça entra no frigorífico ela tem em torno de nove a 10 unidades formadoras de colônias por grama (UFC/g) de bactérias na contagem geral. Na esteira, o frango pendurado passa pelo processo de escaldagem – que é uma água com muita matéria orgânica, segue para uma depenadeira, equipamento com bastante informação de microfilme e que se não estiver bem higienizado também aumenta a contagem de UFC/g, devendo em seguida mitigar os UFCs/g dentro dos processos no abatedouro para garantir a eficiência do produto final, a fim de chegar ao consumidor com risco zero de contaminação por Salmonella. É certo que se a carne de frango não passasse pelo processo de congelamento e não houvesse um controle na forma de consumo teríamos muitos mais surtos ao redor do mundo, por isso é importante fazer o autocontrole e a qualidade da matéria-prima que está chegando no mercado, bem como a vigilância sanitária deve ser constante”, evidencia Liris.

Problema de qualidade da carcaça

Outra preocupação da cadeia elencada pela profissional diz respeito ao processo inflamatório causado por Staphylococcus aureus. De acordo com ela, doenças como artrites, aerosaculitis e dermatites, por exemplo, apresentam um processo de inflamação, no entanto a cadeia condena esses casos como de lesão cutânea. “Estamos trabalhando em conjunto com a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) e o Mapa para que uma lesão cutânea, como arranhão e pele rasgada, não sejam mais considerados como um problema de qualidade da carcaça, porque não é um problema de controle sanitário, para ser precisaria estar inflamado. Qualquer uma destas doenças está sendo reavaliada para que se mantenha apenas aquelas que visivelmente têm correlação com os agentes patogênicos encontrados na carne pelo estudo”, aponta Liris.

Em auditorias periódicas nas plantas frigoríficas, os auditores fiscais agropecuários do Mapa avaliam em torno de 60 carcaças pré-chiller para verificar possíveis processos inflamatórios, em havendo uma carcaça com inflamação isso representa que cerca de 98% tem risco de inflamação.

E as carcaças/partes/vísceras sem alteração visível têm potencial menor de carrear o perigo até o consumidor? Para responder esse questionamento, foi realizado um projeto em três fábricas de processamento, nos quais foram coletadas 1.774 carcaças de lotes positivados para análise de Salmonella. “Não encontramos presença significativa de enterobactérias para Salmonella, nos levando a concluir que o controle da contaminação fecal visível depois que ela acontece é inefetivo, mesmo perfil de ocorrência de contaminação”, afirma Liris, ampliando: “Não é porque estou vendo fezes que tem presença de Salmonella, hoje até já conseguimos trabalhar para diminuir a Salmonella na flora microbiota, porque temos floras competitivas, ou seja, estava sendo colocado fora um produto que não precisaria. A partir deste resultado, a legislação brasileira autorizou a indústria a lavar a carcaça em qualquer ponto do processamento, desde que contabilize quantas contaminações tinha, porque é necessário fazer o autocontrole para saber as deficiências ao longo processo”.

As contaminações gastrointestinal e biliar visíveis devem ser totalmente removidas da carcaça, das partes de carcaça, dos cortes e dos miúdos, antes da entrada no sistema de pré-resfriamento. “A remoção das contaminações pode ser realizada por tratamentos físicos únicos ou cumulativos como a lavagem, o corte e a condenação da área atingida ou outros autorizados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Desde que especificado no PACV, o tratamento de carcaças visivelmente contaminadas pode ser realizado de forma contínua, na própria linha de inspeção ou fora dela”, menciona Liris.

Condições higiênico-sanitárias

Em relação as estratégias adotadas no sistema de inspeção moderno para garantir as condições higiênico-sanitárias, Liris expressa que é necessário ter um controle microbiológico através de um monitoramento das condições higiênicas-sanitárias do ciclo completo dentro do abatedouro. “Dentro deste monitoramento foi determinado a avaliação de enterobactérias, que é um indicador entérico, usado para controle tanto do processo quanto do produto. No estudo realizado com 1.774 carcaças (coleta de 10 carcaças pós-chiller por turno) foram feitas avaliações de enterobactérias para Salmonella e os resultados obtidos deste estudo auxiliaram os pesquisadores para gerar um limite mínimo aceitável de padrão de performance para controle higiênico-sanitário no processo de abate, que é de 2,3 com base no que dispõe a Instrução Normativa 20, na qual discorre que a prevalência esperada de Salmonella é de 20% na amostragem oficial para o abate de frangos”, expressa a pesquisadora.

O desempenho na planta frigorífica no controle higiênico-sanitário do processo de abate será avaliado com carcaças pós-chiller considerando, em um plano de três classes, todas as médias amostrais, obtidas durante cinco semanas, sendo insatisfatório (indicador acima de 3), tendência a insatisfatório (>20%), aceitável (<20%) e satisfatório (menor que 2,3). “Através deste sistema a empresa frigorífica vai informar ao órgão oficial o quanto está controlando seu processo higiênico-sanitário a respeito de quantas lavagens, quantidade de pessoas no corte, porque o sistema de autocontrole da inspeção permite fazer a inspeção post mortem sob a vigilância oficial para avaliação e classificação, mantendo os registros das alterações, e o monitoramento”, sintetiza.

O controle higiênico do processo de abate compreende lavagem pós-depenagem, evisceração, lavagem alta-pressão e lavagem final.

Alterações no sistema de autocontrole

A pesquisadora destaca que o controle tradicional era feito integralmente pelo Mapa, agora a inspeção post mortem é realizada pela planta frigorífica, que faz a avaliação e a classificação visual das carcaças para identificar a presença ou não de inflamação, bem como também é responsável por efetuar o monitoramento microbiológico, ficando à cargo da fiscalização oficial auditar os processos a fim de verificar se estão em conformidade com as normas sanitárias. “Para que o abatedouro tenha autorização para realizar a inspeção post mortem, o frigorífico precisa elaborar um Programa de Avalição e Classificação de Aves Depenadas, Carcaças e Partes de carcaças e vísceras (PACV)”, adianta Liris, complementando: “Obrigatoriamente hoje é necessário um médico-veterinário na linha de abate, como o oficial não vai ficar na indústria, a empresa tem que contratar um médico-veterinário por turno e capacitar esses profissionais. Serão eles que vão escrever o PACV e vão controlar o que será feito ou não em cada ponto de estação. Espera-se com isso que o frigorífico seja mais eficiente, uma vez que vai ter um volume maior de massa produzida, porque uma vez que conseguir cortar menos e vender um corte com valor agregado, o abatedouro melhora a qualidade e a proficiência mantendo o custo da operação”.

Outra mudança diz respeito a inspeção com base em risco de frangos de cortes, que passa a ser feita por estações: atividades de avaliação e classificação, avaliação pré-abate, avaliação das aves depenadas, carcaça e vísceras correlacionadas, avaliação de carcaças já evisceradas e avaliação após pré-resfriamento. “No sistema de estação as auditorias serão realizadas de forma macro, que compreende o ponto de auditoria de carcaça, partes e vísceras antes do sistema de pré-resfriamento por amostragem, contaminação gastrointestinal e inflamação.  Com essa metodologia serão geradas mais análise de dados e informações, possibilitando a adoção de novas tecnologias, maior eficiência na utilização de máquinas, mão de obra e de insumos, além de maximizar os resultados”, exalta a médica-veterinária.

Projeto piloto

Para entender na prática como as diferentes situações que as empresas propuseram no PACV impactam nos sistemas tradicional e com base em risco de inspeção, foram realizados projetos-piloto em três plantas frigoríficas.

O abatedouro que recebia animais de terceiros perdia 45% dos pacotes de miúdos, com a lavagem reduziu a perda para 15%. Fazendo um comparativo entre dois meses, notou-se um aumento de produção de massa de 0,6% em dois os turnos, de 73,8% de peso total abatido no dia aumentou para 74,1%, além disso obteve 84 toneladas/mês com redução de descarte e coleta de miúdos. Com os cortes padrão obteve um aumento de 63 toneladas/mês.

Em outra empresa da cadeia, o matadouro obteve perda efetiva de 4,94% sobre pesagens feitas no 1º e 2º turno em um período de oito dias e com a modernização reduziu para 1,90%, uma diminuição de 3,02% de perda efetiva de massa. Com a lavagem após eviscerada teve um aproveitamento de 60% do produto que antes era descartado, bem como atingiu um melhor aproveitamento de artrite bilateral e maior rendimento de corte e redução de perda efetiva.

E no terceiro frigorífico, que é uma cooperativa, com abate de 560 mil aves/dia, conseguiu um aumento de matéria-prima (CMS) ao recuperar 16 mil dorsos/turno/dia (mais massa de CMS antes descartado) e através da lavagem foram recuperadas 760 carcaças inteiras por turno/dia. “O maior ganho deste frigorífico foi com o número de abate diário, que no sistema tradicional era de 560 mil aves/dia, no teste alcançou o volume diário de 598 mil aves abatidas em dois turnos, ou seja, 38 mil frangos a mais processados ao dia com os mesmos custos fixos, o que representa 19 dias extras a menos de trabalho no ano”, exemplificou Liris.

A especialista enfatiza que é de suma importância gerenciar todo processo para alcançar uma maior produtividade e aumento de eficiência da cadeia, fazendo a gestão do ciclo completo durante o abate, porque cada lote tem uma realidade diferente, com isso a empresa ganha maior aproveitamento de proteína animal gerando menor desperdício e diminuição de custos fixos. “O desafio atual dos matadouros é garantir aos consumidores o acesso a produtos de qualidade, íntegros e inócuos à saúde, com perdas mínimas em seu processamento e aumentar a produtividade e lucratividade”, considera Liris.

Segundo a pesquisadora, a responsabilidade pelo controle deve ser dividida entre os produtores – encarregados de ofertar cada vez mais produtos seguros; o governo e as instituições governamentais, que devem fornecer métodos administrativos e regulatórios para garantir a sanidade da produção avícola nacional; e o consumidor, que cada vez mais está atento a forma como a carne de frango é produzida.

A docente da UFRGS reforça que as metas do sistema de inspeção do Brasil consistem em manter e garantir a saúde pública, assegurar a qualidade da carne brasileira, além de identificar na linha de abate os possíveis perigos. “Os resultados da vigilância e controle da produção devem proporcionar ganhos à saúde pública, dar segurança ao serviço de inspeção, garantir leis de comércio internacional e compartilhar responsabilidades com a indústria, visto que ações assertivas refletem uma produção menos ineficiente”, acentua Liris.

Confira mais informações na edição 2022 de Nutrição e Saúde Animal clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Painéis e debates técnicos compõem programação do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura

Inscrições estão abertas e o primeiro lote encerra nesta quinta-feira (26). Evento acontece entre os dias 07 e 09 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

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SBSA reúne especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios e as tendências da cadeia produtiva em abril, na cidade de Chapecó (SC) - Fotos: Divulgação/MB Comunicação

Um dos principais encontros técnicos da avicultura latino-americana já tem data marcada e programação definida. O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) ocorrerá de 07 a 09 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios e as tendências da cadeia produtiva. As inscrições estão abertas e o primeiro lote encerra nesta quinta-feira (26).

Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o SBSA contará com programação científica e a realização simultânea da 17ª Brasil Sul Poultry Fair, um espaço estratégico para atualização técnica, networking e geração de negócios. O investimento para o primeiro lote é de R$ 600,00 para profissionais e R$ 400,00 para estudantes. O acesso à Poultry Fair é de R$ 100,00.

A 17ª Brasil Sul Poultry Fair reunirá empresas nacionais e multinacionais dos segmentos de genética, sanidade, nutrição, aditivos, equipamentos e tecnologias

Reconhecido como referência na disseminação do conhecimento e na promoção da ciência aplicada ao campo, o SBSA reúne médicos-veterinários, zootecnistas, técnicos, produtores, pesquisadores e empresas para discutir temas que impactam diretamente a competitividade da avicultura. A programação científica da edição de 2026 foi estruturada em painéis temáticos que abordam gestão, mercado, nutrição, manejo, sanidade, sustentabilidade e cenários globais, sempre com foco na aplicabilidade prática.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que o Simpósio mantém o compromisso de alinhar conhecimento técnico às demandas do setor. “O SBSA é espaço de atualização profissional e troca de experiências. Buscamos uma programação que integre o que há de mais atual e relevante, mas, principalmente, que leve aplicabilidade real ao dia a dia da produção avícola”, afirma.

A realização do Simpósio ocorre em um momento de constante transformação da avicultura brasileira, setor que mantém protagonismo no agronegócio nacional, com crescimento produtivo, fortalecimento das exportações e desafios sanitários e logísticos que exigem qualificação técnica permanente. Nesse contexto, médicos-veterinários e zootecnistas desempenham papel estratégico na garantia da saúde pública, da produtividade e da sustentabilidade da atividade.

A 17ª Brasil Sul Poultry Fair reunirá empresas nacionais e multinacionais dos segmentos de genética, sanidade, nutrição, aditivos, equipamentos e tecnologias voltadas à avicultura, fortalecendo o intercâmbio entre indústria e produção.

As inscrições podem ser realizadas através do clicando aqui.

Programação geral

•  26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura

•  17ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 07/04 – TERÇA-FEIRA

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 08/04 – QUARTA-FEIRA

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Rosalina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

  17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 09/04 – QUINTA-FEIRA

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Argentina confirma novo surto de gripe aviária em aves comerciais

SENASA detectou a doença em um estabelecimento de linhagens genéticas na cidade Ranchos, na província de Buenos Aires, ativando imediatamente seu Plano de Contingência.

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Foto: Ilustrativa/Divulgação Governo da Argentina

Por meio de diagnóstico laboratorial, o Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria (Senasa) confirmou um caso positivo de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) H5 em aves de produção comercial, na província de Buenos Aires. O foco foi identificado após a análise de amostras coletadas em um estabelecimento localizado na cidade de Ranchos.

A notificação ao órgão sanitário ocorreu depois da observação de sinais clínicos compatíveis com a doença e de elevada mortalidade no plantel. Veterinários oficiais realizaram a coleta das amostras, que foram encaminhadas ao Laboratório Oficial do Senasa, em Martínez, responsável por confirmar o resultado para IAAP H5.

Foto: Shutterstock

Após a confirmação, o Senasa ativou o plano de contingência e determinou a interdição imediata do estabelecimento. Conforme o protocolo sanitário, foi instituída uma Zona de Controle Sanitário, composta por uma área de perifoco de 3 quilômetros ao redor do foco, com reforço nas medidas de contenção, biosseguridade e restrição de movimentação, além de uma zona de vigilância de 7 quilômetros, destinada ao monitoramento e rastreamento epidemiológico.

Entre as medidas previstas, o órgão supervisionará o despovoamento das aves afetadas e a destinação adequada dos animais, seguidos por procedimentos de limpeza e desinfecção no local.

O Senasa comunicará oficialmente o caso à Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA). Com isso, as exportações de produtos avícolas para países que mantêm acordo sanitário com reconhecimento de livre da doença serão temporariamente suspensas. Ainda assim, a Argentina poderá continuar exportando para os países que reconhecem a estratégia de zonificação e compartimentos livres de IAAP.

Caso não sejam registrados novos focos em estabelecimentos comerciais e transcorridos ao menos 28 dias após a conclusão das ações de abate sanitário, limpeza e desinfecção, o país poderá se autodeclarar livre da doença junto à OMSA e restabelecer sua condição sanitária, permitindo a retomada plena das exportações.

A produção destinada ao mercado interno seguirá normalmente, uma vez que a influenza aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos.

Medidas preventivas

Foto: Adapar

Para reduzir o risco de disseminação da IAAP, os estabelecimentos avícolas devem reforçar as práticas de manejo, higiene e biosseguridade previstas na Resolução nº 1699/2019. Entre as orientações estão a inspeção periódica das telas antipássaros, a verificação da correta lavagem e desinfecção de veículos e insumos, a intensificação da limpeza em áreas com acúmulo de fezes de aves silvestres e a eliminação de pontos com água parada que possam atrair outros animais.

Criadores de aves de subsistência também devem manter os animais em locais protegidos, evitar o contato com aves silvestres, utilizar roupas exclusivas para o manejo, higienizar regularmente as instalações e restringir o acesso de aves silvestres às fontes de água e alimento.

Fonte: Assessoria Governo da Argentina
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Avicultura

Mercado do frango congelado apresenta pequenas variações em fevereiro

Levantamento do Cepea mostra estabilidade em alguns dias e recuos pontuais no período.

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Foto: Shutterstock

O preço do frango congelado no Estado de São Paulo foi cotado a R$ 7,29 o quilo na última sexta-feira (20), segundo dados do Cepea. No dia, houve recuo de 0,14%, enquanto a variação acumulada no mês está em 4,29%.

Na quinta-feira (19), o produto foi negociado a R$ 7,30/kg, também com queda diária de 0,14% e avanço mensal de 4,43%.

Na quarta-feira (18), a cotação ficou em R$ 7,31/kg, sem variação no dia e com alta de 4,58% no acumulado do mês.

Já no dia 13 de fevereiro, o preço foi de R$ 7,31/kg, com elevação diária de 0,69% e variação mensal de 4,58%. No dia 12, o valor registrado foi de R$ 7,26/kg, estável no dia e com avanço de 3,86% no mês.

Os dados são divulgados pelo Cepea, referência no acompanhamento de preços agropecuários.

Fonte: O Presente Rural
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