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Peixes

Ausência de mecanismos de rastreabilidade na cadeia de produção de peixes e frutos do mar expõe investidores a riscos

Todas as sete companhias globais do setor reconhecem riscos regulatórios crescentes, mas só duas estão buscando dar mais transparência às operações.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A ausência de mecanismos de rastreabilidade na cadeia de produção de frutos do mar e peixes está deixando vulneráveis as gigantes do mercado internacional. Relatório da FAIRR Initiative lançado nesta quarta-feira (04) aponta que só 2 das 7 maiores produtoras internacionais estão se movimentando para dar transparência a seus processos – Charoen Pokphand Foods e Thai Union. Sem mecanismos de rastreabilidade, as empresas acabam expondo seus acionistas a riscos relacionados à falta de sustentabilidade do negócio.

De acordo com a FAIRR, associação que reúne investidores com US$ 78 trilhões sob gestão, cadeias de fornecimento obscuras ocultam os vínculos entre produtos frequentemente consumidos e questões ambientais e sociais reais, como violações de direitos humanos, destruição de habitats e pesca predatória. “Com 20% dos frutos do mar selvagens do mundo ainda provenientes de atividades de pesca ilegal, não regulamentada e não reportada, a verdadeira origem do peixe continua incerta. Para os investidores, isso não é apenas uma questão de transparência: é um risco financeiro e reputacional crescente”, destaca Sofía Condés, diretora de Engajamento com Investidores da FAIRR.

Das sete empresas que mais produzem no mar, cinco ainda não possuem compromisso de rastreabilidade ou só têm compromissos parciais cobrindo algumas operações e/ou espécies – Marubeni Corporation; Maruha Nichiro Corporation; Mitsubishi Corporation; Nissui Corporation e Nomad Foods Ltda estão no fim do ranking. Esses resultados formam a linha de base sobre a qual será medido, nos próximos anos, o progresso anual do programa de engajamento de investidores, junto às empresas produtoras.

O relatório revelando os resultados do primeiro ano desse programa de engajamento contínuo (em anexo) mostra que, apesar de todas as sete empresas reconhecerem os crescentes riscos regulatórios, reputacionais e operacionais relacionados à falta de transparência, nenhuma publicou planos para implementar sistemas completos, digitais e interoperáveis de rastreabilidade. Sem isso, expõem seus acionistas a riscos.

Mas há também boas notícias. A primeira fase do engajamento sobre rastreabilidade revelou níveis promissores de envolvimento corporativo. À medida que a iniciativa entra na Fase Dois em 2025 – e é reaberta para a adesão de mais investidores -, a FAIRR, seus parceiros e investidores participantes continuarão a buscar o envolvimento dessas empresas a aumentar seu foco em fornecer suporte técnico para impulsionar o progresso mensurável em direção à rastreabilidade robusta nas cadeias de suprimentos. “Nós, investidores, desempenhamos um papel chave ao destacar a necessidade de as empresas de frutos do mar terem sistemas de rastreabilidade mais fortes, e elas parecem estar cientes da necessidade de uma melhor rastreabilidade”, afirma Dai Yamawaki, gerente sênior de Portfólio da Nomura Asset Management. “Mas a conscientização, sozinha, não é suficiente: gostaríamos de ver planos proativos para melhorar a rastreabilidade e suas divulgações, incluindo o progresso deste tema nas empresas.”

Já Karl Høgtun, analista sênior de Investimentos Responsáveis da DNB Asset Management, acredita que assegurar sistemas alimentares sustentáveis é um desafio crítico para a biodiversidade global. “As melhores práticas exigem práticas robustas de rastreabilidade e um alto grau de transparência”, completou.

Fonte: Assessoria FAIRR Initiative

Peixes

Preços da tilápia iniciam 2026 com estabilidade nos principais polos produtores

Levantamento do Cepea aponta variações pontuais nas cotações, refletindo equilíbrio entre oferta e demanda no começo do ano.

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Foto: Shutterstock

Os preços da tilápia apresentaram comportamento predominantemente estável na semana encerrada em 02 de janeiro, segundo dados do Cepea. Em importantes polos produtores do País, as variações foram pontuais, indicando equilíbrio entre oferta e demanda no início do ano.

Na região dos Grandes Lagos, a cotação permaneceu em R$ 9,27 por quilo, sem variação em relação à semana anterior. Estabilidade semelhante foi observada no Norte do Paraná, onde o preço médio ficou em R$ 10,11/kg. Já em Morada Nova de Minas, houve leve alta de 0,31%, com o valor alcançando R$ 9,44/kg.

No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a tilápia foi comercializada a R$ 9,57/kg, registrando a maior elevação semanal entre as regiões acompanhadas, com avanço de 0,39%. Em sentido oposto, o Oeste do Paraná apresentou pequena retração de 0,19%, com o preço médio recuando para R$ 8,76/kg.

De acordo com o Cepea, as oscilações discretas refletem um mercado ajustado, típico do período, sem movimentos bruscos de oferta ou pressão significativa da demanda sobre as cotações.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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Peixes

Instituto de Pesca inicia 2026 com foco em ciência e inovação para aquicultura

Com atuação em diferentes regiões de São Paulo, o IP-Apta reforça pesquisas e soluções sustentáveis que fortalecem a produção de alimentos aquáticos, a segurança alimentar e a geração de renda.

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Foto: Divulgação

“Promover soluções científicas, tecnológicas e inovadoras para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura” é a missão do Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que inicia o ano a reforçando, comprometido com a geração de conhecimento científico e com o fortalecimento do setor, contribuindo diretamente para a segurança alimentar, a geração de renda e o uso sustentável dos recursos naturais.

Foto: Divulgação/IP-Apta

Com atuação altamente relevante e presença em diferentes regiões do estado, o Instituto desenvolve pesquisas que impactam desde a produção até o consumo de alimentos aquáticos, apoiando pescadores artesanais, aquicultores, técnicos, gestores públicos e instituições sociais. O trabalho científico realizado se traduz em tecnologias, orientações técnicas, inovação em produtos e soluções que chegam a laboratórios, universidades e até à mesa da população.

Na pesca artesanal, o Instituto de Pesca atua no desenvolvimento de estudos, monitoramentos e ações de apoio que valorizam o conhecimento tradicional, promovem o uso sustentável dos recursos pesqueiros e contribuem para a manutenção da atividade como fonte de alimento, trabalho e identidade cultural para diversas comunidades. Essas iniciativas buscam fortalecer a pesca artesanal de forma responsável, aliando preservação ambiental e inclusão social.

Na aquicultura, as pesquisas e ações desenvolvidas pelo Instituto contribuem para o aprimoramento dos sistemas produtivos, o aumento da eficiência, a melhoria da qualidade dos produtos e a adoção de práticas sustentáveis. O apoio técnico e científico ao setor aquícola favorece a competitividade dos produtores, a geração de renda e a expansão de uma produção alinhada às demandas ambientais e de segurança alimentar.

Foto: Divulgação/IP-Apta

Entre as principais frentes de atuação da instituição também estão a valorização do pescado como alimento saudável e acessível, a melhoria dos processos produtivos e o aproveitamento integral dos recursos, reduzindo desperdícios e promovendo eficiência econômica e ambiental.

As pesquisas conduzidas pela instituição subsidiam políticas públicas e ações voltadas ao desenvolvimento regional, contribuindo para a inclusão produtiva, o fortalecimento das economias locais, a promoção de sistemas alimentares mais justos e resilientes, além da preservação e proteção dos recursos hídricos.

Ao conectar ciência, produção e sociedade, o Instituto reafirma seu papel estratégico como referência em pesquisa aplicada e inovação, alinhando tradição e conhecimento técnico aos desafios contemporâneos da sustentabilidade, da segurança alimentar e das mudanças climáticas. “Neste novo ano a instituição segue comprometida com sua missão e busca ampliar parcerias, disseminar conhecimento, conquistar novos programas e gerar impactos positivos que beneficiem tanto o setor produtivo quanto a população, fortalecendo o pescado como um aliado da saúde, da economia e do meio ambiente”, ressalta o vice-coordenador do IP, Eduardo de Medeiros Ferraz.

Fonte: Assessoria Instituto de Pesca
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Peixes Pioneirismo no agronegócio

Nova tecnologia da C.Vale multiplica produção de tilápias no campo

Sistema com geomembrana permite ampliar em 72% o alojamento de peixes com apenas 16% mais área.

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Foto: Divulgação/C.Vale

Quase três décadas se passaram desde que a C.Vale, de forma pioneira, adotou a climatização de aviários para a criação comercial de frangos, a partir de 1997. Essa tecnologia só era usada em países do Primeiro Mundo e foi trazida para o Brasil por Alfredo Lang, então com 49 anos, em seu primeiro mandato como presidente da cooperativa. “Muitos me chamaram de visionário louco, que ia quebrar a cooperativa”, recorda. A tecnologia deu tão certo que passou a ser utilizada por todas as integrações avícolas brasileiras.

Vinte e oito anos depois, a C.Vale está levando ao campo outra inovação: a criação de tilápias em tanques recobertos com geomembrana, um material flexível, soldável e resistente ao sol. Esse novo sistema traz duas grandes vantagens em relação ao sistema convencional: redução do uso de água e um aumento bastante expressivo do número de peixes por metro quadrado de água.

O associado Moacir Niehues, produz tilápias em 17,5 hectares de lâmina d’água na Linha São Sebastião, interior de Palotina (PR). Depois de conhecer a nova tecnologia, ele decidiu ampliar a piscicultura construindo mais 12 tanques de 16 X 250 metros, com geomembrana. As obras começam em janeiro e quando estiverem, no segundo semestre de 2026, vão ampliar em 2,88 hectares a área de criação da propriedade.

Ao participar do Dia de Campo 2025/26 da C.Vale, Moacir Niehues e o filho Guilherme encontraram Alfredo Lang e o gerente do Departamento de Peixes, Paulo Poggere. O produtor revelou que vai investir R$ 7 milhões para colocar a nova tecnologia em operação, valor que inclui a infraestrutura completa dos tanques e todos os equipamentos necessários. Os recursos virão da linha Fiagro-FIDC disponibilizada pela C.Vale, Fomento Paraná e Sicredi, com juros de 9% ao ano.

Dois milhões de tilápias

Alojando 1,2 milhão de tilápias por ciclo, desde 2022, em nove tanques convencionais, ele assegura que a piscicultura é mais rentável que a produção de grãos. Habituado aos cálculos como diretor-executivo (CEO) da Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP, Moacir explica a decisão de apostar na nova tecnologia com base em números. Aumentando a área da piscicultura em apenas 16%, ele vai ampliar o alojamento de tilápias em 72%. Isso porque o novo sistema permite o alojamento de 30 peixes por metros quadrado contra 7 peixes pelo método convencional. Assim, ele vai passar a alojar pouco mais de dois milhões de tilápias por ciclo.

Multiplicando em mais de quatro vezes o número de peixes por metro quadrado, Niehues vai montar uma estrutura reforçada para garantir o fornecimento de energia elétrica sem interrupções. Além da linha que leva energia à propriedade, a estrutura terá dois conjuntos de geradores. Caso ocorra alguma interrupção do fornecimento, uma linha de geradores entra em funcionamento. Se eles também falharem, a segunda linha de reserva é acionada. Esse cuidado é necessário para garantir a oxigenação da água permanentemente, sem riscos diante de uma lotação tão alta.

Ao lado do filho Guilherme, futuro sucessor na atividade, Moacir pega o celular e faz um cálculo comparativo. Seriam necessários 232 hectares de soja para produzir renda bruta equivalente aos 2,88 hectares destinados às tilápias em alta densidade.  “A C.Vale me passou muita segurança quanto ao futuro da piscicultura. Esse sistema é o futuro. Os outros produtores vão migrar para esse sistema de criação de alta densidade”, projeta Niehues.

Fonte: Assessoria C.Vale
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