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Aurora obteve em 2014 o melhor resultado em 45 anos

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A Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Chapecó, obteve em 2014 o maior faturamento e o melhor resultado líquido de seus 45 anos de história: com crescimento de 18%, a receita operacional bruta chegou a 6,7 bilhões de reais, enquanto as sobras inflaram 38% e atingiram 417,9 milhões de reais. Com uma margem líquida de 6,83%, a cooperativa respondeu por um dos melhores desempenhos do mercado brasileiro de proteína animal.

A receita total foi 80% dela obtida no mercado doméstico e 20% no mercado internacional.

Os resultados do exercício de 2014 foram apresentados à assembleia geral nesta semana pelos dirigentes Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vice-presidente), Marcos Antonio Zordan (diretor de agropecuária) e Leomar Somensi (comercial). Na mesma assembleia, essa diretoria foi reeleita para novo mandato de quatro anos.

O maior crescimento ocorreu com as vendas no mercado externo que cresceram 30% e atingiram um faturamento líquido de 1,3 bilhão de reais. Os principais itens exportados foram carnes de aves (988 milhões de reais) e carnes suínas (390 milhões de reais).

No mercado interno as vendas líquidas de devolução aumentaram 8,6% em volume e 15,9% em faturamento, chegando a 5,4 bilhões de reais. As carnes suínas contribuíram com 2,8 bilhões de reais nas vendas internas, as carnes de aves com 1,3 bilhão de reais e os derivados lácteos com 729 milhões de reais; os derivados de massas com 67 milhões de reais, rações suínas com 62 milhões de reais e carnes bovinas com 60 milhões de reais. Também foram comercializados no mercado nacional reprodutores, pintos, ovos e matrizes, derivados vegetais e outras mercadorias.
 

SUÍNOS

Em 2014 a Aurora manteve-se como uma das maiores empresas em processamento de suínos do Brasil e seus indicadores são crescentemente positivos: o abate aumentou 12,6%, a produção 5,8% e a exportação 21,5%.
Abateu 4,1 milhões de cabeças em sete plantas industriais localizadas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, contabilizando um aumento de 12,6%. A produção in natura de carnes suínas cresceu 9,4%. A industrialização manteve-se estável (aumento de 2%) em curados, defumados, empanados, linha festa, fatiados, hambúrgueres, linguiças frescais e cozidas, mortadelas, presuntaria, refinados, salsichas e porcionados.
Em novembro de 2014 a Coopercentral Aurora Alimentos tornou-se a primeira empresa brasileira a exportar carne suína para os Estados Unidos da América. Embarcou 50 toneladas de copa, costela, carré, costelinha e ponta de costela (cortes com osso). Também foi uma das primeiras a exportar para o Japão em 2014, além das operações comerciais com Rússia e China.

AVES

O segmento de frango de corte da Aurora manteve-se em nível ascendente, com 15% de incremento no abate, 11% na produção e 24,2% na exportação. Esse aumento no volume de frangos de corte abatidos se deu, principalmente, pelo atendimento da capacidade total do Frigorífico Aurora Xaxim e de Abelardo Luz, o que permitiu que, em seu conjunto, as sete unidades industriais avícolas, somassem um abate de 215,3 milhões de cabeças, superior 15% ao período anual anterior (2013). É expressivo esse movimento ascendente: em apenas seis anos, de 2009 a 2014, a Cooperativa Central duplicou o abate de aves.
A produção in natura de carnes de aves aumentou 11,8% e a industrialização 5%.

LEITE & OUTROS

Na área de lácteos, a moderna planta da Aurora em Pinhalzinho recebeu 485 milhões de litros de leite fornecidos por onze cooperativas agropecuárias, 8,6% acima do ano anterior. Essa matéria-prima permitiu a industrialização de 190 mil toneladas (11% de aumento) em nove linhas industriais – bebidas lácteas, leite UHT, leite em pó, creme de leite, iogurte, queijo em barra e queijo fatiado, requeijão e soro em pó.  O mix, formado por 65 itens produzidos com a marca Aurora, foi robustecido no ano passado com lançamentos, como a linha de iogurtes prebióticos, leites especiais, bebidas lácteas etc.
Na nutrição animal, a produção manteve-se no mesmo patamar em 2014, fechando o ano com 5,5% de expansão na forma de rações, núcleos e concentrados. Os industrializados de massas cresceram 2,9% para 6.344 toneladas, incluindo lasanhas, pizzas, pão de queijo, sanduíches e prato pronto.

EFEITOS REGIONAIS

A base produtiva – considerado o conglomerado agroindustrial da Aurora e de suas 12 cooperativas agropecuárias filiadas – atinge 425 municípios de SC, RS, PR e MS. Essa produção requer o trabalho de 64.000 famílias rurais no campo e 31.000 trabalhadores nas indústrias e gera uma receita operacional bruta de 13,1 bilhões de reais.
Essas comunidades são irrigadas com a riqueza anualmente gerada pelas cooperativas na forma de 2,7 bilhões de reais de valor adicionado da atividade agropecuária e mais 1,2 bilhão gerados pela atividade industrial; 860 milhões de reais de geração de ICMS e 674 milhões de reais em salários e encargos sobre a folha de pagamento.
A Cooperativa Central Aurora Alimentos mantém 23.312 empregados diretos, sendo 13.061 homens e 10.251 mulheres.

INVESTIMENTOS

A cooperativa investiu 250 milhões de reais em 2014 na modernização das plantas industriais, visando o aumento da produção para atender as demandas do mercado. Um dos principais investimentos (86 milhões de reais) foi a reabertura do frigorífico Aurora de Joaçaba que teve sua capacidade de produção triplicada. Outras unidades que receberam investimentos foram Chapecó I (túnel contínuo e câmaras de equalização), Cunha Porã (armazéns de grãos), Guatambu (estações de tratamento de água e de esgoto) e São Gabriel do Oeste (linha de presuntos e apresuntados).


Fonte: Ass. Imprensa da Aurora

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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