Notícias Destaque da suinocultura
Aurora Coop reconhece a excelência da suinocultura
Além dos empresários rurais que são cooperativistas de essência e que bateram recordes de produção e eficiência em seus lotes de suínos, foram homenageados os técnicos agropecuários e as cooperativas filiadas que se destacaram em 2023 nessas atividades


Cristiane Andreia Giarolo, de Severiano de Almeida (RS), conquistou o reconhecimento como produtora Destaque Suicooper III
Cristiane Andreia Giarolo, de Severiano de Almeida (RS), atua com terminação de suínos e ressaltou o orgulho por estar entre os produtores reconhecidos na Premiação Destaques Suinocultura 2023, promovida na última semana, no Frigorífico Aurora Coop Chapecó I (FACH I), em Chapecó (SC). “Receber uma conquista como essa é gratificante porque mostra o empenho de toda a família em trabalhar em equipe, seguir os protocolos e fazer tudo o que é necessário para buscarmos a excelência”.

Joel Paulo Ficagna (Aurora Coop) conquistou o reconhecimento na categoria Técnico Destaque dos Destaques
O técnico da Aurora Coop, Joel Paulo Ficagna, trabalha com os produtores associados à Cooperalfa no Rio Grande do Sul. Ele comemorou a premiação na categoria Técnico Destaque dos Destaques e salientou que o reconhecimento representa uma conquista histórica. “Desde que entrei na cooperativa, há sete anos, me dediquei para ser conhecido como o melhor técnico da região. Hoje elevei muito meu desempenho e pretendo seguir ainda mais as orientações da Aurora Coop para futuramente tentar receber essa conquista novamente”.
Em reconhecimento ao trabalho de excelência desenvolvido no campo, a Aurora Coop promove há 12 anos a premiação como forma de agradecer e prestigiar todos os envolvidos nas atividades rurais. Até o momento foram 80 premiações que mostraram os resultados conquistados a cada dia, superando todos os desafios para seguir o caminho com união.

A Cooperalfa conquistou a premiação na categoria Cooperativas Destaque
Além dos empresários rurais que são cooperativistas de essência e que bateram recordes de produção e eficiência em seus lotes de suínos, foram homenageados os técnicos agropecuários e as cooperativas filiadas que se destacaram em 2023 nessas atividades. Todas as categorias homenageadas são formadas por pessoas que atuam nas diversas fases da suinocultura: Unidade Produtora de Leitões, Creches e Suicooper 3. Também foram reconhecidos os técnicos destaques no Programa Propriedade Rural Sustentável Aurora Coop, das atividades de suínos, aves e leite.
O ato foi conduzido pelo diretor-presidente da Aurora Coop Neivor Canton, pelo diretor vice-presidente de agronegócio Marcos Zordan, pelo secretário do Conselho de Administração Romeo Bet, pelo gerente de suinocultura da Aurora Coop Luiz Carlos Giongo e pelo assessor de suinocultura Sandro Tremea, com apoio de suas equipes. Estiveram presentes empresários rurais, dirigentes cooperativistas, técnicos, profissionais de suinocultura da Aurora Coop e filiadas, equipe da Agriness, entre outros convidados.
Canton enfatizou que, além de representar um momento de reconhecimento, a iniciativa também demonstra crescimento, tanto ao produtor quanto aos técnicos e às cooperativas. “A produtividade está em constante construção e, quando as pessoas se sentem estimuladas, costumam responder com melhores resultados”, salientou ao reforçar a importância da cooperação para que todos atinjam a excelência.
Zordan destacou que cada edição representa uma oportunidade para coroar o produtor como um dos melhores. “Para nós, da Aurora Coop, é um prazer reconhecer o desempenho dos produtores, técnicos e cooperativas filiadas. Isso serve como exemplo àqueles que ainda estão com dificuldade e também para que o próprio homenageado reconheça que ainda pode melhorar naquilo que faz. Uma das provas disso é o Programa Propriedade Aurora Sustentável, que vem possibilitando ao produtor entregar uma meta acima da média”.

O evento contou com a formatura dos participantes da mais recente turma do Programa P+1, que visa o aperfeiçoamento de técnicos
O vice-presidente realçou, ainda, a importância do bom trabalho da área técnica e do produtor gostar daquilo que faz. “É um orgulho reconhecer que temos, em nosso quadro de associados, os melhores produtores do Brasil. Parabenizamos aos empresários rurais, aos técnicos e às cooperativas filiadas. Também reforçamos para que não desistam porque sempre há algo a melhorar”.
Além das homenagens, o evento contou com a formatura dos participantes da mais recente turma do Programa P+1, que visa o aperfeiçoamento de técnicos da área de suinocultura.
DESTAQUES DE SUINOCULTURA 2023
PRODUTOR DESTAQUE CRECHE
- Daniel Rech (Copérdia)
PRODUTOR DESTAQUE SUICOOPER III
1º Lugar: Cristiane Andreia Giarolo (Cooperalfa)
2º Lugar: Nivaldo Romeo Mattia (Cooperalfa)
3º Lugar: Neudir Demartini (Cooperalfa)
PRODUTOR DESTAQUE SUICOOPER III – MATO GROSSO DO SUL
- Guilherme Carvalho Scarcelli (Cooasgo)
PRODUTOR DESTAQUE UPD
1º Lugar: Ismael Persh (Auriverde)
2º Lugar: Willian Tofolli (Copérdia)
TÉCNICOS DESTAQUES PRSA
Aves: Rian Cuppini (Aurora Coop)
Leite: Juliana do Amaral (Cooperalfa)
Suínos: Renato Luis Simon (Aurora Coop)
Técnico Destaque com a Melhor Pontuação: Renato Luis Simon (Aurora Coop)
TÉCNICO DESTAQUE CRECHE
- Juliano Perotoni (Aurora Coop)
TÉCNICO DESTAQUE SUICOOPER III
1º Lugar: Ivan Luiz Schoeninger (Cooperativa A1)
2º Lugar: Ermenson Luiz Bertoldi (Aurora Coop)
3º Lugar: Marivaldo Capitanio (Cooperalfa)
TÉCNICO DESTAQUE DOS DESTAQUES
- Joel Paulo Ficagna (Aurora Coop)
COOPERATIVAS DESTAQUE
1º Lugar: Cooperalfa
2º Lugar: Coopervil
3º Lugar: Coolacer

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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional
Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.
No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN
Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.
Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.
Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.
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Embrapa recebe missões de 14 países interessadas em pecuária sustentável brasileira
Delegações internacionais visitaram centro de pesquisa em São Carlos em 2025 para conhecer tecnologias de baixo carbono, como recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária-floresta.

A produção pecuária sustentável e a mitigação dos impactos ambientais foram foco de 19 missões internacionais à Embrapa Pecuária Sudeste em 2025. No total, foram 55 visitantes estrangeiros de 14 países, dos cinco continentes.
As missões de organizações internacionais, principalmente da Europa (37,5%) e da África (25%), visitaram o centro de pesquisa para conhecer as inovações brasileiras no setor agropecuário.
De acordo com o articulador internacional, Alberto Bernardi, as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Pecuária Sudeste, apresentadas durante as visitas das delegações internacionais, contribuem para mostrar que o setor pecuário pode fazer parte da solução climática ao melhorar o desempenho em harmonia com o meio ambiente, com uso de tecnologias sustentáveis, como a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a recuperação de pastagens e a pecuária de precisão. “A recuperação de pastagens degradadas é, talvez, o elemento mais estratégico, pois não só pode reverter a degradação ambiental (um dos principais emissores de gases de efeito estufa (GEE), como transformar essas áreas em eficientes reservatórios de carbono”, explica Bernardi.
O interesse dos visitantes internacionais concentrou-se em linhas de pesquisa voltadas à otimização e à redução do impacto ambiental da atividade pecuária. Os principais temas buscados incluíram eficiência, baixo carbono na produção de carne e leite, Pecuária de Precisão e recuperação de pastagens.
Para o pesquisador Sérgio Medeiros, as visitas são oportunidades para celebrar parcerias em projetos de pesquisa estratégica para o país, principalmente na área de mudanças climáticas, atualmente uma prioridade global.
Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste também participaram de missões a países estrangeiros, realizando visitas técnicas e participando de eventos técnico-científicos na Argentina, Áustria, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Paraguai, Quênia e Uruguai.
Os países que estiveram representados nas missões ao centro de pesquisa de São Carlos foram França, Itália, Reino Unido, Rússia, Suécia, Egito, Gana, Marrocos, Zimbábue, China, Japão, Colômbia, Estados Unidos e Austrália.
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ASBRAM empossa nova diretoria em fevereiro e projeta ciclo positivo para pecuária até 2028
Entidade que reúne a indústria de suplementos minerais aposta em continuidade de gestão, vê cenário favorável para o setor e alerta para desafios como juros elevados e reforma tributária.

Manter as sucessões programadas das diretorias para fomentar um trabalho mais próximo com todos os parceiros de negócios, preparar-se ainda mais para atender os clientes no ciclo virtuoso da Pecuária até 2028 e comemorar a coesão e o entrosamento entre as equipes das cem corporações que compõem o quadro da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM). Esse foi o objetivo cumprido pelos executivos e profissionais das empresas do segmento nesta passagem de ano, ratificado durante a última reunião promovida pela entidade no fim de 2025.
O encontro marcou a eleição dos novos membros do Conselho de Administração da Associação para o biênio 2026 – 2027. O executivo Rodrigo Miguel assume a presidência no lugar de Fernando Cardoso Penteado Neto, com Leonardo Matsuda como vice-presidente. Elizabeth Chagas segue como vice-presidente executiva da entidade. A nova diretoria toma posse no próximo dia 25 de fevereiro. “Confio demais na pecuária brasileira. Basta ver o que conseguimos fazer em 2025, quase empatando nossas vendas com 2024, que teve um segundo semestre histórico. Tenho certeza de que em 2026 não vai ser diferente. E tenho orgulho em apontar a ASBRAM como uma entidade sadia financeiramente e estruturada para permanecer atuando forte”, analisou Fernando Penteado.
“Chego muito otimista e com energia para atuarmos em nome de nossas empresas, do nosso mercado e para atender cada vez melhor e mais de perto os pecuaristas de todos os estados produtores brasileiros”, acrescentou o novo presidente, que mandou sua mensagem pela web, direto da Holanda.
Foram quase 90 pessoas presentes no encontro realizado na Capital paulista e outras 200 acompanhando pela internet, atentos a quatro palestras, aos debates e à apresentação dos números de comercialização de suplementos minerais no Brasil neste ano. “Estamos muitos felizes, as palestras foram ótimas, todos os convidados muito entrosados e felizes. Nesta casa, todos se dão bem. Todos conversam e eu até pareço a mãe deles. 2025 não foi um período fácil. Teve tarifaço dos EUA, impostos, insegurança, mas fizemos um ano com um resultado positivo face ao que passamos. Também porque a base de comparação, principalmente com o segundo semestre do ano passado, que foi ‘fora da curva’. Trabalhei muito tempo com fertilizantes e sonhava com a soja na ponta das exportações. E conseguimos. E agora é a carne bovina, liderando o mundo em produção e exportação. Estamos no caminho certo, ajudando o Brasil a consolidar-se como o maior fornecedor e embarcador da nossa proteína no planeta”, comentou Beth Chagas.
O encontro destacou a dimensão ambiental do agro brasileiro, com a preservação de 66% da vegetação original do país e a economia de 164 milhões de hectares cultivados, resultado do avanço da produtividade agrícola, além de quase 400 milhões de hectares destinados à pecuária. A adoção de práticas como agricultura de baixo carbono, integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto, uso de bioinsumos e recuperação de áreas degradadas tem sustentado esse desempenho.
Com esse modelo, o Brasil alcançou a quarta posição mundial em produção e exportações agropecuárias e responde por cerca de metade do superávit da balança comercial, próximo de US$ 150 bilhões. “O país consolida sua presença como uma potência agroambiental tropical, com clima, terras, água e recursos humanos para avançar ainda mais. Esses resultados também se traduziram em alimentos mais baratos para os brasileiros”, afirmou o professor da Universidade de São Paulo José Otávio Menten.
Cenário favorável
O encontro da ASBRAM traçou um cenário favorável para a pecuária, com expectativa de bons preços para o boi gordo e consumo interno estável, mesmo diante de uma desaceleração da economia nos próximos anos.
Segundo o economista Felippe Cauê Serigati, da Fundação Getúlio Vargas, o ambiente positivo convive com desafios estruturais que exigem atenção dos produtores, como a reposição do rebanho, a incerteza política, os custos de produção, os preços de venda e a gestão do caixa das propriedades.
Para Serigati, 2025 passou sem grandes impactos econômicos internos, e 2026 deve registrar crescimento mais moderado, ainda em terreno positivo. A inflação, afirma, tende a seguir em queda, impulsionada principalmente pelos alimentos, enquanto o principal fator de risco permanece sendo a trajetória dos gastos públicos do governo federal.
Fatores que pressionam o setor
A trajetória dos gastos públicos também pressiona a pecuária por meio da manutenção de juros elevados, usados como instrumento de controle da inflação.
Esse cenário tem levado produtores a vender vacas mesmo com a valorização dos bezerros, a racionalizar o uso da nutrição e a comprometer parte das margens para honrar financiamentos oficiais contratados em 2024, sem acesso a novas linhas de crédito. “O agro segue batendo recordes no mercado interno e externo e ajudando a conter os preços nas gôndolas dos supermercados. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios relevantes que precisam ser equacionados. Por isso, 2026 deve exigir foco total na gestão do negócio. Considerando o desempenho de 2025, será um bom resultado se o segmento de suplementos minerais encerrar o ano com vendas em torno de 2,5 milhões de toneladas”, avaliou Serigati.
Outro ponto de atenção destacado no encontro foi a nova legislação tributária, que entra em fase de transição e testes a partir de janeiro. “A reforma é uma realidade, e produtores rurais precisarão estruturar e capacitar equipes para escolher as melhores alternativas em cada fazenda, sistema produtivo e modalidade de comercialização. As mudanças atingem todas as empresas, em um ambiente cada vez mais digital, que transfere ao contribuinte a responsabilidade pelo correto recolhimento dos tributos”, afirmou o advogado e contador Lincoln Diones Martins.



