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Aurora Coop investe na modernização do Colégio Agrícola de Erechim
Investimento de R$ 140 mil em parceria com cooperativas e instituições vai capacitar estudantes para a avicultura moderna e sustentável.

Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando, de Erechim, é pioneiro no Rio Grande do Sul ao inaugurar, nesta semana, um moderno aviário-escola em seu complexo educacional, com a presença de professores, estudantes, autoridades e lideranças cooperativistas.

A escola conta atualmente com 275 alunos e é referência para os jovens que buscam qualificação no campo
O novo equipamento foi construído no complexo do educandário que tem área total de 125 hectares. O aviário absorveu 140 mil reais em investimento, resultado de cooperação financeira de empresas e instituições, como Aurora Coop, Cooperalfa, Coperdia, Sicredi, URI, Prefeitura de Erechim, Governo do RS, Agrobom, JK Engenharia, Bekos, Falcão e Foco Agrícola.
O aviário-escola possui 20 metros de comprimento por 6 metros de largura, equipado com tecnologia de última geração, incluindo sistema de climatização, iluminação e controle de ambiência. Os primeiros 12 metros lineares são utilizados como sala de aula e, os outros 8 metros, servem para o alojamento de 500 aves.
O vice-diretor Valdecir Balestrin destacou que o aviário-escola terá papel estratégico no processo de ensino-aprendizagem porque incorpora toda a tecnologia 4.2 empregada na avicultura canadense e norte-americana. Por outro lado, permitirá conhecer e disseminar as melhores práticas de manejo, bem-estar animal, conversão alimentar, controle de doenças e outras questões relacionadas a avicultura intensiva.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Antonio Zordan, ex-aluno da instituição, foi um dos mais entusiasmados apoiadores da obra recém-inaugurada. “Estudei nesta escola e o que aprendi aqui carrego para toda a vida. A dedicação dos professores, a amizade e o companheirismo dos colegas, as lições de ética e civilidade tudo ainda está muito presente em nossa memória”, relata o dirigente.

Foram investidos R$ 140 mil na construção do aviário
O dirigente enfatizou que, a partir de agora, os estudantes terão uma formação técnica moderna e atualizada com as tecnologias que já são empregadas, no campo pelos criadores de aves integrados ao sistema agroindustrial. “Esse investimento permitirá elevar ainda mais a qualidade da formação oferecida pela escola”, assinalou.
O vice-diretor Balestrin e o técnico da Aurora Coop Dirceu Salini coordenaram a execução da obra, razão pela qual receberam agradecimento especial.
Fundado em 1960, o Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando, completa 65 anos em 2025, o que fortalece sua longa tradição na formação técnica em agropecuária na região de Erechim (RS). Atualmente com 275 alunos, a escola tem papel importante na educação técnica estadual, sendo referência para jovens que buscam qualificação profissional na área do campo.

O espaço comporta até 500 aves
Além do ensino em Agropecuária, a escola tem histórico de parcerias com prefeituras para apoiar sua infraestrutura e manter os alunos durante uma semana, que retornam ao fim da semana para suas casas, pois os alojamentos foram desativados.
A escola equilibra teoria e prática, expondo os alunos a situações reais de suas propriedades rurais, com foco em soluções tecnológicas para uma agricultura sustentável. A escola passa por desafios financeiros, com apoio dos pais para que o governo estadual possa complementar os recursos necessários ao funcionamento adequado da instituição.
Outro destaque é a participação em eventos e mostras nacionais que evidenciam a aplicação prática das tecnologias agrícolas. Essa vivência contribui para a formação de profissionais capacitados e engajados.

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho
Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.
Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB
“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.
O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.
Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja
Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.
O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.
Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.
Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho
Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.
Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.
Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.
Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.
A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.
Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto
Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).
Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.
Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.
Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.
A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.
Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.
Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.
E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.
Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.



