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Aurora Coop investe em sustentabilidade no transporte

Entre as novidades estão o investimento no modelo ferroviário, em frota a gás para a operação porta-container, em caminhões mais modernos com tecnologia compatível com nova legislação; armadores com navios com selo de transporte sustentável e selo de redução de CO’2; veículos elétricos, entre outras.

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Foto: Divulgação/Aurora Coop

A Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop) está aumentando os investimentos em uma logística ainda mais sustentável e, com isso, amplia a presença no mercado internacional. A intenção é otimizar os recursos e minimizar expressivamente os impactos socioambientais, com redução de desperdícios e emissão de gases poluentes.

Entre as novidades estão o investimento no modelo ferroviário, em frota a gás para a operação porta-container, em caminhões mais modernos com tecnologia compatível com nova legislação; armadores com navios com selo de transporte sustentável e selo de redução de CO’2; veículos elétricos, entre outras.

Transporte ferroviário

A Brado Logística será a prestadora do serviço ferroviário e os embarques serão realizados diariamente em Cambé (PR), seguindo para o Porto de Paranaguá (PR). Para o volume esperado, a Brado concedeu um certificado voltado para o ESG com redução estimada de aproximadamente 2.909,69 toneladas de CO’2 no período de um ano, o equivalente à emissão anual de 628 veículos. Para absorver todo esse gás carbônico seria necessário o plantio de 20.775 árvores.

De acordo com Alexandre Leal Capella, coordenador de Planejamento Internacional da Aurora Coop, é fundamental pensar em novas estratégias de embarque devido ao aumento no volume de exportações da Aurora Coop. Mesmo com um tempo operacional maior, o modal ferroviário possui um custo menor em relação ao rodoviário, redução de fluxo de veículos nas estradas e redução na emissão de CO’2. O processo logístico desde a coleta do container vazio até a entrega carregado no Porto de Paranaguá (PR) levará, em média, 20 dias.

“Temos consciência que o CO’2 é um grande vilão na questão ambiental, pois é um dos responsáveis pelo superaquecimento do planeta, o que gera desequilíbrios ambientais severos. Com a nossa ação estamos contribuindo para um planeta melhor, não só para nós, mas para as futuras gerações”.

Capella informa ainda que a unidade de importação e exportação da Aurora Coop em Itajaí (SC) elevará, estrategicamente, os embarques via Porto de Paranaguá (PR) neste ano de 2023. Mensalmente, serão carregados 144 contêineres, que serão transportados por modal ferroviário.

Veículos a gás

Diante das novas tecnologias e das transformações nas políticas nacionais destinadas a diminuir a emissão de poluentes, a Aurora Coop identificou a necessidade de se ajustar aos padrões modernos, com a adoção de soluções mais sustentáveis.

A redução na poluição ambiental que o caminhão movido a gás oferece são diferenciais considerados quando se cogita a possibilidade de substituir o diesel, combustível já consolidado no mercado de caminhões.

No projeto pioneiro nas operações de transporte internacional porta container, o modelo utilizado será um veículo Scania – R 410, que também conta com os serviços de conectividade da marca para monitoramento de sua performance.

Américo Luiz Boemer Júnior, coordenador de Operações Portuárias da Aurora Coop, explica que a idealização surgiu por meio de uma parceria em conjunto com um de seus transportadores, que disponibilizou um caminhão para um teste-piloto de 30 dias. “No futuro pretendemos ter mais veículos sustentáveis afim de termos uma operação com menos poluentes possíveis”.

Na prática, “a expectativa é de que estaremos contribuindo para o planeta com redução de CO’2 e a redução de ruído de até 20% comparado aos veículos da mesma categoria movidos a diesel. A entrada deste veículo na operação porta-container na Aurora Coop traz adoção de soluções mais sustentáveis”, destaca Américo.

Frotas Euro 6

A frota de veículos médios e pesados da Aurora Coop também está em fase de renovação. A substituição do Euro 5 para o Euro 6 faz parte do movimento para diminuir a emissão de gases. Houve mudança na legislação e, com isso, todos os veículos de carga movidos a diesel, com peso bruto total (PBT) acima de 3,5 toneladas fabricados no Brasil a partir de 01/01/2023 devem possuir o sistema Euro 6. Na Aurora, os veículos fabricados até 2022 podem continuar trabalhando, porém, o transportador que investir na nova tecnologia receberá uma bonificação como forma de incentivar a renovação.

Veículos elétricos

Desde o ano passado, a Aurora Coop inclui a utilização de veículos elétricos em sua frota de entrega de produtos refrigerados. A iniciativa surgiu como parte dos projetos de inovação e foi implementada pela área de Logística, em função da insegurança de quem opera com veículos a diesel em decorrência dos aumentos do custo do litro do combustível, aliado à preocupação com a poluição do meio ambiente e o aquecimento global.

De acordo com os valores sustentáveis da cooperativa, os veículos atendem as legislações ambientais, minimizam a poluição sonora, permitindo a utilização em horários alternativos e geram menor vibração e ruído interno, o que traz mais conforto laboral aos motoristas.

A projeção para os próximos anos é utilizar 45 veículos elétricos, distribuídos em todo o Brasil. Os caminhões são modelo VUC (veículo urbano de carga), indicados para circular em áreas urbanas, para atender entregas de varejo que realizam mais de 600 entregas por mês. Além da propulsão elétrica, também possuem baú refrigerado com equipamentos 100% elétricos.

A substituição de um Veículo Urbano de Carga (VUC) movido a diesel por um elétrico deixa de emitir mensalmente 9.000 kg de monóxido de carbono, o que equivale ao plantio de 65 árvores para neutralizar suas emissões. O projeto também reforça o compromisso da Aurora Coop em inovar e investir cada vez mais em sustentabilidade.

Elton Strada, coordenador de Transporte Primário da Aurora Coop, salienta que os veículos com o sistema possuem redução na emissão de gases poluentes, fazendo com que a frota com essa tecnologia reduza significativamente a agressão ao meio ambiente. Os veículos da Aurora Coop são 100% terceirizados e a forma de incentivo já está ajudando vários transportadores que renovaram suas frotas.

“Os veículos são utilizados em inúmeras operações da Aurora Coop e em diversas regiões do país, atuando desde operações no campo, entregas de longas distância até mesmo distribuição urbana de produtos. A Aurora Coop tem agregada, em sua frota, praticamente todas as categorias e tamanho de veículos existentes no mercado”, ressalta o coordenador de Transporte Primário.

Transporte marítimo – nacional 

Outro meio de transporte que otimiza a logística da Aurora Coop é o Sistema de Cabotagem, utilizado desde 2007. O embarque é feito por dois portos: Itapoá e Navegantes. O volume médio transportado em 2022 foi de 217 cargas por mês. “Entre os benefícios destacam-se a redução de veículos na frota; diminuição do custo com fretes (modal economicamente mais viável) e redução do risco com acidentes e roubos/furto de cargas. Os ganhos ambientais incluem menor consumo de combustível e redução na emissão de poluentes comparado ao transporte rodoviário”, salienta Julia Borilli, coordenadora de Planejamento e Programação Logística da Aurora Coop.

Transporte marítimo – Internacional 

Desde 2021, a Aurora Coop investe na melhoria contínua da sustentabilidade junto à compra de transporte marítimo internacional, trazendo para a cadeia logística uma novidade, voltada à sustentabilidade, é o ACT + Positive offset. Um produto que oferece a compensação de carbono com a possibilidade de reduzir as emissões residuais por meio da participação em um portfólio de projetos apoiados por meio da compra de créditos de carbono.

Segundo Flavio Werner, coordenador de Fretes Internacionais da Aurora Coop, com o ACT + Positive Offset a Aurora Coop compensa as emissões de CO’2 na atmosfera através de apoio aos projetos reconhecidos internacionalmente. A cada trimestre a empresa recebe um certificado, reconhecido por organizações internacionais, como Gold Standard ou VCS.

Desde o início do projeto a redução estimada foi de aproximadamente 6.786 toneladas de CO’2, em um período de três anos, o que equivale a emissão de 1.465 veículos.

Fonte: Assessoria Aurora Coop

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3

Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

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Foto: MBRF

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.

Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.

“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.

Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas  atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.

Mudança do clima

Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.

Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.

Fonte: Assessoria MBRF
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura

Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

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Foto: Divulgação

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.

Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock

Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.

A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.

Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.

Florescimento e o início do verão

A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu

Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.

Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.

Fonte: Assessoria Grupo Conceito
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade

Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

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Cooperados de diversos municípios prestigiaram o primeiro dia do evento - Fotos: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”

Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).

Fonte: Assessoria Copacol
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