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Aurora Coop inaugura unidade modernizada de frango griller com R$ 210 milhões de investimento

Ampliação da planta em Tapejara (RS) aumenta capacidade de abate em 80%, incorpora tecnologia de ponta e fortalece presença da cooperativa nos mercados internacionais.

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Foto: Divulgação/Aurora Coop

A Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop) – terceiro grupo agroindustrial brasileiro do setor da proteína animal – anunciou a conclusão dos investimentos da ordem de R$ 210 milhões na modernização e ampliação da unidade industrial de abate e processamento de aves localizada em São Silvestre, município de Tapejara (RS).

O empreendimento será inaugurado às 14 horas de terça-feira (18).

A informação foi transmitida pelo presidente Neivor Canton e pelo vice-presidente de agronegócios Marcos Antonio Zordan. “O investimento na produção de frango griller é um marco estratégico para a Aurora Coop. Ele amplia nosso portfólio, reforça a competitividade e fortalece a marca nos principais mercados internacionais. Com essa iniciativa, passamos a atuar com protagonismo em um segmento de alta demanda, consolidando a Aurora Coop entre os grandes exportadores brasileiros de frango e reafirmando nosso compromisso com inovação, expansão e presença global,” assinala Canton.

O FATA I (Frigorífico Aurora Tapejara I) havia suspendido as atividades em agosto de 2023 para o início das obras, tendo seus 532 trabalhadores transferidos para as outras unidades da Cooperativa Central.

Nesse período foi mobilizada uma imensa força-tarefa e o canteiro de obras chegou a receber 40 empresas e cerca de 400 trabalhadores realizando tarefas em todas as etapas do projeto. A dimensão do empreendimento pode ser avaliada pela ampliação da área total construída, que passou de 13.231 para 18.565 metros quadrados. Além disso, 74% da estrutura preexistente sofreram expressiva reforma e revitalização. “É praticamente uma nova indústria.”

Os principais vetores consistiram na modernização do setor de evisceração, implementação de célula de embalagem automática, construção da nova captação de água e emissário de efluentes, atualização e ampliação das estações de tratamento de efluentes (ETE) e de tratamento de água (ETA). Outras melhorias foram a  pavimentação do pátio da unidade e remodelação das áreas de apoio, como vestiários, refeitório, sala de treinamentos e ambulatório.

Os investimentos totais de R$ 210 milhões foram assim alocados: os investimentos em máquinas e equipamentos da planta industrial totalizaram R$ 52 milhões. As instalações industriais absorveram outros R$ 62 milhões em terraplanagem, pavimentação, construção civil, estruturas metálicas, painéis térmicos, mobiliário, etc. Mais R$ 30 milhões foram convertidos em instalações elétricas, hidráulicas e redes de utilidades e, outros R$ 6 milhões, em manutenção e recuperação de equipamentos existentes.

Produção e cuidado ambiental

Para atender aos rigorosos requisitos ambientais foi construído um moderno e seguro sistema de controle de fluidos, constituído de captação, emissário, estação de tratamento de efluentes (ETE) e estação de tratamento de água (ETA) mediante desembolso de R$ 60 milhões.

A capacidade de abate será incrementada em 80%, passando para 10.000 aves/hora, 76.000 aves/dia, 1.596.000 aves/mês, de segunda a sexta-feira. Inicialmente a unidade irá operar em um turno de abate, com previsão de dois turnos a partir de 2027. A matéria-prima (frango industrial de corte) para suprir o aumento do abate diário será fornecida pelos produtores rurais integrados ao sistema Aurora Coop da região de Tapejara  e municípios do noroeste sul-rio-grandense.

A produção está projetada para atender 85% de frango Griller (peso padrão entre 900 e 1100 gramas) e 15% cortes temperados. O mix de produção será expandido com a criação de novos produtos e, ao lado do Griller, o frango a passarinho temperado, coxa e sobrecoxa temperados, entre outros.

A partir deste mês de novembro a unidade já estará em condições para operar com a capacidade plena de abate. No entanto, está prevista uma rampa gradual de crescimento do abate ao longo dos primeiros três meses.

Empregos

A ampliação do quadro funcional será expressiva. Estão previstos inicialmente 520 empregos diretos, podendo variar conforme a evolução da operação. Com a futura implementação do segundo turno, a unidade passará a abater 152 mil aves/dia, com previsão de ampliação no quadro funcional para até 980 colaboradores.      A mão de obra necessária para ocupar os novos postos de trabalho será recrutada na região de Tapejara. Estima-se que para cada emprego direto serão criados três empregos indiretos, o que representaria, no total, uma efetiva geração de 1560 novos postos e trabalho.

Tecnologia

A tecnologia está presente em todas as fases industriais com elevado nível de automação/automatização/robotização da unidade. Todo o processo é monitorado com apontamento automático de frangos, possibilitando a contagem de frangos e controle de sistemas de consumo de água em pontos específicos da linha. O novo sistema de embalagem utiliza nove embaladoras automáticas trabalhando com nove faixas de gramaturas distintas. O sistema de encaixotamento é, agora, totalmente robotizado, composto por cinco robôs.

Diferenciais de sustentabilidade testemunham o respeito da Aurora Coop com o meio ambiente e os recursos naturais, como o inovador sistema de tratamento de efluentes com tecnologia STM (Sthalermatic), que combina lodos ativados e leito fixo em um único tanque. Ele utiliza biodiscos para suporte microbiológico e aeração, garantindo alta eficiência energética, sustentabilidade e baixos custos operacionais.

Os principais benefícios são a alta remoção de matéria orgânica e nutrientes, o baixo consumo de energia e custos operacionais diminutos, além da operação silenciosa, sem odores e com menor geração de lodo. Flexível, compacto e fácil de operar, melhora a qualidade do efluente e permite reuso, fortalecendo as práticas ESG e a competitividade da Aurora Coop.

Mercado e efeitos regionais

A planta operava antes da reformulação/ampliação sob fiscalização do sistema SISBI e era voltada exclusivamente para a produção de cortes de frango para o mercado interno. Agora, sob fiscalização do SIF (Serviço de Inspeção Federal), terá certificação Halal e estará habilitada a exportar principalmente para o Oriente Médio. Além disso, estará preparada para obter todas as habilitações necessárias de outros importantes mercados externos.

O incremento da receita operacional bruta com a ampliação será expressivo e o faturamento da unidade subirá para cerca de R$ 238 milhões/ano com um turno de operação (média mensal de R$ 19,8 milhões). O FATA I incrementará cerca de 1% o faturamento bruto global da Aurora Coop. Com os investimentos na unidade e a consequente ampliação da produção, a geração anual de ICMS beneficiará a região de Tapejara e noroeste gaúcho com R$ 2,95 milhões/ano decorrentes de volumes destinados ao mercado interno.

Presença internacional

O diretor de mercado externo da Aurora Coop, Dilvo Casagranda, explica as repercussões mercadológicas do novo empreendimento.

Qual a importância desse investimento para a Aurora Coop, do ponto de vista do mercado?

O investimento da Aurora Coop na produção de frango griller representa um marco estratégico para a cooperativa no cenário internacional. Trata-se de um movimento que amplia o portfólio de produtos, reforça a competitividade e fortalece a marca Aurora junto aos importadores. Além de atender uma demanda crescente e consolidada em mercados-chave, o griller se posiciona como um produto de alavancagem comercial, capaz de abrir portas para outros cortes e elevar o ticket médio por cliente. Com essa decisão, a Aurora envia ao mercado um sinal claro de expansão, inovação e compromisso em ocupar um espaço cada vez mais relevante no comércio global de proteína animal.

Quais os mercados que atualmente consomem o griller?

O consumo de frango griller está fortemente concentrado em países do Oriente Médio e do Norte da África, regiões que apresentam hábitos consolidados de demanda por esse produto. Emirados Árabes Unidos, Iraque, Líbia, Omã e Kuwait despontam como os principais destinos, respondendo por volumes expressivos e operando com importadores de grande relevância. Também há presença em mercados alternativos da África, como República Democrática do Congo, Gâmbia e Mauritânia, que, apesar de menores, exercem papel estratégico como canais de absorção em momentos de oscilação de mercado. Além disso, a Arábia Saudita figura como um mercado de grande potencial, sendo um dos maiores importadores globais de frango griller. No entanto, para atender plenamente esse destino será necessário desenvolver linhas específicas com ração vegetal, algo previsto para um segundo estágio dentro da estratégia da empresa.

Quais novos mercados poderão ser alcançados?

Com a entrada no segmento de frango griller, a Aurora Coop abre caminho para acessar nichos de maior valor agregado, especialmente no Oriente Médio. Países como Emirados Árabes Unidos, Omã e Kuwait oferecem a possibilidade de relacionamento com importadores premium, que remuneram acima da média de mercado e valorizam parcerias de longo prazo.

Ao mesmo tempo, mercados emergentes da África, como Gâmbia e Mauritânia, representam alternativas estratégicas para absorver volumes em diferentes cenários, garantindo liquidez e resiliência frente a possíveis crises sanitárias ou regulatórias. Dessa forma, a Aurora equilibra expansão em mercados de alto prestígio com a construção de canais alternativos que conferem segurança e flexibilidade comercial.

Com essa (praticamente) nova indústria, qual fica a posição da Aurora no ranking dos produtores/exportadores de frango griller?

A entrada da Aurora Coop no mercado de griller consolida a cooperativa entre os grandes players brasileiros do setor. A Aurora passa a ser reconhecida como um fornecedor completo, capaz de competir em igualdade de condições. Essa mudança altera significativamente a percepção dos importadores, colocando a cooperativa como a quarta grande força do segmento de griller, com potencial de rápida ascensão em participação de mercado. Aurora Coop assume posição de destaque no ranking internacional de exportadores de frango, com mix mais completo, fortalecendo sua relevância e credibilidade junto ao comércio global.

Fonte: Assessoria Aurora Coop

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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