Notícias
Aurora Coop celebra 18 anos da Fundação Aury Luiz Bodanese com expansão de ações sociais
Entidade projeta calendário ampliado em 2026 com projetos de inclusão, educação ambiental e desenvolvimento comunitário.

Ao completar 18 anos de atuação nesta quarta-feira (18), a Fundação Aury Luiz Bodanese (ALB), mantida pela Aurora Coop, inicia 2026 com uma agenda repleta de ações sociais, ambientais e culturais. A data projeta um ano simbólico e celebra a trajetória da entidade construída junto às comunidades onde a mantenedora está presente.
Para o diretor-presidente da Fundação, Oscar Trombeta, o atual momento é de fortalecimento das ações. “A trajetória construída até aqui permite avançar, alcançar mais pessoas e fortalecer a presença da Fundação nos territórios onde atua. O aniversário marca esse movimento de crescimento da cooperação e do seu impacto social”, afirma.
Entre os principais destaques de 2026 está a celebração dos 25 anos do projeto A Turminha da Reciclagem, prevista para abril, com ações especiais e atividades educativas ampliadas. O calendário do ano também prevê a realização do Casamento Cooperado em São Miguel do Oeste (SC), mantendo uma das iniciativas mais tradicionais da Fundação, além de Ações Cooperadas em Aratiba (RS), Brasília (DF) e Maravilha (SC), fortalecendo a presença da entidade em diferentes regiões do país.
Outra novidade é o lançamento do Conecta Imigrantes, um curso de qualificação voltado a colaboradores imigrantes da Aurora Coop, com turmas em Erechim (RS) e Guatambu (SC), que irão atender cerca de 60 participantes, com foco no desenvolvimento profissional, integração e valorização de talentos. Também está programada uma nova edição do Curso de Qualificação para Pessoas com Deficiência, que será realizada em Tapejara (RS), dando continuidade a uma formação reconhecida pela inclusão e pela geração de oportunidades há 15 anos.
A diretora administrativa da Fundação, Sonara Ramos, avalia que 2026 será um ano de impactos expressivos e duradouros. “O aniversário da Fundação nos convida a valorizar o que foi construído e, ao mesmo tempo, a ampliar o alcance das ações. Seguiremos atuando de forma integrada, com foco nas pessoas e no desenvolvimento social”, destaca.
Avaliação 2025
O planejamento de 2026 tem como base a atuação desenvolvida ao longo de 2025, período em que a Fundação manteve sua presença ativa em diferentes frentes. No último ano, foram realizadas 918 ações nas áreas social, ambiental e cultural, com impacto direto em mais de 36 mil pessoas em oito estados brasileiros. As iniciativas envolveram 1.722 voluntários da Aurora Coop de 37 unidades e somaram mais de 7,5 mil horas de trabalho voluntário. A abrangente atuação rendeu à Fundação o Certificado de Responsabilidade Social de Santa Catarina, concedido pela Assembleia Legislativa do Estado (Alesc).
No campo do voluntariado, as campanhas de doação de sangue resultaram em 903 doações em 2025, que podem ter beneficiado até 3,6 mil pessoas. As Ações Cooperadas ocorreram em Chapecó (SC), Nova Santa Rita (RS), São José dos Pinhais (PR) e, pela primeira vez, no Nordeste, em Santa Terezinha (PE), ampliando o alcance social da Fundação.
O Casamento Cooperado foi realizado em São Lourenço do Oeste (SC), formalizando a união de 23 casais. Desde 2009, a iniciativa que fortalece vínculos familiares e comunitários já soma 35 edições e oficializou o casamento de 1.077 casais.
Ambiental
No eixo ambiental, a Fundação reforçou sua atuação em educação e conscientização ao legitimar o compromisso com as dimensões econômica, social e ambiental. O projeto A Turminha da Reciclagem atendeu 4.485 alunos em 2025, com atividades lúdicas e educativas sobre gestão de resíduos e preservação do meio ambiente. A relevância do projeto foi reconhecida com Menção Honrosa no Fórum ODS 2025, pelo Movimento ODS Santa Catarina.
Paralelamente, as campanhas permanentes de reciclabilidade resultaram na coleta de 19 toneladas de tampas plásticas e lacres de alumínio ao longo do ano. Desde 2020, já são mais de 60 toneladas de tampas plásticas encaminhadas à reciclagem, que beneficiaram diretamente 136 famílias em vulnerabilidade e contribuíram para a redução de emissões de gases de efeito estufa e do consumo de recursos naturais.
A Analista de Programas Sociais da Fundação, Darcivana Squena, destaca que o engajamento da comunidade tem sido fundamental para o fortalecimento das ações ambientais. “As iniciativas já ultrapassaram os muros da cooperativa. Hoje, colaboradores e comunidade caminham juntos, compreendendo que pequenas atitudes são capazes de gerar impactos sociais e ambientais muito relevantes”, afirma.
Diversidade
Na área da diversidade, 2025 marcou os 15 anos do Curso de Qualificação para Pessoas com Deficiência, com a realização simultânea de duas turmas, em Guatambu e Pinhalzinho (SC), formando 39 alunos. O projeto capacita pessoas com deficiência para o ambiente profissional, por meio de encontros e oficinas durante o ano, e encerra as atividades com a formatura no evento Viva as Diferenças, que na última edição reuniu mais de mil pessoas. Em 15 anos, o curso já formou mais de 300 alunos e cerca de 40% deles conquistaram uma colocação no mundo de trabalho.
Além do curso, as ações de diversidade também contemplam a participação em fóruns e palestras, assim como a promoção de sensibilizações do público interno da Aurora Coop sobre temas como violência doméstica e abusos contra crianças e adolescentes. A Analista de Programas Sociais, Gabriela Concolatto, enfatiza que as ações fortalecem a inclusão social e promovem o debate sobre proteção, direitos e acessibilidade. “Essas ações ampliam oportunidades e promovem maior autonomia. É um compromisso permanente com uma sociedade mais justa e acessível”, sublinha.
Ainda, o Programa de Dança manteve atendimento médio de 120 crianças e adolescentes no ano, com aulas gratuitas e oficinas educativas em Chapecó (SC), encerrando o ciclo com a realização da 17ª Mostra Cultural em dezembro.

Notícias
Geopolítica, clima e logística entram no centro do debate da cadeia da soja
Seminário em Londrina (PR) vai reunir especialistas para discutir os desafios que podem definir a competitividade da soja brasileira nos próximos anos. As inscrições são gratuitas.

A relação comercial entre Brasil e China, os impactos das mudanças climáticas, os gargalos logísticos e a descarbonização da produção estarão entre os principais temas do 8º Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 04 e 05 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja
O evento vai reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, representantes da indústria, produtores rurais e especialistas da cadeia da soja. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do seminário, enquanto houver vagas.
Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi estruturada para discutir fatores que influenciam diretamente a competitividade do setor. “Vamos debater a geopolítica e a relação comercial entre Brasil e China, além dos desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira. Também teremos discussões sobre cultivares adaptadas às mudanças climáticas, logística, descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da produção”, afirma.
Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança brasileira no mercado internacional depende não apenas do volume produzido, mas também da qualidade do produto.”Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira. Garantir um produto de alto

Foto: Shutterstock
padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor”, destaca.
O seminário é promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades representativas da produção, da indústria e da exportação de grãos, entre elas Abiove, Anec, Aprosoja Brasil, CNA, Sistema OCB e Sindirações.
Brasil amplia liderança
O encontro ocorre em um momento de expansão da produção brasileira. Na safra 2025/26, o país colheu 180 milhões de toneladas de soja, em uma área próxima de 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período, os Estados Unidos produziram 116 milhões de toneladas.
Além da produção recorde, o processamento industrial também segue em crescimento. A Abiove estima que o Brasil processe 63 milhões de toneladas de soja em 2026, com produção de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja.
Notícias
El Niño pode encher os silos e esvaziar as margens
Pesquisa aponta que o clima deve favorecer a produção agrícola, enquanto a maior oferta tende a pressionar as cotações das commodities.

O El Niño previsto para o ciclo 2026/2027 tem potencial para se tornar um dos eventos climáticos mais intensos da última década. Para a agricultura da América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina, o fenômeno pode favorecer a produção de grãos e oleaginosas, mas também trazer um efeito colateral: mais oferta no mercado e menor rentabilidade para o produtor.

Foto: Fernando Dias
A avaliação é da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, que analisou os impactos econômicos do fenômeno climático sobre diferentes regiões do mundo. Confira aqui o estudo completo.
Com base em episódios anteriores de El Niño, o estudo mostra que a produção agrícola brasileira tende a superar a média histórica. Em 2015, por exemplo, a safra de soja ficou cerca de 4% acima da tendência dos cinco anos anteriores, enquanto a produção de café arábica registrou desempenho aproximadamente 5% superior ao esperado.
Segundo os pesquisadores, o aumento das chuvas no Sul da América do Sul favorece o desenvolvimento das lavouras e amplia a oferta de alimentos. No entanto, esse crescimento da produção pode pressionar as cotações das commodities agrícolas, reduzindo a margem dos produtores.
Outro desafio apontado pelo levantamento é a capacidade de armazenagem. Em anos de safra cheia, a oferta elevada

Foto: Shutterstock
tende a ocupar rapidamente os silos, elevando os custos de estocagem tanto para produtores quanto para tradings.
Efeitos diferentes dentro do Brasil
Embora o El Niño favoreça boa parte das áreas agrícolas do Centro-Sul, seus efeitos não são uniformes. O estudo destaca que a Região Norte e a Amazônia podem enfrentar períodos de seca mais severos, com reflexos sobre a navegação fluvial, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de alimentos.
Esse cenário também pode exercer pressão sobre a inflação em países como Brasil, Colômbia e Peru, principalmente por impactos na logística e nos custos de produção.
Oferta maior e preços menores
No mercado internacional, a expectativa é que o aumento da produção de soja e milho na América Latina contribua para ampliar a oferta global de alimentos e aliviar parte das pressões inflacionárias observadas em outras regiões.
Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar do maior volume embarcado, enquanto indústrias processadoras e empresas expostas à volatilidade das commodities agrícolas tendem a enfrentar um ambiente mais desafiador diante da possibilidade de queda nos preços.
Notícias
Frete rodoviário terá novas regras, mas sem piso nacional para caminhoneiros
Proposta amplia as penalidades para quem descumprir o piso do frete, altera as regras de fiscalização e prevê atualização semestral da tabela de preços.

O piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância ficou fora da versão final da Medida Provisória nº 1343/2026 que atualiza as regras do frete rodoviário. Aprovado pelo Senado, o texto segue para sanção presidencial com mudanças no cálculo do piso mínimo do frete, na fiscalização do transporte de cargas e nas penalidades aplicadas ao setor.

Foto: Geraldo Bubniak
A previsão de uma remuneração mínima mensal não fazia parte da proposta original do governo. O dispositivo foi incluído durante a tramitação na Câmara dos Deputados, mas acabou retirado pelo Senado sob o entendimento de que o tema não tinha relação direta com o conteúdo da medida provisória.
Com isso, a remuneração dos motoristas profissionais de longa distância continuará sendo definida por acordos e convenções coletivas de trabalho.
Anistia a multas
Além das mudanças nas regras do frete, a proposta concede anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias durante as manifestações de 2022. O perdão das penalidades foi incluído durante a tramitação da medida provisória no Congresso.
O texto também transforma em advertência as multas aplicadas até a publicação da futura lei por descumprimento

Foto: Divulgação
das regras do piso mínimo do frete, como o pagamento abaixo dos valores previstos na Lei nº 13.703/2018. A medida vale para processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas que ainda não foram quitadas.
A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. Também não haverá devolução de valores já pagos. O direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei permanece assegurado.
Além das anistias, a proposta promove uma ampla atualização da legislação do transporte rodoviário de cargas. Entre as principais mudanças estão novos critérios para o cálculo do piso mínimo do frete, atualização semestral da tabela de referência, reforço da fiscalização, endurecimento das penalidades para quem pagar abaixo do piso, novas regras para o cadastro de transportadores e alterações na fiscalização do peso dos caminhões.

Foto: Divulgação/Freepik
Frete mínimo
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).
A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.
Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que

Foto: Divulgação
pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.
A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

Foto: Divulgação
A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.
Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.
Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.
Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao

Foto: Divulgação
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.
A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.
As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações.




