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Aurora amplia exportação para compensar queda de consumo no mercado interno
No primeiro semestre deste ano, as exportações de carnes de aves e carnes suínas da Aurora cresceram 36,7% em receitas
A elevação dos custos de produção e a queda no consumo doméstico impulsionaram a Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro grupo brasileiro da indústria alimentícia da carne – a intensificar as operações no mercado externo.
No primeiro semestre deste ano, as exportações de carnes de aves e carnes suínas da Aurora cresceram 36,7% em receitas, atingindo 1 bilhão 137,7 milhões de reais, contra 831,8 milhões do mesmo período do ano passado, informa o presidente Mário Lanznaster.
Os volumes embarcados foram 166.134 toneladas de produtos cárneos o que equivale a uma média de 27.689 toneladas/mês.
Os produtos suínos incluíram pernil, paleta, lombo, carré, barriga, cartilagem e costela, tendo como principais mercados Hong Kong, Rússia, Angola, Américas, Cingapura, Eurásia, China e Estados Unidos. Os principais produtos de aves exportados foram perna inteira desossada, meio peito, asa, pés, coxa, moela, pele e cartilagem. Os maiores compradores foram Japão, China, Hong Kong, África do Sul, Rússia, Chile, Europa, Cingapura e Oriente Médio.
O gerente geral de exportação Dilvo Casagranda expõe que o expressivo crescimento das exportações da Aurora em 2016 está pautado na consolidação da unidade de suínos de Joaçaba (SC) como exportadora, assim como no direcionamento da produção da unidade de aves de Mandaguari (PR) para o mercado externo. Além disso, foi otimizado o potencial exportador das demais plantas industriais.
Apesar da evolução, as margens são pequenas. As dificuldades enfrentadas em todo o primeiro semestre com o escoamento da produção no mercado doméstico, direcionou esforços de todos os exportadores brasileiros, gerando recordes de embarques, tanto em aves como em suínos. Esse imenso volume de oferta comprometeu preços e rentabilidade da agroindústria.
A variação cambial, que foi positiva para o exportador no ano de 2015, seguiu a rota contrária em 2016, com queda do dólar em relação ao real em mais de 20%. Não foi possível a recuperação de preços em dólar/tonelada embarcada por dois motivos: os mercados importadores limitaram-se aos volumes habituais de compra e a oferta abundante pressionou para baixo a formação de preços.
Casagranda mostra que é lenta e penosa a penetração da carne suína brasileira nos novos mercados do Japão e Estados Unidas em razão de tratar-se de um comércio consolidado por muitos anos de relações entre importadores e exportadores. “Será necessário tempo e persistência para o Brasil conquistar uma fatia nestes mercados”.
A China foi a grande surpresa, pois, devido a situação interna de produção, atuou como importante importador de carne suína no primeiro semestre. A expectativa é de que mantenha esse comportamento no segundo semestre. O setor também aguarda a abertura de Coréia do Sul e México, como resultado de intensas tratativas diplomáticas e governamentais.
Aves
O primeiro semestre foi totalmente dedicado à busca de todas as possibilidades de negócios, a fim de escoar a grande produção brasileira de aves.
O mau desempenho exigiu a diminuição pontual da produção e a paralisação parcial e temporária de algumas indústrias – inclusive a Aurora – medida que trará impacto no segundo semestre. A estratégia é reduzir em 7% a produção de carne de aves, esperando equilibrar a oferta com a atual demanda.
“Como terceira empresa brasileira de exportação de carne suína e de aves, a Aurora também busca se adequar à realidade de mercado, aguardando que os custos de produção retornem a sua média histórica e o cenário econômico tenha melhoras efetivas, injetando ânimo, credibilidade emprego e renda para todos,” expõe o presidente Lanznaster.
Fonte: Assessoria
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IPPA registra alta de 5,5% em outubro de 2024, porém acumula queda de 2,5% no ano
Entre os grupos de alimentos, houve retrações no IPPA-Grãos (-8,3%) e no IPPA-Pecuária (-2,7%).
O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) subiu 5,5% em outubro, influenciado pelos avanços em todos os grupos de produtos: de 1,9% para o IPPA-Grãos; de fortes 10,7% para o IPPA-Pecuária; de expressivos 10,4% para o IPPA-Hortifrutícolas; e de 0,5% para o IPPA-Cana-Café.
No mesmo período, o IPA-OG-DI Produtos Industriais apresentou alta de 1,5%, demonstrando que, de setembro para outubro, os preços agropecuários mantiveram-se em elevação frente aos industriais da economia brasileira.
No cenário internacional, o índice de preços calculado pelo FMI subiu 1,4% quando convertido para Reais, acompanhando a valorização da taxa de câmbio oficial divulgada pelo Bacen. Isso indica um comportamento relativamente estável dos preços internacionais dos alimentos.
No acumulado de 2024, o IPPA/CEPEA registra queda de 2,5%. Entre os grupos de alimentos, houve retrações no IPPA-Grãos (-8,3%) e no IPPA-Pecuária (-2,7%), enquanto o IPPA-Hortifrutícolas avançou 34,6% e o IPPA-Cana-Café cresceu 7%.
Em comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais apresenta estabilidade no ano, enquanto os preços internacionais dos alimentos, convertidos para Reais, acumulam alta de 6,1%.
A despeito desses movimentos divergentes com relação ao IPPA/CEPEA, ressalta-se que, sob uma perspectiva de longo prazo, o que se observa é a convergência ao mesmo nível, após elevação acelerada dos preços domésticos nos últimos anos.
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ABCZ participa da TecnoAgro e destaca sustentabilidade no agro
Tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento do agronegócio e explorar o potencial econômico das cidades da região.
Nesta semana, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) marca presença na TecnoAgro 2024, evento realizado no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). Com o tema “Agro Inteligente”, a iniciativa promovida pelo Grupo Integração e tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento do agronegócio e explorar o potencial econômico das cidades da região.
A abertura do evento aconteceu na manhã da última quinta-feira (21), reunindo autoridades e representantes dos setores ligados ao agro. A ABCZ esteve em destaque logo após a solenidade, quando o Superintendente Técnico, Luiz Antonio Josahkian, participou do painel “O Futuro da Pecuária”. O debate, mediado pela jornalista Adriana Sales, também contou com a presença da Prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, e do Professor da ESALQ/USP, Sérgio de Zen.
A discussão abordou a responsabilidade do Brasil diante da crescente demanda global por proteína. “Temos o potencial para liderar o aumento da demanda por proteína animal. Contamos com terras disponíveis, mão de obra qualificada e políticas públicas que fortalecem continuamente o setor. O Brasil se destaca como um dos poucos países que ainda investe em qualificação profissional através de políticas públicas, com o apoio de órgãos como as Secretarias de Estado, o Senar e as extensões rurais Além disso, temos uma vocação natural para a produção de alimentos, com recursos essenciais, como a água, que é um insumo cada vez mais valorizado e disputado globalmente”, destacou Josahkian.
Complementando o debate, Sérgio de Zen enfatizou a necessidade de modelos produtivos mais sustentáveis. “É perfeitamente possível aumentar a demanda na redistribuição de renda e atender ao crescimento populacional sem recorrer ao desmatamento. Isso pode ser alcançado por meio do uso mais eficiente das tecnologias e dos sistemas de produção já disponíveis”, afirmou.
O evento, que segue até amanhã (22), reúne mais de 50 palestras voltadas para a sustentabilidade no agronegócio. Entre os destaques da programação técnica desta sexta-feira, o Zootecnista e Gerente do Departamento Internacional da ABCZ, Juan Lebron, participará da palestra “Recuperação de Pastagem, Genética, Nutrição e Saúde: Pilares da Sustentabilidade na Pecuária”, ao lado de especialistas como Guilherme Ferraudo e Thiago Parente.
Além das contribuições técnicas, a ABCZ participa com um estande apresentando produtos e serviços da maior entidade de pecuária zebuína do mundo.
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Altas no preço do boi seguem firmes, com escalas ainda menores que em outubro
Frigoríficos renovam o fôlego para conceder novos reajustes positivos aos animais para abate e o mesmo acontece entre os pecuaristas nas negociações de reposição.
O movimento de alta nos preços da pecuária segue intenso. Segundo pesquisadores do Cepea, semana após semana, frigoríficos renovam o fôlego para conceder novos reajustes positivos aos animais para abate e o mesmo acontece entre os pecuaristas nas negociações de reposição.
No final da cadeia produtiva, o consumidor também se mostra resiliente diante dos valores da carne nos maiores patamares dos últimos 3,5 anos.
No mesmo sentido, a demanda de importadores mundo afora tem se mantido firme.
Pesquisadores do Cepea observam ainda que as escalas de abate dos principais estados produtores, em novembro, estão ainda menores que em outubro.
No mercado financeiro (B3), também cresceu forte a liquidez dos contratos de boi para liquidação neste ano, pelo Indicador do boi elaborado pelo Cepea, o CEPEA/B3.