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Aumento nos embarques de frango garante novo recorde e sustenta preço interno da carne
De acordo com dados do Cepea, o preço do frango inteiro congelado comercializado no atacado da Grande São Paulo teve média de R$ 6,75/kg em março, alta de 1,5% frente ao verificado em fevereiro.

A maior demanda por carne de frango registrada nas duas primeiras semanas de março somada às exportações em alta sustentaram o preço médio mensal da proteína no mercado interno no último mês.
De acordo com dados do Cepea, o preço do frango inteiro congelado comercializado no atacado da Grande São Paulo teve média de R$ 6,75/kg em março, alta de 1,5% frente ao verificado em fevereiro.
Quanto às exportações, conforme relatório da Secex, a média diária de embarques de carne de frango in natura foi de 21,1 mil toneladas em março, 7,2% acima da observada em fevereiro, 20% maior que a de março/22 e um recorde, considerando-se toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997.

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Bahia reúne gestores municipais para discutir inovação e políticas públicas no agro
Fórum da Seagri em Salvador deve reunir cerca de 500 participantes e lança prêmio para reconhecer iniciativas inovadoras no campo.

Com foco no fortalecimento da gestão agropecuária nos municípios, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) realiza, na próxima semana, em Salvador, o 6º Fórum de Gestores da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Feagri).
O encontro acontece no Centro de Convenções e deve reunir cerca de 500 participantes, entre secretários municipais, técnicos, especialistas e representantes do setor produtivo de diversas regiões do estado.
A proposta do evento é ampliar o diálogo entre o governo estadual e as administrações municipais, além de discutir políticas públicas e estratégias para o desenvolvimento rural. A programação inclui debates sobre regularização fundiária, sustentabilidade, acesso à água, planejamento agropecuário e captação de recursos para projetos municipais.
Entre as novidades desta edição está o lançamento do Prêmio Inovagro, criado para reconhecer práticas inovadoras implementadas por secretarias municipais de agricultura na Bahia. Outra iniciativa é o Serviço de Atendimento aos Municípios (SAM), que oferecerá suporte direto às prefeituras e equipes técnicas durante o evento, com orientações sobre programas, projetos e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agro.
Segundo o secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, a iniciativa busca fortalecer a gestão pública rural e valorizar experiências que já vêm transformando a produção nos municípios.
“Construímos esse evento de forma coletiva, com novidades importantes e expectativa de público recorde. Com o lançamento do Prêmio Inovagro e do SAM, ampliamos o apoio às prefeituras e valorizamos iniciativas que estão transformando a agricultura nos municípios baianos”, afirma.
Programação técnica
A abertura oficial do Feagri está marcada para segunda-feira (23), às 17 horas. Na ocasião, serão apresentados o Prêmio Inovagro e o Serviço de Atendimento aos Municípios. O evento também contará com a entrega de certificados de adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA) para quatro consórcios públicos intermunicipais.
Nos dias seguintes, a programação será dedicada a oito plenárias temáticas que abordam os principais desafios da gestão agropecuária municipal.
Na terça-feira (24), os debates tratam de regularização fundiária, pagamento por serviços ambientais (PSA), uso de águas inservíveis e outorga d’água. Já na quarta-feira (25), os temas incluem logística reversa, Plano ABC+, planejamento agropecuário municipal, políticas integradas e estratégias para captação de recursos e estruturação de projetos locais.
O fórum também terá reuniões com os 28 consórcios intermunicipais do estado e encontros das câmaras setoriais das cadeias produtivas de citrus e dendê.
O encerramento está previsto para quarta-feira (25), às 18h, com a cerimônia de entrega do Prêmio Inovagro, que vai reconhecer experiências consideradas referência em inovação e gestão no agro baiano.
Notícias
Safra brasileira de grãos é estimada em 353,4 milhões de toneladas
Projeção da Conab indica leve avanço na produção, com expansão da área cultivada e destaque para a soja.

Os agricultores brasileiros deverão colher 353,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, resultado que mantém a expectativa de um ligeiro crescimento de 0,3% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25 e que, se confirmado, estabelece um novo recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados estão no 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, publicado nesta sexta-feira (13) pela Companhia. De acordo com o documento, a área destinada para o plantio deve crescer 1,7%, sendo estimada em 83,2 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve chegar a 4.250 quilos por hectares no atual ciclo.

Foto: Shutterstock
As principais culturas de primeira safra já se encontram em fase de colheita. Para a soja, já foram colhidos em torno de 50,6% da área semeada. Fevereiro foi um mês desafiador para o produtor da oleaginosa, com excesso de precipitações no Centro-Oeste e Sudeste, em especial em Goiás e em Minas Gerais, e com irregularidade climática em grande parte do Rio Grande do Sul. Já no início de março, as regiões Norte e Nordeste são as que têm os trabalhos de campo prejudicados pelo excesso de chuvas. Mesmo com os desafios encontrados, de maneira geral as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da cultura e a expectativa é que a produção atinja um novo recorde e chegue a 177,8 milhões de toneladas.
As precipitações em abundância no Sudeste e Centro-Oeste, que limitaram um maior avanço da área colhida de soja, refletiram também em um plantio mais tardio da segunda safra de milho. Alguns estados, como Goiás, Maranhão e Minas Gerais, já indicam redução na área destinada ao cereal. Com este cenário, a estimativa de área da segunda safra de milho é de 17,7 milhões de hectares e uma produção projetada em 108,4 milhões de toneladas. Já o cultivo da primeira safra de milho o panorama é de crescimento tanto de área, estimada em 4,1 milhões de hectares, quanto de produção, podendo chegar a 27,4 milhões de toneladas. Ao considerar as três safras do cereal, semeadas ao longo da temporada, a expectativa da Conab é que a produção chegue a 138,3 milhões de toneladas.
Mercado

Foto: Jaelson Lucas/AEN
Diante dos ajustes na produção total de milho, reflexo dos ajustes na área semeada da 2ª safra do cereal, os estoques de passagem do grão ao final do ciclo também foram atualizados, estimados em 11,6 milhões de toneladas ao final de janeiro de 2027. No caso do arroz, a Conab estima um estoque de passagem em torno de 1,7 milhão de toneladas, segundo maior volume em comparação com os últimos 5 ciclos mesmo com a redução nas projeções de produção da atual temporada.
Para a soja, a produção recorde permite expectativas de exportações robustas em 2026, com a projeção de embarques podendo chegar a 114,39 milhões de toneladas, um novo recorde de venda ao mercado externo caso o volume se confirme ao final do ano comercial da oleaginosa.
Confira as informações completas sobre as principais culturas cultivadas no país com as condições de mercados dos produtos no 6º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, publicado no Portal da Conab.
Colunistas
Eficiência, segurança e sustentabilidade: tripé tecnológico molda futuro da logística no agronegócio
Integração de dados, videotelemetria e inteligência artificial já permite reduzir acidentes em até 93% e cortar custos operacionais no transporte.

A cadeia logística do agronegócio na América Latina atravessa um momento decisivo. Pressionada por margens estreitas, riscos operacionais elevados e exigências crescentes de ESG, a logística deixou de ser um elo de apoio para ocupar o centro da estratégia competitiva do setor. Nesse cenário, eficiência, segurança e sustentabilidade formam um tripé que está sendo profundamente redesenhado pela tecnologia.
Um dos principais entraves ainda é a fragmentação tecnológica. Segundo o Guia de Tendências do setor, 35% das empresas seguem na Zona Travada, com integração manual ou inexistente entre sistemas. Esse cenário compromete a eficiência operacional e amplia riscos. Ao mesmo tempo, 90% das empresas apontam a redução de custos como prioridade máxima, o que explica o movimento de 64,1% delas em retomar a frota própria para conter a inflação logística e retomar o controle da operação. No agronegócio, desafios como baixa conectividade em áreas remotas e alta incidência de acidentes agravam esse contexto.

Artigo escrito por Rony Neri, formado em Ciência da Computação, com especialização em Gestão de Negócios e Liderança, além de MBAs em Gestão Comercial e em Executive Business Management.
A modernização, porém, avança de forma desigual. O chamado Paradoxo da IA evidencia esse descompasso: enquanto 43,5% dos profissionais usam inteligência artificial para produtividade pessoal, apenas 13,5% das empresas conseguiram integrá-la de forma profunda à operação. A diferença entre usar tecnologia como ferramenta e adotá-la como estratégia define quem ganha competitividade.
Plataformas digitais e análise de dados em tempo real vêm transformando a gestão. Soluções capazes de mapear trajetos mesmo em regiões sem conectividade garantem a continuidade dos dados ao longo da jornada do agro. A análise em tempo real reduz a ociosidade, otimiza rotas e permite o monitoramento do comportamento do motorista por meio de videotelemetria.
Na segurança, a IA permite abandonar a lógica de retrovisor, que apenas registra o evento após o fato, para adotar a prevenção preditiva. O impacto é transformador: casos reais, como o da transportadora Transpanorama, indicam reduções de até 93% na taxa de acidentes rodoviários. Além disso, tecnologias de monitoramento de cabine reduziram em 86% as ocorrências de fadiga e em 70% os excessos de velocidade. A gestão de dados também mitiga riscos de roubos e desvios, combinando tecnologia com investimento em capacitação, prioridade para 62,1% das empresas até 2026.
Essa sinergia entre dados e comportamento humano gera resultados diretos no balanço financeiro, como demonstra o case da Terra Minas: a precisão no monitoramento e a condução técnica otimizada resultaram em uma economia de 20% no consumo de combustível, além de uma redução de 25% nos custos de manutenção de pneus e molas, provando que a segurança preditiva é, também, um motor de rentabilidade.
No pilar ambiental, a tecnologia viabiliza ganhos mensuráveis. A otimização de rotas reduz a queima de combustível e a manutenção preditiva diminui emissões. A sustentabilidade, nesse contexto, é consequência direta da eficiência operacional.
O futuro da logística do agronegócio passa por plataformas abertas, IA de profundidade e uma força de trabalho digital, impulsionada pela Geração Z, que já representa 18,5% do setor. Investir em tecnologia deixou de ser opcional. Em um mercado que não tolera mais ineficiência, somente operações orientadas por dados serão capazes de crescer com competitividade, resiliência e responsabilidade.



