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Aumento no diesel preocupa o setor de transportes no Oeste do Paraná
Os constantes aumentos no diesel, elemento vital para o transporte rodoviário de cargas, impactam diretamente os custos e as operações das transportadoras do Estado.

Diante dos diversos reajustes realizados no valor dos combustíveis, os setores contribuintes para a economia brasileira precisaram se adaptar ao novo cenário. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em sua última correção, o diesel ficou R$ 0,25 mais caro nas bombas, encarecendo quase 24% em 2021.
Um levantamento realizado pela Petrobras destacou que no decorrer do ano o preço do litro do insumo essencial para o transporte rodoviário de cargas (TRC) acumulou uma alta de 51% nas refinarias, impactando o preço a ser pago nas bombas de combustível. Segundo a ANP, o avanço na concentração oscila entre 36% para gasolina e 37% para o diesel, refletindo diretamente no segmento.
De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Oeste do Paraná (SINTROPAR), Antonio Ruyz, o diesel é parte vital para as atividades das transportadoras, sendo responsável por cerca de 50% do faturamento das operações.
“Como [o diesel] é o nosso principal elemento de trabalho hoje, qualquer aumento impacta imediatamente os transportadores paranaenses, porque é preciso abastecer diariamente os caminhões. Os custos operacionais estão elevadíssimos e seguem subindo, de modo que ele acaba se tornando um grande vilão dentro do segmento”, explica Ruyz.
Um levantamento realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontou que mais de 60% de tudo o que é transportado no Brasil passa pelo modal rodoviário, que possui grande importância para a economia do País. Portanto, o presidente destaca que o segmento deve se manter atento e buscar novas soluções. “Até o momento, a elevação no preço do diesel ainda não comprometeu o escoamento. No entanto, o transportador hoje não consegue mais absorver todos esses aumentos que vêm ocorrendo na cadeia de transporte, seja no óleo diesel, na mão de obra, nos pneus ou na manutenção, o que nos leva a buscar novas alternativas”, aponta.
Atuando no TRC há mais de 15 anos, Eduardo Ghelere, diretor executivo da Ghelere Transportes, transportadora associada ao SINTROPAR, e suplente de diretoria do sindicato, ressalta que o aumento do combustível tem afetado diretamente o caixa das empresas.
“A demora na recuperação de tarifa aliada ao grande impacto do diesel no custo da operação fará talvez com que algumas empresas não tenham tempo de sobreviver a este período de alta. As transportadoras tendem a ser resilientes, pois têm custos flexíveis e se adaptam com facilidade, mas se tratando do principal insumo, se não for possível recompor rapidamente as tarifas, a conta chegará rápido”, alerta o executivo.
Pautada nos altos custos dos combustíveis, uma discussão que vem ganhando espaço e sendo apontada como alternativa para a situação é uma outra forma de calcular o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Foi aprovado em 13 de outubro pela Câmara dos Vereadores o projeto de lei complementar (PLP) que altera o modo como são feitas as cobranças dos combustíveis, com base no imposto.
Segundo a apuração mais recente da ANP, os tributos federais e estaduais correspondem a aproximadamente 40,7% do preço da gasolina, por exemplo, comprometendo boa parte do valor que será praticado nos postos. Ghelere destaca que apesar de a PLP trazer um reparo para o atual cenário, a solução para o real problema é muito mais complexa.
“No caso do diesel, o ICMS é um item importante, mas o cenário é bem maior que este. Convenhamos que é importante tratar deste tema e ter uma solução em definitivo, até porque os estados aumentaram a pauta de ICMS e tiveram arrecadação recorde em cima de um produto que é básico para o funcionamento de qualquer atividade. No entanto, essa alternativa não deve ser encarada como controle, e sim como alternativa para um problema que já vem incomodando há bastante tempo, que é a arrecadação desenfreada do estado”, ressalta.
O Paraná, assim como todos os estados do país, buscam alternativas e meios de conseguirem dar sequências em suas atividades, mesmo com os impostos aumentando cada vez mais. De acordo com o novo reajuste, a ideia do diesel se tornar calculável sobre dois anos, não apenas em 15 dias, pode promover uma redução nos custos das transportadoras e da sociedade.

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Balança comercial tem superávit de US$ 2,1 bilhões na 3ª semana de fevereiro
Resultado foi impulsionado por exportações de US$ 5,79 bilhões e aumento médio diário de comércio em relação ao ano passado.

Na 3ª semana de fevereiro de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 9,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 5,79 bilhões e importações de US$ 3,72 bilhões.
No mês, as exportações somam US$ 19,5 bilhões e as importações, US$ 16,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 36,1 bilhões.
No ano, as exportações totalizam US$ 44,6 bilhões e as importações, US$ 37,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 7,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 82,1 bilhões. Esses e outros resultados foram disponibilizados, na segunda-feira (23), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 3º Semana de Fevereiro/2026
No comparativo mensal, as exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,5 bilhões) com a de fevereiro/2025 (US$ 1,1 bilhões), houve crescimento de 31,7%. Em relação às importações houve crescimento de 10,3% na comparação entre as médias até a 3ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,3 bilhões) com a do mês de fevereiro/2025 (US$ 1,2 bilhões).
Assim, até a 3ª semana de fevereiro/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.779,28 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 217,35 milhões. Comparando-se este período com a média de fevereiro/2025, houve crescimento de 20,9% na corrente de comércio.
Exportações e importações por Setor
No acumulado até a 3ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 25,72 milhões (10,6%) em Agropecuária; de US$ 150,43 milhões (70,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 180,97 milhões (26,8%) em produtos da Indústria de Transformação.
No acumulado até a 3ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 3,56 milhões (7,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 121,97 milhões (11,3%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 4,57 milhões (17,3%) em Agropecuária.
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CBNA 2026 discute como ciência impulsiona produção animal
Evento em São Paulo reúne especialistas para debater nutrição de aves, suínos e bovinos e estratégias que aumentam eficiência e reduzem custos.

A contribuição da ciência brasileira para um aumento da produtividade e da eficiência da produção animal estará entre os debates de um dos principais encontros técnicos do setor em 2026. A 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que vai ser realizada de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, abre a programação com um painel dedicado ao Impacto da pesquisa brasileira na produção animal.

O membro da diretoria do CBNA e professor da Esalq/USP, Felipe Dilelis. “Vamos discutir decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas” – Foto: Denise Guimarães/Esalq USP.
Coordenado pelo professor da Esalq/USP Felipe Dilelis, o debate reunirá especialistas de instituições de referência para discutir desde A importância das Tabelas Brasileiras para a indústria até as perspectivas de novas linhas de investigação em nutrição de aves e suínos. “O Brasil é potência na produção animal, mas só continuará avançando se investir em ciência aplicada. O que discutiremos aqui não é teoria, são decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas”, afirma Dilelis.
Entre os participantes estão o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Horacio Rostagno, o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) José Henrique Stringhini, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sergio Vieira, o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, e o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bruno Silva. O encontro tem como proposta promover diálogo direto entre academia e indústria para analisar desafios, oportunidades e inovações capazes de transformar a nutrição animal nos próximos anos, tema considerado estratégico diante da pressão por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e competitividade internacional do agronegócio brasileiro.
Além da 36ª Reunião Anual, voltada a aves, suínos e bovinos, o CBNA realizará simultaneamente outros dois eventos técnicos no mesmo local: o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e o XXV Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14. A programação ocorrerá paralelamente à Fenagra, feira internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. A edição deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin e Symrise, além do Sindirações. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What’sApp (19) 3232.7518.
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América Latina se reúne em Brasília para debater futuro do agro e da alimentação
39ª Conferência Regional da FAO discutirá estratégias para produção sustentável, combate à fome e transformação dos sistemas agroalimentares.

Brasília será o centro do debate sobre o futuro do agro e da alimentação na América Latina e no Caribe entre os dias 02 e 06 de março. A 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (LARC39) reunirá ministros e representantes de países membros para definir prioridades da FAO para os próximos dois anos.
O evento, que terá abertura oficial no dia 04 de março com a presença do diretor-geral da FAO, QU Dongyu, e de altas autoridades brasileiras, pretende traçar caminhos para “uma melhor produção, uma melhor nutrição, um melhor meio ambiente e uma vida melhor, sem deixar ninguém para trás”, conforme definição da organização.
A condução da conferência ficará a cargo do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Eles estarão presentes na abertura e em diversas mesas-redondas que discutirão a transformação dos sistemas agroalimentares, estratégias para sustentabilidade e políticas voltadas à segurança alimentar.
O evento também prevê visitas técnicas, como a da Embrapa Cerrados, que apresentará tecnologias aplicadas em estações experimentais, e debates sobre gestão agrícola e florestal resiliente ao clima. Painéis temáticos contarão com a participação de ministros de Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, e de Relações Exteriores, Mauro Vieira, que também marcarão presença no lançamento do Ano Internacional da Agricultora 2026.
Com cinco dias de programação intensa, a LARC39 busca unir diálogo político e técnico para enfrentar desafios históricos da região, como fome, má nutrição e desigualdade, ao mesmo tempo em que promove a inovação e a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares.
O evento será realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e poderá ser acompanhado online em espanhol, inglês, português e francês. Jornalistas interessados devem se credenciar por meio do formulário oficial da conferência.



