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Aumento do uso da homeopatia na agropecuária viabiliza eventos

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Não apenas produtores orgânicos, mas os agropecuaristas em geral estão usando mais a homeopatia na região de Marechal Cândido Rondon, analisa a zootecnista do Centro de Apoio ao Pequeno Produtor (Capa), Vanice Fülber. Esse aumento é que está motivando a realização, mais uma vez, no município, do Seminário Regional de Homeopatia na Agropecuária, cuja 3ª edição acontece nesta quarta-feira (20), no tribunal do júri do campus local da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). A programação, que será aberta pela manhã, transcorrerá durante todo o dia.
Conforme Vanice, a maioria dos produtores da região que utilizam a homeopatia na agropecuária é formada por pequenas propriedades, principalmente bovinocultores de leite que atuam em caráter familiar. Na avaliação da técnica, a aceitação da homeopatia tem sido muito grande e percebe-se que mais produtores, inclusive de maior porte, também estão aderindo ao sistema de tratamento de pragas e doenças no campo e nas criações de animais. O Capa tem trabalhado para disseminar as vantagens e correta aplicação da homeopatia. Por isso, antes de iniciar a utilização do sistema, os produtores passam por treinamento específico e recebem acompanhamento. “Isto tem colaborado para derrubar mitos sobre a utilização de homeopáticos na agropecuária.Os bons resultados acabam motivando os produtores a continuar utilizando o sistema”, relata. No caso da pecuária de leite, uma das vantagens da homeopatia é o fato de não deixar resíduos, melhorando a aceitação do produto junto à indústria e ao consumidor.
Neste contexto, analisa o coordenador do Capa, Vilmar Saar, o Seminário Regional de Homeopatia vem coroar o trabalho de divulgação dos benefícios da homeopatia e também de aprofundamento das ações que já vêm sendo utilizadas. Segundo Saar, é importante a disseminação de informações oferecidas pelo Seminário, acrescentando a trabalhos que já vêm sendo realizados, inclusive de pesquisa através da Unioeste, Capa e outras instituições. “O Seminário também é oportunidade dos produtores estarem trocando informações e aprendendo mais”, pontua.
De olho no desenvolvimento da homeopatia, Vilmar Saar informa que também já está sendo planejado um novo curso para 2015, com aprofundamento em áreas específicas para atender o produtor. “Os eventos e a pesquisa estão sendo ferramentas de fomento à homeopatia”, avalia.
Seminário
Para o Seminário Regional de Homeopatia na Agropecuária a ser realizado amanhã são esperadas cerca de 150 pessoas, envolvendo desde profissionais técnicos até produtores. A programação inicia às 8 horas e a primeira palestra está marcada para as 9 horas, com o professor Dr. Nilson Roberti Benites, da Universidade de São Paulo (USP), sobre o tema “Homeopatia na terapêutica animal” e depois ele ainda fala sobre “Uso da homeopatia na produção animal”. Na sequência tem a palestras de Fabrício Rossi, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos – campus de Pirassununga (SP) – “Homeopatia e doenças em plantas”. O encerramento das atividades será com a mesa redonda “Homeopatia no mundo, no Brasil e na região – avanços e desafios”. Participam do debate os professores doutores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Carlos Moacir Bonato; da USP, Nilson Roberti Benites; e da Unioeste, José Roberto Stangarlin.
O seminário é uma promoção do Capa, campus rondonense da Unioeste, Itaipu Binacional, através do Projeto Cultivando Água Boa; Emater; Cooperativa de Trabalho e Assistência Técnica do Paraná (Biolabore) Cresol; Grupo de Homeopatia no Oeste do Paraná; Grupo de Estudos de Homeopatia da UEM;  Instituto Agronômico do Paraná (Iapar); Prefeitura de Marechal Cândido Rondon, associações e cooperativas de produtores.

Fonte: O Presente Rural

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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para declarar rebanhos

Atualização anual é considerada estratégica para o controle sanitário e permite resposta mais rápida das autoridades diante de eventuais emergências zoossanitárias.

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Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o chamado para que criadores, pecuaristas e associados cumpram a obrigação dentro do prazo, destacando a importância das informações para a defesa sanitária animal no Estado.

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De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a atualização dos dados permite que o sistema de defesa agropecuária mantenha um retrato fiel dos rebanhos e das propriedades rurais gaúchas. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, afirma.

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Segundo Martins, a manutenção de um banco de dados atualizado é fundamental para que o poder público possa agir com rapidez diante de eventuais ocorrências sanitárias que afetem a pecuária. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, destaca.

Cadastro atualizado fortalece defesa agropecuária

O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica de informações essenciais para a gestão pública. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada

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localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.

A declaração pode ser feita de forma eletrônica, por meio do sistema Produtor Online, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.

Martins orienta os produtores a não deixarem o procedimento para os últimos dias do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, menciona.

Fonte: Assessoria Febrac
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Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical

De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

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Foto: Divulgação

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação

Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.

Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.

Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr

Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.

Vitrine atual da agricultura brasileira

Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.

O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.

Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.

Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.

Fonte: O Presente Rural
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