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Auditores fiscais federais agropecuários são reconhecidos pela atuação na pandemia
Hoje (30/6), categoria foi homenageada pela contribuição à segurança alimentar do país e pela atuação incansável, mesmo com desafios impostos pelo coronavírus

No dia do aniversário da carreira (30/06), os auditores fiscais federais agropecuários (affas) foram lembrados e homenageados por diversas autoridades ligadas ao setor, pela natureza dos serviços prestados. Responsáveis por garantir qualidade de vida, saúde e segurança alimentar às famílias brasileiras, esses servidores públicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), atuam há mais de 150 anos, mas a atividade só foi reconhecida como carreira em 30 de junho de 2000.
O quadro de affas é composto pela atuação de engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos, médicos veterinários e zootecnistas. “Quero cumprimentar a todas as auditoras e auditores pelo trabalho excelente que vocês prestam ao Brasil, trabalhando principalmente nesses dois anos difíceis de pandemia, à frente das atividades, fazendo com que o Brasil não parasse. Muito obrigada pelo trabalho de vocês e parabéns pelo seu dia”, destacou a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em vídeo dedicado à categoria.
Segundo o presidente do Sindicato Nacional da categoria, o Anffa Sindical, Janus Pablo, o elogio da Ministra só reforça o orgulho que os affas têm por terem se mantido firmes, atuando em diversas frentes para evitar fraudes, desabastecimento e assegurar que produtos de origem animal e vegetal chegassem à mesa dos brasileiros sem riscos à saúde. “Contribuímos com importante parcela do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB)”, destacou o presidente.
Desafios
Em meio à programação preparada pelo Anffa Sindical para homenagear os auditores fiscais federais agropecuários, como divulgação de vídeos contendo declarações de autoridades destacando o excelente desempenho da carreira, e outras iniciativas, o presidente do Anffa lembrou também os desafios da categoria, que apesar de exercer importante contribuição ao crescimento do agronegócio, com resultados positivos mesmo na pandemia, tem carência de mão de obra. São 2.385 affas em ação para dar conta de todas as demandas do setor agropecuário. “Dentre os desafios, temos a realização de concurso público para suprir o déficit de 1.620 affas e alcançar a nossa tão sonhada reestruturação salarial. Trabalharemos de forma incansável em busca desses objetivos”, assegurou Janus Pablo.
Ainda sobre o empenho para manter as atividades na pandemia, o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal, cumprimentou a categoria pelo desenvolvimento do excelente trabalho na defesa agropecuária, especialmente na pandemia. “O país não sofreu nenhuma interrupção nas exportações e importações”, destacou, referindo-se ao empenho dos affas e agradeceu pela importante contribuição desses servidores de carreira ao setor agropecuário, que mais cresce e tem dado sustentação ao desenvolvimento econômico do Brasil.
Marcos Montes, secretário-executivo do Mapa, também elogiou o trabalho dos auditores agropecuários pela dedicação ao Brasil, assim como o deputado Pedro Lupion (DEM/PR). O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, também fez questão de registrar cumprimentos à categoria, em vídeo. Reforçou a importância do trabalho realizado pelos affas e o fato de terem ajudado a consolidar o Brasil como o maior exportar de carne de aves do mundo e como o 4º maior exportador de carne suína. “Graças a esse desempenho o país está entre os maiores produtores de carne de aves, suína e de ovos do mundo”, destacou Santin.
Contribuição
Com atuação nas cinco áreas profissionais que compõem a carreira, os affas exercem importante papel na inspeção e fiscalização nos portos, aeroportos, em postos de fronteira, nos campos brasileiros, nas empresas agropecuárias e agroindustriais, nos laboratórios, nos programas agropecuários, nas cidades e nas relações internacionais.
São eles que garantem a segurança dos rebanhos e das lavouras brasileiras contra as possíveis contaminações de animais, de plantas vindas de outros países e realizam um rigoroso controle em portos, aeroportos e postos de fronteira. Além disso, promovem o controle e a erradicação de pragas e doenças; a inspeção de campos de produção de sementes; a fiscalização de organismos transgênicos, de produtos orgânicos, indicação geográfica, associativismo/cooperativismo e a garantia à proteção de cultivares.
Também está no escopo de trabalho dessa categoria os registros e os credenciamentos de todas as agroindústrias, entre as quais as empresas de bebidas; de produtos de uso veterinário; de natureza farmacêutica, biológica e de embelezamento; de alimentação animal; de aviação agrícola; produtoras de agrotóxicos e afins; assim como as que produzem fertilizantes e corretivos agrícolas, assim como o apoio de análises laboratoriais na fiscalização para garantir a classificação, qualidade de produtos e segurança alimentar.
Entre outras funções, os affas também se responsabilizam pelo planejamento, acompanhamento e gestão das ações produtivas nacionais. Estão envolvidos nas atividades vinculadas aos estoques reguladores e nas operações de compra e venda de alimentação do governo federal; na orientação e na aprovação de estabelecimentos, projetos e produtos; nos estudos, nas análises, nas avaliações e nas vistorias; na
aplicação do processo universal de controle de qualidade; na emissão de pareceres; na elaboração e no monitoramento de tratados e acordos internacionais.
Atuam no registro de distribuidoras de produtos pecuários, no comércio de produtos vegetais (embaladores, fracionadores e atacadistas), de fertilizantes, corretivos, sementes e mudas. Além dos trabalhos realizados aqui no Brasil, há representação em 28 postos no exterior, onde os affas ocupam as funções de adidos agrícolas.

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura
Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.
Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.
A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.
Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul
Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto
Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.
De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.
Economia circular e aproveitamento de resíduos
As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.
Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.
Programação
A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.
O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.
Manhã
08h – Credenciamento/Recepção
08h30 – Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger
09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS
09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo
10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam
11h – Mesa Redonda
12h – Almoço (por adesão)
Tarde
13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley
14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo
15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor
15h45 – Intervalo
16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater
16h45 – Mesa Redonda
17h30 – Encerramento



