Conectado com

Notícias

Auditores agropecuários desenvolvem programa que facilita a vida de produtores rurais

Sistema agiliza análise de documentos e evita burocratização na hora de declarar inscrição das áreas de sementes salvas

Publicado em

em

A pilha constante de pedidos de reserva de parte da produção para a semeadura de lavouras próprias, e o consequente atraso em sua análise, foi a motivação para que a equipe de Fiscalização da Superintendência Federal de Agricultura do Paraná desenvolvesse um programa de sistematização de dados virtual destinado a resolver o impasse.

Batizado de Sigef (Sistema de Gestão da Fiscalização), a iniciativa já era realidade para as empresas produtoras de sementes desde 2014 e foi lançada em setembro deste ano para atender os produtores rurais. A ideia da ferramenta é substituir a declaração de inscrição das áreas de sementes salvas, que antes precisava ser enviada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) via Correios ou em uma de suas unidades, agilizando, assim, o processo de registro no órgão.

A medida precisa ser adotada pelo produtor que, ao adquirir as sementes de um comerciante devidamente inscrito no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), queira reservar uma parcela da produção para a próxima safra.

Acesso

A declaração está disponível em sistemasweb.agricultura.gov.br >>> Secretaria de Defesa Agropecuária >>> SIGEF – Módulo de Controle da Produção de Sementes e Mudas. Nesse endereço, o produtor deve cadastrar usuário e senha, registrar as propriedades e fornecer as informações solicitadas. Depois do envio, a declaração fica salva na página do usuário cadastrado e pode ser acessada a qualquer momento.

De acordo com o auditor fiscal federal agropecuário Hugo Caruso, um dos idealizadores do sistema, a novidade facilitou, e muito, a rotina da equipe. “Hoje, podemos dizer que a agilidade na análise dos processos aumentou, no mínimo, dez vezes se comparada à rotina anterior”, disse.

Dados da equipe de Fiscalização do Paraná confirmam essa diferença. Antes do Sigef, o cálculo de tempo médio para análise de um campo de sementes era de 60 dias. Hoje, com a nova tecnologia, passou para seis dias, apenas no Estado.

O sistema, no caso da produção de sementes por produtores inscritos no Renasem, tem evitado a formação de pilhas de documentos nas superintendências federais de agricultura. Antes de o sistema ser implementado, em 2013, estima-se que cerca de 320 mil documentos faziam parte dos 40 mil campos de sementes no Brasil. Tudo isso foi eliminado, e hoje os dados se encontram armazenados de forma digital. Com a nova ferramenta desenvolvida para o Sigef, que é a declaração de uso próprio, volumes de documentos semelhantes a esse serão eliminados das mesas dos auditores agropecuários em todo o País, facilitando a análise e a fiscalização.

Além de reduzir o trâmite burocrático, a ferramenta digital permite armazenar todos os dados dos produtores rurais que acessam o sistema, criando, assim, um banco de informações inédito. “A tabulação de dados é boa para todos, pois será possível ter um raio-x dessas demandas. Para o produtor, essa também é a garantia de que a área plantada por ele foi declarada, caso passe por alguma fiscalização”, completou Caruso, que também é diretor suplente do Anffa Sindical.

Segundo o auditor agropecuário, as novidades não param por aí. “Nossa preocupação inicial foi atender à demanda dos agricultores pela declaração de reserva de produção. Mas já estamos desenvolvendo outras etapas do sistema que proporcionarão ainda mais vantagens para quem executa as atividades de fiscalização e para os usuários do sistema, seja produtor, responsável técnico, obtentor ou mesmo o agricultor.”

Segundo Glauco Bertoldo, um dos idealizadores e responsável pelo desenvolvimento do sistema, “além de sistematizar as informações, o sistema permite que os auditores façam uma análise mais criteriosa das informações e, assim, possam planejar melhor as atividades de fiscalização”.

Ele destaca ainda que a iniciativa foi pensada em sua totalidade pela equipe do Mapa desde sua idealização, desenvolvimento, treinamentos até a disponibilização, e contou com o apoio do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas (DFIA/SDA) e com o uso da estrutura e orientação da Coordenação Geral de Tecnologia da Informação (CGTI).

Fonte: Assessoria

Continue Lendo

Notícias

André de Paula é o novo ministro da Agricultura e Pecuária

Ex-ministro da Pesca e Aquicultura e deputado federal por seis mandatos, ele chega ao Mapa com experiência em políticas agropecuárias, pesca artesanal e desenvolvimento sustentável.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

André de Paula assumiu a partir desta quarta-feira (1º) o Ministério da Agricultura e Pecuária, substituindo Carlos Fávaro, que deixa o cargo para concorrer à reeleição ao Senado por Mato Grosso.

Natural do Recife (PE), André Carlos Alves de Paula Filho é bacharel em Direito e acumula experiência em todos os níveis de governo, além de ter atuado nos Poderes Executivo e Legislativo. Entre 2023 e 2026, no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi ministro da Pesca e Aquicultura, período em que conduziu a reconstrução institucional da pasta e implementou políticas voltadas à pesca artesanal, aquicultura e produção sustentável, com foco em geração de emprego e segurança alimentar.

No Executivo estadual, ocupou os cargos de secretário de Produção Rural e Reforma Agrária (1999–2002) e de secretário das Cidades (2015–2016) em Pernambuco, coordenando políticas agropecuárias e de infraestrutura urbana. No Legislativo, foi vereador, deputado estadual e federal por seis mandatos consecutivos, com passagem por posições estratégicas, como presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Meio Ambiente, além de liderança partidária e funções na Mesa Diretora da Câmara.

Ao longo da carreira, assinou projetos em áreas como reforma do Estado, previdência e governança pública, e recebeu diversas condecorações, incluindo medalhas das Forças Armadas e do Legislativo.

Com perfil técnico e político, André de Paula assume o Mapa com o desafio de dar continuidade aos programas de fortalecimento do setor agropecuário, ampliar a produção sustentável e apoiar o desenvolvimento econômico do país.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Notícias

Porto de Paranaguá inicia segunda etapa de modernização do Píer de Granéis Líquidos

Investimento de R$ 100,3 milhões prevê conclusão em 13 meses e amplia atracação para navios maiores, aumentando eficiência na movimentação de óleos e combustíveis.

Publicado em

em

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Para dar sequência ao projeto de ampliação e modernização do Píer de Granéis Líquidos (PPGL), no Porto de Paranaguá, no Litoral, a Portos do Paraná concluiu o processo de seleção e contratação da empresa responsável pela execução da segunda etapa da obra. O anúncio foi publicado na quarta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado. O investimento previsto é de R$ 100,3 milhões, com prazo de conclusão de 13 meses a partir da emissão da ordem de serviço.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

A ampliação da estrutura é necessária para permitir a atracação de navios maiores, tanto em comprimento total (LOA) quanto em calado (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação). “O objetivo é proporcionar mais eficiência e competitividade às operações portuárias”, afirmou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo.

Atualmente, a capacidade operacional do PPGL encontra-se limitada, permitindo apenas a recepção de embarcações com até 190 metros de comprimento e calado de 11,60 metros. Com as atualizações das Normas de Tráfego Marítimo e Permanência, em 2025, o Porto de Paranaguá passou a poder receber navios com até 13,30 metros de calado. “Por ser uma estrutura vital para a movimentação de cargas no complexo portuário, a principal questão a ser resolvida no PPGL é a limitação operacional, uma vez que o píer foi construído na década de 1940 e precisa ser atualizado”, destacou o diretor.

Também será instalado um dolfim de amarração, estrutura marítima fixa e isolada, construída com estacas e

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

concreto armado para amarração de navios fora do cais, além de dois dolfins de atracação, responsáveis por absorver o impacto inicial das embarcações, e uma nova plataforma de operação. A reforma também irá otimizar a conexão com os terminais retroportuários.

Primeira fase da obra

As obras de readequação do PPGL tiveram início em 2025. Foram investidos R$ 29 milhões na repotencialização do píer, incluindo a construção de um dolfim, substituição das defensas, instalação de sistema de monitoramento e atracação a laser, adequação da iluminação e das instalações elétricas, reestruturação do pavimento e implantação de nova estrutura de elevação de mangotes. A obra segue em andamento, com o novo dolfim já concluído.

Produtividade

Em 2025, os granéis líquidos representaram 12,75% da movimentação anual nos portos paranaenses. Os principais produtos exportados foram óleo de soja (848.253 toneladas) e óleo combustível (461.692 toneladas). Na importação, destacaram-se o óleo diesel (3.245.872 toneladas) e o metanol (1.383.673 toneladas).

 

Fonte: AEN-PR
Continue Lendo

Notícias

Leite e proteínas impulsionam alta de preços no Paraná

Boletim do Deral aponta aumento de 17% no leite longa vida e crescimento de 57,7% na produção de carne suína em 10 anos.

Publicado em

em

Foto: Arnaldo Alves/AEN

O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou na quarta-feira (1º) o Boletim Conjuntural que analisa os ajustes recentes nos preços do campo. O setor leiteiro se destacou no período, com alta no valor final do produto: o leite longa vida subiu 17% e o leite em pó 8,8%, alcançando média de R$ 4,52 no varejo.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

Segundo o médico-veterinário e analista do Deral, Thiago De Marchi, o preço pago ao produtor ainda não acompanha totalmente a valorização observada nas gôndolas, mas a expectativa é de aumento nos próximos pagamentos. “O impacto não é imediato ao produtor por conta de prazos de pagamentos que seguem seus ritos nas indústrias. Mas a tendência é de que seja pago um valor maior pelo litro do leite entregue”, explica.

De acordo com o boletim, o segmento de proteínas animais segue demonstrando força, com destaque para a eficiência da suinocultura paranaense. Nos últimos dez anos, a produção de carne suína no Estado cresceu 57,7%, saltando de 777,74 mil toneladas em 2016 para 1,23 milhão de toneladas em 2025. O dado mais relevante é que esse crescimento produtivo superou a ampliação do rebanho, indicando um ganho qualitativo com o abate de animais mais pesados. Nacionalmente, o cenário é similar, com a produção de carne crescendo 52,4% no mesmo período.

Foto: Ari Dias/AEN

No mercado externo, as aves mantêm um desempenho exportador robusto, com o Paraná liderando as receitas cambiais. No primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango renderam US$ 1,788 bilhão, uma alta de 7,7% em faturamento.

O Paraná responde sozinho por 42,9% do volume total exportado pelo país. Já o setor de perus registrou um salto de 107,6% na receita cambial nacional, impulsionado pela valorização do preço médio da carne “in natura”, que subiu 97,8% em relação ao ano anterior.

2ª safra de milho

O plantio da segunda safra de milho 2025/26 caminha para o encerramento, atingindo 99% dos 2,86 milhões de

Foto: Shutterstock

hectares previstos. Apesar de 91% da área apresentar boas condições, o Deral alerta que o mês de março foi desfavorável para a cultura devido às chuvas irregulares e ondas de calor.

Cerca de 8% das lavouras estão em condições medianas e 1% em situação ruim, o que já pode refletir um resultado final inferior ao inicialmente projetado para este ciclo.

Mandiocultura

Mesmo com um cenário desafiador e os altos custos de arrendamento, a mandiocultura do Paraná tem uma expectativa de um crescimento de 6% na área colhida para 2026, com a produção podendo superar a marca de 4 milhões de toneladas. O boletim ressalta que a cultura atravessa um período de ajuste estratégico. Com preços 21% menores neste primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, os produtores têm optado por manter as lavouras para um segundo ciclo, visando ganhar em produtividade e compensar as margens estreitas.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Cebola

A cultura da cebola exemplifica o impacto positivo da tecnologia aplicada no campo. Mesmo com uma atual redução de 12,8% na área plantada em comparação a 2015, o Brasil registrou um aumento de 16,1% no volume colhido em 2024, que significa um incremento de 33,1% na produtividade. Tal movimento gerou reflexos nos preços recebidos pelo produtor e nos praticados para o consumidor final.

No Paraná, em 2026, o preço recebido pelo produtor saltou de R$ 0,82/kg em fevereiro para R$ 1,18/kg em março, um crescimento de 44,9%. O consumidor também sentiu uma variação em menos de 30 dias. As cotações para a cebola pera nacional ao final de março estão 42,9% mais altas que no início do mesmo mês, de R$ 1,75/kg para R$ 2,50/kg.

Fonte: AEN-PR
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.