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Audiências públicas da Nova Ferroeste serão realizadas em maio
Ibama solicita a realização de sete audiências. Dourados receberá a primeira, no dia 16 de maio. Guaíra, Cascavel, Paranaguá, São José dos Pinhais, Guarapuava e Irati também estão no cronograma. Esta é uma das etapas necessárias para a emissão da Licença Prévia (LP) ambiental da estrada de ferro.

Entre os dias 16 e 27 de maio vão ocorrer sete audiências públicas da Nova Ferroeste, que vai ligar Maracaju, no Mato Grosso do Sul, a Paranaguá, no Litoral do Paraná, por trilhos. Elas foram solicitadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (28).
O município de Dourados, no Mato Grosso do Sul, dará início aos encontros com a sociedade, nos quais serão discutidos pontos importantes do projeto, seguido por Guaíra, Cascavel, Paranaguá, São José dos Pinhais, Guarapuava e Irati, todas no Paraná. A escolha do Ibama levou em conta a disposição geográfica dos municípios ao longo do traçado e as interferências ambientais.
A Nova Ferroeste vai percorrer 49 municípios, sendo oito no Mato Grosso do Sul e 41 no Paraná. Em Dourados, estarão reunidos participantes de Maracaju, Itaporã, Caarapó e Amambai. Em Guaíra, será a vez dos municípios de Iguatemi, Eldorado, Mundo Novo, Nova Santa Rosa e Terra Roxa. A audiência de Cascavel será a maior, com 17 cidades, abrangendo também Maripá, Toledo, Assis Chateaubriand, Tupãssi, Vera Cruz do Oeste, Santa Tereza do Oeste, Medianeira, Matelândia, Céu Azul, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Catanduvas, Campo Bonito, Ibema, Nova Laranjeiras e Guaraniaçu.
Em Guarapuava estão os municípios de Laranjeiras do Sul, Cantagalo, Marquinho, Goioxim, Candói e Inácio Martins. Em Irati serão os municípios de Palmeira, São João do Triunfo, Fernandes Pinheiro e Porto Amazonas. Em São José dos Pinhais, participam Balsa Nova, Contenda, Lapa, Araucária, Mandirituba e Fazenda Rio Grande. Paranaguá também recebe os moradores de Morretes.
Serão discutidos os impactos ambientais do projeto de aproximadamente 1.300 quilômetros de extensão e as medidas de compensação da fauna e da flora. Os trilhos serão utilizados para escoamento de toneladas de soja, milho e proteína animal, com captação de cargas de outros países, seguindo para o Porto de Paranaguá. Este será o segundo maior corredor de exportação de grãos e contêineres refrigerados do País, projeto pensado para o desenvolvimento econômico do Estado.
Entre os conteúdos abordados estarão os resultados do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), com mais de 3 mil páginas. Para o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, essa é uma das etapas mais importantes do empreendimento. “É quando os estudos são abertos para a sociedade, que vai poder trazer as suas contribuições. Dessa maneira teremos certeza de que estamos realizando o melhor projeto do ponto de vista socioambiental”, afirma.
O cronograma de duas semanas prevê encontros híbridos. Todas as audiências poderão ser acompanhadas presencialmente ou virtualmente nos canais de transmissão que ainda serão disponibilizados, no site e nas redes sociais criadas especialmente para esses encontros. Perguntas e observações poderão ser enviadas e respondidas durante ou após a realização das audiências públicas, como parte do projeto de concessão.
O início das audiências está previsto sempre para o período da noite. O processo é coordenado pelo Ibama, órgão licenciador responsável pela emissão das licenças ambientais, com participação de outras entidades, como secretarias dos governos de Paraná e Mato Grosso do Sul, Ministério Público do Paraná, Ministério Público Federal, prefeituras, organizações da sociedade civil e setor produtivo. Uma equipe de técnicos do Ibama estará presente em todos os locais designados.
Licenciamento
As audiências fazem parte do processo de licenciamento ambiental da Nova Ferroeste e da obtenção da Licença Prévia (LP). Oito pontos concentraram o trabalho das equipes do EIA: áreas de Cerrado e Mata Atlântica, próximas ou interceptadas pelos trilhos, como no caso da Serra do Mar; uma comunidade quilombola em Guaíra; e a Terra Indígena de Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras.
“As questões sociais e ambientais estiveram presentes na maioria das 35 variáveis avaliadas para a escolha do traçado. Ele foi projetado para provocar a menor interferência possível no atual contexto do Estado”, completa o coordenador do Plano Estadual Ferroviário.
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O conteúdo do Relatório de Impacto Ambiental pode ser consultado nos sites da Nova Ferroeste, do Ibama e na sede das prefeituras dos 49 municípios.
“Esse é um dos processos mais complexos já realizados aqui no Paraná”, diz o secretário de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti. “A Nova Ferroeste vai diversificar o modal logístico do Estado, vai elevar o patamar da estrutura disponível aos padrões internacionais”.
Confira a lista dos municípios, datas e locais das audiências públicas:
16/05 – Dourados (MS)
Local: Sindicato Rural de Dourados
Endereço: Rua Valério Fabiano, 100, Jardim Alhambra
Horário: 19h
18/05 – Guaíra (PR)
Local: Salão Navegantes
Endereço: Avenida Coronel Otavio Tosta, s/n, Centro
Horário: 19h
19/05 – Cascavel (PR)
Local: Unioeste
Endereço: Rua Universitária, n° 2069, Bairro Universitário
Horário: 19h
23/05 – Paranaguá (PR)
Local: Complexo Turístico Mega Rocio
Endereço: Praça Thomas Shehan, s/n, Bairro Rocio
Horário: 19h
24/05 – São José dos Pinhais (PR)
Local: Ginásio de Esportes Max Rosenmann
Endereço: Avenida Rui Barbosa, nº 4.997, Bairro Afonso Pena
Horário: 19h
26/05 – Guarapuava (PR)
Local: Centro de Eventos Cidade dos Lagos
Endereço: Avenida dos Lagos, nº 2.750, Bairro Cidade dos Lagos
Horário: 19h
27/05 – Irati (PR)
Local: Pavilhão de Exposições Parque Aquático
Endereço: Rua Adão Panka, n° 250, Bairro Rio Bonito
Horário: 19h

Notícias
Safra de soja do Brasil sobe para 184,7 milhões de toneladas com produtividade recorde na Bahia
Aumento de 6,7% em relação à temporada anterior reflete ganhos em produtividade e área plantada. Mato Grosso mantém liderança na produção, enquanto Rio Grande do Sul sofre com estiagem.

A estimativa da safra brasileira de soja para 2025/26 foi elevada para 184,7 milhões de toneladas, um crescimento de 6,7% em relação ao ciclo anterior e de 0,9% sobre a última revisão, após a consolidação dos dados finais da etapa soja do Rally da Safra, segundo a Agroconsult. O novo número reflete ajustes tanto na produtividade quanto na área plantada, reforçando o cenário de mais uma grande safra no país.
A revisão ocorre após a conclusão dos dois principais levantamentos: o de campo, realizado pelas equipes do Rally da Safra, e o de área plantada, com base em imagens de satélite da ferramenta Cropdata. Com aproximadamente 1.700 lavouras avaliadas em 14 estados e mais de 60 mil quilômetros percorridos desde janeiro, a produtividade nacional foi ajustada de 62,5 para 62,7 sacas por hectare.

Pelo lado da área, a leitura indica 49,1 milhões de hectares plantados com soja, um acréscimo de quase 300 mil hectares em relação à projeção inicial do Rally. Com isso, o ajuste total da safra 2025/26 em relação à estimativa anterior chega a 1,6 milhão de toneladas e, comparando com a temporada anterior, ultrapassa 11,5 milhões de toneladas: 30% desse crescimento ocorre em razão do aumento de área e 70% por ganhos de produtividade.
“Chegamos a um momento decisivo para a definição da safra de soja. É quando consolidamos os dados de campo coletados em todas as regiões do país, respeitando o calendário de colheita de cada área, e os integramos às informações de área plantada, obtidas com o suporte de tecnologias avançadas de processamento de imagens. Esse cruzamento de informações amplia de forma significativa a precisão das estimativas e reforça a confiabilidade dos números da produção nacional”, afirma André Debastiani, coordenador geral do Rally da Safra.
Entre os destaques positivos da safra estão Mato Grosso e Bahia. Com a colheita finalizada, Mato Grosso deve produzir 51,3 milhões de toneladas, mantendo a produtividade em 66 sacas por hectare, estável em relação ao relatório anterior e pouco acima da estimativa inicial do Rally, que era de 65 sacas. “No início do Rally, as lavouras precoces do Mato Grosso já indicavam alto potencial produtivo. Em fevereiro, o excesso de chuvas trouxe preocupação com a qualidade e o peso dos grãos. Ainda assim, os dados finais mostram que o estado sustentou uma produtividade elevada, apoiada pelo maior número de grãos por hectare e bom peso dos grãos”, explica Debastiani.
Na Bahia, com 61% da safra colhida, os dados de campo confirmam uma das maiores revisões positivas da temporada. A produtividade estimada, que era de 66 sacas por hectare em janeiro, subiu para 68 em fevereiro e agora é estimada em 70,3 sacas por hectare, a maior do país. A produção estadual deve alcançar 9,7 milhões de toneladas.

Já o Rio Grande do Sul é o destaque negativo. Com apenas 11% da área colhida – ritmo inferior à média das últimas cinco safras -, o estado sofreu com a estiagem ao longo do ciclo. A estimativa de produtividade em janeiro, que era de 52 sacas por hectare, caiu para 47 sacas em fevereiro e foi ajustada para 48,3 sacas na rodada final. “Apesar da melhora da percepção de potencial do estado, após rodarmos o estado no final de março, a produção ainda deve ficar ligeiramente abaixo das 20 milhões de toneladas”, aponta Debastiani.
Entre os demais estados, houve algumas reduções de estimativas no terço final da colheita, em função de desafios climáticos pontuais. No Mato Grosso do Sul, o início da safra registrou implantação satisfatória, mas a irregularidade climática foi constante ao longo do desenvolvimento. A redução das chuvas e as altas temperaturas aceleraram a colheita, em meio à preocupação com a janela da segunda safra, e a produtividade foi revisada de 62,5 para 60 sacas por hectare.
Em Goiás, a safra se desenvolveu de forma satisfatória, mas a colheita trouxe peso de grãos e qualidade abaixo das expectativas. A produtividade foi reduzida de 67 para 66,2 sacas por hectares no estado.

No Paraná, a irregularidade das chuvas e as altas temperaturas afetaram principalmente as últimas áreas semeadas, em fevereiro e março, reduzindo o peso de grãos. A estimativa saiu de 67 para 66,1 sacas por hectare.
Já outros estados apresentaram revisões positivas. Em Minas Gerais, a combinação de fatores como a semeadura que, apesar dos atrasos, ocorreu de forma segura, sem necessidade de replantios, aliada ao bom nível de investimento nas lavouras e aos volumes adequados de chuva ao longo do desenvolvimento da cultura, resultou em uma produtividade recorde no estado de 68 sacas por hectare.
No Mapitopa, Maranhão e Piauí apresentaram bom peso de grãos em praticamente todas as regiões, o que elevou a produtividade no Maranhão para 64,2 sacas, e no Piauí, agora com 65 sacas por hectare. Já no Tocantins e Pará, as médias devem se manter próximas a 60 sacas por hectare.
Segunda safra de milho
Encerrada a etapa soja, o Rally volta agora seu foco para a segunda safra de milho, que se desenvolve sob maior nível de risco climático em alguns estados. Entre 10 de maio e 15 de junho, as equipes técnicas estarão em campo para avaliar lavouras nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. A área estimada pela Agroconsult é de 18,5 milhões de hectares, crescimento de 2,5 % em relação ao ciclo anterior.
A produtividade média é estimada ainda dentro da linha de tendência – em 103,1 sacas por hectare – com produção total de 114,5 milhões de toneladas, o que corresponderia a uma queda de 7,6% frente à safra passada. “O que vai definir o potencial produtivo é o comportamento do clima em abril. Apesar das chuvas de março e dos bons níveis de umidade no solo, os modelos climáticos divergem”, afirma Debastiani, ressaltando: “Enquanto o modelo europeu indica chuvas mais consistentes, o americano projeta volumes abaixo da média, o que mantém o nível de incerteza elevado”.
Segundo ele, lavouras de estados como Goiás dependem de chuvas em abril e na primeira quinzena de maio, enquanto, no Mato Grosso, a necessidade de precipitações se concentra ao longo de abril para garantir o desenvolvimento adequado das lavouras.
Notícias
Servidores da defesa agropecuária em regiões de fronteira passam a receber adicional
Medida reconhece condições de trabalho em áreas estratégicas e fortalece fiscalização agropecuária no país.

Servidores que atuam na linha de frente da defesa agropecuária em regiões de fronteira passam a contar com um importante avanço em sua valorização profissional. A Lei nº 15.367/2026, publicada na última terça-feira (31), estende o pagamento do adicional de fronteira aos integrantes do Plano de carreira dos Cargos de atividades Técnicas e Auxiliares de Fiscalização Federal Agropecuária (PCTAF), conforme previsto no artigo 37 da norma.
A medida fortalece diretamente a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em áreas estratégicas, onde equipes desempenham atividades essenciais de vigilância agropecuária internacional, fiscalização e controle sanitário nas zonas de fronteira. A iniciativa também reconhece as condições específicas de trabalho enfrentadas por servidores que atuam nessas unidades, responsáveis por prevenir a entrada de pragas e doenças, garantindo a proteção da agropecuária brasileira e a segurança dos alimentos.
A ampliação do adicional contribui ainda para a fixação de servidores em localidades de difícil acesso, reforçando a presença institucional do Estado em pontos sensíveis para o controle sanitário e o comércio internacional.
Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a medida representa um reconhecimento concreto do trabalho desempenhado pelos servidores. “A extensão do adicional de fronteira é uma conquista importante para os servidores que atuam em regiões estratégicas do país. Essa é uma medida que fortalece a defesa agropecuária e valoriza quem está na linha de frente”, afirmou.
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Técnicos de Fiscalização Federal Agropecuária (Anteffa), José Bezerra, a medida

Foto: Divulgação/Mapa
representa uma conquista histórica para a categoria. “Essa é uma pauta pela qual lutamos há cerca de 14 anos. Éramos os únicos profissionais com atividades nas regiões de fronteira sem receber o adicional, enquanto outras carreiras já eram contempladas”, explicou. “Esse reconhecimento é justo, necessário e fortalece ainda mais a atuação nessas regiões”, completou.
Reestruturação e valorização no serviço público
Além da ampliação do adicional de fronteira, a legislação traz um conjunto amplo de medidas voltadas à valorização dos servidores públicos federais.
Entre os principais pontos estão a instituição do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), os reajustes remuneratórios em diversas carreiras, a criação de novos cargos e estruturas no Executivo Federal e a atualização de gratificações e incentivos funcionais.
A norma também incorpora medidas de modernização administrativa, como a possibilidade de realização de perícias médicas por telemedicina e ajustes nas regras de contratação temporária.
Notícias Em Barcelona, na Espanha
Brasil promove produtos do agronegócio na feira Alimentaria
Pavilhão brasileiro destacou açaí, café, cachaça e alimentos processados, atraindo interesse de visitantes internacionais e ampliando perspectivas comerciais na União Europeia.

O Brasil participou pela primeira vez da Alimentaria, uma das principais feiras internacionais de alimentos, bebidas e gastronomia, realizada na última semana em Barcelona, na Espanha. A participação marcou a estreia do país no evento e fez parte da estratégia de promoção internacional de produtos do agronegócio brasileiro.

Foto: Divulgação/Mapa
Coordenada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), a ação apresentou produtos como açaí, café, cachaça, molhos e alimentos termoprocessados elaborados a partir de matérias-primas nacionais.
O Pavilhão Brasil registrou grande fluxo de visitantes durante os quatro dias da feira, refletindo o interesse internacional pela diversidade de produtos do agro brasileiro e abrindo novas oportunidades de negócios e expansão comercial.
A presença na Alimentaria integra o calendário de ações internacionais do setor, que busca aproximar empresas de

Foto: Joan Roca
canais de distribuição, fortalecer a imagem dos produtos brasileiros no exterior e identificar novos mercados. A participação ocorre em momento de maior aproximação comercial entre Mercosul e União Europeia, com expectativas de ampliar oportunidades para exportações. Em 2025, a UE foi o segundo maior destino das vendas do agronegócio brasileiro, com US$ 25,2 bilhões, 8,6% acima de 2024.
A Alimentaria reúne empresas, compradores e representantes da cadeia de distribuição de diversos países. Em 2026, o evento contou com cerca de 110 mil visitantes e mais de 3.300 expositores.
