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Audiência debate soluções para reduzir despesas de grãos na região Sul
Altos custos na aquisição de grãos ameaçam competitividade da agroindústria no Sul do Brasil.

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realizou, na quinta-feira (28), audiência pública para discutir um desafio que há anos afeta a agroindústria da região Sul: os altos custos na aquisição de grãos.
O debate foi solicitado pela deputada Daniela Reinehr (PL-SC), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que abriu a audiência ressaltando a urgência do tema. “Discutimos esse assunto tão importante que é o custo de produção, a necessidade que temos de grãos para transformar em proteína animal e o impacto do alto custo logístico, que muitas vezes iguala ou supera o preço da própria saca. Precisamos viabilizar uma logística mais eficiente para fortalecer o setor e evitar crises maiores”, destacou a parlamentar.

Deputada Daniela Reinehr: “Precisamos viabilizar uma logística mais eficiente para fortalecer o setor e evitar crises maiores”
Um dos pontos centrais do debate foi a busca por alternativas logísticas para reduzir os custos de transporte. Atualmente, a maior parte do milho consumido na região Sul é transportada do Centro-Oeste, o que encarece a produção devido ao alto custo do frete.
João Carlos Parkinson de Castro, representante do Ministério das Relações Exteriores, apresentou propostas estratégicas para otimizar o transporte e promover maior integração regional. “A logística rodoviária predominante eleva os custos de frete. Além disso, a crescente destinação do milho à produção de etanol e os impactos das mudanças climáticas são fatores que agravam a escassez do insumo na região Sul”, afirmou.
Entre as propostas trazidas por Parkinson, destacam-se: a integração ferroviária com Paraguai e Argentina, onde o Paraguai já demonstrou interesse no projeto, mas a definição dos pontos de entrada no Brasil ainda exige coordenação entre estados e governo federal; a construção da ponte Jaguar, uma infraestrutura essencial para melhorar o fluxo comercial na região e a abertura de um porto seco em Dionísio Cerqueira (SC), para facilitar o trânsito aduaneiro e reduzir custos logísticos.
Impactos climáticos e desafios no Rio Grande do Sul
O senador Ireneu Orth (PP-RS), presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso, destacou os desafios enfrentados pelos agricultores gaúchos após desastres climáticos recentes.

Senador Ireneu Orth: ” Apesar de avanços na recuperação, produtores sem tecnologia e acesso a crédito ainda enfrentam dificuldades, comprometendo a próxima safra”
“O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho deste ano, com prejuízos que impactaram tanto o campo quanto as cidades. Apesar de avanços na recuperação, produtores sem tecnologia e acesso a crédito ainda enfrentam dificuldades, comprometendo a próxima safra. Mesmo com a expectativa de uma supersafra anunciada pela Embrapa, ela só será alcançada se o clima colaborar”, alertou.
A deputada Daniela Reinehr complementou o discurso, reafirmando o compromisso da FPA em apoiar a produção rural. “Trabalhamos continuamente para valorizar a produção agrícola e superar os desafios de um setor tão dependente de fatores externos como clima, sol e chuva. Nosso objetivo é melhorar a produção com sustentabilidade e responsabilidade, garantindo alimentos seguros para os brasileiros e o mercado internacional”, enfatizou.
Reflexos nos preços
A deputada Daniela também chamou atenção para o impacto dos altos custos dos grãos no consumidor final. “Milho e soja são cotados em dólar, o que eleva os preços e afeta não apenas os produtores de carne e leite, mas também os pequenos agricultores que dependem dessas cadeias produtivas. Precisamos de soluções rápidas para evitar a desestruturação da agroindústria”, afirmou.
A audiência reforçou a necessidade de uma ação coordenada entre governo e setor privado. Daniela concluiu o debate com um apelo: “Não podemos esperar que as soluções caiam do céu. É essencial buscar alternativas, agilizar negociações e investir em infraestrutura. O futuro da agroindústria brasileira depende dessas ações.”
A reunião contou com a participação de especialistas e representantes do setor, como Edmar Wardensk Gervásio, economista da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná; Haroldo Tavares Elias, analista de socioeconomia da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina; e João Lovatel, representante da Fecoagro de Santa Catarina.

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Cadeia da soja impulsiona exportações brasileiras em julho
Soja em grão cresceu 16,9% e farelo avançou 52,9%, enquanto carnes de aves também ganharam espaço nas vendas externas até a terceira semana do mês.
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Produtores rurais terão até 2027 para obter CNPJ na reforma tributária
Decreto do governo federal adia em seis meses a exigência para pessoas físicas com receita anual superior a R$ 3,6 milhões.

O governo federal adiou para 01º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas enquadrados nas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida foi oficializada pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026, que amplia em seis meses o prazo de adaptação previsto na reforma tributária.
Inicialmente, a exigência entraria em vigor em julho deste ano. Com a mudança, os produtores rurais continuarão utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal até 31 de dezembro de 2026.

Foto: Divulgação
A obrigatoriedade valerá para produtores rurais com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões. As regras para os produtores com faturamento abaixo desse limite ainda serão regulamentadas pelo governo.
Segundo a Receita Federal, o adiamento permitirá concluir o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ e oferecer mais tempo para adaptação dos contribuintes e dos sistemas utilizados para emissão de documentos fiscais.
A proposta é que o cadastro funcione de forma semelhante ao do Microempreendedor Individual (MEI), com processo digital e integrado aos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas. Também estão previstos um ambiente de testes (sandbox), publicação de manuais técnicos e orientações operacionais para os contribuintes e empresas desenvolvedoras. O novo sistema deve ser disponibilizado em novembro de 2026.
A exigência faz parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo, que criou a CBS, administrada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade de estados e municípios. O objetivo é padronizar a identificação dos contribuintes e integrar os sistemas eletrônicos de fiscalização e emissão de documentos fiscais.
Com a prorrogação, o cronograma prevê o lançamento do sistema simplificado em novembro de 2026 e o início da obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais, para os casos previstos em lei, em 1º de janeiro de 2027.
Notícias Em Santa Catarina
Cooperalfa anuncia complexo com supermercado e agropecuária em Canoinhas
Empreendimento será o maior da cooperativa no segmento, com previsão de 128 empregos permanentes e inauguração em 2027.

O empreendimento, que reunirá supermercado e agropecuária em uma única estrutura, representa um dos investimentos mais relevantes da cooperativa na região e reforça seu compromisso com o crescimento econômico, o fortalecimento do agronegócio e a melhoria dos serviços oferecidos aos associados e à comunidade. De acordo com o presidente Romeo Bet, o investimento representa a continuidade do crescimento na região, com impacto diferenciado para Canoinhas, que é a chegada do Superalfa, ampliando o atendimento tanto aos clientes do campo quanto da cidade. “A previsão é concluirmos a obra para o aniversário dos 60 anos da Cooperalfa, em outubro de 2027”, revelou o presidente.
O novo complexo será construído em uma área estratégica da cidade, em um terreno de 13.522,18 metros quadrados localizado entre as ruas Saulo de Carvalho, Álvaro Soares Machado e João Allage. A localização privilegiada contribuirá para consolidar um importante eixo de desenvolvimento urbano e comercial em Canoinhas.
Planejado com base em modernos conceitos de engenharia, mobilidade e funcionalidade, o empreendimento foi projetado para oferecer conforto, praticidade e uma experiência diferenciada aos clientes. A estrutura contará com amplas áreas de estacionamento distribuídas em todo o perímetro e também no subsolo. Ao todo, serão disponibilizadas 261 vagas para veículos, sendo 139 externas e 122 no estacionamento subterrâneo. Destas, 159 vagas serão cobertas, proporcionando mais comodidade e segurança aos usuários.
Áreas amplas de vendas
O supermercado ocupará uma área de vendas de 2.800 metros quadrados e contará com setores completos de açougue, padaria, câmaras frias, depósito de mercadorias e docas independentes para carga e descarga. O espaço também incluirá uma área exclusiva para café, 19 pontos de atendimento ao cliente, além de recursos de acessibilidade e sistemas de esteiras e elevadores para circulação entre os pavimentos.
Já a agropecuária terá uma área de vendas de 1.800 metros quadrados, oferecendo amplo mix de produtos voltados ao setor agropecuário, além de escritórios destinados ao atendimento técnico e comercial dos associados e produtores rurais.
A estrutura foi concebida utilizando tecnologias construtivas modernas, com concreto pré-fabricado, estrutura metálica de cobertura, placas termoacústicas e acabamentos em granito e concreto, garantindo eficiência, durabilidade e conforto acústico.
Bem-estar dos colaboradores
Além das áreas destinadas ao atendimento do público, o projeto contempla espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo vestiários, refeitório e sala de descanso, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes que atuarão no local.
Todos os processos de desenvolvimento do empreendimento seguem rigorosamente os critérios técnicos e legais exigidos pelos órgãos competentes. O projeto inclui aprovações complementares, licenciamento ambiental e sanitário, além do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), já protocolado junto ao município, e a integração com as concessionárias responsáveis pelos serviços de água, energia e saneamento.
Desenvolvimento econômico e geração de empregos
O investimento também terá reflexos significativos na economia local. Durante a fase de construção, a expectativa é gerar aproximadamente 150 empregos diretos. Após a inauguração, o complexo deverá manter cerca de 128 empregos diretos permanentes entre as operações do supermercado e da agropecuária.
O impacto positivo se estenderá ainda a diversos setores da economia regional, com a criação estimada de aproximadamente 68 empregos indiretos relacionados a fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços.
A Cooperalfa projeta que o novo empreendimento receba cerca de 50 mil pessoas por mês, fortalecendo o comércio local, ampliando a arrecadação municipal por meio de tributos como IPTU, ISS e ICMS, além de contribuir para a valorização imobiliária da região e estimular novos investimentos em Canoinhas.
Investimento com olhar para o futuro
O novo complexo comercial reafirma a estratégia da Cooperalfa de investir em infraestrutura, ampliar sua presença regional e oferecer soluções cada vez mais completas para associados, produtores rurais e consumidores.
Mais do que uma nova unidade, o empreendimento representa um importante impulsionador de desenvolvimento para Canoinhas e para todo o Planalto Norte Catarinense, gerando oportunidades, fortalecendo a economia local e consolidando a presença da Cooperalfa como agente de transformação e crescimento sustentável nas comunidades onde atua.
Desafios e oportunidades
O gerente de Engenharia da Cooperalfa, Andrísio Bet, informa que os trabalhos de terraplanagem terão início neste mês de julho, enquanto a execução das obras está prevista para iniciar em agosto de 2026. De acordo com ele, o projeto apresenta desafios significativos em razão de sua complexidade, do cronograma desafiador e das características do terreno, que possui acentuado desnível. “Temos consciência da grandiosidade deste empreendimento e estamos empenhados em conduzir cada etapa com excelência, qualidade e segurança”, destaca.
Andrísio ressalta que a expectativa é elevada em torno da construção do maior supermercado e da maior loja agropecuária da Cooperalfa, em um único complexo integrado. A proposta permitirá otimizar a operação por meio do compartilhamento de áreas de estacionamento, expedição, depósitos e sanitários, gerando maior eficiência e comodidade aos clientes. O empreendimento contará ainda com quatro acessos destinados ao público. “Essa integração fortalece a sinergia entre os negócios, reunindo em um mesmo espaço tanto os moradores da cidade quanto os produtores rurais, ampliando as oportunidades de atendimento e relacionamento com nossos cooperados e clientes”, explica.








