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Atualização de rebanhos no Paraná atinge 47,7% no primeiro mês da campanha

Adapar registra 87,7 mil propriedades regularizadas e reforça que procedimento é obrigatório para manter atividade pecuária ativa.

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Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Ao final do primeiro mês da Campanha de Atualização de rebanhos, realizada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), 47,7% das propriedades rurais com criação de animais de produção no Estado estão com cadastro regularizado. Esse número representa 87.752 das 183.625 explorações rurais com cadastro ativo na Adapar e faz referência na última terça-feira (02). A ação é feita anualmente entre os dias 1º de maio e 31 de junho, sendo obrigatória para manter a regularidade das atividades pecuárias.

O produtor que ainda não realizou a atualização dos seus rebanhos pode comparecer presencialmente nos escritórios locais da agência, em sindicatos rurais ou nos escritórios de atendimento municipais para atualizar os dados dos seus plantéis. A atualização também pode ser feita de forma online pelo site da Adapar ou por meio do aplicativo Paraná Agro, disponível na Play Store (para sistemas android) ou na App Store (para IOS).

Foto: Pablo Aqsenen/Adapar

Atualmente as regiões com maior percentual de atualizações são as de Londrina, com 65,5% das propriedades regularizadas – e mantendo a liderança –, seguida por Toledo (56,9) e Paranavaí (55,8%). As regiões de Paranaguá, Curitiba e União da Vitória continuam com a menor taxa de cadastros, com 18,1%, 32,7% e 40% respectivamente. Até o momento Juranda, que fica no Centro-Oeste paranaense, é o único com todas as propriedades rurais atualizadas, são 135 cadastros no município.

O chefe do Escritório Regional de Londrina, Marcelo Matsubara, falou sobre os resultados alcançados até o momento e as estratégias utilizadas. “Os resultados que alcançamos até agora são fruto de um planejamento estratégico apoiado em três pilares fundamentais: o comprometimento da nossa equipe, uma comunicação de massa eficiente e um trabalho em rede com parceiros estratégicos. Antes mesmo do início da campanha, realizamos uma atualização cadastral dos produtores, garantindo contato direto por telefone, WhatsApp e e-mail”, comenta.

O médico veterinário complementa com detalhes das ações adotadas. “Investimos na divulgação regional, com presença em rádios e televisão, e contamos com a parceria de Secretarias Municipais de Agricultura, do IDR-Paraná, dos Sindicatos Rurais e de cooperativas. Essa atuação integrada foi essencial para que a informação chegasse mais rápido aos pecuaristas e garantir os índices que estamos apresentando”, salienta.

Benefícos

Foto: Shutterstock

Além de possibilitar a emissão da GTA – sendo obrigatório o cumprimento desta etapa, a atualização contribui diretamente para possibilitar que o Paraná continue sendo uma referência na questão sanitária. Esse status contribui diretamente para o acesso a mercados internacionais mais rigorosos em relação ao comércio de proteína animal.

Para o chefe do departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, a medida é essencial por diversos motivos. “A partir da atualização dos dados do rebanho a Adapar tem maior precisão em relação à realidade do campo, aos rebanhos paranaenses e ao local onde estão distribuídos. Isso permite planejar e executar ações de defesa sanitária animal com agilidade e eficácia”, afirma o médico veterinário.

“A prevenção e o controle de algumas doenças também fazem parte da equação, principalmente na possibilidade de responder rapidamente algumas emergências zoossanitárias, como a febre aftosa, influenza viária, peste suína clássica e africana”, explica.

O fortalecimento da rastreabilidade dos animais de produção e da defesa sanitária também é facilitado com dados atualizados e precisos. Isso reflete uma maior qualidade de monitoramento e de controle de zoonoses de grande importância econômica, como a influenza aviária de alta patogenicidade, as pestes suínas, a da raiva dos herbívoros e a brucelose e da tuberculose bovinas, todas oferecem riscos econômicos e de saúde pública.

Fonte: Assessoria Adapar

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Vacinas contra clostridioses somam 27,2 milhões de doses liberadas em maio no Brasil

Produção nacional respondeu por 63% do volume disponibilizado. Desde março, mercado recebeu mais de 41 milhões de doses entre produtos fabricados no país e importados.

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Foto: Fabiano Bastos

O mercado brasileiro recebeu 27,2 milhões de doses de vacinas contra clostridioses ao longo de maio, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O volume inclui vacinas produzidas no Brasil e produtos importados, em um momento de atenção do setor pecuário à disponibilidade de imunizantes para prevenção de doenças bacterianas que afetam bovinos, ovinos, caprinos e outras espécies de produção.

Foto: Shutterstock

De acordo com o ministério, foram disponibilizadas exatamente 27.217.356 doses no período. Desse total, 17.167.285 doses foram fabricadas no país, o equivalente a 63,08% do volume liberado. As vacinas importadas responderam por 10.050.071 doses, ou 36,92% do total.

Os números reforçam o aumento da oferta observado nos últimos meses. Considerando as liberações realizadas desde março deste ano, o mercado nacional já recebeu mais de 41 milhões de doses de vacinas contra clostridioses.

Em nota, o Mapa informou que mantém acompanhamento permanente do abastecimento do mercado e ações voltadas à ampliação da oferta. Segundo o órgão, há articulação junto à indústria de insumos veterinários para estimular a produção nacional, facilitar a importação de vacinas e acelerar os processos de fiscalização e liberação dos produtos. “O Mapa mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação de vacinas”, destacou o ministério.

Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

As clostridioses estão entre as principais enfermidades bacterianas de impacto econômico na pecuária. O grupo inclui doenças como carbúnculo sintomático, enterotoxemias e outras infecções causadas por bactérias do gênero Clostridium, que podem provocar mortes súbitas e prejuízos significativos aos rebanhos.

A ampliação da disponibilidade de vacinas ocorre após meses de preocupação de produtores e entidades do setor com o abastecimento desses imunizantes no país. O aumento da oferta busca atender à demanda dos programas sanitários adotados nas propriedades pecuárias brasileiras.

Fonte: O Presente Rural
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Preço do leite ao produtor sobe mais de 11% no Paraná e alcança R$ 2,64 por litro

Valorização registrada em maio melhora a remuneração no campo após um período de margens apertadas, mas Deral alerta que movimento pode estar ligado a fatores climáticos e não garante sustentação dos preços no longo prazo.

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Foto: Ari Dias/AEN

O preço do leite pago ao produtor paranaense voltou a subir em maio e trouxe um alívio para a pecuária leiteira do Estado. De acordo com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o valor médio recebido pelos produtores atingiu R$ 2,64 por litro entregue à indústria, alta superior a 11% em relação aos R$ 2,37 registrados em abril.

Foto: Ari Dias/AEN

A recuperação ocorre após um período de forte pressão sobre a rentabilidade da atividade. Segundo o médico-veterinário e analista de mercado do Deral, Thiago De Marchi da Silva, os produtores atravessaram 2025 enfrentando margens reduzidas, cenário que comprometeu a capacidade de investimento e a sustentabilidade econômica de muitas propriedades.

Apesar da alta recente, o valor pago ao produtor ainda permanece abaixo dos R$ 2,86 por litro observados em maio de 2025, embora a diferença tenha diminuído significativamente nos últimos meses.

Clima influencia oferta e preços

Segundo o Deral, a valorização observada no campo pode estar relacionada a fatores conjunturais, especialmente às condições climáticas que impactam a produção e a captação de leite pelas indústrias.

O departamento alerta que o movimento não deve ser interpretado, necessariamente, como uma mudança estrutural do mercado ou como garantia de preços mais remuneradores no longo

Foto: Divulgação

prazo. “A alta traz alento ao produtor, que passou 2025 com margens apertadas. Ainda assim, a elevação pode ser pontual, impulsionada pelo clima, não significando estabilidade de preços em patamares confortáveis para o produtor a longo prazo”, destaca Silva.

Reflexos chegam ao consumidor

O aumento da remuneração ao produtor já começa a aparecer nas gôndolas. No varejo paranaense, o leite longa vida é comercializado, em média, a R$ 5,35 por litro.

Segundo o Deral, parte da valorização observada no campo foi repassada ao consumidor final, acompanhando o movimento de alta ao longo da cadeia produtiva.

Foto: Divulgação

A expectativa é de que esse processo ainda tenha continuidade nos próximos meses. De acordo com o departamento, os preços podem permanecer em trajetória de elevação até que a captação de leite pelas indústrias volte a se estabilizar.

Mercado segue atento à oferta

O comportamento da oferta será determinante para os próximos movimentos do mercado. Em períodos de menor disponibilidade de leite, normalmente associados a condições climáticas menos favoráveis à produção, a concorrência pela matéria-prima tende a elevar os preços pagos aos produtores.

Por outro lado, uma recuperação mais consistente da produção pode reduzir a pressão sobre a indústria e limitar novas altas.

Nesse contexto, a valorização registrada em maio representa uma recuperação importante para a renda dos pecuaristas paranaenses, mas ainda não é suficiente para afastar as incertezas sobre o comportamento dos preços ao longo do restante do ano.

Fonte: O Presente Rural
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Confinamento exige investimento de até R$ 133 mil por vaca ordenhada ao ano, aponta Cepea

Estudo mostra que a adoção de sistemas como o compost barn demanda elevado aporte de capital e reforça que produtividade, gestão e composição do rebanho são decisivas para garantir retorno econômico.

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Foto: Divulgação

A busca por maior eficiência produtiva tem acelerado a adoção de sistemas confinados na pecuária leiteira brasileira. No entanto, a verticalização da produção exige investimentos expressivos e impõe novos desafios de gestão aos produtores. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o estoque de capital necessário para operar uma fazenda leiteira confinada pode variar entre R$ 64 mil e R$ 133 mil por vaca ordenhada ao ano, desconsiderando o valor da terra.

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Segundo o Cepea, o movimento ocorre em um contexto de consolidação da atividade leiteira, no qual a escala de produção e os ganhos de eficiência assumem papel cada vez mais importante para a competitividade das propriedades.

A análise foi realizada com base em propriedades que utilizam sistemas confinados, especialmente o compost barn, e não inclui o capital imobilizado em terras. De acordo com os pesquisadores, a exclusão ocorreu devido às grandes diferenças de preços observadas entre estados e regiões do país.

Benfeitorias concentram maior parcela do investimento

Os dados mostram que as benfeitorias representam a principal fatia do capital imobilizado em propriedades leiteiras confinadas, respondendo por 44,4% do total investido.

Dentro desse grupo, a estrutura do compost barn é um dos itens mais relevantes. O investimento médio identificado pelo Cepea foi de R$ 16.493,72 por vaca em lactação. O valor está diretamente relacionado à capacidade de alojamento do sistema e ao número de animais mantidos na estrutura.

Foto: Divulgação

O segundo componente de maior peso é o próprio rebanho, responsável por 30,2% do estoque de capital da propriedade.

Segundo o Cepea, a especialização dos animais é um fator determinante para o sucesso econômico do sistema. A combinação entre genética, nutrição e ambiente adequado permite maior expressão do potencial produtivo das vacas, refletindo diretamente nos resultados financeiros da atividade.

Alimentação exige estrutura robusta

A alimentação continua sendo um dos principais componentes do custo de produção de leite. Por isso, muitas propriedades que adotam sistemas confinados optam por produzir internamente parte significativa do volumoso consumido pelos animais.

Essa estratégia exige investimentos adicionais em mecanização. O levantamento aponta que o pátio de máquinas responde por 19% do capital imobilizado das fazendas analisadas.

Além da produção de alimentos, o sistema precisa atender à rotina de manejo, distribuição de dieta e colheita de forragens, demandando equipamentos com maior capacidade operacional.

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Outro investimento relevante está relacionado à ordenha. De acordo com o Cepea, a elevada produção exigida para viabilizar economicamente os sistemas confinados requer estruturas capazes de processar grandes volumes de leite diariamente.

Nesse contexto, os sistemas de ordenha e os tanques de expansão representam 4,2% do estoque total de capital das propriedades avaliadas.

Quanto custa implantar um compost barn

Ao analisar os projetos de implantação, incluindo galpões, instalações, sala de ordenha e pátio de máquinas, o Cepea verificou que o investimento inicial varia entre R$ 2,14 e R$ 5,27 para cada litro de leite produzido anualmente.

O estudo destaca que a recuperação desse capital deve ser considerada um custo indireto da atividade e diluída ao longo do tempo.

Os cálculos mostram que, para recuperar o investimento em cinco anos, o produtor precisaria destinar, em média, R$ 0,71 por litro de leite produzido apenas para amortização do capital investido.

Foto: Divulgação

Quando o prazo de retorno é ampliado, esse impacto diminui. O valor cai para R$ 0,35 por litro em um horizonte de dez anos, para R$ 0,24 em quinze anos e para R$ 0,18 por litro quando a recuperação ocorre ao longo de vinte anos.

Retorno depende da eficiência do sistema

Apesar do elevado investimento inicial, o Cepea avalia que sistemas confinados podem apresentar resultados econômicos atrativos quando operados de forma eficiente.

A rentabilidade calculada pelo estudo, relação entre receita bruta e estoque de capital investido, variou entre 16,7% e 34,8%, dependendo do desempenho produtivo de cada propriedade.

Os pesquisadores destacam que a viabilidade econômica está diretamente ligada à capacidade de maximizar a produtividade do rebanho e de manter

Foto: Giuliano De Luca OP Rural

uma composição adequada dos animais. Segundo o levantamento, um dos indicadores mais importantes é a participação de vacas em lactação, que deve representar aproximadamente 45% do total de animais do sistema. “O investimento inicial é elevado, o que reforça a importância de uma gestão de custos e investimentos bem estruturada para o sucesso da operação”, destaca o Cepea.

Para os pesquisadores, o compost barn pode ser uma alternativa competitiva para produtores que buscam aumentar escala, produtividade e qualidade do leite. No entanto, o desempenho econômico depende de planejamento técnico e financeiro rigoroso, capaz de garantir margens satisfatórias e reduzir os impactos das oscilações de mercado.

O estudo conclui que ganhos produtivos, melhoria da qualidade do leite e eficiência na utilização dos recursos podem favorecer a sustentabilidade econômica da atividade e contribuir para a permanência dos produtores na cadeia leiteira. Contudo, o retorno sobre o investimento está condicionado à capacidade de transformar os elevados aportes iniciais em produtividade e geração de receita ao longo do tempo.

Fonte: O Presente Rural
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