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Atlas inédito revela capacidade de estocagem de carbono no Pantanal e reforça valor ambiental do bioma

Pesquisa desenvolvida pela Acrimat, em conjunto com UEMS e Embrapa, mapeiou 59 áreas da Bacia do Alto Paraguai para quantificar potencial de fixação de carbono e embasar políticas públicas e mercado de créditos.

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A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) apresentaram, na última semana, os resultados do Atlas do Estoque de Carbono em Formações Vegetais da Bacia do Alto Paraguai (Carbopan). O estudo, considerado o mais detalhado já produzido sobre o tema, estima os estoques de carbono nas diferentes fitofisionomias do Pantanal mato-grossense e oferece uma base científica inédita para políticas climáticas, ambientais e produtivas.

Foto: Divulgação/Freepik

A pesquisa é fruto de uma parceria entre o Centro de Estudos de Fronteira (CEFRONT/UEMS), Embrapa Gado de Corte e Acrimat. Coordenado pelo professor Fábio Ayres, o trabalho reúne uma equipe multidisciplinar com apoio técnico das três instituições. A apresentação contou ainda com o reitor da UEMS, Laércio de Carvalho, o presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr, e os pesquisadores da Embrapa Luiz Orcírio e Rodiney Mauro.

Tecnologia de satélite amplia precisão
O estudo catalogou as fitofisionomias na porção norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP) a partir de imagens do satélite Landsat e técnicas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento. Ao todo, 59 localidades foram analisadas, com foco especial nas áreas do Pantanal situadas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A equipe utilizou um processo híbrido de classificação, combinando métodos não supervisionados com validação manual, e aplicou índices de vegetação como o NDVI, ortorretificação das imagens e validações de campo. O resultado é um retrato de alta acurácia da cobertura vegetal e do uso do solo, permitindo estimar o estoque de carbono em áreas nativas e alteradas.

Agricultura sustentável 
Segundo Ayres, conservar o Pantanal significa integrar produção e preservação, especialmente em regiões onde a pecuária extensiva com

Fotos: Divulgação

pastagens nativas é predominante. Municípios como Poconé (33,42 t/ha) e Barão de Melgaço (28,78 t/ha) apresentaram os maiores índices de estoque por hectare, reforçando o potencial da região para o mercado de carbono. “O aumento do estoque mantém o carbono fixado na vegetação e no solo, reduz emissões e abre oportunidades econômicas”, afirmou o pesquisador.

Ele destaca ainda que o atlas oferece base para planejamento territorial sustentável, valoração de ativos ambientais, formulação de políticas públicas e captação de recursos internacionais.

Para Ayres, a pesquisa coloca o Pantanal como ativo estratégico nas discussões globais de clima e contribui diretamente para os compromissos brasileiros na COP30.

Presidente da Acrimat, Oswaldo Ribeiro Júnior: “A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo” – Foto: Divulgação/Acrimat

O pesquisador da Embrapa Rodiney Mauro lembra que, com a evolução dos mercados de compensação de emissões, proprietários de áreas florestadas podem acessar novas fontes de receita. “Conhecer o estoque atual e estimar seu potencial de sequestro é fundamental para projetos concretos”, disse.

Pecuária pantaneira e sustentabilidade
Para o presidente da Acrimat, Oswaldo Jr, os dados confirmam a eficiência dos produtores locais na conservação do bioma. “A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo. Mantém a vegetação nativa em pé e contribui para o equilíbrio do ecossistema”, afirmou, ressaltando que a base científica fornecida pelo atlas comprova que produzir e conservar podem andar juntos e que o Pantanal é peça-chave nas soluções climáticas brasileiras.

Fonte: Assessoria Acrimat

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Leite importado pode ser vetado em compras públicas no Brasil

Proposta abre exceção apenas quando não houver produto nacional disponível.

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Foto: Divulgação

Um projeto de lei que veda a compra de leite importado por órgãos públicos recebeu parecer favorável do relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara. O texto é relatado pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), que protocolou nesta semana parecer pela aprovação da proposta. Com isso, o tema pode entrar em votação nas próximas sessões.

Lupion apontou que a redação aprovada em outras comissões da Câmara está em conformidade com os preceitos constitucionais e jurídicos, e, por isso, apresentou voto favorável ao projeto. O Projeto de Lei 2.353/2011 inclui dispositivo na Lei de Licitações e Contratos Administrativos para proibir a aquisição de leite de origem estrangeira por órgãos públicos.

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deputado, Pedro Lupion: “O Brasil tem uma cadeia leiteira extremamente importante para a economia rural, especialmente para pequenos e médios produtores” – Foto: Divulgação/FPA

A exceção prevista na proposta ocorre apenas quando “não houver disponibilidade de produto nacional”. Nesses casos, o órgão público deverá justificar previamente a compra de leite importado.

A tramitação do projeto ocorre em um contexto de pressão do setor produtivo por medidas que reduzam as importações do produto. Produtores de leite alegam que os preços praticados no mercado têm comprimido as margens e inviabilizado a atividade, especialmente entre os pequenos produtores.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços pagos ao produtor recuaram mais de 25% em 2025, encerrando o ano em R$ 1,99 por litro. Segundo os pesquisadores, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 1,32% em janeiro e mais 0,32% em fevereiro.

Deputado Zé Silva: “Não é fazer graça, não é fazer favor para os produtores rurais. O nosso papel é garantir que não haja concorrência desleal com os nossos produtores rurais” – Foto: Divulgação/FPA

Em outra ocasião, Lupion defendeu que o Tribunal de Contas da União (TCU) analise possíveis distorções relacionadas à importação de leite e os impactos sobre a cadeia produtiva. “O Brasil tem uma cadeia leiteira extremamente importante para a economia rural, especialmente para pequenos e médios produtores. Precisamos entender se existe equilíbrio competitivo ou se há distorções que estão pressionando os preços pagos ao produtor”, destacou.

O integrante da FPA, deputado Zé Silva (União-MG), lembrou que medidas voltadas à cadeia leiteira impactam 1,1 milhão de produtores no país e mais de 5 milhões de empregos. “Não é fazer graça, não é fazer favor para os produtores rurais. O nosso papel é garantir que não haja concorrência desleal com os nossos produtores rurais. Nós sabemos que hoje o custo de produção de um litro de leite é de R$ 1,90 a R$ 2”, afirmou.

Parlamentares pedem celeridade em processo antidumping

Quem também acompanha de perto as pautas relacionadas à cadeia leiteira é a vice-presidente da FPA na região Sudeste, deputada Ana Paula Leão (PP-MG). Um dos pleitos defendidos pelos parlamentares é a adoção de medidas antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai.

Vice-presidente da FPA na região Sudeste e deputada, Ana Paula Leão: “O que a gente precisa agora é que o MDIC solte as medidas protetivas provisórias antidumping. Isso para a gente é essencial” – Foto: Divulgação/FPA

A investigação foi aberta em 2024, e o pedido do setor é para que sejam adotadas medidas provisórias enquanto o processo segue em análise. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é o órgão responsável por avaliar a demanda. “O que a gente precisa agora é que o MDIC solte as medidas protetivas provisórias antidumping. Isso para a gente é essencial”, destacou a deputada.

Já o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC), lembrou que a imposição de medidas antidumping de forma provisória não alivia a situação de forma imediata, mas ajuda para que o processo tenha um desfecho definitivo. “A Argentina coloca leite aqui no Brasil com preço 53% menor do que vende lá dentro do seu próprio país. Com qual finalidade? Exterminar os produtores brasileiros para depois tomar conta do nosso mercado e praticar o preço que quiserem. Precisamos que esse leite seja taxado agora na fronteira.”

Fonte: Assessoria FPA
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Exportações de carne bovina de Mato Grosso crescem mais de 50%

Resultado foi impulsionado pela demanda internacional e valorização da tonelada embarcada.

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Fotos: Shutterstock

Mato Grosso voltou a se destacar no cenário internacional da carne bovina ao registrar um desempenho recorde no primeiro trimestre de 2026. O estado exportou 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), volume que representa 26,72% de toda a carne bovina embarcada pelo Brasil no período — o maior já registrado para um primeiro trimestre na série histórica.

O resultado expressivo também aparece na comparação anual. Em relação ao mesmo período de 2025, o crescimento foi de 53,39% no volume exportado. Já a receita atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71%, impulsionada tanto pelo aumento da demanda internacional quanto pela valorização da tonelada embarcada, que alcançou média de US$ 4,54 mil.

A China manteve-se como principal destino da carne mato-grossense no trimestre, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC. O país asiático segue como motor da demanda global, sustentando volumes elevados de importação. No entanto, outros mercados começam a ganhar relevância. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 9,14% das compras (23,03 mil TEC), e chamam atenção pelo ritmo de crescimento: em apenas três meses, já adquiriram 57,38% de todo o volume exportado para o país ao longo de 2025.

Na avaliação do diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o resultado reflete um conjunto de fatores que vêm fortalecendo a pecuária. “Mato Grosso tem avançado na abertura de mercados e na valorização da sua carne. Esse crescimento mostra não só a força da produção, mas também a confiança dos compradores internacionais na qualidade e na regularidade do produto”.

“Além de volume, estamos ganhando valor. Isso passa por uma combinação de eficiência produtiva, melhoria genética, manejo e, cada vez mais, pela adoção de práticas sustentáveis, que são exigências dos mercados mais exigentes”, enfatiza o diretor de Projetos do Imac.

Fonte: Assessoria Imac
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Brasil abre mercado para exportação de miúdos bovinos ao Vietnã

Negociação amplia oportunidades para a cadeia da carne e reforça presença em um dos principais destinos do agro brasileiro.

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Foto: Divulgação

O governo brasileiro concluiu negociações com o Vietnã que permitirão a exportação de miúdos bovinos (coração, fígado e rins) para aquele mercado.

A abertura fortalece o comércio com o quarto principal destino das exportações do agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para a cadeia bovina nacional, ao favorecer o aproveitamento integral do animal.

O Vietnã importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e produtos têxteis.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 592 aberturas de mercado desde o início da atual gestão.

Esse resultado decorre da atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Assessoria Mapa
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