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“Até dezembro nós teremos 7,5 mil cabeças por dia de suínos terminados”, estima presidente da Frimesa

Em entrevista ao Programa Voz do Cooperativismo, Elias José Zydek destaca o andamento dos trabalhos no novo Frigorífico da Frimesa em Assis Chateaubriand (PR) e fala dos planos futuros em curto, médio e longo prazos, das suas ações neste início de gestão e de outros temas relevantes para a cooperativa. Confira!

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Presidente da Frimesa, Elias José Zydek: "Até dezembro as cooperativas têm um plano de aumento gradativo, um cronograma de aumento da produção"

O programa Voz do Cooperativismo estreou em abril no site e redes sociais do jornal O Presente Rural e trouxe em sua primeira edição a participação do presidente da Frimesa, Elias José Zydek, que assumiu recentemente a presidência da cooperativa paranaense. Zydek conta um pouco de sua história, que está intimamente ligada ao nascimento da Frimesa, e os da cooperativa para os próximos anos. O abate de suínos, por exemplo, deve ser ampliado na nova planta industrial, que deve atingir a meta de 2025 ainda este ano. Confira alguns trechos da entrevista aqui. Para ver o conteúdo completo, acesse opresenterural.com.br.

O Presente Rural – Quem é Elias Zydek?

Presidente da Frimesa, Elias José Zydek, em recente entrevista ao Programa Voz do Cooperativismo – Fotos: O Presente Rural

Elias Zydek – Bom, eu sou engenheiro agrônomo e sou uma pessoa do agronegócio desde formação. Posso dizer desde criação, porque eu vim do Rio Grande do Sul, do meio rural. Estudei agronomia, cheguei no Paraná como extensionista rural no serviço público e logo em seguida fui para o serviço privado, trabalhar em cooperativa. Eu poderia dizer que o cooperativismo está na minha alma. Eu considero o cooperativismo muito além de uma forma de gestão e mais uma forma de organização social. E que é nobre porque ela considera a eficiência do capital, mas considera a essência do social, que é o ser humano, que é o produtor rural, que tanto precisa de organização, de apoio para que ele desenvolva suas atividades. Então, resumidamente, acredito que eu sou rural, sou do agronegócio e sou cooperativista.

O Presente Rural – O senhor participou desde as primeiras ideias da criação da Frimesa e agora, há poucos dias, assume a presidência. Quanto um pouco dessa história e como está sendo esses primeiros dias como presidente?

Elias Zydek – Eu costumo dizer que a minha vida profissional se confunde com a história da Frimesa. Quando eu estava trabalhando em cooperativa, eu sentia a dificuldade. Imagina há 45 anos atrás. Eu sentia a dificuldade que o produtor tinha de viabilizar as suas atividades e tudo o que se estudava mostrava que a necessidade era agregar valor à produção do cooperado, do produtor. Lembro que, para comercializar suínos, saía do Sudoeste com um caminhão para vender em Minas Gerais. Você imagina o esforço de isso tudo e quão pouco sobrava para o produtor.

Então surgiu a ideia de reunir as cooperativas no Sudoeste do Paraná. Conseguimos reunir cinco cooperativas singulares e constituir uma central que se chamou Sudecoop, Cooperativa Central Agropecuária Sudoeste. E então o Conselho de Administração, formado pelas diretorias das cooperativas, aprovou um plano que era de atuar em duas cadeias produtivas: cadeia do suíno e a cadeia do leite. Eu considero que esse foi uma definição importante, que até hoje permanece como foco. Pode ver que hoje a Frimesa tem foco em duas cadeias produtivas. Ela não fica apostando em várias atividades.

Nós começamos desde a criação do estatuto e dos primeiros projetos, do primeiro planejamento estratégico e foi concebido então que seria construído ou adquirido um frigorífico de suínos, construída uma fábrica de ração e adquirido ou construído laticínios para receber o leite.

Isso evoluiu e logo no segundo ano entraram cinco cooperativas do Oeste do Paraná na Sudecoop, ficando dez cooperativas. Foi adquirido o Frigorífico Medianeira, que era uma massa falida em Medianeira. E essas dez cooperativas administraram o primeiro ano, mas já deu problemas, deu prejuízo.

A gestão não foi muito profissional naquela época e resultou logo no rompimento da sociedade. A central, que tinha dez cooperativas, acabou ficando, no terceiro ano, já com cinco cooperativas, todas do Oeste do Paraná, que são as cinco que hoje fazem parte da Frimesa.

Aí houve uma evolução. Ampliamos os abates. Aqui em Medianeira construímos mais laticínios, principalmente a fábrica de queijos e derivados em Marechal Cândido Rondon, Mais recentemente foi adquirido mais um frigorífico em Rondon. A Frimesa veio crescendo nesse tempo.

Quando ela deu o salto de 1.7 mil cabeças para 6 mil cabeças suíno por dia, que houve também um aperfeiçoamento e uma profissionalização da gestão. Foi criada a função de diretor executivo. Nessa época, o presidente Valter Vanzella assumiu e eu fui convidado a assumir como diretor executivo.

Presidente da Frimesa, Elias José Zydek, em entrevista para o Programa Voz do Cooperativismo com o jornalista e editor-chefe do jornal O Presente Rural, Giuliano De Luca, e Ueslei Schubert Stankovicz, do Departamento de Comunicação e Marketing

Então passaram-se 26 anos dessa minha parceria com o Valter. Nesse período conseguimos, junto com o Conselho de Administração, traçar a visão de futuro dos planejamentos para continuar crescendo. Então é muito gratificante para mim, como um técnico, um profissional participar da criação de um projeto chamado Cooperativa Central e poder chegar hoje na Presidência dessa cooperativa. Isso, de um lado, é uma realização profissional muito grande. De outro lado, é um orgulho em poder participar do cooperativismo e de fazer parte dessa filosofia cooperativista, que é muito forte no Paraná, especialmente no Oeste do Paraná. É motivo de muita satisfação e de realização.

O Presente Rural – Quais são os planos futuros da Frimesa em curto, médio e longo prazos?

Elias Zydek – A Frimesa sempre trabalhou com uma visão de longo prazo. O nosso planejamento estratégico, desde 1.997, tem estabelecido uma visão de dez anos. Em 2015, nós passamos a ter uma visão de 15 anos, quando fizemos um planejamento até 2030. Claro que, conforme o ambiente socioeconômico do país e da região e até do mundo vai evoluindo, você tem que ir atualizando.

Em 2015 fez um grande estudo nas cadeias do leite e do suíno e estabeleceu que ela deveria crescer e que ela deveria chegar entre as três ou quatro maiores empresas de suinocultura do Brasil, porque a gente tinha produtor para produzir, estamos em uma área que produz alimentos, grãos para alimentação de suínos, tecnologia conhecida e o produtor também conhecedor da atividade. O mercado crescente, tanto o mercado interno quanto as exportações. É um produto que a nível mundial é competitivo.

A suinocultura brasileira é competitiva perante os outros países do mundo, continua até hoje. Então ouvimos que tinha a possibilidade de sair de 8.300 cabeças por dia para 23 mil cabeças por dia. Foi aí que se projetou uma unidade nova, de 15 mil cabeças, que é o frigorífico de Assis Chateaubriand, que foi concebido em 2015. Ficamos três anos em projeto e quatro anos em execução. Foi inaugurado em dezembro de 2022. Agora, em 2023, chegou o momento de iniciar as operações. Já após assumir em fevereiro, a gente já fez uma revisão do planejamento estratégico e estabelecemos o Plano Frimesa 2030 deve ocupar 100% da capacidade dos laticínios que nós estamos utilizando hoje, (que está) em torno de 78% da capacidade, além de abate de 23 mil suínos. Isso vai fazer com que o faturamento salte de R$ 5,5 bilhões em 2022 para R$ 12 bilhões em 2030. Para isso, tem que avançar no mercado com projetos específicos de marketing, de comunicação, de distribuição e logística para conseguir colocar isso no mercado.

O Presente Rural – Como é que estão os trabalhos da nova planta frigorífico?

Elias Zydek – O Frigorífico de Assis, conforme planejado, iniciou atividade experimental na metade de março. Começamos fazer os testes e até o fim de março ficou concluída essa parte. Agora em abril nós já estamos abatendo a semana em torno de 1,5 mil suínos por dia e gradativamente vamos aumentando. Até o fim de maio nossa pretensão foi elevar para 4 mil cabeças por dia e também iniciar as operações de cortes de suínos. Então, a partir de maio começamos a fazer os cortes tanto para exportação quanto no mercado interno, dando início assim ao processo de industrialização naquela planta.

Nós teremos até o fim de junho disponível nas cooperativas em torno de 5 mil cabeças por dia. Pretendemos até junho atingir e conseguir absorver essas 5 mil cabeças. Mas até dezembro as cooperativas têm um plano de aumento gradativo, um cronograma de aumento da produção. Têm algumas que estão colocando granjas de produção de leitões desmamados. Tem outras com iniciadores, produtores fazendo isso de forma que até dezembro nós teremos 7,5 mil cabeças por dia de suínos terminados. E é o que a gente pretende absorver nessa primeira etapa. Veja que isso, no planejamento inicial, estava previsto em 2025. Nós estamos antecipando em dois anos o atingimento da primeira fase, que é 50% de capacidade daquela unidade.

O Presente Rural – Este ano a gente teve a entrada de um novo governo federal. Já tivemos o desmembramento do Ministério da Agricultura e Pecuária, sem a Conab, e as invasões de terra começaram a ser um pouco mais intensas no Brasil. Isso traz muita insegurança para a produção. O ministro da Agricultura recentemente atrelou o agro brasileiro à questão do desmatamento. Como isso pode refletir no agronegócio?

Elias Zydek – Você entrou num assunto estratégico, eu diria assim, vital para o agronegócio. Todos esses temas que você levantou são preocupações constantes entre nós do agronegócio. O governo que assumiu a gente sabe que tem uma filosofia um tanto socialista e até que não enxerga como problema o que é problema para quem produz. Isso é preocupante.

Temos que ter um Congresso forte, o trabalho com os deputados, com senadores, para que não haja aumento de tributação. O agronegócio não suporta retirada do que eles chamam de benefícios.

Fala-se no arcabouço fiscal, fala-se em reforma tributária, mas a gente está muito com pé atrás, com receio de que essas reformas sejam no sentido de aumentar a carga tributária. Aí complica para todos.

O Presente Rural – Uma presidência das cooperativas menos homem do campo, vamos dizer assim, e mais executiva. O senhor acha que está surgindo um movimento de um novo modelo de gestão dessas cooperativas?

Elias Zydek – As cooperativas se tornaram e estão se tornando grandes empresas competidoras no mundo, não só no Brasil. E naturalmente isso exige uma gestão cada vez mais apurada, uma gestão cada vez mais profissional. Esse é o desafio do cooperativismo. Se você olhar a história de cooperativas do Brasil todo, e se você olhar as que não deram certo, eu diria que 90% dos casos foi problema de gestão técnica, gestão financeira, gestão econômica e problemas de ordem comercial. Então não tem como não estar preparado para a gestão. Agora, é muito importante que esses gestores tragam em seu sangue o DNA do produtor rural, do meio rural. Acho que esse é o desafio, você conseguir juntar o profissionalismo com o rural. Se você colocar na gestão de uma cooperativa o melhor administrador da indústria de aviões, ele pode conhecer todas as ferramentas de gestão, mas se ele não conhecer a cadeia produtiva, ele não vai conseguir viabilizar. Acho que esse é o grande cuidado que sempre tem que se ter. É de, junto com o profissional, ter o DNA rural.

O Presente Rural – Como o senhor visualiza a economia brasileira nos próximos meses e de que forma isso acaba impactando o agronegócio e as agroindústrias?

Elias Zydek – Eu reuni a minha equipe econômica, financeira e tributária e pedi para eles fazerem um estudo. Qual seria o impacto do plano econômico do novo governo dentro da Frimesa? O grupo se reuniu e devolveu uma pergunta pra mim. Qual é o plano econômico a considerar? E é essa dificuldade de responder. Nós não temos as métricas. Se nós pegarmos a macroeconomia desse novo governo, ele não apresentou ainda como é que vai ser a política cambial, como é que vai ser a política monetária, quais são as taxas de juros e como vai ser a política fiscal, que é a mais importante. Eu tenho muita preocupação com esse novo governo, exatamente com a área econômica.

A entrevista em vídeo você pode conferir na íntegra  pelo link opresenterural.com.br/voz-do-cooperativismo-estreia-com-presidente-da-frimesa-elias-zydek.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola acesse gratuitamente a edição digital de Suínos. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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MBRF integra Índice Carbono Eficiente da B3

Empresa passa a integrar o ICO2 após fusão entre Marfrig e BRF, com reconhecimento à gestão das emissões de gases de efeito estufa.

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Foto: MBRF

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, integra a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3), que reconhece empresas com desempenho consistente na gestão e na transparência das emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo para o avanço da transição para uma economia de baixo carbono. No processo de avaliação, 94 companhias foram analisadas, das quais 65 foram selecionadas para compor a nova carteira.

Esta é a primeira avaliação da companhia como MBRF, após a fusão entre Marfrig e BRF, concluída em 2025. No ciclo anterior, a Marfrig integrou o ICO2 B3 pelo quinto ano consecutivo, enquanto a BRF participou da carteira pela 14ª vez.

“A inclusão da MBRF na carteira do ICO2 B3 evidencia a robustez das práticas para mitigação e adaptação climáticas da companhia e reflete a consolidação de uma trajetória construída por Marfrig e BRF, já reconhecidas individualmente pela eficiência na gestão das emissões. Agora, ampliamos esse legado, com uma atuação integrada, em maior escala e com compromisso permanente com a agenda climática”, afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da MBRF.

Criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ICO2 avalia indicadores como metas de mudanças climáticas  atreladas a remuneração variável dos executivos, reporte público de emissões de gases de efeito estufa, estudo de identificação de riscos e/ou oportunidades relacionados ao clima, plano de transição alinhado à ambição de limitar o aquecimento global a 1,5°C (conforme preconizado pelo Acordo de Paris), metas de descarbonização da cadeia de valor, entre outros.

Mudança do clima

Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os desafios climáticos foram validados pela Science Based Targets initiative (SBTi) e estão alinhados com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5º C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. O plano de ação está baseado em quatro frentes de ação: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional.

Entre as ações, destacam-se a geração de créditos de carbono certificados, com rentabilidade compartilhada ao longo da cadeia; o desenvolvimento de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF), certificados em parceria com a Embrapa; o uso de fontes renováveis, que já respondem por cerca de 50% da eletricidade consumida nas operações industriais, além da adoção de energia solar em aproximadamente 60% da criação de aves e suínos. A empresa também atua na intensificação e no manejo adequado de pastagens, evitando a supressão de vegetação nativa, investe no Programa de Produção Sustentável de Bezerros da IDH – The Sustainable Trade Initiative, e promove o melhoramento genético integrado que reduz o tempo de preparo dos animais para o abate, contribuindo para a diminuição das emissões.

Fonte: Assessoria MBRF
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Florescimento da soja define potencial produtivo da lavoura

Fatores climáticos, nutrição equilibrada e manejo adequado são decisivos para o pegamento de flores e a formação de vagens.

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Foto: Divulgação

O florescimento da soja marca uma das fases mais estratégicas do ciclo da cultura, pois é nesse período que se define grande parte dos componentes de produtividade. Aspectos fisiológicos, ambientais e de manejo atuam de forma integrada e podem favorecer ou limitar o pegamento de flores e a formação de vagens, refletindo no rendimento final da lavoura.

Entre os principais fatores que influenciam o florescimento estão o fotoperíodo, a temperatura, a disponibilidade hídrica e a nutrição da planta. Fotoperíodo e temperatura atuam conjuntamente sobre o desenvolvimento da soja, sendo que cada cultivar apresenta exigências específicas de soma térmica para completar seu ciclo.

Foto: Shutterstock

Já o déficit hídrico reduz a divisão e o alongamento celular, diminui a área foliar e o porte das plantas, resultando em menor formação de nós. Como consequência, ocorre redução no número de flores, vagens e grãos, afetando diretamente os componentes de produção.

A nutrição equilibrada também é determinante nessa fase. Todos os macro e micronutrientes são importantes, mas alguns se destacam durante o florescimento da soja, como fósforo, potássio, cálcio, boro, magnésio, cobalto e molibdênio. Esses nutrientes estão diretamente ligados à formação das flores, à polinização, ao transporte de carboidratos, à nodulação e ao enchimento de grãos. Deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e boro, podem provocar baixa formação de flores e vagens.

Segundo o PhD em Agronomia em Ciência do Solo, Roni Fernandes Guareschi, além dos fatores abióticos, questões de manejo também interferem no florescimento e, por isso, requerem planejamento e correta execução das práticas agrícolas neste momento. “As análises de solo e foliar permitem identificar e corrigir desequilíbrios nutricionais que comprometem o desenvolvimento da planta e aumentam o risco de abortamento. A escolha de sementes de alta qualidade, de variedades adaptadas à região, o respeito à janela de plantio e um manejo eficiente de pragas e doenças são fundamentais para garantir um florescimento uniforme e dentro do potencial de cada cultivar”, afirma.

Florescimento e o início do verão

A qualidade da semente utilizada na implantação da lavoura exerce forte influência no florescimento. Sementes com alto vigor, boa germinação e sanidade favorecem um estabelecimento mais rápido e uniforme, com sistema radicular mais desenvolvido e maior eficiência na absorção de água e nutrientes, resultando em maior número de flores, vagens e grãos.

Foto: Gilson Abreu

Nesse contexto, o suporte técnico especializado contribui para decisões mais assertivas ao longo do ciclo. “Além de auxiliar na escolha da variedade mais adequada para cada região e condição climática, o time de campo orienta o produtor durante toda a safra com análises de solo e foliar e na seleção correta dos insumos para promover estandes mais uniformes e maior segurança na floração e formação de vagens”, destaca Guareschi.

Com a lavoura em fase reprodutiva e sob condições típicas do início do verão, o produtor deve ter ainda mais atenção ao manejo. “Monitorar a nodulação da soja, acompanhar pragas e doenças de forma contínua e adotar estratégias para estimular o máximo potencial fisiológico da planta são cuidados essenciais para minimizar os efeitos dos estresses abióticos e preservar o desempenho da cultura”, reforça.

Fonte: Assessoria Grupo Conceito
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Dia de Campo da Copacol apresenta pesquisas e tecnologias para elevar a produtividade

Evento reúne cooperados no CPA, em Cafelândia (PR), e destaca manejo, cultivares e cenário do mercado de commodities.

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Cooperados de diversos municípios prestigiaram o primeiro dia do evento - Fotos: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo Centro de Pesquisa Agrícola (CPA). “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperado Lucas visitou o CPA com o filho Gustavo: “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras”

Entre os temas abordados estiveram os resultados de pesquisa referente a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção; plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades; manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo e um painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA. A abertura do evento também contou com uma palestra especial sobre tendências do mercado de commodities com o palestrante Étore Baroni, da Stone-X Brasil.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor que participou do evento no primeiro dia.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Nesta sexta-feira (09) um novo grupo de produtores participa do Dia de Campo de Verão da Copacol. As atividades começam a partir das 08 horas no CPA, em Cafelândia (PR).

Fonte: Assessoria Copacol
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