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Atacadão recebe primeiro lote da carne bovina da JBS com rastreabilidade individual do Pará

Parte do programa Pecuária Sustentável, anunciado em abril, o primeiro lote produzido pela Friboi estará a partir de segunda-feira (03) nas unidades da rede em Belém.

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Da esquerda para direita: Marco Oliveira, CEO do Atacadão; Bruno Brainer, diretor de operações Friboi Norte; Carlos Mafra Júnior, CFO da AgroCumaru; Nelcina Tropardi, Vice-Presidente de Assuntos Corporativos, ESG e Jurídico do Grupo Carrefour Brasil; e Wandreia Baitz, Gerente de Pecuária para a Amazônia da The Nature Conservancy (TNC)

Após a adesão ao Programa Pecuária Sustentável do Pará, em abril deste ano, o Grupo Carrefour Brasil dará início à comercialização do primeiro lote de carne bovina rastreada do Pará, nas lojas do Atacadão em Belém, em uma ação pioneira realizada em parceria com o Governo do Estado do Pará, a organização de conservação ambiental The Nature Conservancy (TNC), JBS e outros frigoríficos. O Atacadão será a primeira rede do país a oferecer a carne proveniente de animais “brincados” — rastreados individualmente segundo a nova política pública estadual. A entrega, de 12 toneladas, aconteceu no dia 03 de novembro nas lojas Icoaraci e Portal da Amazônia, em Belém.

O Grupo Carrefour e todos seus negócios já realizam rastreabilidade por lote, utilizando a GTA (Guia de Trânsito Animal). Com esta iniciativa, a empresa vai além, incentivando a rastreabilidade individual de cada animal, que possibilitará também o rastreio e análise de conformidade de fazendas indiretas que fornecem para a cadeia. A política pública prevê a identificação de 100% dos animais com brincos eletrônicos até 2027, promovendo transparência e combate ao desmatamento ilegal.

“A rastreabilidade individual é um avanço importante, pois permite análises mais precisas de conformidade, incluindo fornecedores indiretos, e ao mesmo tempo aproxima o consumidor da origem do produto, fortalecendo a transparência, valorizando o produtor local e protegendo a floresta”, afirma Nelcina Tropardi, vice-presidente de Assuntos Corporativos, ESG e Jurídico do Grupo Carrefour Brasil.

Para Marco Oliveira, CEO do Atacadão, a iniciativa de apoiar o Programa da Pecuária sustentável e incentivar a aquisição desta carne com rastreabilidade individual está alinhada à estratégia de ESG da companhia na conservação da biodiversidade e do próprio modelo de negócios: “O Pará está mostrando que é possível produzir com qualidade, responsabilidade e conformidade, garantindo que práticas sustentáveis sejam acessíveis a todos, e mostrando como o varejo tem grande potencial de ser vetor de impacto positivo para conectar o tema com o consumidor”, destaca.

“Esse é um avanço importante para toda a cadeia da pecuária. Ao apoiar os produtores na adoção das melhores práticas, reforçamos nosso compromisso com uma produção cada vez mais sustentável e transparente”, afirma Renato Costa, presidente da Friboi.

“A rastreabilidade chegou para ficar, e é motivo de orgulho ver o Pará saindo na frente. Esse avanço traz mais valor para o nosso trabalho e reconhecimento para quem faz pecuária com responsabilidade”, afirma Carlos Mafra Júnior, CFO da AgroCumaru, empresa do Grupo Mafra, responsável pelo fornecimento dos bois com as tags. “Com o apoio da JBS, estamos mostrando que é possível produzir com transparência e qualidade, gerando oportunidades para toda a cadeia.”

“A comercialização do primeiro lote de carne rastreada marca o início de uma nova era para a pecuária no Pará. Com foco na redução do desmatamento e na valorização das boas práticas, o programa de identificação individual transforma o setor ao promover integridade socioambiental, apoiar pequenos produtores e estabelecer critérios claros de reconhecimento. Estamos pavimentando o caminho para uma produção mais sustentável e valorizada, com potencial de inspirar todo o Brasil”, afirma José Otávio Passos, diretor de Amazônia na TNC.

Rastreabilidade e inclusão produtiva

A política pública de rastreabilidade do Pará é resultado da articulação entre governo, empresas e sociedade civil e utiliza brincos eletrônicos conectados ao Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará (SRBIPA).

O Grupo Carrefour Brasil é parceiro estratégico e investidor do programa, com recursos destinados a três frentes principais:

  1. Rastreabilidade Individual: apoio à compra e aplicação dos brincos eletrônicos (Eixo 1 – Aumento da transparência);
  2. Assistência Técnica e Regularização: oferta de assessoria gratuita a pequenos e médios produtores para regularização ambiental e acesso ao crédito (Eixo 3 – Apoio ao produtor);
  3. Engajamento da Cadeia: articulação multissetorial para estimular a adesão de outros varejistas e frigoríficos ao modelo (Eixo 5 – Governança e Engajamento).

O aporte de R$ 10 milhões faz parte do Fundo de Florestas do Grupo Carrefour Brasil, que destina R$ 50 milhões a projetos voltados ao combate ao desmatamento e à proteção da biodiversidade.

Impacto nacional e perspectiva

O Programa Pecuária Sustentável do Pará é referência no país e poderá, até 2027, abastecer outros estados com carne rastreada e livre de desmatamento, incluindo São Paulo, por meio das plantas frigoríficas (SIFs) do Pará, que distribuem produtos nacionalmente.

Fonte: Assessoria Grupo Carrefour Brasil

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Produtores gaúchos têm prazo aberto para Declaração Anual de Rebanho 2026

Obrigatoriedade começa em 1º de abril e garante dados essenciais para vigilância sanitária e políticas públicas mais eficazes.

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Foto: Divulgação

Começa na próxima quarta-feira (01º) o período para a Declaração Anual de Rebanho referente ao ano de 2026. O prazo se encerrará em 30 de junho. A Declaração de Rebanho é uma obrigação sanitária de todos os produtores rurais gaúchos detentores de animais.

“O conjunto de informações obtidas por meio da declaração subsidia políticas públicas mais aderentes à realidade do campo, especialmente as relacionadas à vigilância e defesa sanitária animal, permitindo que o Estado atue com maior efetividade no apoio aos produtores e na proteção do patrimônio sanitário”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Paulo André Santos Coelho de Souza.

Este ano, são esperadas cerca de 358 mil declarações. “Temos boas expectativas na adesão pela entrega online, que traz facilidade e agilidade ao produtor. A Declaração Anual de Rebanho é uma ferramenta essencial, a qualidade desses dados impacta diretamente na capacidade de planejamento e resposta do serviço veterinário oficial, especialmente em cenários que exigem agilidade e precisão”, comenta o chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias, Richard Daniel Soares Alves.

A declaração pode ser feita diretamente pela internet, em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado aqui. Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online.

A Declaração Anual de Rebanho conta com um formulário de identificação do produtor e características gerais da propriedade. Formulários específicos devem ser preenchidos para cada tipo de espécie animal que seja criada no estabelecimento, como equinos, suínos, bovinos, aves, peixes, abelhas, entre outros. No formulário de caracterização da propriedade, há campos como situação fundiária, atividade principal desenvolvida na propriedade e somatória das áreas totais, em hectares, com explorações pecuárias. Já os formulários específicos sobre os animais têm questões sobre finalidade da criação, tipo de exploração, classificação da propriedade, tipo de manejo, entre outros.

Em 2025, a declaração teve adesão de 89,17%, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao índice registrado no ano anterior.

Fonte: Assessoria Seapi
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Preços da carne bovina se mantêm estáveis em março

Mesmo com a Quaresma e menor consumo interno, carcaça casada segue firme no atacado da Grande São Paulo.

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Fotos: Shutterstock

Com as exportações em patamares elevados e com a menor disponibilidade interna, os preços da carne bovina negociada no atacado da Grande São Paulo seguem firmes ao longo de março, diferentemente do observado para as proteínas concorrentes, como suínos e frango, que registram desvalorizações ao longo do mês.

A firmeza nos preços da carcaça casada bovina é observada mesmo durante este período de Quaresma, quando o consumo de carne bovina tende a recuar, e diante da maior competitividade das proteínas substitutas.

Segundo o Cepea, no caso dos suínos, o aumento da produção acima do consumo tem pressionado os valores e mantido as margens dos produtores apertadas, especialmente diante dos custos elevados.

Já o mercado de frango segue em trajetória de queda, refletindo a combinação de oferta abundante e demanda interna enfraquecida.

Na parcial deste mês (de 27 de fevereiro a 24 de março), dados do Cepea apontam que a carcaça casada bovina registra estabilidade nos preços, enquanto a carcaça suína apresenta desvalorização de 1,54% e o frango resfriado, de expressivos 6,35%.

Fonte: Assessoria Cepea
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Paraná debate fortalecimento da cadeia do leite

Produtores, autoridades e parlamentares discutem políticas públicas, competitividade e fiscalização da lei sobre leite em pó importado.

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O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), participou, no dia 14 de março, do encontro Leite com Dignidade, realizado durante a Expobel, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. O evento reuniu produtores, lideranças do setor, parlamentares e representantes do poder público para discutir os principais desafios da cadeia produtiva do leite, como questões sobre competitividade, importações de produtos lácteos e políticas públicas para o setor.

Na ocasião, um dos temas debatidos foi a aplicação da Lei Estadual nº 22.765/2025, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado destinado ao consumo humano no Paraná. A fiscalização da norma envolve órgãos de controle sanitário e de defesa agropecuária, entre eles a Adapar, que fica responsável por atuar no acompanhamento e na verificação do cumprimento da legislação no Estado.

A programação também incluiu discussões sobre os impactos das importações na cadeia produtiva do leite e a necessidade de fortalecimento da organização institucional dos produtores no Estado. Entre os temas apresentados esteve ainda o projeto de criação do Instituto Nacional do Leite.

A proposta busca a estruturação de uma instância nacional voltada ao desenvolvimento de políticas públicas para o setor. Lideranças do setor apresentaram iniciativas de mobilização dos produtores, incluindo um documento que reúne demandas e propostas para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite no país.

Economia

A cadeia leiteira tem um papel relevante na agropecuária paranaense. Anualmente são produzidos aproximadamente 4,6 bilhões de litros de leite no Paraná. A atividade possui forte presença da agricultura familiar e contribui para a geração de renda no campo, além de movimentar cooperativas e agroindústrias em diversas regiões do Estado.

Na região Sudoeste, considerada um dos principais polos leiteiros do Paraná, a produção se aproxima de 1 bilhão de litros por ano. A regional de Francisco Beltrão concentra cerca de 600 milhões de litros anuais, consolidando-se como uma das áreas de maior destaque na produção estadual. Na região dos Campos Gerais está localizado o município com maior produção de leite do país, Castro, responsável pela produção anual de mais de 480 milhões de litros de leite.

Premiação

A 2ª edição do Prêmio de Queijos Coloniais foi mais uma das atrações da Expobel. O concurso reuniu 49 produtores de queijo do Paraná, que disputaram nas categorias de queijo colonial tradicional e queijo colonial diferenciado. Ao todo, seis produtos foram premiados. O concurso foi realizado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Paraná (IDR-PR), com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e com a prefeitura de Francisco Beltrão.

Fonte: Assessoria Adapar
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