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ASSOCON protesta contra pedido do MPF que impede embarque de animais vivos pelos portos nacionais

Assocon não concorda com os argumentos apresentados pelo MPF, entendendo que os julgamentos foram feitos sem fundamento e conhecimento sobre rigorosas normativas

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A Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON), entidade que defende os interesses dos pecuaristas e se propõe a ser um elo na cadeia produtiva e agente de transformação e agregação de valor aos seus associados, repudia  manifesto feito pelo representante do Ministério Público Federal (MPF), o Procurador Regional da República na 3ª Região Sérgio Monteiro Medeiros, que solicita a revalidação da liminar que impede a saída de carga viva ao exterior a partir de qualquer porto do território brasileiro.

A Assocon não concorda com os argumentos apresentados pelo representante do MPF, entendendo que os julgamentos foram feitos sem fundamento e conhecimento sobre as rigorosas normativas sobre manejo sanitário e bem estar animal que regem as exportações de animais vivos do Brasil.

A entidade reitera que o setor produtivo brasileiro é extremamente preocupado com o conforto e o bem estar animal e segue todos os parâmetros da legislação em vigor no país, da OIE (Organização Internacional de Saúde Animal), da qual o Brasil é signatário, e dos países importadores sobre bem estar animal na produção, transporte e abate.

O Brasil também produz inúmeros trabalhos sobre bem estar animal, como do Grupo ETCO (Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal), liderado pelo renomado professor e pesquisador Mateus José Rodrigues Paranhos da Costa, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) na UNESP, campus de Jaboticabal.

Além disso, o iniciativa privada mantém diálogo constante com a Comissão Técnica Permanente de Bem Estar Animal, no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Um dos trabalhos desenvolvidos entre essa Comissão e o setor produtivo é a Resolução nº 675, de 21/06/2017, que dispõe sobre o transporte de animais de produção ou interesse econômico, esporte, lazer ou exposição.

A comercialização internacional de animais vivos é uma prática usual de países atuantes em pecuária. É o caso da Austrália, Argentina e Uruguai. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou 306,5 mil cabeças em 2017, com alta de 35,3% em relação a 2016. A receita superou US$ 210 milhões. Os portos são importantes unidades para o escoamento dessa produção, inclusive em termos de custos, contribuindo para o Brasil competir em igualdade de condições com outros países exportadores de animais vivos.

A Assocon conta com o bom senso do Procurador Regional da República na 3ª Região, Sérgio Monteiro Medeiros, para reavaliação dessa matéria e solicita ao Ministério Público Federal como um todo que analise o cumprimento dos rígidos protocolos relacionados ao conforto e ao bem estar animal e das regras sanitárias nacionais e internacionais vigentes antes de tomar uma decisão que afeta de maneira trágica a carne bovina brasileira, causando consistentes prejuízos à atividade, que trabalha com profissionalismo e comprometimento para manter o país na liderança global em produção e exportação.

Fonte: Assessoria

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Coops Day 2026 mobiliza cooperativas em todo o país neste sábado

Campanha “Cooperativas por um mundo pacífico” reúne ações simultâneas em 18 estados para aproximar a população do cooperativismo e destacar o impacto do modelo na sociedade.

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Foto: Shutterstock

O cooperativismo brasileiro celebra neste sábado (04) o Dia Internacional do Cooperativismo (Coops Day) com uma mobilização nacional que levará a campanha Cooperativas por um mundo pacífico para diferentes regiões do país. A iniciativa reúne o Sistema OCB e as Organizações Estaduais em ações simultâneas para aproximar a sociedade do cooperativismo e destacar o impacto positivo do modelo de negócio na vida das pessoas.

Foto: Shutterstock

Ao longo do dia, as unidades estaduais promoverão blitzes em parceria com emissoras de rádio que farão ativações em espaços públicos com distribuição de brindes. A proposta é aproveitar momentos de grande circulação de pessoas para apresentar, de forma leve e interativa, os valores do cooperativismo e ampliar o alcance da campanha. A iniciativa integra o conceito Time que Coopera, que utiliza a paixão nacional pelo esporte para reforçar a mensagem de que, no cooperativismo, ninguém joga sozinho.

Para a gerente-geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, o Coops Day é uma oportunidade de levar a mensagem do cooperativismo para além das cooperativas. “O Coops Day é a oportunidade de levar para a rua aquilo que defendemos todos os dias: que cooperar é a forma mais eficiente de chegar mais longe. Cada conversa e cada ação realizada nesse dia carregam essa mensagem de um jeito simples e direto para quem ainda não conhece o cooperativismo”, menciona.

Neste ano, a mobilização conta com a participação de organizações estaduais de 18 unidades da Federação, entre elas Alagoas, Amapá, Amazonas,

Foto: Divulgação

Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Embora cada estado tenha programação própria, todas as ações compartilham a mesma identidade visual e a mensagem da campanha nacional.

O tema de 2026, Cooperativas por um mundo pacífico, reforça o papel das cooperativas na promoção do diálogo, da inclusão, da solidariedade e do desenvolvimento sustentável. Em um cenário marcado por desafios sociais e conflitos, o movimento cooperativista destaca que a cooperação é um caminho para fortalecer comunidades e construir soluções coletivas.

Coops Day 

Celebrado sempre no primeiro sábado de julho, o Coops Day reúne cooperativas de todo o mundo desde 1923 e, desde 1995, também integra o calendário oficial da Organização das Nações Unidas (ONU).  Cooperados e cooperadas podem consultar a Organização Estadual do Sistema OCB em sua região para conferir a programação e participar das atividades preparadas para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo.

Fonte: Assessoria Sistema OCB
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Governo federal autoriza mais 109 nomeações para reforçar a defesa agropecuária

Novos profissionais atuarão na fiscalização agropecuária, inspeção de produtos de origem animal e laboratórios oficiais.

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Foto: Divulgação/Mapa

O governo federal autorizou a nomeação de mais de 100 candidatos aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) para reforçar o quadro de servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 13.035, publicado nesta semana no Diário Oficial da União (DOU), e contempla candidatos aprovados além do quantitativo de vagas inicialmente previsto no certame.

Foto: Divulgação/Mapa

Ao todo, foram autorizadas 109 novas nomeações, distribuídas entre quatro carreiras da Defesa Agropecuária. Serão 46 vagas para Auditor Fiscal Federal Agropecuário, 25 para Agente de Atividades Agropecuárias, 25 para Agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal e 13 para Técnico de Laboratório.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do quadro de servidores busca fortalecer a atuação da defesa agropecuária em diferentes frentes. “São estes profissionais que garantem maior celeridade e eficiência nos nossos portos e aeroportos. E garantem também a qualidade dos alimentos. E nada disso acontece por acaso. É o resultado de uma decisão política de fortalecer as instituições públicas para garantir maior efetividade nas suas ações”, afirmou.

Reforço na estrutura da defesa agropecuária

De acordo com o Mapa, os novos servidores deverão atuar em laboratórios oficiais, estabelecimentos sob fiscalização, propriedades rurais, postos de fronteira, portos e aeroportos, ampliando a capacidade operacional das áreas responsáveis pela inspeção e fiscalização agropecuária.

Desde a realização do Concurso Nacional Unificado, em 2024, o ministério informa que foram preenchidas 440 vagas destinadas às carreiras da Defesa Agropecuária. Em 2025, uma portaria do

Foto: Divulgação/Mapa

Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou a ampliação em 25% do número original de vagas do concurso, o equivalente a 110 nomeações adicionais.

Com a publicação do novo decreto, o total de vagas autorizadas para o fortalecimento da Defesa Agropecuária chega a 659. Segundo o ministério, 463 dessas vagas já foram efetivamente providas.

Integração dos novos servidores

Ao comentar a chegada dos novos profissionais, André de Paula afirmou que o processo de fortalecimento da estrutura do ministério vai além da nomeação dos aprovados. “Essa chegada de novos servidores não é só motivo de alegria, é também um compromisso que assumimos com cada um deles. Nomear é o primeiro passo. Depois vem o trabalho de acolher, orientar, capacitar, integrar. É aqui que quero reconhecer o papel da nossa área de gestão de pessoas, que tem feito a diferença entre uma simples autorização de vagas no papel e um servidor de fato integrado à rotina do Ministério, com clareza sobre seus direitos e deveres, com apoio das unidades de lotação, com um processo de ambientação que funciona”, destacou o ministro.

Fonte: O Presente Rural
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Safra de verão recorde no Paraná alia clima favorável, tecnologia e qualificação no campo

Produção de grãos cresce 6% em relação ao ciclo anterior, impulsionada pelo avanço da soja, recuperação do milho e ganhos de produtividade no campo.

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Foto: Jaelson Lucas

O Paraná encerrou a safra de verão 2025/26 com novo recorde de produção de grãos. O Estado colheu 26,3 milhões de toneladas, volume 6% superior ao registrado no ciclo anterior, quando alcançou 24,7 milhões, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Foto: R.R.Rufino

O desempenho foi impulsionado principalmente pela soja, que alcançou 21,8 milhões de toneladas. Mas também pela recuperação da produção de milho, que passou de 3,1 milhões para 4,1 milhões de toneladas. “Já havia uma expectativa favorável, mas só se concretizou porque os produtores paranaenses vêm investindo, ano após ano, em tecnologia, manejo e qualificação”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, acrescentando: “Esse resultado recorde é a combinação de três fatores principais: condições climáticas favoráveis, expansão da área cultivada, especialmente de milho, e o nível tecnológico cada vez maior das lavouras paranaenses. Nossa entidade participa desse processo levando capacitação e difundindo boas práticas agronômicas que contribuem para o aumento da produtividade”.

Além disso, o avanço tecnológico das lavouras paranaenses, aliado à adoção de práticas agronômicas cada vez mais precisas, tem sido decisivo para elevar os índices de produtividade. “O produtor tem intensificado o acompanhamento técnico e aprimorado continuamente o manejo das lavouras.

Ao mesmo tempo, enfrenta desafios que mudam a cada safra, como as condições climáticas e a pressão de pragas e doenças. Por isso, é fundamental

Foto: Caio Inácio

investir em ajustes de manejo, controle fitossanitário e boas práticas de produção para manter a competitividade e continuar avançando em produtividade”, destaca Meneguette.

Produtividade histórica
Na prática, o recorde estadual se reflete em resultados expressivos dentro das propriedades. Em Guarapuava, na região Centro-Sul, o produtor rural Eduardo Pletz alcançou uma produtividade histórica de 369,9 sacas de milho por hectare na safra de verão. Segundo o agricultor, o desempenho é fruto de décadas de aperfeiçoamento do sistema produtivo. “Desde a década de 1980 produzimos milho na propriedade. Ao longo desse período evoluímos em conhecimento, manejo do solo, rotação de culturas, integração e utilização de materiais genéticos mais produtivos”, conta.

Além do investimento técnico, o clima foi decisivo para alcançar o recorde. “Não faltou água para a cultura. Somando isso ao manejo do solo, à reposição de calcário, à adubação e aos cuidados durante todo o ciclo, conseguimos esse resultado, que coroa o trabalho de muitos anos e da dedicação

Foto: R.R.Rufino

da nossa família à atividade”, comemora.

Capacitação permanente
O produtor Eduardo Pletz alcançou uma produtividade de 369,9 sacas de milho por hectare na safra de verão. Associado ao Sindicato Rural de Guarapuava, Pletz sempre busca conhecimento por meio dos cursos promovidos pelo Sistema Faep. Segundo o produtor, as capacitações contribuem diretamente para a qualificação da equipe e para a evolução da fazenda. “O sindicato é uma segunda casa para o produtor. Sempre que precisamos de alguma informação ou capacitação, encontramos apoio. Já fizemos cursos de NR-31, aplicação de defensivos, trabalho em altura, manejo de bovinos de leite, entre outros”, ressalta.

Para ele, investir na capacitação é tão importante quanto investir na lavoura. “A terra é o maior patrimônio do produtor rural. Conservação do solo, rotação de culturas e manejo adequado fazem toda a diferença. Nós vamos continuar nesse caminho, buscando evoluir de forma sustentável nos próximos anos”, salienta Pletz.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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