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Associativismo e cooperativismo aumentam a competitividade dos pequenos negócios
O assunto foi amplamente debatido durante palestra que abordou o tema Associativismo e cooperativismo: a força dos pequenos negócios no acesso ao crédito, conduzida pelo consultor do Sebrae Nacional e ex-diretor técnico da entidade, Carlos Alberto dos Santos, nessa semana, em São Lourenço do Oeste. O evento reuniu mais de 300 pessoas entre empresários, futuros empreendedores, colaboradores do sistema cooperativista e estudantes.
De acordo com o palestrante, as empresas que se mantiverem isoladas terão maiores dificuldades em enfrentar os desafios do mercado. Estamos vivendo momentos de incertezas econômicas. Se, por um lado, os pequenos negócios são a maioria, por outro, ao trabalhar individualmente tornam-se frágeis. Estes percalços podem ser superados a partir da associação/cooperação, pois ao manter relações de parcerias, os empreendimentos terão enorme força econômica, social e política, destacou.
Carlos Alberto enfatizou, ainda, que o desafio é identificar a sinergia em termos de interesses comuns. Empresas cooperam para resolver o que não conseguem fazer sozinhas. Nos últimos anos desenvolveu-se uma solução financeira que prevê contratos de garantias aos pequenos negócios, mencionou ao falar sobre a criação das Sociedades de Garantias de Crédito (SGCs).
Caracterizadas como iniciativas de caráter privado que visam complementar as garantias exigidas aos associados nas operações de crédito junto ao sistema financeiro, as SGCs também fornecem aval técnico, comercial e assessoria financeira. Elas não realizam empréstimos ou financiamentos, mas prestam garantias (aval ou fiança) nas operações de suas associadas com as instituições financeiras.
Segundo Carlos Alberto, existem sociedades em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, entre outras iniciativas em fase pré-operacional. Criada em 2014, a SGC do oeste catarinense foi consolidada por meio da participação do Sebrae com aporte de recursos e apoio técnico, da Facisc, associações comerciais e Grupo Sicoob. São diferentes experiências, no entanto, todas têm em comum o fato de oferecer aos associados garantias para acessar crédito de forma mais barata. Após entrar em operação, de modo geral, passam por processo vertiginoso de crescimento, afirmou.
A Garanteoeste/SC, na visão do consultor do Sebrae, tem grande potencial para oferecer aval de operação de crédito, o que facilita o acesso a serviço financeiro e, com redução de custos. Os resultados, em apenas sete meses, mostram indicadores que superaram as expectativas. Até o último dia 24, de acordo com o presidente Sérgio Perondi foram aprovadas 88 cartas de crédito com valores que representam R$ 2,6 milhões de garantia da Garanteoeste/SC, juntamente com as instituições cooperativas do Sicoob. Estas 88 cartas, que representam R$ 2,6 milhões de garantia, viabilizaram a liberação de recursos no montante de R$ 3,9 milhões de crédito aos empresários, completou o diretor executivo do Sicoob Noroeste e membro do Conselho de Administração da entidade, representando a Associação comercial de SLO (Acislo), Gilmar Aristeu Bazzo.
Carlos Alberto destacou que embora seja uma das mais novas, a Garanteoeste já demonstrou neste curto período o potencial da proposta, o que reflete o dinamismo da cultura local e, principalmente, o engajamento, seriedade e profissionalismo das lideranças envolvidas com a SGC. Outro aspecto importante abordado destacado pelo consultor do Sebrae foi a questão da regulamentação das SGCs como cooperativas de Garantias de Crédito. Definidas legalmente como Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público), as SGCs deverão ser incluídas no Sistema Financeiro Nacional para serem regulamentadas pelo Banco Central. Dessa forma, uma resolução do Conselho Monetário Nacional desencadeará no processo de transição de SGCs para Cooperativas.
Evolução
Conforme Bazzo, a Garanteoeste/SC representa o segundo maior fundo de garantia formado por R$ 7,5 milhões do Sebrae e Sicoob. Isso proporciona uma alavancagem de garantia para operações de crédito no primeiro ano de R$ 15 milhões e, até cinco anos, de R$ 75 milhões, o que viabilizará mais de R$ 100 milhões de crédito para as empresas. Em números de cartas e valores, somos a quarta no país, com somente sete meses de operação. Hoje, temos 12 instituições financeiras recebendo a Carta de Garantia conveniada com a SGC. Operamos com garantia para cartão BNDES e outras operações com recursos do BNDES via instituições financeiras conveniadas do sistema Sicoob, explicou.
O presidente da Facisc, Ernesto João Reck, disse que o evento mostrou que as pessoas estão dispostas a fazer o diferente e parabenizou a grande participação do público. Nós menores temos uma saída: somar para sobreviver, enfatizou Reck explicando que as microempresas precisam estar unidas para terem força e vencerem no mercado.
O coordenador regional Oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, assinalou que a palestra representou mais uma iniciativa para consolidar o empreendedorismo e auxiliar no desenvolvimento dos pequenos negócios do oeste. Carlos Alberto dos Santos trouxe contribuições significativas para promover o associativismo e o cooperativismo, apresentando uma abordagem importante sobre acesso ao crédito.
Para o presidente do conselho de administração do Sicoob Noroeste, Artêmio José Flach, não somos somente uma instituição financeira de crédito que vende dinheiro. Temos princípios e um deles rege sobre a educação, formação e informação. Destacou ainda outras parcerias que estão sendo feitas com o Sebrae nos municípios da região Noroeste de Santa Catarina e também no Sudoeste do Paraná.
O evento foi promovido pelo Sebrae/SC, Sicoob Noroeste, Sociedade de Garantia de Crédito (Garanteoeste), Facisc, com apoio de entidades empresariais, Associações de Micro e Pequenas Empresas e núcleos setoriais como o do Micro Empreendedor Individual, do Jovem Empreendedor e da Mulher Empresária de toda a região oeste catarinense.
Encadeamento Produtivo
Durante o evento, duas cartas de garantia de crédito foram assinadas, uma para um empresário de Abelardo Luz e outra para São Lourenço do Oeste, sendo que esta foi para uma empresa que participa do Encadeamento Produtivo. Com a assinatura de uma carta para Abelardo Luz, o Sicoob Noroeste atinge todos os municípios de sua abrangência.
Fonte: Ass. Imprensa

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Alta nas exportações de soja impulsiona aumento dos fretes
Análise da Companhia Nacional de Abastecimento mostra impacto do avanço da colheita, chuvas e cenário externo no transporte de grãos.

As exportações de soja cresceram no mês de fevereiro, contribuindo para o aumento no preço dos fretes. Além da colheita, o período chuvoso é outro fator que influencia na alta dos preços do serviço de transporte de grãos. A análise está na edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O monitoramento dos corredores logísticos evidencia o Arco Norte e o porto de Santos (SP) como principais canais de exportação de soja e milho no início de 2026. Pelo Arco Norte, houve o escoamento de 40,8% da produção de milho e 38,4% da produção de soja. Já pelo Porto de Santos foram exportados 33,5% da safra de milho e 36,8% da de soja.

Foto: Freepik
Com a previsão de safra recorde divulgada pela Conab no último levantamento da safra de grãos, os próximos meses devem ser marcados pelo aumento dos fretes rodoviários. “No mercado externo, oscilações cambiais, incertezas geopolíticas e o valor do petróleo devem continuar influenciando o preço dos fretes. Já no mercado interno, os produtores devem lidar com o avanço da colheita das culturas de primeira safra, o que também mantém a pressão de alta nas cotações para a remoção dos grãos”, analisa o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.
De acordo com o Boletim, no estado de Mato Grosso, principal estado produtor de grãos no país, o alto volume de soja manteve a logística aquecida e os fretes com tendência crescente, com valores até 19% mais elevados que no mês anterior. Apesar das chuvas, melhorias recentes em infraestrutura asseguraram o fluxo, mantendo a proeminência do estado mato-grossense no fornecimento de commodities. O Mato Grosso do Sul também seguiu a tendência de aumento percentual dos fretes, com o registro de rotas que ultrapassaram os 30% em paralelo ao mês de janeiro.
Em Goiás, o excesso de chuvas impactou o plantio e a colheita. Mesmo com a dificuldade encontrada para o avanço das máquinas na colheita e gargalos logísticos, o estado apresentou alta nos fretes, com crescimento percentual acima de 50% em alguns locais. A primeira quinzena de fevereiro foi sintomática quanto à instabilidade climática, com registros de frota retida em virtude da impossibilidade de carregamento e descarga. Com a entrada da nova safra de soja e retenção do milho, a demanda por infraestrutura logística e armazenagem foi ampliada.
No Distrito Federal, os fretes rodoviários apresentaram aumento máximo de 6% em relação ao mês anterior, em conformidade com o esperado para o período de escoamento da safra de grãos. O Boletim assinala a influência do custo local do diesel, do reajuste superior a 3% no piso mínimo do frete em janeiro e de fatores macroeconômicos, além da entrada da safra. O documento prevê ainda que o mês de março deve se caracterizar pelo pico de incremento das cotações de fretes, em função do ápice do escoamento da soja e do milho.

Foto: Claudio Neves
Na Bahia, os fretes cresceram em proporção à alta da demanda por serviços na região Centro-Oeste, que redirecionou os prestadores. Em relação a janeiro, os valores não ultrapassaram o percentual de 10%. O milho apresentou pequena valorização no mercado local. Com a intensificação da colheita da primeira safra nas próximas semanas, o preço do frete tende a crescer.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, a colheita de soja no sul do Maranhão levou ao aumento médio de 5% dos fretes em algumas rotas. No vizinho Piauí, o início do escoamento da soja também aqueceu a logística, com fretes em média 11% superiores aos valores do mês de janeiro.
Em Minas Gerais, enquanto os fretes tiveram crescimento geral quando comparados ao mês anterior, o valor do transporte do café registrou queda nas rotas com destino ao sul do estado. As exportações seguem em expansão no estado mineiro, com destaque para produtos de maior valor agregado e para o café.
No Paraná, houve oscilação na demanda e nos preços de acordo com as particularidades das rotas regionais e a disponibilidade de cargas de retorno. Já em São Paulo, os fretes mantiveram estabilidade e tendência à queda em comparativo mensal, com expectativa de que a colheita de soja melhore as cotações.
Adubos e fertilizantes
As importações aumentaram em relação ao mesmo período do ano passado. Em fevereiro, o Brasil importou 2,38 milhões de toneladas de fertilizantes, o que oferece margem de segurança para o plantio das próximas safras.
A pesquisa analisou as principais rotas de escoamento do país, abrangendo dez estados. O Boletim considera aspectos logísticos do setor agropecuário, posição das exportações, análise do fluxo de cargas e movimentação de estoques da Conab. As análises completas estão no Boletim Logístico – Março/2026.
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Estudo acende alerta para impacto dos ultraprocessados na cadeia alimentar brasileira
Pesquisa do Unicef mostra avanço desses produtos na alimentação infantil e desafios para valorização de alimentos in natura.

A sobrecarga materna, o preço atraente e até componentes afetivos são alguns dos fatores sociais que impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas de diferentes cidades brasileiras, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (31) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O estudo entrevistou cerca de 600 famílias de três comunidades urbanas do país: Guamá, em Belém (PA); Ibura, em Recife (PE); e Pavuna, no Rio de Janeiro (RJ).
Apesar de 84% dos entrevistados se considerarem muito preocupados em oferecer uma alimentação saudável para suas famílias, em metade dos lares os alimentos ultraprocessados faziam parte do lanche das crianças. Além disso, em um a cada quatro, algum desses produtos estava no café da manhã.
Os produtos ultraprocessados mais presentes nas casas foram iogurte com sabor, embutidos, biscoito recheado, refrigerante e macarrão instantâneo.
O que são ultraprocessados?
Os ultraprocessados são produtos alimentícios de origem industrial, resultantes da mistura de ingredientes naturais com aditivos químicos, como corantes, aromatizantes e emulsificantes. Isso permite a fabricação de produtos de baixo custo, longa durabilidade e com sabores intensos, que viciam o paladar. Evidências científicas mostram que o seu consumo aumenta o risco de doenças como obesidade, diabetes, problemas cardíacos, depressão e câncer.
Sobrecarga materna
Nas famílias ouvidas pela pesquisa, 87% das mães exerceram a tarefa de comprar e servir o alimento às crianças, e 82% delas também foram responsáveis pela preparação. Já entre os pais, apenas 40% comprou alimentos, enquanto 27% cozinharam e 31% ofereceram a comida às crianças da casa.
A oficial de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil, Stephanie Amaral, ressalta a sobrecarga das mulheres nos cuidados com a alimentação. “Muitas mães fazem isso sozinhas, além de trabalhar fora. É uma sobrecarga que acaba fazendo com que a praticidade dos alimentos ultraprocessados pese muito mais”.
Desconhecimento
Outro ponto destacado pela pesquisa é o desconhecimento sobre os produtos ultraprocessados. Muitos alimentos que se enquadram nessa categoria foram apontados como saudáveis pela maioria dos entrevistados, como os iogurtes com sabor e os nuggets de frango fritos na airfryer.
A nova rotulagem frontal dos produtos, que traz avisos quando eles têm grande concentração de sódio, açúcar e gorduras saturadas também não cumpre seu papel de forma integral: 26% dos entrevistados disseram não saber o que esses avisos significam. Além disso, 55% dos entrevistados nunca observam os avisos de alto teor no rótulo dos alimentos, e 62% admitem que nunca deixaram de comprar algum produto por causa deles.
Preço baixo
A percepção de preço também pode influenciar no consumo. A maioria das famílias (67%) considera que os sucos de caixinha, salgadinhos e refrigerantes são baratos. Já legumes e verduras são considerados caros por 68% delas, proporção que sobe para 76% no caso das frutas e 94% no das carnes.
Os pesquisadores também fizeram entrevistas aprofundadas com algumas famílias e identificaram ainda um componente afetivo. “Essas pessoas não tinham dinheiro para comprar os alimentos que elas queriam quando eram crianças, então agora elas se sentem felizes por poder comprar o que a criança quer comer. E aí esses alimentos ultraprocessados, ainda mais aqueles com desenhos e personagens, são associados a uma infância feliz”, explica Stephanie Amaral.
A oficial de Saúde e Nutrição do Unicef destaca ainda que é mais difícil controlar o consumo no caso dos ultraprocessados, porque os danos que eles causam à saúde são cumulativos e não imediatos. Mesmo assim, ela acredita que as escolas podem contribuir de forma essencial: “As famílias mostram uma confiança muito grande na alimentação escolar, o que mostra como as escolas são importantes em oferecer o alimento saudável, mas também em promover essa alimentação para as famílias”
Recomendações do estudo
Fortalecer a regulação de alimentos ultraprocessados: avançar na regulação da publicidade infantil, na tributação de ultraprocessados e na promoção de ambientes escolares saudáveis, reduzindo a exposição e o consumo desses produtos
Expandir creches e escolas em tempo integral: a ampliação da educação infantil e da jornada escolar fortalece redes de apoio às famílias, reduz sobrecargas, especialmente sobre as mulheres, e contribui para a proteção e promoção de hábitos saudáveis.
Fortalecer a orientação alimentar nos serviços de saúde: ampliar o aconselhamento alimentar, desde a gestação, de forma a promover informação de qualidade, evitar a introdução precoce de ultraprocessados e influenciar a adoção de hábitos saudáveis desde o início da vida.
Apoiar iniciativas e lideranças comunitárias: fortalecer ações locais — como hortas, feiras, atividades esportivas e redes de apoio — amplia o acesso a alimentos saudáveis e incentiva práticas de atividade física nos territórios.
Ampliar a compreensão e o uso da rotulagem frontal: promover campanhas e ações educativas que expliquem, de forma clara, o significado da rotulagem e seu uso no dia a dia e acompanhar a efetividade da rotulagem frontal, considerando seus critérios nutricionais e formato dos alertas.
Investir em comunicação para mudança de comportamento: estratégias de comunicação devem considerar a realidade das famílias, usar linguagem simples e abordar desafios práticos, como identificar “falsos saudáveis” e melhorar formas de preparo.
Notícias Safra de verão
Colheita atinge 70% na área da Capal com soja a 4.250 kg/ha e milho a 11.500 kg/ha
Ampliação para 745 mil toneladas de armazenagem em Arapoti (PR) melhora logística em meio a mercado pressionado por custos e preços baixos.

A colheita da safra de verão 2025/2026 na área da Capal Cooperativa Agroindustrial, que abrange cerca de 98 municípios do Paraná e São Paulo, começou em fevereiro e alcança 70%. O milho de primeira safra está com 80% da área colhida e a soja com 60%.
Segundo o coordenador regional de Assistência Técnica Agrícola (DAT), Roberto Martins, as lavouras no Paraná

Foto: Shutterstock
tiveram desenvolvimento considerado positivo, apesar da irregularidade das chuvas ao longo do ciclo. “As condições climáticas foram variáveis, mas houve bom desempenho vegetativo e reprodutivo, com baixa incidência de pragas e doenças”, afirma.
A consequência, de acordo com ele, foi uma safra tecnicamente bem conduzida, porém com variação de produtividade entre talhões e propriedades.
Para a soja, a estimativa média é de 4.250 kg por hectare. No milho, a expectativa gira em torno de 11.500 kg por hectare. Martins avalia que o clima limitou ganhos mais uniformes, mesmo com manejo adequado.

Capacidade de armazenagem de grãos da Capal é de aproximadamente 745 mil toneladas – Foto: Valderi José Maria
Armazenagem chega a 745 mil toneladas
A incorporação da Coopagrícola e a entrada em operação de 13 novos silos em Arapoti (PR) elevaram a capacidade estática de armazenagem da cooperativa para aproximadamente 745 mil toneladas.
De acordo com o coordenador de Operações de Grãos da cooperativa, Carlos Faria, a ampliação melhora a recepção no pico da colheita e reduz riscos logísticos em momentos em que o clima exige rapidez. “As novas estruturas permitem escalonar melhor o recebimento e evitam sobrecargas pontuais”, diz.
Rentabilidade pressionada
Em São Paulo, o coordenador regional do DAT, Airton Pasinatto, chama atenção para o efeito do mercado sobre o

Foto: Shutterstock
resultado financeiro do produtor. “Os custos seguem elevados, com diesel e insumos pressionados, enquanto os preços das commodities estão na ponta. Mesmo com boa produtividade, o produtor pode fechar a conta no negativo”, afirma.
Como alternativa, ele recomenda estratégias de comercialização como vendas antecipadas e travamento de preços. Segundo Pasinatto, a maior capacidade de armazenagem oferece condições para decisões de venda mais estratégicas, com menor pressão imediata por escoamento.
Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial
Com 65 anos de história, a Capal conta atualmente com mais de 4,7 mil associados. A área assistida ultrapassa 200 mil hectares, abrangendo 98 municípios nos estados do Paraná e de São Paulo.
Com 29 unidades de negócio e uma cadeia agrícola diversificada, a cooperativa recebe 965 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho, trigo e cevada, e comercializa 890 mil sacas de café.
Na pecuária, produz 215 mil toneladas de ração anualmente, comercializa 12 milhões de litros de leite por mês e 33 mil toneladas de suínos por ano.
Guiada pelo propósito de unir pessoas, produzir alimentos e contribuir para um mundo melhor, a Capal desenvolve suas atividades com base nos princípios do cooperativismo.
