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Notícias Espírito Santo

Associados da AVES e ASES participam de capacitação sobre sucessão familiar

Encontro contou com aproximadamente 20 produtores rurais dos dois setores e associados às duas entidades

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Divulgação/Assessoria

Uma temática amplamente ligada ao sistema de agricultura familiar de todo o país, a sucessão familiar foi abordada no último dia 24 de julho, em Santa Maria de Jetibá, com o curso de capacitação “Sucessão Familiar Rural – Sucessores no Campo”, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com o apoio da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) e da Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES).

Contando com aproximadamente 20 produtores rurais dos dois setores e associados às duas entidades, o encontro foi conduzido pelo consultor e instrutor do Sebrae/ES, Hélio Orlando Menegueli. Inicialmente, o palestrante destacou o novo cenário identificado como “Desafio Real”, no qual as propriedades rurais devem ser vistas e pensadas com empresas rurais.

“Nosso objetivo é planejar essa sucessão de uma forma menos traumática para conseguir manter no campo empreendimentos viáveis e que possam ser geridos por novos diretores, ou seja, distribuir, planejar o futuro, ver onde está cada empreendedor e como cada membro da família vai se comportar e vai contribuir com essa empresa rural”, ressaltou o instrutor.

Menegueli também frisou a importância dos gestores das empresas rurais saberem para quem estão produzindo (fornecedores, produtores rurais, agroindústrias, distribuidores). Os participantes contaram com uma ampla explanação sobre a competitividade na hora de fazer mais e melhor com menos e também sobre a profissionalização que é vital nesse processo de sucessão.

A necessidade do empresário rural de traçar e atingir um ou mais objetivos desde reduzir os custos, melhorar seu acesso aos mercados e aumentar a produção e a qualidade dos processos, também foi enfatizada pelo palestrante.

É meritocracia, não herança

O instrutor deixando claro que o processo de sucessão dentro da empresa rural tem que ser idealizado em processos de médio e longo prazo. Em uma de suas falas, Menegueli ressaltou que a escolha dos novos gestores deve ser por meritocracia, não estando relacionada ao direito de cada membro da família ao patrimônio e sim ao perfil pessoal e profissional que deve ser criteriosamente analisado, além do mérito alcançado no dia da dia da empresa.

Diferentemente da herança que vem para dividir, a sucessão familiar tem o propósito de construir para assegurar o sustento dos familiares envolvidos e a prosperidade do negócio. Mesmo que os herdeiros tenham direito ao patrimônio da empresa, não necessariamente tem o direito de assumir e gerir a empresa.

Processos e etapas

Ao longo da apresentação os participantes verificaram que início do processo de sucessão familiar pode ser auxiliado com a elaboração e implementação do plano de sucessão familiar da empresa rural. Esse plano é um documento construído pela família que busca racionalizar e instrumentalizar a sucessão familiar.

“Será feito um lavamento patrimonial, lembrando que essa consultoria não aborda os aspectos jurídicos e nem os aspectos financeiros. Faremos o planejamento da sucessão”, explicou o palestrante.

Eles também conheceram os ambientes que as empresas rurais devem analisar e discutir (ambiente familiar, de negócio e de patrimônio), identificaram as fases de desenvolvimento dessas instituições (fase pioneira, fase da diferenciação e fase de integração) e reconheceram que nesse processo de sucessão a atuação da família se garante com três etapas: Planejamento de Sucessão Familiar, Gestão do Patrimônio e Gestão da Sociedade Familiar.

Continuação da capacitação

Além das quatro horas de explanação que aconteceram em Santa Maria de Jetibá, os produtores receberam diversas tarefas para serem realizadas juntamente com suas famílias na empresa rural.

Eles também puderam fazer um agendamento para receberem uma consultoria de 20 horas com o palestrante em suas empresas rurais. “Como produtor final, cada empreendimento que receber essa consultoria vai contar com um plano de sucessão para os próximos anos. O empreendedor terá informações desde ‘como e quando fazer?’ até quem serão os responsáveis pela empresa rural”, finalizou Hélio.

Fonte: Assessoria
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Notícias Produção

Pragas têm potencial para provocar prejuízos de até R$ 200 bilhões aos cereais durante armazenagem

Dados são do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg)

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Divulgação

Arroz, feijão, milho, soja e trigo estão presentes todos os dias na alimentação dos brasileiros. Não à toa, os agricultores colhem, por ano, mais de 234 milhões de toneladas desses cereais, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas para que esses alimentos, mesmo que processados, cheguem à mesa, é essencial ter atenção às pragas também na armazenagem desses grãos. “O correto e seguro armazenamento é essencial para a manutenção da oferta regular de alimentos à população. A presença de insetos nesses ambientes pode levar até a perda total da produção de cereais, estimada em R$ 200 bilhões ao ano. Mais do que prejuízo para os agricultores, esse desperdício elevaria o custo ao consumidor dos grãos e dos seus derivados”, afirma Julio Borges, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O dirigente complementa que o manejo inadequado das chamadas “pragas do armazenamento” tem potencial para causar riscos à própria segurança alimentar do país. “O arroz e o feijão são a base das refeições dos brasileiros. Além disso, as farinhas de trigo e de milho estão presentes na cesta básica, assim como o óleo derivado da soja, os pães e o macarrão. Autossuficiente e importante exportador, o Brasil poderia se transformar em um grande importador desses produtos se não cuidar corretamente dos desafios fitossanitários nas várias etapas da cadeia da produção de alimentos”.

A principal praga que ataca os cereais e os produtos acabados no ambiente de armazenagem é o gorgulho (Sitophilus oryzae). Presente em todo o mundo, esse inseto de 2,5 milímetros consegue depositar até 400 ovos dentro de grãos durante seu curto período de vida (cerca de 30 dias). Diversas outras espécies dos chamados gorgulhos, mas também de besouros e carunchos, preocupam igualmente os produtores rurais de Norte a Sul do país.

“Há um fator comum entre todas essas espécies: elas se disseminam mais facilmente em períodos mais quentes e úmidos, como na primavera e principalmente no verão. Contudo, o outono e o inverno brasileiro, menos rigoroso que em outros países, favorece a reprodução dessas pragas ao longo de todo o ano. Investir em soluções de alta tecnologia e comprovação científica são as chaves para evitar prejuízos e garantir o fornecimento de alimentos”, destaca Julio.

Proteger os ambientes de armazenagem dos produtos agrícolas é essencial, concorda a diretora executiva do Sindiveg, Eliane Kay. “A indústria, por meio da ciência e da tecnologia, está empenhada em auxiliar os produtores a vencer mais esses desafios. Temos recursos modernos para controlar pragas em todas as etapas do ciclo agrícola. Afinal, sabemos que esses problemas se alastram mesmo após a transferência da colheita para outros ambientes.”

Eliane aponta que defensivos agrícolas, usados de forma correta e segura, protegem as culturas sem causar prejuízo à qualidade dos cultivos e à segurança dos alimentos oferecidos à população. “Antes de ser comercializadas, as soluções são testadas e submetidas a um longo e rigoroso processo de avaliação, que leva em média cinco anos até a liberação para uso. Essa é a garantia de que esses insumos são benéficos para agricultores, comerciantes e consumidores”, informa.

Fonte: Assessoria
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Notícias Produção

Estudo mostra bom desempenho da balança comercial associado principalmente à soja e às proteínas

Pecuária conta com demanda externa aquecida, porém com custos elevados e oferta reduzida, o que propicia preços elevados, principalmente para carne bovina.

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Fotos: O Presente Rural

Segundo estudo feito pelo Banco Inter, o bom desempenho da balança comercial está associado principalmente à soja e às proteínas, enquanto o crescimento das compras de milho se destaca nas importações.

Boi Gordo

O preço do boi gordo se manteve acima de R$ 300 por arroba em 2021. As oscilações no valor interferem diretamente no consumo do mercado interno, o que causa uma substituição das preferências por proteínas alternativas, como frango e ovos. No entanto, com a demanda aquecida e desvalorização do real, a demanda externa por produtos brasileiros continua alta. Na esfera de produção, o Brasil passa por um ciclo negativo do gado, com baixa oferta devido às retenções em 2019 e 2020. Além disso, as questões climáticas dificultam a criação e elevam os custos para o setor, o que fez o preço do arroba continuar elevado em 2021. Em contrapartida, o cenário de exportações continua positivo para o Brasil, tendo em vista a recuperação da atividade econômica dos Estados Unidos e China, bem como a baixa produtividade da Austrália na oferta de proteínas.

Suíno

Abate de suíno no segundo trimestre desse ano atingiu novo recorde desde 1997, porém, a redução da demanda do mercado interno por carne suína e o aumento dos custos em razão do encarecimento do milho, ocasionou oscilações no preço, com uma variação de R$ 6 a R$ 8 no ano. No âmbito das exportações, a procura por produtos brasileiros continua elevada, sobretudo por conta da desvalorização do real e da forte demanda da China. Por fim, segundo as perspectivas da Cepea, é esperado que o segundo semestre seja similar ao primeiro, porém com riscos de aumento dos custos da ração, devido ao valor do milho, assim como possibilidades de uma redução temporária das exportações de suínos pela China, tendo em vista a reação dos locais diante da nova variante da peste suína africana.

Frango

Segundo estudo, em detrimento da elevada demanda do mercado interno e externo, juntamente com a alta produtividade das aviculturas, a produção do 2T21 evoluiu 11,6% em termos interanuais. No entanto, em razão da alta dos preços do milho e farelo de soja, que representam cerca de 90% da alimentação das aves, ocorreu um aumento dos custos de produção. Além disso, a demanda aquecida pela carne de frango, por conta do encarecimento das proteínas substitutas, principalmente a bovina, ocasionou o atingimento de preços recordes em setembro. Com a demanda aquecida, é esperado que os preços se mantenham em alta no segundo semestre.

Ovo

Com a queda na demanda doméstica no 1T21, o aumento do preço do ovo representa o acúmulo dos custos produtivos, assim como a captação das perdas pelas adversidades climáticas. Em vista disso, as perspectivas do Cepea para o segundo semestre apresentam um possível aumento dos preços, em razão de uma maior preferência dos consumidores por proteínas mais baratas e de uma recuperação generalizada na demanda.

Leite

A redução da oferta de leite no período sazonal e o aumento da demanda das indústrias levou o preço do leite a R$ 2,4 por litro em agosto. Além disso, no 1T21 houve uma redução do consumo doméstico, o que ocasionou uma inclinação dos pecuaristas pelo mercado de corte ou para deixarem o setor, o que consequente proporcionou a elevação do preço para o segundo semestre. A elevação dos custos e barreiras climáticas intensificaram a redução da oferta de leite no período, o que elevou o valor do produto. Por fim, após período sazonal de baixa produção e o início da primavera com mais chuvas, é esperado que o preço do leite se reduza ou mostre alguma estabilização.

Fonte: OP Rural com informações Banco Inter
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Notícias Segundo Cepea

Colheita do trigo começa a ganhar ritmo no Sul; preços seguem em queda

Expectativa de maior oferta, por sua vez, afastou compradores do spot nacional, que, agora, acreditam em baixas nos preços

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Divulgação

A colheita de trigo tem avançado no Brasil e começa a ganhar ritmo no Sul – dados da Conab mostram que, até 11 de setembro, 4,7% da safra havia sido colhida no País, atraso em comparação ao mesmo período da safra passada (10,9%). A expectativa de maior oferta, por sua vez, afastou compradores do spot nacional, que, agora, acreditam em baixas nos preços.

Segundo informações do Cepea, esses agentes também se atentam ao fato de alguns produtores terem necessidade de “fazer caixa”, diante da proximidade dos vencimentos de custeio. Quanto aos preços do grão, seguiram em queda, mesmo que não de forma expressiva.

Fonte: Cepea
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