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Associação Internacional de Soja Responsável anuncia apoio a ações urgentes no Cerrado Brasileiro

Manifesto pede o fim da destruição das florestas e vegetações nativas na região do Cerrado brasileiro

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Em uma cúpula de alto nível em Londres, a Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) anunciou seu forte apoio a um manifesto, publicado recentemente, que pede o fim da destruição das florestas e vegetações nativas na região do Cerrado brasileiro. 

Em um comunicado aprovado pelo Comitê Executivo, a RTRS afirmou seu apoio ao Manifesto do Cerrado, elaborado por mais de sessenta organizações que operam no Brasil.O Manifesto convoca as empresas e investidores a tomarem medidas urgentes para garantir que as cadeias de suprimentos da soja e da carne bovina não contribuam para o desmatamento e a conversão de áreas naturais para fins agrícolas.

O Cerrado é considerado uma das grandes áreas naturais do planeta; no entanto, metade de sua área original já foi destruída. A área detém cerca de 5% da biodiversidade mundial e, das mais de 11 mil espécies de plantas no Cerrado, quase metade não existe em qualquer outro local do planeta. O Cerrado também armazena o equivalente a 13,7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).

A RTRS já trabalha com mais de 32.000 produtores de soja, bem como diversas marcas globais e conhecidas de alimentos e produtos agrícolas; a RTRS, portanto, está bem posicionada para fazer cumprir os compromissos do Manifesto, visto que a organização oferece um padrão global viável para a certificação da soja produzida sem desmatamento e sem contribuir para a conversão da vegetação natural.

De acordo com a Presidente da RTRS, Marina B. de Engels, parcerias colaborativas com produtores locais de soja são fundamentais. “A produção mundial de soja não pode prejudicar a biodiversidade mundial – esse é o nosso ponto de partida. É fundamental apoiarmos os produtores e a cadeia mais ampla de suprimento da soja, para que eles produzam soja responsável de acordo com um padrão confiável de desmatamento zero”, diz.

“No Brasil, os membros e produtores da RTRS já vêm demonstrando que é possível produzir soja segundo esse padrão e, ao mesmo tempo, ampliar as atividades comerciais. A RTRS oferece forte apoio ao Manifesto do Cerrado e está pronta para trabalhar com os produtores locais e contribuir para a solução, ao invés de fazer parte do problema”, complementa.

Uma recente inovação da RTRS foi a aprovação de seu novo Padrão de Produção de Soja Responsável. Essa terceira versão do padrão da RTRS foi acordada em junho de 2016 e tornou-se o padrão global de soja sustentável, promovendo o Desmatamento e Conversão Zero e relações trabalhistas e comunitárias mais progressistas.

Além de ser uma mesa-redonda global e multipartes, a RTRS também desempenha um papel crucial ao garantir a confiabilidade da certificação da produção de soja responsável. Em 2016, a produção certificada pela RTRS cresceu 29% em relação a 2015; mais de 32 mil produtores da Argentina, Brasil, Canadá, China, Índia, Paraguai, Uruguai e Estados Unidos produziram, juntos, mais de três milhões de toneladas de soja certificada pela RTRS. A maior parte dessa soja foi vendida no mercado europeu.

Segundo o Manifesto do Cerrado, incentivos e instrumentos econômicos – como os oferecidos pela RTRS – precisam ser desenvolvidos tanto pelo governo quanto pelo setor privado, de modo a recompensar os esforços dos agricultores que conservam as áreas de vegetação nativa.

De acordo com Jean F. Timmers, Líder de Soja Global da WWF e membro do Comitê Executivo da RTRS, é por isso que a RTRS será fundamental para promover os avanços necessários no cenário atual. "O WWF assinou o Manifesto do Cerrado, é parceiro-chave na Colaboração para Florestas e Agricultura e considera a RTRS o único padrão que proíbe, explicitamente, toda e qualquer conversão de vegetação natural, bem como uma ferramenta extremamente útil para garantir a consecução transparente desse objetivo”, comenta.

Marcelo Visconti, Diretor-Executivo da RTRS, afirma que a RTRS é o padrão capaz de realizar, em escala, as mudanças necessárias para proteger o Cerrado. “Trata-se de um desafio global que envolve as gerações futuras. Os compromissos internacionais do setor privado, do governo, da sociedade civil e da própria comunidade exigem ações renovadas e soluções sustentáveis ??em longo prazo”, avalia.

“À medida que a produção de soja responsável aumenta constantemente, a RTRS oferece uma via prática e comprovada para atender a essa enorme demanda. Nosso padrão cobre tanto vegetações naturais quanto florestas. Ele foi elaborado colaborativamente por meio de diálogos entre produtores, a indústria e ONGs; trata-se de uma certificação transparente e confiável, capaz de reduzir os riscos da cadeia de suprimentos. É por isso que a RTRS quer apoiar o Manifesto do Cerrado e oferecer seu padrão global como a principal via de execução de ações rápidas e tangíveis na região”, finaliza.

Fonte: Assessoria

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Ministério da Agricultura realiza simulado de febre aftosa no Acre

Treinamento visa reforçar a cooperação e a capacidade de resposta em uma zona com status de livre de febre aftosa sem vacinação.

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OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, entre os dias 12 e 18 de setembro, no município de Cruzeiro do Sul, no Acre, o exercício simulado de febre aftosa com mais de 180 servidores da área de saúde animal, além de servidores de forças de segurança e integrantes do Servicio Nacional de Sanidad Agropecuaria e Inocuidad Alimentaria (SENASAG), da Bolívia, e do Servicio Nacional de Sanidad Agraria (SENASA), do Peru. O exercício foi realizado em conjunto com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF-AC).

Fotos: Divulgação/Mapa

Exercícios simulados permitem treinar e aferir a capacidade de ação e intervenção do serviço veterinário oficial num momento de crise e a realização desse treinamento é uma das ações previstas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA), visando a manutenção do status de área livre de febre aftosa sem vacinação e um corpo técnico preparado para atuar de forma imediata.

“O exercício simulado teve como objetivo preparar os servidores para a organização da cadeia de comando e o cumprimento dos protocolos que devem ser adotados em uma situação real de surgimento da doença, até a completa eliminação do foco e reestabelecimento da condição sanitária” explica o diretor do Departamento de Saúde Animal, Marcelo Mota.

Conforme previsto no Plano de Contingência para Febre Aftosa, durante o treinamento foi instalado um Centro de Operações de Emergência Zoossanitária para que os participantes praticassem a organização e os procedimentos técnicos de biossegurança, vigilância e investigação clínica e epidemiológica, colheita e envio de amostras para diagnóstico laboratorial, eliminação de focos, limpeza e desinfecção de instalações e controle e inspeção do trânsito de veículos na região, assim como o uso de softwares para coleta e processamento de dados e gestão da informação.

As barreiras sanitárias contaram com a presença de equipes do Grupo Especial de Fronteira, da Polícia Militar, do Exército Brasileiro e da Polícia Rodoviária Federal nas principais vias terrestres e fluviais para fiscalização de trânsito na região.

Também foram exercitadas a logística de envio de amostras para análise laboratorial no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Minas Gerais (LFDA/MG) e a atuação dos serviços de comunicação, assessoria de imprensa e assessoria jurídica frente a uma emergência zoossanitária.

Ainda, segundo o diretor, “o objetivo do treinamento foi a preparação para enfrentar uma eventual ocorrência de febre aftosa, mas as medidas servem para todas as doenças emergenciais, como a peste suína clássica, peste suína africana, influenza aviária, entre outras. Os protocolos sanitários são semelhantes, e o caráter de emergência é o mesmo. Os resultados foram muito bons, permitindo avaliar os procedimentos previstos e subsidiar uma nova versão do plano de contingência, incluindo as sugestões colhidas durante o simulado”.

O simulado também recebeu o apoio do Governo do Estado do Acre e do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Acre (FUNDEPEC).

Fonte: Assessoria Mapa
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Impacto da estiagem na produção e nos preços dos alimentos

Alterações nas temperaturas e mudanças nos padrões de precipitação tendem a provocar alterações nos sistemas produtivos e colocar em risco o desenvolvimento de algumas culturas podendo, inclusive, no longo prazo, alterar seu zoneamento climático.

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Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

Os eventos climáticos extremos, como alterações nas temperaturas e mudanças nos padrões de precipitação, tendem a provocar alterações nos sistemas produtivos e colocar em risco o desenvolvimento de algumas culturas podendo, inclusive, no longo prazo, alterar seu zoneamento climático.

Cenários climáticos desfavoráveis podem, no mínimo, elevar os custos de produção, eis que mesmo as culturas que suportam melhor os diferentes tipos de estresse ambiental, podem perder qualidade ou ter a sua produtividade reduzida.

Assim, está claro que as mudanças climáticas podem impactar a disponibilidade da oferta dos alimentos e provocar aumento dos seus preços – os quais, por sua vez, dependem, também e ainda, de múltiplos fatores não apenas relacionados ao clima.

A produção de leite no Brasil tem sido afetada pelas mudanças climáticas de duas maneiras distintas: em algumas regiões, pela estiagem, noutras, pelo excesso de chuvas.

A estiagem prolongada no Brasil tem causado impactos na produção de leite, onde a escassez de água afeta diretamente a disponibilidade e qualidade da pastagem e o bem-estar dos rebanhos, ocasionando a queda na produção do produto.

Durante a estiagem, muitos produtores se veem obrigados a recorrer à suplementação, o que eleva os custos de produção. Em 2024, os preços um pouco mais controlados dos grãos em comparação a anos anteriores mitigam um pouco desse impacto ao produtor.

Entretanto, ainda assim, houve elevação dos custos de produção pela necessidade de suplementação do rebanho com o uso de tecnologias de manejo mais avançadas.

Para os pequenos e médios produtores, tal situação foi de mais difícil enfrentamento, ocasionando o abandono da atividade por parte de muitos produtores. Neste quadro, os agricultores familiares foram ainda os mais atingidos, por disporem de menos estrutura e recursos, culminando na concentração da produção em produtores de maior volume diário.

Além disso, com menos chuvas, a água disponível para o consumo animal e a irrigação das pastagens diminui, afetando a saúde e a produtividade dos rebanhos. Esse cenário intensifica o estresse térmico nos animais, reduzindo ainda mais a produção de leite. A falta de infraestrutura de irrigação adequada em muitas propriedades agrava a situação.

Foto: Gustavo Porpino

Já nas regiões afetadas pelo excesso de chuvas, os efeitos foram mais agudos, em algumas situações levando à perda total ou parcial do rebanho durante enchentes, a elevadas perdas de solo e de fertilidade ou ainda, no mínimo, à necessidade de recomposição das pastagens.

Preços

De modo geral, não há previsão de aumento nos preços de produtos como milho, arroz e trigo em decorrência da estiagem. Destaca-se, ainda, que os preços do trigo e do milho estão em baixa. Sobre leite, carne, arroz, feijão, frango e ovos, o impacto nos preços deve ser mais duradouro durante o período de estiagem, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, onde as condições climáticas são mais severas.

Os preços podem começar a apresentar algum alívio somente após a retomada de chuvas regulares e de melhorias na umidade do solo, o que pode demorar alguns meses dependendo da estação e da região.

Em relação a esses produtos, estima-se que os consumidores percebam esse aumento de preços provavelmente nos próximos meses, ante a intensificação da estiagem e o consequente reflexo nos preços ao consumidor final.

Fonte: Assessoria Superintendência de Gestão da Oferta da Conab
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Oferta do leite não cresce conforme o esperado, e preços voltam a subir

O consumo, por sua vez, tem se mantido firme; e os estoques nos laticínios caíram gradativamente em agosto, até atingirem níveis abaixo do normal em setembro.

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Foto: Semagro

O preço do leite ao produtor voltou a subir devido à oferta, que não cresceu como era esperado. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que, em agosto, a “Média Brasil” fechou a R$ 2,7607/litro, 1,4% acima da do mês anterior e 17,7% maior que a registrada em agosto/23, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de agosto). Apesar de o preço do leite pago ao produtor acumular avanço real de 32% desde o início de 2024, a média de janeiro a agosto deste ano (de R$ 2,53/litro) é 8,4% inferior à do mesmo período de 2023.

Até o início de agosto, os fundamentos de mercado apontavam reduções no preço do leite ao produtor neste terceiro trimestre. Por um lado, a produção de leite parecia estimulada pelo aumento da margem do produtor neste ano e, por outro, a demanda seguia condicionada aos preços baixos nas gôndolas. Fora isso, as importações, ainda em volumes elevados, pressionavam as cotações ao longo de toda a cadeia produtiva. Porém, a produção não cresceu como era esperado pelos agentes do setor.

Os dados mais recentes da Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE, divulgados em meados de agosto, mostram que a captação de leite cru pelas indústrias de laticínios no âmbito nacional caiu 6,2% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Comparando com o mesmo período do ano passado, o incremento foi de apenas 0,8%.

De julho para agosto, o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea avançou 5% na “Média Brasil”, mas o crescimento em Minas Gerais foi de 2,8% e, em Goiás, de apenas 1,5%. Apesar do aumento da margem do produtor nos últimos meses e de certa estabilidade nos custos de produção, o estímulo à atividade foi menor do que o esperado pelos agentes do setor. E o clima extremo não ajudou a atividade.

O excesso de chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul em maio fizeram com que a oferta crescesse pouco entre julho e agosto. A entressafra no Sudeste e no Centro-Oeste se intensificou com o calor a partir de agosto. E as queimadas em setembro fizeram esse cenário se agravar em termos nacionais. Além de comprometer o bem-estar animal, os incêndios têm prejudicado a produção de forragens para alimentação animal – o que eleva o custo de produção e limita a oferta.

Outro fator que reforçou a menor disponibilidade de lácteos entre agosto e setembro foi a diminuição das importações. Dados da Secex compilados pelo Cepea mostram que, em agosto, houve queda de 25,2% nas importações de lácteos, totalizando 187,8 milhões de litros em equivalente leite.

Como a oferta não se recuperou conforme o previsto, os estoques de lácteos nas indústrias não foram repostos como esperado. O consumo, por sua vez, tem se mantido firme; e os estoques nos laticínios caíram gradativamente em agosto, até atingirem níveis abaixo do normal em setembro. Esse contexto deve sustentar e intensificar o movimento de alta nas cotações entre setembro e outubro.

Fonte: Assessoria Cepea
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