Conectado com

Notícias

Assembleia do Paraná homenageia os 80 anos da Secretaria da Agricultura em sessão solene

Evento reconheceu os avanços da pasta e reforçou a importância de políticas públicas voltadas ao setor.

Publicado em

em

Fotos: Alanis Barbosa

A sessão solene da última terça-feira (03) no plenário da Assembleia Legislativa homenageou os 80 anos da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), completados em 2024. O evento reconheceu os avanços da pasta e reforçou a importância de políticas públicas voltadas ao setor.

Em oito décadas, a Seab tem ajudado a modernizar a infraestrutura do campo e promover o uso responsável da terra e dos recursos naturais, garantindo competitividade aos produtos paranaenses, segurança alimentar e qualidade de vida para a população.

A proposição foi do coordenador da Frente Parlamentar da Agroecologia e da Economia Solidária, deputado Professor Lemos; do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Luiz Traiano; do primeiro-secretário, deputado Alexandre Curi; do presidente da Comissão de Educação e líder do Governo, deputado Hussein Bakri; do presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, deputado Anibelli Neto e da líder do Bloco Parlamentar Temático da Agricultura, deputada Luciana Rafagnin.

Ao agradecer à homenagem, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, falou sobre o trabalho desempenhado por todos que se dedicam a fazer do Paraná o “supermercado do mundo”. “Os servidores ficaram muito felizes com esse reconhecimento, e ele é bom tanto para aqueles que fizeram parte dessa história como para aqueles que continuam a construí-la. O Paraná pratica uma ótima agricultura, a melhor agricultura do país. Então, ser reconhecido é algo que nos enche de orgulho”, disse.

Souza falou ainda sobre caraterísticas que distinguem o Paraná de outros estados, como cooperativas fortes, entidades representativas atuantes, bom diálogo entre os setores público e privado. “Se pegarmos os nossos ciclos da erva mate, da madeira, do café, dos grãos, do leite, tudo isso foi uma construção conjunta. Não é de graça que o Paraná é considerado o supermercado do mundo, são mais de 100 cadeias produtivas fortes”, completou.

Contribuição

Em seu pronunciamento, o atual secretário estadual da Fazenda e ex-secretário mais longevo da Seab (13 anos), Norberto Ortigara, destacou seus 46 anos de contribuição à Seab e a transformação histórica do agro paranaense. “Lá atrás era uma monocultura, passou por ciclos como o do café, da erva-mate, entre outros, mas que se diversificou e hoje pratica a melhor agricultura do Brasil, bem diversificada, com qualidade, com bom desempenho, é sem dúvida o setor da economia que mais cresceu em produtividade”.

Para ele, a Seab foi indutora desse processo, com pesquisa, assistência técnica, infraestrutura, produção de sementes, entre outras contribuições. “Quem faz agricultura são agricultores, são pecuaristas, são produtores de madeira, mas o olhar atento e técnico de da Seab construiu esse modelo vitorioso”.

Homenagem

Lemos destacou relevância da Seab no desenvolvimento do Estado. “Nós sabemos da importância que tem o trabalho feito por vários trabalhadores da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, porque ela contempla vários órgãos, de pesquisa, de assistência técnica, de infraestrutura, de fiscalização, entre outros”, disse.

Para o presidente da Comissão de Educação e líder do Governo, deputado Hussein Bakri, o Paraná vive um momento de desenvolvimento, em grande parte por conta de uma Secretaria de Agricultura forte, que apresenta resultados para a população. “Nós queremos parabenizar aqui toda a estrutura da Secretaria, inclusive as suas vinculadas. Receber um reconhecimento público faz bem e anima as pessoas a continuar trabalhando com a excelência de sempre”.

A líder do Bloco Parlamentar Temático da Agricultura, deputada Luciana Rafagnin, falou sobre a força da agricultura familiar. “Hoje temos mais de 370 mil propriedades, mas dessas mais de 80% são agricultores familiares. E a Secretaria sempre contribuiu muito para que todos os agricultores tivessem todo o apoio e pudessem tornar da agricultura do Estado do Paraná uma agricultura realmente positiva e com menos desigualdade no campo”.

O coordenador da Frente Parlamentar de Apoio a Cadeia Produtiva do Leite, deputado Luis Corti, destacou que a agricultura firme e forte é mais do que um orgulho, é um parâmetro para a economia nacional. “Nós homenageamos hoje a técnica que faz do Brasil o tamanho que é. Parabéns à Seab por nos deixar tão orgulhosos”.

História

A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná completou 80 anos em 18 de setembro. Nessa data, em 1944, o interventor federal Manoel Ribas assinou o Decreto-Lei 251 criando a Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Indústria e Comércio, dando à agricultura o protagonismo em um órgão estatal.

Até então ela figurava como departamento da Secretaria de Estado dos Negócios de Obras Públicas, Viação e Agricultura. O primeiro secretário foi o engenheiro agrônomo Manoel Carneiro Albuquerque Filho. Ele trabalhava no Ministério da Agricultura, no Rio de Janeiro, e transferiu-se ao Paraná a convite do presidente Getúlio Vargas para assumir a função de secretário até o final de 1945. Outros 44 secretários seguiram-se a ele.

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento tem atualmente 367 servidores efetivos distribuídos entre a sede, em Curitiba, e 23 Núcleos Regionais espalhados pelo Estado. Além deles, há 62 técnicos administrativos terceirizados e outros 51 colaboradores. A estrutura também tem o apoio de sete estagiários e 30 residentes técnicos.

Três instituições estão vinculadas à Seab. A Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa) foi criada em 1972 e imediatamente passou a integrar a estrutura da secretaria participando de planos e programas, visando ao abastecimento e à segurança alimentar. A Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) foi criada em 2011 assumindo as funções de defesa sanitária animal e vegetal após a extinção do Departamento de Fiscalização (Defis).

A terceira vinculada passou a fazer parte da estrutura em 2019. O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) foi resultado da incorporação do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA) e do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), unindo pesquisa, assistência técnica e extensão rural em uma mesma unidade.

Com apoio técnico e esforço de milhares de pessoas, o Paraná chega em 2024 com um Valor Bruto de Produção Agropecuária de quase R$ 200 bilhões, liderança em alguns segmentos (feijão, cevada, frangos e peixes) e protagonismo internacional em outros (soja, trigo, milho, suínos e leite). O agronegócio também representa cerca de 70% da pauta de exportações, fruto de um trabalho de grandes e pequenas agroindústrias e do cooperativismo.

Presenças

Participaram do evento servidores do Sistema Estadual da Agricultura (Seagri), composto, além da Seab, pela Adapar, IDR-Paraná e Ceasa; o diretor presidente da Ceasa, Eder Bublitz; o diretor-presidente do IDR-Paraná, Richard Golba; o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza; ex-secretários da Agricultura do Paraná, como George Hiraiwa (2018) e Orlando Pessuti (2003-2006); e representantes de diversos órgãos, associações e empresas ligadas ao segmento.

Fonte: AEN-PR

Notícias

Mapa lança projeto para ampliar mercado de pequenas agroindústrias

Iniciativa busca facilitar acesso ao Sisbi-POA e fortalecer negócios rurais.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, durante a Feira Brasil na Mesa, o projeto SIMples AsSIM, iniciativa desenvolvida em parceria com o Sebrae para ampliar a inserção de pequenas agroindústrias no mercado nacional e fortalecer os pequenos negócios rurais.

Durante a palestra, a coordenadora-geral do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), Claudia Valéria, destacou que os avanços do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) abriram caminho para a criação do projeto. Segundo ela, a modernização dos processos foi essencial para ampliar a adesão ao sistema.

O projeto busca ampliar o acesso de produtos de origem animal ao mercado nacional por meio de qualificação técnica, modernização da inspeção, apoio à adequação sanitária, entre outras ações. A proposta também prevê identificar os principais desafios enfrentados pelos empreendedores e apoiar a integração ao Sisbi-POA.

A regularização de agroindústrias de pequeno porte é considerada estratégica para promover a inclusão produtiva, reforçar a segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento econômico local.

Durante a apresentação, Cláudia também ressaltou a importância de outras iniciativas, como o Projeto ConSIM, que contribuiu para a integração de consórcios públicos ao sistema. “Entre 2020 e 2025, 68 consórcios públicos no Brasil se integraram ao sistema, permitindo que muitos municípios ampliassem a comercialização de seus produtos”, afirmou.

Apesar dos avanços, o número de estabelecimentos ainda não acompanha o crescimento dos serviços de inspeção integrados. “Observamos um grande número de serviços integrados, mas os estabelecimentos não cresceram na mesma proporção. Por isso, surgiu a necessidade de fortalecer esses produtores e capacitá-los para acessar o mercado nacional”, pontuou.

O projeto está estruturado em três eixos: inclusão de agroindústrias no Sisbi-POA; fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal com base em análise de risco; e apoio técnico à estruturação de agroindústrias de pequeno porte.

O projeto-piloto será iniciado em Santa Catarina, estado com grande número de agroindústrias e potencial de expansão. A iniciativa prevê diagnósticos in loco e planos de ação personalizados para apoiar a adequação dos estabelecimentos. “Mais de 80% das agroindústrias demonstraram interesse em expandir seus mercados. Isso mostra que há demanda e que precisamos criar condições para que esses produtores avancem”, concluiu a coordenadora-geral.

O analista do Sebrae Warley Henrique também apresentou os resultados iniciais do projeto. Entre eles, o diagnóstico on-line que identificou as principais dificuldades relacionadas à estrutura dos serviços de inspeção que limitam a integração dos estabelecimentos ao Sisbi, com 217 respondentes.

Também foi realizada pesquisa com técnicos dos estabelecimentos, que reuniu 114 participantes, sobre os principais entraves para obtenção do selo Sisbi, além do levantamento das orientações técnicas necessárias para cada estabelecimento.

Após a fase de levantamento, o projeto avança para a estruturação da metodologia de atendimento e para a implementação das ações em campo, com início previsto para maio de 2026, em Santa Catarina.

Fonte: Assessoria Mapa
Continue Lendo

Notícias

Copacol recebe Prêmio de Melhor do Biogás pelo segundo ano consecutivo

Projeto premiado destaca eficiência na geração de energia a partir de resíduos e reforça liderança da cooperativa em sustentabilidade.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A Copacol consolidou mais uma vez sua posição de referência nacional em energias renováveis ao conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Melhores do Biogás Brasil 2026, na categoria Melhor Planta Indústria.
O reconhecimento apresentado no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu, destaca o desempenho da Usina de Biogás instalada na UPL (Unidade de Produção de Leitões), em Jesuítas, e evidencia o compromisso da Cooperativa com inovação, eficiência energética e preservação ambiental. “É uma satisfação imensa receber o Prêmio de Melhor do Biogás, que reconhece o desempenho desse importante investimento em sustentabilidade. O respeito ao meio ambiente é uma prática em nossas atividades, por isso, buscamos alternativas que consolidem esse comportamento e preservem ainda mais nossas riquezas”, complementa o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

A premiação reforça os resultados obtidos pela cooperativa ao longo dos últimos anos, especialmente no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de energia limpa. Somente em 2025, a usina produziu 6.813.437 kWh de energia a partir dos resíduos gerados pela Unidade de Produção de Leitões e pela Unidade de Produção de Desmamados, resultado que representou economia em energia elétrica e aproveitamento de resíduos equivalentes a R$ 6,4 milhões. “O Prêmio de Melhor do Biogás demonstra o compromisso da Copacol com a sustentabilidade, a destinação correta de resíduos, principalmente com e uso de energia renovável”, afirma o gerente de Meio Ambiente da Copacol, Celso Brasil.

O modelo premiado de geração de energias renováveis recebeu a visita de empresários do ramo do Brasil e do exterior. A programação contou com apresentação técnica e um passeio guiado às instalações, mostrando a realidade operacional da planta e os processos utilizados para transformar resíduos em energia. A Copacol foi escolhida como destino técnico pelo reconhecimento do projeto como modelo de sucesso no setor. “Existe muito estudo no desenvolvimento do projeto da Copacol e isso é fundamental. A operação leva em consideração dados diários de composição dos substratos, concentração de material orgânico e existe um monitoramento contínuo da planta. As tomadas de decisão são baseadas nos dados gerados. Isso dá segurança e impressiona bastante”, afirma a analista da Embrapa, Fabiane Goldschnidt, que atua em projetos de gerenciamento de resíduos, produção de biogás e biometano.

A usina também chamou a atenção de representantes da área acadêmica. Rosiany de Vasconcelos Vieira Lopes, professora da Universidade de Brasília, natural de Campina Grande e atualmente residente em Brasília, participou da visita técnica. “Fiquei muito surpresa com a estrutura. Percebemos na prática a utilização de resíduos aproveitados de uma maneira renovável e sustentável para a produção de energia.”

Fonte: Assessoria Copacol
Continue Lendo

Notícias

Selos distintivos ganham destaque como estratégia de valorização no agro

Certificações reforçam origem, qualidade e ajudam produtores a acessar mercados.

Publicado em

em

Fotos: Divulgação

Os selos distintivos são certificações voltadas para os produtores rurais que objetivam o desenvolvimento, a valorização e a diferenciação na agricultura brasileira. Para tratar do tema, foi realizada a palestra “Chefs de Origem: Estratégia de Valorização dos Produtos de Origem e dos Pequenos Negócios”, durante a Feira Brasil na Mesa.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o coordenador-geral de Fomento à Agroindústria, Nelson Andrade, apresentou os selos distintivos sob a coordenação do Mapa. “Os selos distintivos são certificações que comprovam origem, qualidade, autenticidade e conformidade com padrões específicos. Eles geram confiança, credibilidade e ajudam o consumidor a fazer escolhas mais conscientes”, explicou Nelson Andrade.

Os principais selos e certificações são: Boas Práticas Agropecuárias; Produção Integrada; Selo Arte; Selo Queijo Artesanal; Indicação Geográfica e Marcas Coletivas.

As Boas Práticas Agropecuárias (BPA) são um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas aplicadas nas etapas da produção, processamento e transporte de produtos alimentícios e não alimentícios.

Já os selos Arte e Queijo Artesanal buscam trazer agregação de valor para produtos alimentícios artesanais de origem animal com características especiais e diferenciadas.

As marcas coletivas são sinais distintivos utilizados para identificar produtos ou serviços provenientes de membros de uma entidade coletiva, possibilitando a diferenciação de mercado, a proteção jurídica e a valorização de produtos e serviços, sendo utilizadas por associações, cooperativas, sindicatos e outras entidades.

As Indicações Geográficas (IGs) são sinais que identificam a origem de um produto ou serviço quando determinada qualidade, reputação ou característica está vinculada à sua origem. Protegem a origem, a tipicidade e a reputação do produto. São duas modalidades: indicação de procedência, que considera a região reconhecida como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço; e denominação de origem, quando qualidade e características estão vinculadas a uma indicação geográfica.

São mais de 150 IGs para produtos da agricultura e da agropecuária brasileiras, principalmente de mel, própolis, carnes, pescados e derivados.

Durante a apresentação, Nelson destacou que o impacto dos selos vai além da certificação. “Eles fortalecem a origem, valorizam tradições e impulsionam o desenvolvimento do campo. Valorizam os produtos, evidenciam a cultura local, destacam a qualidade e a singularidade, valorizam a diversidade e fortalecem as agroindústrias”, salientou.

O coordenador também ressaltou o papel das políticas públicas no apoio aos pequenos produtores. “Essas iniciativas são fundamentais para que o produtor consiga acessar mercados de forma estruturada, manter sua atividade e agregar valor ao que produz”, pontuou.

Ao final, representantes do Sebrae apresentaram o projeto “Chefes de Origem”, que busca a produção, a organização e o fornecimento qualificado por meio da conexão entre produtores locais e restaurantes, promovendo a transformação gastronômica e dando visibilidade aos pequenos produtores.

Fonte: Assessoria Mapa
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.