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Avicultura

Asgav inicia atividades da Semana do Ovo com Palestras para Universitários

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Ontem, 07 de Outubro foi realizada  a apresentação do Projeto Ovos RS e uma Palestra sobre a Importância do Ovo na Alimentação Humana, proferida pela Nutricionista Helena Flores Konzen.

A apresentação do Projeto Ovos RS ficou por conta do Diretor Executivo e Coordenador do Projeto Eduardo dos Santos, o qual apresentou para os alunos de agronomia e veterinária da UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL- ULBRA, as diretrizes do Projeto.

A nutricionista Helena Flores Konzen, falou sobre as informações atualizadas sobre o ovo e suas  propriedades funcionais  que ajudam na alimentação e na saúde humana.

Após as apresentações houve um bate papo com os alunos e foram distribuídos brindes alusivos ao Dia Mundial do Ovo.

Esta foi a primeira de muitas atividades que o Projeto Ovos RS estará desenvolvendo na semana em que se comemora o Dia Mundial do Ovo, incluindo destaque ao setor de produção de ovos em Brasília na Câmara Federal de Deputados e na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

A ASGAV- Ovos RS é filiada ao IEC  – International Egg Commission e tem apoio oficial para suas ações de incentivo ao Consumo de Ovos e ações sociais  que fazem parte das atividades alusivas ao Dia Mundial do Ovo  11 de Outubro de 2013.

"A Asgav está dando um destaque especial para este alimento essencial para nutrição humana e também exaltando a importância do setor de produção de ovos para economia nacional"  comenta Nestor Freiberger – Presidente da Asgav/Sipargs.

No site da Entidade constam as atividades alusivas ao dia mundial do ovo preparadas com criatividade, responsabilidade social, valorização do ovo como alimento essencial para as pessoas  e também um ato especial que é o destaque que Ovos RS conseguiu para o setor na Câmara Federal dos Deputados em Brasília e na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.  Confira: http://www.asgav.com.br/noticias_detalhe.php?id=2098

Fonte: Comunicação ASGAV

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Avicultura Uso racional

Avicultura precisa mensurar melhor quanto gasta de água

Frangos de corte, matrizes reprodutoras e poedeiras comerciais consomem, em média, dois litros para cada quilo de ração consumida. Diante disto, aves com melhor conversão alimentar vão consumir menos água para produzir o mesmo peso.

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Envolvida em muitas funções fisiológicas, a água chega a compor 85% da estrutura corporal de pintainhos e de até 75% em aves adultas. Por isso, a reposição da água corporal e a qualidade desta água ingerida é fundamental para o consumo adequado dos animais para evitar desidratação e redução no consumo da ração.

Em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, o diretor Global de Contas Estratégicas da Cargill Animal Nutrition, Antônio Mário Penz Junior, destacou que diante da escassez hídrica vivenciada nos últimos anos é preciso cada vez mais buscar alternativas para o uso racional da água. Neste contexto, é fundamental rever todos os processos que envolvem a utilização de água na atividade avícola, desde as granjas reprodutoras, passando pelos incubatórios, produção de frangos, abatedouro e fábrica de ração.

Antônio Mário Penz Junior: “Sem medir a qualidade da água não podemos melhorar qualquer processo” – Fotos: Arquivo/OP Rural

Conforme Penz, em um incubatório se espera um consumo total de água de 300 ml/1000 pintainhos, enquanto que em um abatedouro, o valor médio empregado de água é de 22 litros/ave abatida. “Na propriedade rural só agora começa a discussão deste tema, uma vez que se começa a ver a coleta de água da chuva e de linhas de bebedouros para serem usadas em refrigeração de painéis evaporativos ou para outros usos, até irrigação de plantas da casa do produtor ou em suas hortas, quando não em alguma produção de grãos”, relata. Ele palestrou sobre “Qualidade de água: sustentabilidade x crise hídrica” no 22º Simpósio Brasil Sul de Avicultura, promovido em abril pelo Núcleo de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), na cidade de Chapecó (SC)

Quantidade ideal de água por frango

Frangos de corte, matrizes reprodutoras e poedeiras comerciais consomem, em média, dois litros para cada quilo de ração consumida. Diante disto, aves com melhor conversão alimentar vão consumir menos água para produzir o mesmo peso. “Qualquer desvio desta proporção por dias subsequentes sugere alguma anomalia na saúde dos animais, que podem consumir mais, em um processo febril e consumir menos pelo uso de água quente, bebedouros altos, etc.”, alerta.

Outro fator a ser considerado é a mortalidade, uma vez que quanto maior a idade com que as aves morrem, maior o consumo de água e de ração que serão perdidos. Já frangos com dieta peletizada podem consumir até 20% menos água do que aves que consomem dieta farelada, além de apresentar melhor conversão alimentar, o que leva a uma redução de consumo de água.

Penz diz que é imprescindível medir o que é gasto nos diferentes processos de produção. Em incubatórios e abatedouros esta é uma medida regular, um item de controle. Mas na propriedade, além do que é gasto com as aves, tem que medir o que é gasto em outros processos na produção, como nos painéis evaporativos. “Cada produtor, com a medida de consumo total na propriedade, definirá um indicador que poderá ser por frango produzido/mês, por frango produzido por metro quadrado de galpão por ano, etc. As empresas integradoras terão importante papel nesta atividade, estimulando os produtores a começar a medir o que gastam e como podem fazer para que reduzam seus gastos. Sem medir não podemos melhorar qualquer processo”, expõe.

Para aplicar na prática o método da água sustentável, Penz afirma que é necessário começar com a medição do consumo de água que cada propriedade tem e definir valores de referência para cada segmento de produção. Para isto, as propriedades deverão ter pelo menos um hidrômetro de registro. “E se quiserem ser ainda mais eficientes que tenham hidrômetros em diferentes segmentos como tambo, pocilga, aviário, casa do proprietário etc.”, menciona, ressaltando: “Temos que medir o que é consumido e devemos fazer análises sistemáticas da água usada pelos frangos – duas vezes por ano, sendo na época de chuva e na seca -, para identificarmos se há algum cuidado que deve ser dado à água antes que seja utilizada pelos produtores e seus animais”.

Em termos de temperatura, são recomendados valores inferiores a 25ºC. Com relação ao pH, que seja entre 6 e 7. Água com pH alcalino (9) deve ser acidificada, para que atinja, pelo menos a neutralidade (pH 7,0), orienta o diretor global.

Para a concentração mineral da água, Penz sugere como indicador de referência o uso de sólidos dissolvidos totais, onde os valores devem ser de no máximo 1000 mg/L. “Acima disto e quanto maior for este valor, maior atenção o produtor deverá dar a água que está sendo usada pelas aves, em geral”, salienta.

Em relação ao que provoca nas aves a falta de consumo d’água, Penz é enfático: “O frango come por que bebe! Desta forma, se a ave toma 90% do que deveria consumir, seu consumo de ração será 10% abaixo do previsto e, com isto, o resultado de produção do lote será muito prejudicado”.

Medição de consumo de água

O profissional declara que para se pensar em soluções econômicas ao uso d’água para o futuro é preciso agir no presente, iniciando com a medição do que está de fato sendo consumido na propriedade. “A medição de consumo de água de uma propriedade rural não é um procedimento convencional, pois a água, normalmente, vem da propriedade, através de açudes, poços rasos ou profundos, porém, sem medir não podemos definir metas”, pontua.

Tecnologia e uso racional

“Com os equipamentos hoje disponibilizados já é possível identificar o consumo e a temperatura de água em tempo real e relacionar este consumo com o consumo de alimento. Qualquer alteração que ocorra no aviário será identificada imediatamente, permitindo ações mais rápidas e efetivas”, assegura Penz.

Ele cita que já estão disponíveis no mercado equipamentos que permitem medir o peso dos frangos, em tempo real, através do uso de câmeras, além do surgimento de equipamentos que mensuram características ambientais importantes no galpão, como concentração de CO², umidade, amônia, velocidade do ar e temperatura, além de sons distintos produzidos pelos animais. “Qualquer desvio de parâmetros ambientais e comportamentais podem comprometer o consumo de água que, por consequência, comprometerá o consumo de alimento”, reforça.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura – Corte & Postura.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Alternativas eficientes

Especialista orienta sobre como manter a saúde das aves sem o uso de antibióticos como promotores de crescimento

Coordenador do Programa de Resistência Antimicrobiana e Desenvolvimento de Alternativas e vice-diretor do Instituto de Patobiologia Veterinária do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), da Argentina, Mariano Fernández Miyakawa, diz que existem muitas alternativas em uso e em outras em desenvolvimento que vão em encontro a substituição desse medicamentos.

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Fotos: Arquivo/OP Rural

Usados na avicultura, principalmente, para gerar benefícios na produção, como melhorar o ganho em peso, a conversão alimentar e reduzir a mortalidade, os antibióticos são aplicados na avicultura, porém o uso desses medicamentos vem sendo reduzido gradualmente na produção brasileira. A redução se deve às mudanças na legislação, em razão da resistência antimicrobiana que pode interferir também na saúde humana.

Coordenador do Programa de Resistência Antimicrobiana e Desenvolvimento de Alternativas e vice-diretor do Instituto de Patobiologia Veterinária do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), da Argentina, Mariano Fernández Miyakawa: “A recomendação é usar antibióticos com prudência e apenas medicar animais doentes ou lotes onde a percentagem de animais doentes o justifique, sempre sob a supervisão de um veterinário e com um diagnóstico preciso” – Foto: Divulgação

No entanto, os problemas causados pelo uso excessivo de antibióticos como promotores de crescimento não ser restringem aos humanos. “O desenvolvimento e disseminação da resistência antimicrobiana também terá um impacto negativo na produção animal e na economia mundial”, é o que aponta Mariano Fernández Miyakawa, coordenador do Programa de Resistência Antimicrobiana e Desenvolvimento de Alternativas e vice-diretor do Instituto de Patobiologia Veterinária do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), da Argentina. O profissional fala sobre as novidades desse tema durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura, que aconteceu em abril, em Chapecó (SC).

A prática, segundo Fernández, é totalmente desaconselhada, pois os antibióticos devem ser usados apenas para tratar animais doentes. “Sob essa perspectiva, cada vez mais países estão restringindo seu uso, somado à pressão dos consumidores para poder acessar a carne produzida sem antibióticos, incluindo, sobretudo, os promotores”, relata.

Portanto, reduzir seu uso é considerado fundamental para minimizar o impacto do problema e se adequar à legislação brasileira. Desta forma, a retirada dos antibióticos deu origem à alternativas para como estratégias para substituir os promotores de crescimento.

De acordo com Mariano, a retirada dos antibióticos como promotores de crescimento não causa nenhum problema às aves, “pois há conhecimento, ferramentas e aditivos (alternativas) que em seu resultado global podem até ser superiores ao uso de antibióticos”, afirma.

Para ele, saúde intestinal, como parte da saúde das aves, deve ser mantida com medidas que incluem vacinação eficaz, medidas de biossegurança, densidade adequada do lote e a escolha correta de aditivos. “Muitas vezes essas medidas são difíceis de abordar, ou devido a questões culturais, econômicas ou de gestão/conhecimento. Mas devemos dizer que a saúde intestinal das aves não foi garantida pelos antibióticos promotores”, pois segundo Fernández, há evidências de que os antibióticos poderiam agravar o aparecimento de patógenos cada vez mais virulentos e aumentar sua dispersão e manutenção dentro do sistema. “Portanto, essa mudança de paradigma no uso de alternativas deve ser vista como uma oportunidade para aumentar a eficiência do nosso sistema produtivo a médio e longo prazos”, afirma Fernández.

A saúde intestinal das aves é fundamental, pois é o que permite manter a absorção adequada de nutrientes e uma barreira contra muitos patógenos, um ponto-chave para a eficiência econômica. De acordo com Mariano, também é importante ter um ambiente saudável e manter um desenvolvimento adequado do animal. “Assim, evitamos complicações gerais de saúde, bem como alterações fisiológicas e comportamentais da ave que possam impactar negativamente nessa busca pela eficiência e bem-estar do animal”, ressalta.

Alternativas

Existem muitas alternativas em uso e em outras em desenvolvimento que vão em encontro a substituição desse medicamentos e que podem ser classificados de várias maneiras, mas em geral estão associados a produtos derivados de microrganismos (probióticos, pós-bióticos, peptídeos, etc.); medicamentos, produtos químicos (prebióticos, ácidos, etc.) e enzimas; fitoquímicos (extratos vegetais, óleos essenciais, saponinas, taninos, etc.) e produtos derivados relacionados ao sistema imunológico.

Conforme Fernández, cada um possui características específicas e, embora os mecanismos de ação propostos variem, mesmo entre produtos semelhantes (por exemplo, dois fitoquímicos semelhantes), em geral estão relacionados à modulação da microbiota, efeitos diretos no trato intestinal e na fisiologia do hospedeiro, incluindo o sistema imunológico. “Em algumas alternativas, um mecanismo pode ser mais preponderante que outro, porém temos que considerar que estamos falando de um sistema complexo, que se estabelece entre a microbiota intestinal e a ave, de modo que cada efeito de um lado influenciará o outro”, explica.

Processo de transição

A transição dentro da granja pode ocorrer de maneira rápida e segura, desde que se escolher corretamente as alternativas indicadas para cada sistema produção. No entanto, de acordo com Fernández, o maior desafio muitas vezes está nas pessoas encarregadas de aplicar a mudança, pois ainda existe receio e resistência a essa substituição. “Este medo leva a crer que qualquer situação negativa que surja no sistema de produção é rapidamente associada à substituição, o que pode ameaçar a mudança realizada”, aponta Fernández.

Custo

Considerado o principal “vilão” na produção brasileira de proteína animal, o custo de produção é extremamente debatido e os processos produtivos ajustados para que sejam minimizdos, sem comprometer a produtividade.

Dentro desse atual contexto, qualquer mudança pode ser vista com preocupação pelos produtores, em razão de possíveis encarecimentos do custo de produção.

Entretanto, as alternativas aos promotores de crescimento convencionais não acarretam aumento aos avicultores, segundo Fernández. “Com a oferta de alternativas disponíveis, não deve ser mais caro se a escolha for adequada ao meu sistema”, afirma.

No entanto, conforme Mariano, devemos ter em mente que muitas vezes diferentes alternativas são adicionadas aos alimentos, por diferentes motivos, como cobrir possíveis problemas, que muitas vezes não são necessários. “Isso acaba aumentando o custo do uso dessas alternativas”, menciona.

Por outro lado, o impacto ao longo do tempo, o uso dessas alternativas nos sistemas de produção, acompanhado de outras medidas como vacinação, biossegurança e densidade, devem gerar um sistema mais estável e previsível. “E portanto, menor custo de produção associado a problemas de saúde clínicos e subclínicos”, salienta Fernández.

Alternativas futuras

O desenvolvimento de alternativas vem evoluindo desde os anos 2000, com um forte impulso de pesquisa e desenvolvimento nos últimos anos.

Segundo Fernándes, no início, o foco era muito na capacidade antimicrobiana das alternativas, para depois incluir a ave como alvo de ação das alternativas e depois incluir ambas. “No futuro, talvez mais próximo do que esperamos, teremos alternativas que atuem diretamente nos principais mecanismos que nos permitem estimular o crescimento dos animais e teremos mais uma mudança de paradigma”, ressalta. Embora, conforme ele, a indústria ainda esteja tentando entender quais são esses mecanismos, muito desse conhecimento já se tem e o desafio está em juntar essas peças. “É muito provável que isso também afete a forma como prevenimos a adversidade das doenças infecciosas intestinais, favorecendo uma microbiota robusta e um sistema imunológico ativo”, salienta.

Mas para progredir ainda mais, de acordo com ele, é preciso descrever com mais detalhes a dinâmica das várias microbiotas sob diferentes condições, os metabólitos que são gerados e as vias de comunicação que se estabelecem entre a microbiota gastrointestinal e a ave. “Essas práticas começaram a entender graças ao custo cada vez mais acessível das técnicas de sequenciamento massivo, por exemplo”, sustenta.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura – Corte & Postura.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Boas práticas de manejo

Jejum pré-abate causa problemas se for muito longo ou muito curto

Hirã Azevedo Gomes orienta sobre como fazer esse processo corretamente, destacando que o principal problema atribuído ao manejo inadequado do período de jejum pré-abate é a contaminação das carcaças durante o processo de abate no frigorífico.

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Fotos: Arquivo/OP Rural

Entre a chegada dos pintainhos na granja até o momento do abate das aves, existe um ciclo de alojamento que corresponde a aproximadamente 45 dias, na maioria dos casos, e as boas práticas de manejo nesse período são primordiais para determinar um desempenho satisfatório do lote até o envio para o frigorífico.

Hirã Azevedo Gomes, Assessor Técnico Latino América na empresa Ilender: “O manejo pré-abate ideal corresponde a aplicação das técnicas que garantam o máximo esvaziamento do trato digestivo das aves, sem afetar negativamente o desempenho, rendimento econômico e o bem-estar animal” – Foto: Divulgação

Embora o manejo pré-abate represente menos de 1% do tempo de vida da ave, segundo o assessor técnico Latino América na Ilender, Hirã Azevedo Gomes, quando não se dá a devida atenção nessa fase, todo o ciclo pode ser comprometido. “Isso impacta negativamente no rendimento e na qualidade física e microbiológica do produto final”, enfatiza.

Gomes fez palestra sobre o tema durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), realizado em abril, no município de Chapecó (SC), para atualizar profissionais do setor sobre temas de interesse atual da cadeia avícola.

Jejum

Conforme Hirã, o principal problema atribuído ao manejo inadequado do período de jejum pré-abate é a contaminação das carcaças durante o processo de abate no frigorífico. “Tanto um período curto demais ou longo demais geram problemas de contaminação”, aponta.

Hirã explica que isso acontece por conta das aves apresentarem intestinos cheios de excretas ou por apresentarem fragilidade intestinal, o que pode resultar no rompimento durante o processamento. Ele cita ainda a relação do jejum perdas zootécnicas e de bem-estar das aves. “Não podemos desconsiderar que o manejo inadequado do jejum gera perdas de peso e descumprimento das normas de bem-estar animal, menciona.

Se a retirada da ração acontecer prematuramente, ou seja, um longo período em jejum, a consequência será a perda de peso das aves e fragilização dos intestinos, devido ao excessivo esvaziamento, é o que explica Gomes. “Isso gera perdas econômicas, desconforto para a ave e elevação da contaminação na indústria por rompimento dos intestinos extravasando fezes durante o processo de abate”, ressalta o especialista.

A prática é regulamentada pela legislação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pelas normas de bem-estar animal, e determina que as aves não devem ser submetidas a período total acima de 12 horas de jejum, limite aceitável para não estar em desacordo a esta legislação. Sabe-se que a execução do correto manejo pré-abate possibilita o manejo com período total de jejum médio próximo a 08 horas. “Estas práticas nos garantem melhor bem-estar, menos perdas de qualidade e econômicas” destaca.

Condenadas

Segundo o Mapa, as carcaças ou partes com evidências de contaminação por fezes devem ser condenadas, ou seja, não serão consideradas aptas ao consumo e devem ser descartadas. Tal medida afeta diretamente o custo final do produto, pois acarretou todo o custo de produção até o final do processo e não pode ser comercializada.

Ainda, segundo o profissional, o jejum pré-abate não afeta somente a condenação por contaminação, mas também pode estar envolvido índices de contaminação microbiológica da indústria e seus produtos. Uma vez que a ave é submetida a período longo de jejum vai, sem dúvida, comer cama de aviário para saciar a fome, potencializando a carga bacteriana em seu sistema digestivo. “Na indústria, caso ocorra o rompimento do inglúvio e intestinos durante o processo, o conteúdo é exposto, incrementando a carga microbiológica do sistema”, salienta Gomes.

Jejum hídrico

As aves devem ter acesso a água de qualidade por todo o tempo que estiverem na granja e a retirada da água deve iniciar somente no momento que se inicia o carregamento das aves. “Esse tempo vai variar conforme o tempo de apanha, transporte e espera no frigorífico. Ideal que estas 3 etapas sejam executadas em menor tempo possível, para evitar perdas e desconforto as aves”, salienta.

Tecnologias a favor

O avanço tecnológico dos sistemas de climatização dos galpões nos últimos anos contribuiu de maneira contundente na cadeia produtiva da avicultura e se tornou uma das principais ferramentas para todo ciclo de produção, inclusive, para o processo de jejum. O fato de garantir o bem-estar dos animais permite que as aves estabeleçam um padrão de consumo de alimento e água durante toda sua vida e a padronização do manejo pré-abate.

De acordo com Gomes, as variações do ambiente são facilmente percebidas pelas aves e fazem com que elas alterem seu comportamento para adaptação ao ambiente inadequado. “Esta compensação na maioria das vezes é feita por alteração nos consumos para mais ou para menos”, explica Hirã.

Manejo da apanha

A expressão “comer com os olhos” na culinária representa o poder que uma boa apresentação dos pratos proporciona, e a visão é o primeiro sentido estimulado que aguça a vontade de degustar a refeição.

Apanha das aves é crucial para a aparência do produto final dentro do supermercado

Essa estratégia vale também para os alimentos expostos nas gôndolas dos supermercados. A aparência dos cortes é importante para atrair o consumidor, e de acordo com Gomes, o manejo da apanha está diretamente relacionado a qualidade visual do produto no supermercado, “o que realmente o cliente final observa e leva em consideração ao fidelizar-se com uma marca”, destaca Gomes.

Conforme ele, a etapa de carregamento se apresenta decisiva nesse contexto, uma vez que no Brasil este processo acontece de forma totalmente manual. “Nesse sentido, a gestão de pessoa passa a ser o maior desafio. Capacitação, melhoria das condições de trabalho e caminhões que facilitam o processo de carregamento passaram a ser o grande desafio no cenário atual”, aponta.

Material humano

Por mais que se tenha os melhores equipamentos e infraestrutura em uma granja, há uma peça indispensável que faz todas as outras se tornarem secundárias: as pessoas. São elas as responsáveis pelo refinamento das atividades cotidianas, e somente eles, os colaboradores, são capazes de detectar falhas para posteriormente corrigi-las.

A atenção, dedicação, conhecimento e principalmente o comprometimento das pessoas envolvidas no sistema de criação será um diferencial para alcançar a máxima produtividade do aviário.

Segundo Hirã, o conhecimento e comprometimento do produtor em realizar o correto manejo, no horaria definido, e manter o ambiente adequado até o último instante de permanência das aves em sua propriedade é fundamental. “100% das aves ao final do ciclo de criação literalmente passam pelas mãos de pessoas, uma por uma, sendo definido naquele curto momento o índice de qualidade visual do produto a chegar na mesa do consumidor”. E arremata: “a extensão rural e gestão de pessoas devem caminhar ao lado do avanço da tecnologia para que o sucesso seja garantido”.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura – Corte & Postura.

Fonte: O Presente Rural
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