Avicultura
Asgav divulga programação preliminar da 5ª Conbrasul Ovos
Evento vai reunir cerca de 500 líderes e representantes da indústria e produção de ovos em uma programação especial.

Qualidade do ovo, biosseguridade, inovações tecnológicas na avicultura da indústria e produção de ovos, sustentabilidade, saúde e nutrição animal e o cenário econômico mundial com seus impactos no agronegócio brasileiro são alguns dos temas que serão discutidos durante a 5ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul Ovos), que será realizada pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) entre os dias 1º e 3 de junho, em Gramado, no Rio Grande do Sul.

Presidente executivo da Asgav e organizador do Cobrasul Ovos, José Eduardo dos Santos: “A edição deste ano vai discutir os assuntos mais urgentes da produção, industrialização e comercialização de ovos no mundo e seus impactos para o produtor brasileiro” – Fotos: Divulgação/Asgav
O presidente executivo da Asgav e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos, antecipou alguns dos principais temas nesta semana. “A edição deste ano vai discutir os assuntos mais urgentes da produção, industrialização e comercialização de ovos no mundo e seus impactos para o produtor brasileiro. Uma novidade da última edição, a Conbrasiltec Ovos, que discute assuntos técnicos da produção, foi muito bem aceita e terá uma nova edição neste ano”, disse Santos.
A expectativa é reunir cerca de 500 participantes, entre empresários, produtores, dirigentes de empresas do setor e entidades e representantes de órgãos governamentais para debater os principais desafios e oportunidades no setor. “Será um grande encontro da avicultura da indústria e produção de ovos, que vai reunir todos os elos da produção, desde o segmento de genética, passando por sanidade, nutrição, equipamentos, industrialização e produção de ovos de todo o país, além de convidados internacionais”.
Programa
A programação técnica da Conbrasul Ovos 2025 começa na tarde de domingo, dia 1º de junho, com a segunda edição da Conbrasiltec e Ovos RS, para capacitação e inovação na indústria e produção de ovos. Este programa vai destacar Saúde animal com lições e estratégias para a avicultura.
Entre os temas debatidos estarão o Grau de expansão da Influenza aviária nas Américas: Lições e perspectivas futuras na visão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Biosseguridade na produção e como ser efetivo no controle de patógenos, Laringotraqueíte e as melhores práticas para prevenção.
Um painel sobre a Indústria e a qualidade de ovos em evolução vai discutir os novos tempos na avicultura, a modernização e inovação nos sistemas de produção de ovos, as Soluções e tecnologias para saúde e nutrição das aves e fatores que também melhoram a rentabilidade do produtor e o papel da genética na sanidade, na produção e no mercado de ovos. A Conbrasiltec Ovos será encerrada com um painel sobre avicultura sustentável e saudável, com temas como sustentabilidade ambiental e competitividade na produção de alimentos, otimização do processo de produção e classificação de ovos para maior eficiência e qualidade e o papel vital da produção sustentável de ovos nos sistemas alimentares.
Na segunda-feira, dia 2 de junho, a programação magna será aberta às 08h50 com uma Sessão de Economia e Suprimentos que vai
abordar os rumos da economia no Brasil e no mundo e o cenário financeiro para o agronegócio brasileiro, além do cenário da produção e fornecimento de grãos no Brasil frente as demandas para energia alternativa: expectativa de produção, preços, abastecimento, exportações e alternativas e um overview sobre indústria e produção de ovos no Brasil: números e projeções.
No período da tarde, a Sessão Sanidade e Negócios vai apresentar ações e estratégias para abertura e manutenção de mercados para a avicultura da indústria e produção de ovos: quais caminhos para ampliar a exportação de ovos? e as preocupações e possíveis consequências para a indústria de produção de ovos no caso de uma grande contaminação de influenza aviária.
Na terça-feira, dia 3, a Sessão Marketing e Comunicação: As forças a favor da indústria e produção de ovos será aberta às 09 horas com o tema ações e desafios na promoção do consumo de ovos. Logo depois, haverá uma apresentação de um caso de sucesso do restaurante “Contém Ovo”, de Florianópolis, em Santa Catarina. Uma visão e expectativas da indústria sobre a produção de ovos no Brasil vai encerrar a programação da manhã.
No período da tarde, a Sessão Magna vai discutir Perspectivas, desafios e inovação no mundo do ovo com a palestra manutenção do status sanitário avícola no Brasil e atualização das ações da DAS para manter as relações comerciais entre os países. Já os desafios para a indústria e produção de ovos no mundo: Perspectivas sanitárias, ambientais e de mercado: Quais caminhos podemos seguir? vai encerrar a programação oficial da Conbrasul Ovos 2025.
Outras informações sobre a Conbrasul Ovos 2025 estão disponíveis no site do evento www.conbrasul.com.br, ou podem ser obtidas através do e-mail [email protected] ou do telefone (51) 98600-9684.

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.



