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Asgav divulga programação completa da 5ª Conbrasul Ovos

Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos acontece em junho e foca nos principais desafios e oportunidades da postura comercial.

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A 5ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul Ovos) vai reunir os principais nomes da indústria de postura em um evento de alto nível técnico e estratégico. Organizado pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o encontro segue os moldes das conferências internacionais da International Egg Commission (IEC) e da Organização Mundial da Indústria e Produção de Ovos, reforçando sua importância global para o setor.

O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia e vai divulgar em tempo real pelas redes sociais tudo que acontece no evento e na edição de Avicultura Corte & Postura uma cobertura jornalística dos principais temas tratados.

Fotos: Divulgação/Asgav

Com foco em conteúdo qualificado, networking e atualização profissional, a Conbrasul Ovos será realizada de 1º a 03 de junho no Wish Serrano Resort & Convention, em Gramado (RS), e contará com painéis temáticos que abordarão sanidade, inovação, economia, sustentabilidade, comunicação e tendências mundiais da cadeia de postura.

Programação 

No dia 1º de junho, a programação inicia às 13h30 com a cerimônia de abertura, seguida do Painel Saúde em Foco, que trará temas como Influenza aviária, biosseguridade e prevenção de laringotraqueíte, com a participação de especialistas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), American Nutrients e Mantiqueira Brasil.

Em seguida, o Painel Indústria e Qualidade de Ovos em Evolução abordará inovações nos sistemas de produção, tecnologias para saúde e nutrição, além da importância da genética. No final da tarde, o Painel Avicultura Sustentável e Saudável tratará de temas como suporte laboratorial, eficiência na classificação de ovos e produção sustentável. A noite termina com a cerimônia e coquetel de abertura às 19h30.

A programação do dia 02 de junho começa com a Sessão Economia/Suprimentos. Entre os destaques estão os cenários econômicos nacionais e internacionais, análise política e dados atualizados da produção de ovos no Brasil. À tarde, a Sessão Sanidade & Negócios trará debates sobre exportações, riscos sanitários e tecnologias ligadas à segurança alimentar, com participação de nomes como Ricardo Santin (ABPA), Anderson Herbert (Naturovos) e Paul Buisman (MOBA).

No último dia, 03 de junho, o foco será marketing e comunicação, com o painel As forças a favor da indústria e produção de ovos, reunindo representantes da Avesso Propaganda, Ovos RS, Instituto Ovos Brasil e o case  da Contém Ovo. A tarde será dedicada à Sessão Magna Especial Conbrasul e à World Egg Business, com participação de autoridades do Mapa e da World Egg Organization.

Ambiente de networking e oportunidades de negócios

Além do conteúdo técnico, a Conbrasul Ovos 2025 vai oferecer diversos momentos de integração, como os tradicionais Egg Breaks e o jantar temático “Uma Noite na Holanda”. A Central de Negócios será espaço exclusivo para patrocinadores e expositores, sendo pré-requisito para a inscrição de funcionários de empresas fornecedoras de equipamentos, serviços e tecnologias. Já para produtores, técnicos e empresários, as inscrições seguem os moldes das edições anteriores.

Com uma programação ampla, participação internacional e foco em temas estratégicos, a 5ª Conbrasul Ovos se posiciona como um dos principais eventos da avicultura de postura no calendário nacional e internacional.

Confira a programação completa da 5ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul)

1º de junho (domingo)

Painel Saúde em Foco: lições e estratégias para a avicultura

13h30 – Abertura
13h35 – Grau de expansão da Influenza aviária nas Américas: lições e perspectivas futuras na visão do SVO/Mapa
Painelista: Drª Daniela de Queiroz Baptista, coordenadora de Sanidade Avícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa/DF)
14h – Biosseguridade: como ser efetivo no controle de patógenos
Painelista: Abrahão Carvalho Martins, médico-veterinário Responsável Técnico da American Nutrients do Brasil
14h20 – Laringotraqueíte – melhores práticas para a prevenção
Painelista: Cristiane Cantelli, gerente executiva de Qualidade da Mantiqueira Brasil
Coordenadora/Mediadora: Tabatha Lacerda, coordenadora técnica da ABPA

Painel Indústria e Qualidade de Ovos em Evolução
14h45 – Novos tempos na avicultura: a modernização e inovação nos sistemas de produção de ovos
Painelista: Thiago Lima D’Andrea, técnico de Customer Service na Big Dutchmann Brasil
15h10 – Soluções e tecnologias para saúde e nutrição das aves: Fatores que também melhoram a rentabilidade ao produtor
Painelista: Javer Alves Vieira Filho, gerente de Produtos e Serviços – Postura Comercial, da Vaccinar Nutrição Animal.
15h35 – O papel da genética na sanidade, produção e no mercado de ovos
Painelista: Otávio Rech, gerente de Nutrição da Mercoaves
Coordenador/Mediador: Nathalie Zanetti, médica-veterinária da Naturovos
16h – Egg Break / Networking na Central de Negócios

Painel Avicultura Sustentável e Saudável
16h20 – Suporte Laboratorial aliado a uma avicultura sustentável
Painelista: Mariela de Souza Viera, consultora técnica sênior da Eurofins do Brasil
16h40 – Otimizando o processo de produção e classificação de ovos para maior eficiência e qualidade
Painelista: Cláudio Machado, gerente geral da Vencomatic Group – South America
17h – O papel vital da produção sustentável de ovos nos sistemas alimentares
Painelista: Luciane Fornari, CEO da PlanET Biogas Brasil
Coordenadora/Mediadora: Mônica Gottardo – Gottardo Assessoria e Consultoria em Alimentos
19h30 – Cerimônia e coquetel de abertura especial

02 de junho (segunda-feira)

Sessão Economia/Suprimentos
08h50 – Abertura
09h05 – Os rumos da economia no Brasil e no mundo e o cenário financeiro para o agronegócio brasileiro
Painelista: Economista Marilaine Motta, assessora de investimentos na GWM/Investments/BTG Pactual
09h35 – AGRO: visão global, zoom local, a política e o agro
Painelista: Antônio Sartori, sócio-fundador da Brasoja Agro Corretora
10h15 – Overview sobre a indústria e produção de ovos no Brasil: números e projeções
Painelista: Laíz Foltran, coordenadora de Inteligência de Mercados da ABPA
Coordenador/Mediador: Rodrigo Rizzo, assessor da presidência da Farsul
10h40 – Egg Break / Networking na Central de Negócios
12h – Almoço

Sessão Sanidade & Negócios
14h30 – Estratégias para abertura e manutenção de mercados para avicultura da indústria e produção de ovos: quais os desafios e caminhos para ampliar a exportação de ovos?
Painelista: Ricardo Santin, presidente da ABPA
15h – As preocupações e possíveis consequências para a indústria de produção de ovos no caso de uma grande contaminação de Influenza aviária
Painelista: Anderson Herbert, diretor comercial da Naturovos
15h45 – Tecnologias e inovações que se aliam à segurança alimentar e qualidade na produção de ovos
Painelista: Paul Buisman, diretor do Departamento de Inovação da MOBA
Coordenador/Mediador: Nélio Hand, diretor executivo da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES)
16h45 – Egg Break / Networking na Central de Negócios
18h – Encerramento
19h30 – Noite livre

03 de junho (terça-feira)

Sessão Marketing e Comunicação: “As forças a favor da indústria e produção de ovos”

08h50 – Abertura
09h – Ações e desafios na promoção do consumo de ovos
Painelista: Raphael Quirino, sócio-diretor da Avesso Propaganda / Associação Avícola de Pernambuco (Avipe)
09h15 – Ações e desafios na promoção do consumo de ovos
Painelista: José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) e coordenador do Programa Ovos RS
09h30 – Ações e desafios na promoção do consumo de ovos
Painelista: Edival Veras, presidente do Instituto Ovos Brasil (IOB)
09h45 – Case Especial da Contém Ovo – Florianópolis/SC
Painelista: Valeria Trento Cabrera, CEO do Contém Ovo
10h15 – Visão e expectativas sobre a indústria e produção de ovos do Brasil
Painelista: Mario Sergio Assayag, diretor corporativo de Campo da Seara/JBS
Coordenador/Mediador: Chef Juliana Corrêa
10h35 – Egg Break / Networking na Central de Negócios
12 – Almoço

Sessão Magna Especial Conbrasul – Sessão World Egg Business

Painel perspectivas, desafios e inovação no mundo do ovo

14h35 – Ações para manutenção do status sanitário avícola no Brasil e atualização das atividades da S.D.A/Mapa/DF para manter as relações comerciais entre os países
Painelista: Dr. Marcelo de Andrade Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa/DF)
15h10 – Desafios para a indústria e produção de ovos no mundo: perspectivas sanitárias, ambientais e de mercado. Quais caminhos podemos seguir?
Painelista: Roger Pelissero, presidente da Egg Farmers Canadá e vice-presidente da World Egg Organization (WEO/UK)
Coordenador/Mediador: Luís Gustavo Corbellini, epidemiologista da Corb Science Solutions
15h40 – Egg Break / Networking na Central de Negócios
19h30 – Jantar Temático ‘Uma Noite na Holanda’

Fonte: O Presente Rural com informações da Asgav

Avicultura

Preços do frango podem reagir após período de demanda enfraquecida no início do ano

Custos equilibrados de milho e competitividade frente à carne bovina reforçam cenário mais positivo.

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Com o fim do período tradicionalmente mais fraco para o consumo, o mercado de frango pode entrar em uma fase de estabilização e recuperação de preços nas próximas semanas. A expectativa é de que a queda observada nos valores da ave seja interrompida após o feriado de Carnaval, acompanhando a melhora da demanda doméstica.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o ambiente segue favorável para o setor, sustentado por exportações aquecidas, elevada competitividade da carne de frango em relação à bovina e custos equilibrados de ração.

No campo da oferta, o ritmo de crescimento pode perder força a partir deste período, dependendo do volume de alojamentos realizados em janeiro. Caso tenham sido menores do que a forte colocação registrada em dezembro, a disponibilidade de aves tende a se ajustar gradualmente. As aves alojadas no fim de dezembro influenciam diretamente a oferta até meados de fevereiro.

As exportações continuam com perspectiva positiva e devem seguir contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda, reforçando o suporte aos preços no mercado interno.

Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável. A primeira safra de milho apresentou resultado acima das expectativas e, até o momento, a safrinha mantém boas perspectivas. No entanto, o plantio da segunda safra ainda está em fase inicial no Cerrado, e não há definição sobre o percentual que poderá ficar fora da janela ideal, que se encerra no fim do mês.

Mesmo com expectativa de boa oferta de milho e demanda doméstica firme, a tendência é de um mercado equilibrado para o cereal, sem espaço para oscilações expressivas. Ainda assim, as condições climáticas nos meses de março e abril continuarão sendo determinantes para o comportamento dos preços.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Avicultura

Ovos retomam alta e frango mantém preços estáveis no pós-Carnaval

Equilíbrio entre oferta e demanda sustenta cotações dos ovos, enquanto setor avícola monitora consumo para possível reação em março.

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O mercado de ovos voltou a registrar alta após cinco meses consecutivos de queda nos preços. Levantamentos do Cepea indicam que, em algumas regiões acompanhadas, a média parcial até 18 de fevereiro apresenta avanço superior a 40% em relação a janeiro.

Segundo o Centro de Estudos, o equilíbrio entre oferta e demanda tem sustentado a recuperação das cotações, mesmo na segunda quinzena do mês, período em que as vendas costumam perder ritmo. Apesar da recente reação, os preços ainda seguem abaixo dos verificados no mesmo período do ano passado, acumulando retração real superior a 30% nas regiões monitoradas.

A expectativa do setor agora está voltada para a Quaresma, iniciada no último dia 18. Pesquisadores do Cepea destacam que, durante os 40 dias do período religioso, o consumo de ovos tende a aumentar gradualmente, já que a proteína ganha espaço como alternativa às carnes. A perspectiva é de que a demanda mais aquecida continue dando sustentação aos preços.

No mercado de frango, a semana de recesso de Carnaval registra estabilidade nas cotações, reflexo da demanda firme. Ainda assim, na média mensal, o valor da proteína congelada negociada no atacado da Grande São Paulo está em R$ 7,00/kg até o dia 18 de fevereiro — o menor patamar real desde agosto de 2023, quando foi de R$ 6,91/kg, considerando valores deflacionados pelo IPCA de dezembro.

Os preços mais baixos refletem as quedas intensas observadas nas primeiras semanas do ano, movimento que já se estende por pouco mais de três meses. O cenário mantém os agentes cautelosos.

De acordo com participantes consultados pelo Cepea, uma possível recuperação dos preços do frango pode ocorrer apenas a partir do início de março, diante da expectativa de maior consumo no começo do mês. Para esta segunda metade de fevereiro, a liquidez deve permanecer no ritmo atual, limitando avanços mais expressivos nas cotações.

Fonte: Assessoria Cepea
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Avicultura

Avicultura gaúcha resiste a crises, mantém relevância e freia expansão diante de incertezas

Mesmo entre pressões climáticas, custos elevados e desafios sanitários, setor mantém posição estratégica no cenário nacional, projeta crescimento moderado nas exportações e adota postura cautelosa para preservar competitividade e rentabilidade em 2026.

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Fotos: Shutterstock

A avicultura do Rio Grande do Sul vive um momento de transição, marcado pela necessidade de ajustar produção, custos e mercados em um cenário que combina instabilidade climática, incertezas sanitárias e mudanças no ambiente regulatório. Em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, o presidente da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, traçou um panorama da atividade para 2026 e apontou os principais gargalos que limitam a competitividade do estado, apesar de sua tradição como um dos maiores produtores e exportadores de carne de frango e líder nacional nas exportações de ovos.

De acordo com o dirigente, o setor sofreu nos últimos três anos com situações atípicas que retardaram planos de expansão e reconfiguraram a estrutura produtiva. “As adversidades climáticas e os acontecimentos sanitários retardaram parcialmente o crescimento do setor”, frisa.

Presidente da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Cautela nunca é demais e muita atenção no cenário mundial, pois os conflitos que porventura possam surgir no exterior poderão refletir na nossa atividade” – Foto: Divulgação/Asgav

A perspectiva é de uma retomada gradual. Com os resultados de 2025 ainda sendo fechados, Santos projeta crescimento de 3% a 4% nas exportações de carne de frango, de 10% a 20% nas exportações de ovos, e de 2% a 3% na produção de carne de frango, mantendo uma postura cautelosa. No segmento de ovos, a expectativa é de manutenção da estabilidade na produção. “Havendo uma safra de grãos regular, o custo de produção poderá estabilizar e os ganhos e rentabilidade no mercado interno dependerão da disciplina do setor em analisar o cenário de oferta e procura”, avalia.

A análise do executivo revela uma preocupação central para a necessidade de equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico. Ele alerta que, mesmo com condições favoráveis de produção, a rentabilidade vai depender da capacidade do setor de controlar a oferta e de entender o comportamento do consumo.

Cautela para 2026

Em relação a 2026, Santos aposta em um comportamento ainda mais prudente. “O cenário econômico nacional, global e a geopolítica que se molda ultimamente no mundo, nos remete a uma cautela permanente”, pontua, enfatizando que a definição de rumos, seja para crescimento ou estabilidade, exige monitoramento constante do contexto internacional e doméstico. “A tendência é que o estado adote um modelo cauteloso e equilibrado na ampliação da produção”, salienta.

O Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor e exportador de carne de frango do país, mantém estabilidade no abate, com crescimento moderado. A decisão de não acelerar a expansão, segundo Santos, reflete a necessidade de evitar sobredimensionamento diante de um cenário que pode mudar de forma repentina, especialmente por fatores externos.

Exportações e mercados em recuperação

Os episódios sanitários recentes no estado, como a Influenza aviária e a Doença de Newcastle, tiveram impacto bem menor do que inicialmente se previa nas exportações gaúchas. “Tivemos uma queda de 0,77%, comparando 686,3 mil toneladas exportadas em 2025 com 691,6 mil em 2024”, informa, relembrando que em 2024 o estado sofreu redução do volume embarcado de 6,75% em relação a 2023, em um ano marcado por enchentes e o caso de Newcastle.

Para 2026, ele não aponta mercados específicos como puxadores da retomada, mas destaca que a consolidação e reabertura de mercados ainda exigem esforço contínuo, sobretudo na reestruturação de credibilidade e previsibilidade sanitária do estado.

Competitividade frente a Paraná e Santa Catarina

Foto: Rodrigo Felix Leal

O Rio Grande do Sul enfrenta, historicamente, forte concorrência interna com estados como Paraná e Santa Catarina. Santos destaca que o estado mantém sua posição de destaque há décadas, mas reconhece que o ambiente competitivo exige ações estruturais. “Infelizmente, no Rio Grande do Sul, a ‘guerra fiscal’ nos atropelou e a insuficiência de milho nos trouxe um custo de produção elevado”, lamenta.

Para o dirigente, a ausência de políticas de incentivo fiscal adequadas teria contribuído para a perda de competitividade. Ele aponta que o estado passou a se tornar atrativo para empresas de outros estados que direcionam volumes consideráveis de carne de frango para a região gaúcha. “Não obtivemos políticas de incentivo fiscal suficientes que nos ajudassem a reverter os danos da ‘guerra fiscal’. Mas apesar de todas as dificuldades que o Rio Grande do Sul enfrenta, o estado se manter entre os três principais em produção e exportação é algo que merece destaque”, menciona.

Santos ressalta que o estado mantém características favoráveis que podem sustentar o crescimento a médio e longo prazo, como mão de obra qualificada, empreendedorismo, sistema integrado e cooperativado bem-organizado. “Somado a estes fatores se houver o surgimento de uma gestão governamental que nos ofereça condições de maior competitividade vamos poder alavancar o crescimento de forma mais dinâmica da avicultura do Rio Grande do Sul”, projeta o executivo, ressaltando que o estado tem atraído novos investimentos e a manutenção de muitas indústrias de pequeno, médio e grande porte.

Pressões de custos

Além da guerra fiscal e do alto custo do milho, outros itens pressionam a competitividade. Grãos, energia, logística e mão de obra seguem como fatores críticos, mas Santos destaca novos pontos de atenção para 2026. Entre eles, a Reforma Tributária e propostas de mudanças na jornada de trabalho, que podem elevar os custos com pessoal. “São pontos de atenção que podem afetar o custo do setor, e principalmente temos que ficar muito atentos aos reais impactos da efetivação que a Reforma Tributária poderá trazer para a avicultura”, enfatiza Santos.

A leitura do dirigente sugere que o setor está atento ao risco de deterioração da margem produtiva por pressões regulatórias e fiscais, especialmente em um ano eleitoral, quando mudanças podem ser aceleradas ou postas em debate.

Comunicação ampla e contínua

Para o mercado doméstico, Santos acredita que há espaço para crescimento do consumo, mas não sem estratégia. Ele defende a necessidade de ações mais proativas para fortalecer a percepção da carne de frango como alimento essencial na dieta dos brasileiros, apontando para a necessidade de uma política de comunicação mais ampla e contínua, com recursos e estrutura adequados para sustentar campanhas de longo prazo. “Muitos acham que o que se faz hoje é suficiente, que a população já está ciente e saturada com muita informação sobre a carne de frango, mas essa visão não considera o contexto de transformação social e cultural, com muitos outros tipos de alimentos e dietas, novos conceitos e ideologias. O planejamento de algo audacioso, constante e criativo pode alavancar o consumo de carne de frango no Brasil, mas lógico que é preciso um bom investimento”, salienta.

Setor emergente no agro

O segmento de ovos é, para o dirigente, um dos principais vetores de crescimento e consolidação internacional do Rio Grande do Sul. O estado figura entre os principais nas exportações do produto, e Santos avalia que o segmento se tornou um exemplo de setor emergente no agro.

Ele destaca o Programa Ovos RS, que está em sua 13ª edição e reúne módulos técnicos e de promoção. “O programa possui módulos que dão um suporte importante para indústria e produtores, contando com módulo técnico que audita e orienta os estabelecimentos membros do programa a se qualificarem e manterem suas empresas dentro das diretrizes legais de produção”, explica, ressaltando que a iniciativa também promove ações permanentes de incentivo ao consumo de ovos.

Com base nesse modelo, Santos acredita que o estado gaúcho pode ampliar sua participação no mercado externo, desde que mantenha estabilidade nas exportações vigentes e fidelize os mercados importadores. “Com ações de aprimoramento constante, uma boa prospecção de mercados com apoio da ABPA e do Governo Federal, vamos poder ampliar ainda mais nossa participação no mercado externo”, diz, otimista.

Biossegurança como prioridade estratégica

Os episódios recentes de Doença de Newcastle e Influenza aviária reforçaram a importância de biossegurança, um tema que Santos considera central para reduzir riscos sanitários e garantir previsibilidade em 2026. Ele afirma que a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) tem trabalhado com máxima atenção para que o setor atenda aos procedimentos normativos vigentes, além de comunicar continuamente a importância da proteção dos plantéis.

A entidade também atua em iniciativas de conscientização e mobilização política. “Pensando em vulnerabilidade e aumentar a biossegurança no setor é que a Asgav apresentou na ABPA minuta de um Projeto de lei que institui o Dia Nacional da Biosseguridade na Produção Animal, com a proposta sendo aprovada por unanimidade no Conselho Diretivo da entidade e encaminhada à Câmara Federal. O objetivo do PL é evidenciar cada vez mais a importância da biosseguridade, estimular criação de políticas públicas para atender e orientar pequenos produtores de aves domésticas e outras criações de subsistência”, detalha.

Ele reforça ainda que as autoridades ligadas direta e indiretamente com o agro precisam entender o potencial prejuízo de surtos em larga escala e que é melhor investir em prevenção do que enfrentar perdas imensuráveis. “É melhor investir e disponibilizar recursos para prevenção e defesa sanitária, do que, em caso de uma catástrofe, o país sofrer prejuízos imensuráveis com os impactos diretos e indiretos com uma possível incidência expressiva de Influenza aviária”, ressalta.

Gargalos estruturais

Entre os principais obstáculos ao avanço da avicultura gaúcha, Santos destaca a dependência de milho de fora do estado e a falta de incentivos fiscais. Ele também aponta o acesso ao crédito e a necessidade de um fundo de apoio para modernização e adequações de indústrias e aviários como itens críticos para a competitividade. “A falta de incentivos fiscais nos deixam em desvantagem competitiva em relação a outras unidades produtivas da federação”, reforça, acrescentando que as tratativas com o governo do estado avançam lentamente, com dificuldades para liberação de créditos de ICMS e outros mecanismos que poderiam apoiar investimentos.

Orientação para o setor em 2026

Para 2026, a agenda da Asgav junto ao poder público se concentra em fortalecer programas de incentivo e ampliar a defesa sanitária do estado. Santos destaca a importância de um quadro técnico estruturado na defesa sanitária, capaz de executar suas atividades com eficiência.

Ao setor produtivo, ele recomenda cautela e atenção à gestão econômica e ao contexto político, sobretudo em um ano eleitoral. “Cautela nunca é demais e muita atenção no cenário mundial, pois os conflitos que porventura possam surgir no exterior poderão refletir na nossa atividade”, alerta, lembrando que o setor avícola nacional tem forte presença no mercado externo e responde por quase 40% do fornecimento de proteína animal para o mundo, o que reforça a necessidade de previsibilidade e planejamento estratégico.

O executivo reforça ainda que a avicultura do Rio Grande do Sul mantém sua relevância nacional e internacional, mas enfrenta uma combinação de desafios que exigem adaptação e disciplina. “A recuperação das exportações, a consolidação de mercados, a promoção do consumo interno, a segurança sanitária e a necessidade de políticas públicas estruturadas aparecem como eixos centrais para que o setor retome um ritmo de crescimento mais robusto em 2026”, salienta Santos.

versão digital está disponível gratuitamente no site de O Presente Rural. A edição impressa já circula com distribuição dirigida a leitores e parceiros em 13 estados brasileiros.

Fonte: O Presente Rural
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