Avicultura
Asgav completa 60 anos de atuação em prol da avicultura gaúcha
Entidade setorial acumula seis décadas de conquistas e avanços para o segmento.

A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) celebra, neste ano, 60 anos de atuação dedicada à representação, organização e desenvolvimento da avicultura do Rio Grande do Sul. Fundada em 1965, a Asgav consolidou-se como uma entidade de referência no cenário nacional, promovendo o fortalecimento da cadeia produtiva e contribuindo de forma significativa para o crescimento e a competitividade do setor avícola brasileiro.
O trabalho da Asgav se reflete nos números consolidados: terceiro maior produtor de carne de frango do Brasil, terceiro maior exportador de carne de frango do país, primeiro maior exportador de Ovos do Brasil e sexto maior produtor de ovos do Brasil, o cenário indica destaque nacional e internacional, com a presença dos produtos gaúchos e mais de 150 países. A avicultura colabora com o desenvolvimento socioeconômico do Estado, gerando cerca de 30 mil empregos diretos e 550 mil postos de trabalho indiretos, números que expressam a força do setor no PIB gaúcho.

Foto: Rodrigo Fêlix Leal
O presidente-executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, avalia que a entidade ajudou na construção da economia do Estado, de formas múltiplas, desde o contexto socioeconômico e sanitário passando pela assistência social, por meio de projetos voluntários. “Olhamos com orgulho para a nossa história. Ao longo desses anos, melhoramos o nosso trabalho à medida em que entendemos que muito mais do que entregar alimentos, entregamos dignidade para as milhares de famílias que se sustentam por meio da avicultura gaúcha”, disse.
Santos também destacou a atuação constante em defesa da qualidade dos produtos de origem avícola, o desempenho na defesa sanitária e o engajamento social. “Acreditamos que nossa participação não se resume à economia, fazemos parte do ecossistema social que envolve todos os setores. Criamos o Programa Ovos RS para valorizar qualidade das marcas gaúchas. Temos uma parceria sólida e de confiança com os órgãos oficiais responsáveis, onde agimos em equipe e com sinergia. Colaboramos com projetos sociais, como o Instituto do Câncer Infantil, porque entendemos que a solidariedade é um pilar social. E também, criamos atividades lúdicas, sempre com intuito de integrar todos os elos e instituições, como as universidades, aproximando e construindo a nossa jornada com respeito e colaboração coletiva”, ressaltou.
Um pouco dessa trajetória
Quando foi criada, em meados da década de 1960, a avicultura gaúcha era marcada por uma produção essencialmente familiar, de pequena escala e com baixa tecnificação. A comercialização era regionalizada e os sistemas produtivos eram, em grande parte, rudimentares. Ao longo dos anos, impulsionada por avanços tecnológicos, políticas públicas, investimentos privados e pela atuação de entidades como a Asgav, a atividade passou por um processo contínuo de modernização. Atualmente, o Rio Grande do Sul se destaca como um dos principais polos avícolas do país, com cadeias produtivas integradas, sistemas modernos de produção, elevados padrões sanitários e qualidade reconhecida nos mercados interno e externo.

Fotos: Shutterstock
Nas décadas seguintes, a Asgav foi protagonista de diversas ações que marcaram o avanço da avicultura no Estado. Atuando junto a órgãos públicos, universidades, setor produtivo e entidades parceiras, a associação colaborou com a implementação de programas sanitários, incentivo à tecnificação, políticas de crédito, profissionalização da produção e valorização do produtor rural.
A partir dos anos 1990, com a consolidação dos modelos de integração e o fortalecimento das agroindústrias, a Asgav ampliou sua atuação institucional, passando a representar de forma direta empresas com produção integrada de carne de frango e ovos, sem deixar de lado a defesa dos produtores independentes e demais elos da cadeia produtiva.
Nos anos 2000, a entidade passou a investir cada vez mais em comunicação estratégica, projetos de fomento ao consumo das proteínas carne de frango e ovos, ações de sustentabilidade, relacionamento institucional, além de contribuir de forma ativa para a elaboração de políticas públicas voltadas ao setor. Nesse período, também fortaleceu parcerias com entidades nacionais e internacionais, aumentando a projeção da avicultura gaúcha no cenário global.
Números do setor
A Asgav atualmente conta com 55 associados:
21 Frigoríficos de inspeção Federal, Estadual e SISBI;
21 Estabelecimentos produtores de ovos de pequeno, médio e grande porte;
02 Indústrias de processamento de ovos (líquido, em pó e derivados), com 105 mini/pequenos produtores de ovos integrados;
06 Incubatórios, Genética e Recria;
05 Fornecedores para Avicultura
Carne de frango
3º Maior produtor de carne de frango do Brasil;
3º Maior exportador de carne de frango do País;
Produção de 2 milhões de toneladas de carne de frango / ano;
Exportação de 700 mil toneladas de carne frango / ano.
Ovos
1º Maior exportador de Ovos do Brasil;
6º Maior produtor de ovos do País;
Produção de Ovos: 240 milhões de Kg de ovos / ano;
Exportação de 6.5 milhões de kg de ovos por ano.
Geração de empregos
Atividade presente em aproximadamente 270 municípios do RS;
Responsável por aproximadamente 35 mil atividades diretas e 550 mil atividades indiretas.
Programas e eventos setoriais
Entre as iniciativas marcantes da Asgav nas últimas décadas, destacam-se:
A criação e coordenação do Programa Ovos RS, uma das principais ações de estímulo ao consumo e valorização do ovo como alimento saudável;
A realização da Conbrasul Ovos e da Conbrasfran, conferências setoriais que são referências a nível Brasil e atraem participantes de diversos estados do Brasil e do exterior;
A produção e difusão de informações técnicas e institucionais por meio da revista oficial da entidade e diversos canais modernos de comunicação;
A defesa prioritária da sanidade animal, do bem-estar dos animais, da qualidade dos produtos e da imagem da avicultura gaúcha e brasileira;
A estrutura organizacional através de um conselho diretivo, presidência executiva e comissões temáticas, trazem uma dinâmica e organização para entidade que faz a diferença no desenvolvimento setorial e de ações e enfrentamento à crises e adversidades;
A criação de campanhas de incentivo ao consumo da carne de frango e ovos e das marcas que produzem no Estado.
Integração
Ao longo de seus 60 anos, a Asgav construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o associativismo, a defesa setorial, a articulação institucional e o diálogo permanente com os diferentes elos da cadeia, órgãos públicos, entidades parceiras e a sociedade. Sua atuação estratégica abrange temas prioritários como sanidade animal, sustentabilidade, segurança alimentar, políticas públicas, relações institucionais e a promoção do consumo de ovos e carne de frango.
“A celebração dos 60 anos da ASGAV é, sobretudo, o reconhecimento à trajetória de trabalho coletivo, protagonismo institucional e dedicação de todos que contribuíram para a consolidação da avicultura como uma das mais importantes atividades do agronegócio gaúcho e nacional”, afirma José Eduardo Santos, presidente executivo da entidade.
Representatividade
A Asgav representa as agroindústrias avícolas gaúchas com produção de carne de frango, ovos e genética, atuando também em defesa dos produtores rurais e demais segmentos envolvidos na cadeia produtiva. Por meio de programas, campanhas e projetos setoriais, a entidade reforça sua missão de representar, integrar, informar e promover o setor avícola do Rio Grande do Sul com ética, responsabilidade técnica e visão de futuro.
Como parte das comemorações pelos 60 anos, a Asgav promove uma série de ações institucionais e comemorativas, incluindo edições especiais de sua revista oficial, ações em redes sociais, publicações históricas, reconhecimentos, encontros com associados e a realização de eventos estratégicos.
Aos 60 anos, a Asgav reafirma sua vocação de ser uma entidade moderna, atuante e comprometida com o futuro da avicultura gaúcha e brasileira, bem como seu compromisso com o setor e com os princípios que fundamentaram sua criação: representar com excelência, defender com firmeza e dialogar com responsabilidade, em favor do fortalecimento da avicultura gaúcha e do desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.

Avicultura
Brasil entra pela primeira vez no top 10 mundial de consumo per capita de ovos
Brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026.

A avicultura de postura encerra 2025 em um ciclo de expansão, sustentado sobretudo pelo avanço do consumo doméstico e por uma mudança clara no comportamento alimentar da população. O brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Caso isso se confirme, o Brasil vai integrar, pela primeira vez, o ranking dos 10 maiores consumidores per capita de ovos do mundo.

Essa escalada do consumo é resultado da maior oferta nacional, que deve chegar a 62,250 bilhões de unidades em 2025, com perspectiva de atingir 66,5 bilhões de ovos em 2026, da combinação entre preço competitivo, conveniência e maior confiança do público no valor nutricional do alimento. “O consumidor busca alimentos nutritivos, com boa relação custo-benefício e que se adaptem ao dia a dia. O ovo entrega exatamente esses três pilares, por isso que deixou de ser apenas um substituto de outras proteínas e consolidou espaço definitivo no cotidiano das famílias. Hoje, participa muito mais do café da manhã dos brasileiros. É uma mudança cultural motivada pela acessibilidade do produto e por seu preço extremamente competitivo frente a outras proteínas, como a bovina”, evidencia o diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert, destacando que a expansão também se deve do ciclo recente de investimentos dos produtores em aviários mais modernos, mecanização e tecnologias de automação, que têm elevado eficiência e produtividade em várias regiões do País.
O profissional reforça que a maior segurança do consumidor em relação ao alimento tem base em evidências científicas mais robustas, aliadas ao esforço de comunicação do setor e do próprio IOB na atualização de informações e combate a mitos históricos. “Há quase duas décadas, o Instituto Ovos Brasil atua na promoção do consumo e na educação nutricional, período em que registrou avanço significativo na percepção pública sobre o alimento. Contudo, as dúvidas relacionadas ao colesterol ainda existem”, pontua, acrescentando: “A ciência evoluiu e já demonstrou que o impacto do colesterol alimentar é diferente do que se acreditava no passado. Essa informação vem ganhando espaço de maneira consistente”, afirma Herbert.
Preço competitivo sustenta consumo
O preço segue como um dos principais vetores da expansão do consumo. Para Herbert, a combinação entre custo acessível, praticidade de preparo e alto valor nutricional reforça a competitividade do produto. “É um alimento versátil, de preparo rápido e com uma lista extensa de aminoácidos. Essa soma faz com que o ovo esteja cada vez mais presente nas mesas dos brasileiros”, avalia.
Exportações sobem mais de 100% em 2025

Diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert: “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”- Foto: Arquivo OP Rural
Embora ainda representem uma fatia pequena da produção nacional, as exportações ganham tração. A ABPA projeta até 40 mil toneladas exportadas em 2025, um salto de 116,6% frente às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, o volume pode avançar a 45 mil toneladas, alta de 12,5% sobre o previsto para este ano.
Herbert exalta as aberturas de mercados estratégicos, com os Estados Unidos se destacando no primeiro semestre de 2025, e o Japão se consolidando como comprador regular. Chile e outros países da América Latina mantêm presença relevante, enquanto acordos com Singapura e Malásia ampliam o alcance brasileiro. Um dos marcos de 2025 foi o avanço dos trâmites para exportação à União Europeia, que deve ter peso crescente a partir de 2026. “Mesmo exportando cerca de 1% da produção, o volume é significativo porque o Brasil figura entre o quarto e o quinto maior produtor do mundo. Estamos preparados para ocupar um espaço maior no mercado global”, enaltece Herbert, destacando que a reputação do País em biosseguridade fortalece essa competitividade.
Custos seguem incertos
O cenário para ração, energia, embalagens e logística segue desafiador. Herbert aponta que prever alívio em 2026 é praticamente impossível, dada a forte dependência de insumos dolarizados como milho e farelo de soja. “O câmbio é um dos fatores que mais influenciam o custo dos grãos, tornando qualquer projeção extremamente difícil”, diz.
A estratégia do setor permanece focada em eficiência interna e gestão de custos, enquanto aguarda maior clareza do mercado internacional.
Avanço em programas sociais e políticas públicas
O IOB também fortaleceu ações voltadas ao acesso ao ovo em 2025. A entidade participou de eventos educacionais e doou materiais informativos, reforçando o papel da proteína na segurança alimentar. “A campanha anual do Mês do Ovo ampliou visibilidade e estimulou inserção do produto em programas de alimentação pública, como merenda escolar”, ressalta Herbert, enfatizando que ampliar o consumo em iniciativas sociais é prioridade. “Seguimos trabalhando para facilitar o acesso da população a um alimento completo, versátil e nutritivo”.
Combate à desinformação
A comunicação permanece entre os maiores desafios. Em um ambiente de excesso de informações, o IOB aposta em estratégias digitais e parcerias com nutricionistas, educadores e influenciadores de saúde para alcançar públicos emergentes, como pais de crianças, praticantes de atividade física e pessoas em transição para dietas mais equilibradas. “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”, afirma o diretor.
Um setor mais organizado e unido
Herbert destaca que o IOB vive um momento de fortalecimento institucional, com crescimento no número de associados e maior representatividade dos principais estados produtores. “Estamos no caminho certo. Trabalhamos para estimular a produção legalizada, reforçar cuidados sanitários e aproximar o produtor, além de orientar consumidores e profissionais de saúde”, salienta.
Avicultura
Países árabes impulsionam exportações brasileiras de carne de frango em 2025
Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita figuram entre os principais destinos, contribuindo para novo recorde de volume exportado pelo setor, que superou 5,3 milhões de toneladas no ano.

Dois países árabes, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, estiveram entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango em 2025. Os Emirados foram o maior comprador, com 479,9 mil toneladas e aumento de 5,5% sobre 2024. A Arábia Saudita ficou na terceira posição entre os destinos internacionais, com aquisições de 397,2 mil toneladas e alta de 7,1% sobre o ano anterior.
As informações foram divulgadas na terça-feira (06) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo a entidade, o Japão foi o segundo maior comprador da carne de frango do Brasil, com 402,9 mil toneladas, mas queda de 0,9% sobre 2024, a África do Sul foi a quarta maior importadora, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas vieram em quinto lugar, com 264,2 mil toneladas (+12,5%).

Foto: Jonathan Campos
A ABPA comemorou o resultado das exportações em 2025, que foram positivas, apesar da ocorrência de gripe aviária no País. As vendas ao exterior somaram 5,324 milhões de toneladas, superando em 0,6% o total exportado em 2024. O volume significou um novo recorde para as exportações anuais do setor, segundo a ABPA. Já a receita recuou um pouco, em 1,4%, somando US$ 9,790 bilhões.
“O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota divulgada.
Avicultura
Exportações de ovos crescem mais de 121% e batem recorde histórico em 2025
Setor supera 1% da produção nacional exportada e amplia presença em mercados de maior valor agregado.

As exportações brasileiras de ovos, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, totalizaram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde histórico e supera em 121,4% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 18.469 toneladas.

Foto: Rodrigo Fêlix Leal
A receita também é recorde. O saldo do ano chegou a US$ 97,240 milhões, número 147,5% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 39,282 milhões.
No mês de dezembro, foram exportadas 2.257 toneladas de ovos, número 9,9% maior em relação aos embarques alcançados no mesmo período de 2024, com 2.054 toneladas. Em receita, a alta é de 18,4%, com US$ 5.110 milhões em dezembro de 2025, contra US$ 4.317 milhões no mesmo mês de 2024. “O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano. Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país”, ressaltou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Entre os principais destinos de 2025, os Estados Unidos encerraram o ano com maior volume acumulado, totalizando 19.597 toneladas

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “As exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
(+826,7% em relação ao total de 2024), seguido pelo Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%). “Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, afirma Santin.



