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Notícias Espírito Santo

ASES e AVES têm encontro com Governador Renato Casagrande

Objetivo foi apresentar a pauta de demandas da avicultura e suinocultura capixabas

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Com o objetivo de apresentar a pauta de demandas da avicultura e suinocultura capixabas, representantes da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) e da Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES) estiveram reunidos com o Governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande. O encontro aconteceu na tarde do dia 16 de abril.

Foi o primeiro contato oficial dos dois setores com o governador, desde que tomou posse há pouco mais de 03 meses. A reunião aconteceu no gabinete, localizado no Palácio Anchieta, Cidade Alta, em Vitória, capital do Estado. Foram colocadas em pauta as principais causas para o desempenho dos setores de suinocultura e avicultura capixabas, além de gargalos existentes no dia a dia das atividades.

Segundo Nélio Hand, diretor executivo das entidades, que coordenou a apresentação da pauta, dentro dos temas apresentados no documento entregue foram elencados assuntos prioritários e que requerem atenção imediata dos vários organismos que compõe o governo, inclusive do próprio executivo estadual.  “É uma pauta recorrente e que já foi compartilhada com várias autoridades que estão em novo mandato, especialmente com o Secretário de Agricultura”, mencionou Nélio.

Demanda

Foi colocada ao governador a necessidade de fortalecimento das instituições oficiais para que possam acompanhar a realidade do setor produtivo, especialmente quanto às licenças ambientais, registros de estabelecimentos avícolas, serviço de inspeção oficial, entre outros.

Já no contexto de armazenagem e logística foi destacada a necessidade de se liberar o Terminal de Capuaba, em Vila Velha, visando no curto prazo dar viabilidade ao transporte de insumos nacionais através da ferrovia. O assunto já está em estágio avançado e com o apoio do Secretário de Agricultura, Paulo Foletto, já foram realizadas tratativas com a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e enviado pedido acompanhado de nota técnica à Alfandega.

Os contornos de várias cidades onde existe grande movimentação de veículos e cargas, além de haver produção avícola e suinícola, também foram alvos na reunião, com destaque para o contorno de Santa Teresa, região serrana do ES, onde existe um grande fluxo  de caminhões pesados e que tem sido alvo de ações visando restrição do transite e onde se busca alternativa para minimizar o problema. A pavimentação de estradas estaduais, o Programa Caminhos do Campo e manutenção de outros acessos também foi mencionado.

No contexto do mercado foi apresentado ao governador e necessidade de existir maior atenção à competitividade da avicultura e suinocultura capixabas que vêm sendo ameaçadas por concorrências desleais. Também foi mostrada a dificuldade da indústria local acessar novos mercados externos por deficiências que podem ser corrigidas com a ajuda do Estado.

Finalizando a pauta foi mostrado ao governador a necessidade maior e constante de integração do setor público junto às representações dos setores organizados, inclusive ouvindo ideias e proposições quanto às ações do governo necessárias para o correto desenvolvimento, não só das atividades, mas de todo o Estado, sendo destacado que se não houver maior importância aos setores de avicultura e suinocultura as condições de crescimento ficam prejudicadas.

Cada assunto foi devidamente encaminhado pelo próprio governador que demostrou o interesse em minimizar as situações que hoje se apresentam como entraves aos setores de avicultura e suinocultura. Os presidentes da AVES, Ademar Kerckhoff, e da ASES, José Puppin, agradeceram pela atenção e empenho que certamente o governo terá junto aos assuntos apresentados.

Nova etapa

Para o diretor executivo da ASES e AVES, Nélio Hand, a reunião marcou o início de uma nova etapa. “Poder levar as demandas para o Governador, para mostrar que o que procuramos é ter um desenvolvimento sustentável das atividades e agregar ao Estado. Poder mostrar que nosso estado tem a capacidade de ser o melhor, e para isso precisamos de uma estrutura e apoio.” Declarou Hand.

O secretário Estadual da Agricultura, Paulo Foletto, falou sobre a importância da reunião. “Os setores de Suinocultura e Avicultura do Espírito Santo tiveram, na última década, um desenvolvimento muito grande do ponto de vista tecnológico. Buscou conhecer o que estava sendo desenvolvido, inclusive em outros países, importando novos conhecimentos e equipamentos, associado ao processo administrativo que existia. Hoje é um setor que conduz suas atividades com muito mais profissionalismo”. Ressaltou o Secretário.

“Cada vez mais temos que repartir responsabilidades. Tenho certeza em afirmar que a Seag, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) serão parceiros para o desenvolvimento desses setores, que são importantíssimos, sempre olhando para as questões sanitárias e ambientais”, disse Foletto.

Fonte: Assessoria
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Notícias

Nova planta de proteína de soro de leite de Marechal Cândido Rondon é a maior da América Latina

A planta é destinada à produção de permeado non caking, um tipo de proteína extraída do soro de leite que é utilizado como insumo para a indústria de alimentos

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Fotos Gilson Abreu/AEN

A Sooro Renner, líder nacional na produção de proteínas derivadas do soro de leite, inaugurou nesta quarta-feira (22) uma nova planta industrial em Marechal Cândido Rondon, no Oeste paranaense. O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou do evento de lançamento do espaço, que teve investimentos privados na ordem de R$ 120 milhões para sua construção.

A planta é destinada à produção de permeado non caking, um tipo de proteína extraída do soro de leite que é utilizado como insumo para a indústria de alimentos. O novo espaço tem mais de oito mil metros quadrados de área, aumentando a capacidade de produção e estoque da empresa em mais de 100 toneladas por dia, chegando a 220 toneladas por dia. Com isso, a fábrica se solidifica como a maior planta em capacidade de produção para o permeado non caking na América Latina.

“O grande projeto social de um governo é a geração de empregos, dando uma oportunidade para a pessoa tocar sua vida, sustentar seus filhos e construir seu patrimônio. E o que o Paraná faz de melhor é produzir alimentos. Agora, queremos fazer com que esse alimento seja industrializado. Nessa nova fábrica é processada a proteína do leite – que é industrializar o produto. Isso gera emprego, renda, imposto e faz circular o dinheiro no nosso comércio”, afirmou o governador.

Com a nova planta, foram gerados 30 empregos diretos e 150 indiretos. No total, a Sooro Renner tem cerca de 350 colaboradores no Paraná.

 

SORO DE LEITE – A empresa foi criada em Marechal Cândido Rondon há 20 anos de forma pioneira no tratamento do soro de leite – um subproduto da fabricação de queijos que, no passado, era majoritariamente descartado. O permeado de soro é um dos derivados. Rico em lactose, é muito usado em achocolatados, sorvetes, na alimentação animal e outros alimentos. Já a característica de non caking garante que o produto não empedre quando entra em contato com umidade, agregando valor à indústria.

O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, destacou que o leite é um produto nobre e que, no Paraná, dezenas de milhares de pequenos produtores se dedicam a ele. “Normalmente as pessoas pensam no leite pronto para tomar, mas é um produto que permite inúmeros derivados. Mesmo após a extração da parte principal, que vira queijo e iogurte, sobra o soro. Essa empresa é especializada em recolher o soro, que é essencialmente água, gerando suplementos para enriquecer outros produtos”, explicou o secretário.

“Esse investimento ajuda o Paraná a alçar nossa cadeia leiteira a mais um ramo vencedor da agropecuária”, acrescentou.

O diretor-presidente da Sooro Renner, William da Silva, reforçou que, no início da empresa, o produto era descartado, apesar de altamente valioso. Ele destacou que o grupo recebe, hoje, cerca de 3,5 milhões de litros de soro por dia vindo da indústria de laticínios. Essa quantidade gera de R$ 16 milhões a R$ 18 milhões em receita por mês.

“Transformamos o soro em novos produtos por meio de um processo que não é simplesmente uma secagem: abrimos o soro de leite por meio de tecnologias de membranas e geramos produtos ricos em lactose, em proteína, entre outros. E, com a nova fábrica, passamos a ser o maior da América do Sul, decorrente desse longo processo de investimentos na área”, ressaltou o diretor-presidente.

 

NOVA PLANTA – Para a produção do permeado non caking, o empreendimento foi equipado com evaporadores, cristalizadores, spray dryer, sistema robótico de envase e paletização e docas de carregamentos para dar escoamento aos novos volumes de produção.

Outros R$ 25 milhões também foram investidos na modernização da torre de secagem, na instalação de um novo sistema de membranas de ultrafiltração em um novo evaporador. A empresa ainda aporta R$ 12 milhões na instalação de uma terceira caldeira, que vai ampliar a capacidade de produção dos subprodutos a vapor.

SUSTENTABILIDADE – Junto da instalação das novas plantas, a Sooro Renner também mantém um plano de mitigação de riscos ambientais para a região. Atualmente, mais de R$ 15 milhões estão sendo investidos em uma nova estação de tratamento de efluentes e sistemas de polimento de água extraída do próprio soro, etapa que faz parte do processo da produção. O sistema vai ampliar a capacidade de reutilização de água da planta de Marechal Cândido Rondon de 40% para 85%.

O prefeito do município, Marcio Rauber, ressaltou a importância do projeto de sustentabilidade, especialmente durante a crise hídrica vivida pelo Estado. “Atualmente, essa empresa se propõe a buscar água a 35 quilômetros daqui para que as caldeiras não parem de funcionar. Esta empresa tem um belo projeto responsável de captação de água, que vai auxiliar a manter as reservas do município”, destacou Rauber.

 

Governador Carlos Massa Ratinho Junior participou da inauguração da Nova planta de proteína de soro de leite inaugurada em Marechal Cândido Rondon é a maior da América Latina
prefeito de Marechal Cândido Rondon, Marcio Rauber
diretor-presidente da Sooro Renner, William da Silva
Foto Gilson Abreu/AEN

PRESENÇAS – Compareceram ao evento os secretários estaduais da Administração e da Previdência, Marcel Micheletto; de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; e do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, João Carlos Ortega; o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti; Éder Eduardo Bublitz, diretor-presidente da Ceasa Paraná; os deputados estaduais Hussein Bakri (líder do governo na Assembleia Legislativa), Élio Rush e Ademir Bier; e outras autoridades regionais.

Fonte: AEN
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Notícias Medida Provisória

Governo suspende PIS/Cofins na importação de milho para desonerar custo do grão no mercado interno

Com isso, os custos dos criadores de animais devem ter redução. A medida vale até 31 de dezembro deste ano

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O Governo Federal suspendeu a cobrança de PIS e Cofins na importação de milho até 31 de dezembro deste ano. O objetivo é desonerar o custo de aquisição externa com foco no aumento da oferta interna buscando reduzir a pressão de preços e os custos dos criadores de animais, já que o grão é importante insumo na alimentação de bovinos, suínos e aves.

A medida consta na Medida Provisória Nº 1.071, publicada nesta quinta-feira (23) e foi proposta pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em razão da quebra na produção de milho por causa da seca, e do cenário de aperto no abastecimento, o que provocou alta no preço do milho para os criadores de animais.

Segundo a MP, ficam reduzidas a zero, até 31 de dezembro de 2021, as alíquotas de contribuição incidentes na importação do milho. A Medida Provisória entra em vigor no quinto dia útil após a data de sua publicação.

A suspensão permitirá a compra de milho de outros mercados fora do Mercosul de maneira competitiva, melhorando o abastecimento interno e evitando reajuste nos preços das carnes para o consumidor. A expectativa é que a retirada da cobrança da tarifa represente redução de 9,25% no custo de importação ou R$ 9 por saca.

De acordo com o levantamento mais recente da Conab (setembro), a produção nacional de milho safra 2020/2021 deve chegar a 85,7 milhões de toneladas, uma redução de 16,4% em comparação ao ciclo anterior (102,5 milhões de toneladas), impactada por problemas climáticos.

Outra medida tomada, recentemente, pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), foi a retirada do imposto de importação (8%), a Tarifa Externa Comum (TEC), do milho até o fim deste ano, e a facilitação para as compras de milho geneticamente modificado cultivado nos Estados Unidos. Ambas normativas foram propostas pelo Ministério da Agricultura.

Milho balcão

O Governo Federal também autorizou leilões públicos de compra ou de remoção de estoque de milho realizados pela Conab de forma a garantir a regularidade do abastecimento do cereal, beneficiando pequenos criadores de animais, inclusive aquicultores.

A previsão é adquirir até 110 mil toneladas para atender o Programa de Venda em Balcão (ProVB) até o final do ano. Os leilões deverão ter início este mês.

Com a publicação da Medida Provisória 1.064, em 17 de agosto deste ano, foi definida a compra, anual, de até 200 mil toneladas de milho, em condições de mercado, para atendimento ao Programa, por meio da Política de Formação de Estoques Públicos. O anúncio foi feito pelo presidente Jair Bolsonaro e pela ministra Tereza Cristina.

Fonte: Mapa
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Notícias Avicultura

Sanidade, epidemiologia e manejo encerram debates do Simpósio da ACAV

Três especialistas debateram, no painel da última tarde do evento, sobre o manejo de ovos, contaminação e os impactos na cadeia produtiva

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Três especialistas do setor discutiram a qualidade e contaminação dos ovos no último painel do simpósio.(Fotos: Divulgação)

A avicultura brasileira avança em direção a uma produção cada vez mais tecnificada e atenta aos mais exigentes mercados. Com foco na qualificação dos profissionais do setor,  o Simpósio de Qualificação Técnica ACAV (Associação Catarinense de Avicultura) encerrou nesta quarta-feira (22) com palestras voltadas à qualidade de ovos, epidemiologia e prevenção de doenças.

Três especialistas debateram, no painel da última tarde do evento, sobre o manejo de ovos, contaminação e os impactos na cadeia produtiva. O médico veterinário Tiago Gurski destacou aspectos genéticos, sanidade, nutrição e os cuidados com a coleta, armazenamento e classificação dos ovos. “É primordial ter um bom programa de vacinação e de biosseguridade aplicada. Prevenir é sempre mais barato, especialmente quando falamos em reprodução. O desafio constante é manter as equipes treinadas e garantir o cumprimento correto dos protocolos.”

Uma nutrição bem balanceada também é componente-chave quando o assunto é qualidade dos ovos e dos pintinhos. “Aditivos ajudam muito na qualidade intestinal, que está diretamente relacionada aos resultados que obtemos com os ovos e pintinhos.” O especialista chamou a atenção para a coleta de ovos, momento que requer higienização correta dos colaboradores, classificação e o acondicionamento em bandejas limpas e secas. Para reduzir o tempo de permanência dos ovos em ambiente contaminado, ele ainda recomendou que a frequência das coletas não passe de uma hora.

Os ninhos e qualidade da cama também merecem uma dedicação extra. “É preciso ter cuidados com a limpeza, reposição da maravalha, revisão dos ninhos furados e fechar esses ninhos durante à noite, por exemplo. A cama é muito importante, pois uma cama úmida suja o ninho e, assim, aumenta os riscos de contaminação”.

O técnico em agropecuária Evair Basso pautou as etapas do processo incubatório, boas práticas de proteção e seus efeitos na qualidade dos ovos. O profissional destacou que os principais objetivos da incubação são produzir o maior número de pintinhos possível, com qualidade e menor custo, dentro de um sistema equilibrado, que envolva saúde, segurança e sustentabilidade. “Precisamos garantir qualidade em todos os processos de incubação para chegar ao nosso objetivo final na cadeia de produção”.

Basso citou pontos críticos no transporte de ovos, nas salas e incubadoras, no processo de vacinação e nos nascedouros. “No transporte, cabe ao incubatório o treinamento do motorista, é necessário ter veículo e baú em bom estado de conservação, um sistema de monitoramento, evitar trincas e condensações. Na higienização é importante retirar os ovos contaminados, ter um bom programa de desinfecção das incubadoras, manutenção periódica e contar com uma incubadora reserva. Já nos nascedouros o ideal é monitorar as temperaturas, fazer a desinfecção contínua e monitorar as janelas de nascimentos”, afirmou.

No encerramento da sua fala, ele destacou que para potencializar as boas práticas de proteção “é preciso garantir a qualidade da matéria-prima, o atendimento dos padrões em cada etapa do processo de incubação, gerenciar os indicadores meio, como coleta de dados, lançamentos e análises de ações, além de fortalecer a relação entre cliente e fornecedor com tratativas das não conformidades de forma efetiva”.

Sobre o frango de corte, o médico veterinário Carlos de Oliveira  abordou fatores que afetam o sistema imunológico das aves, como alimentação correta, trato intestinal, anticorpos naturais e estresse. “Dentro do sistema imune temos o estresse, que pode causar grandes danos. Uma ave que está em estresse, faz com que o desempenho do frango de corte seja menor. O trato intestinal também merece atenção, por ser fundamental para o sistema imune. Uma boa composição da dieta vai garantir integralidade do sistema imunológico intestinal e melhor conversão alimentar”, ressaltou.

Oliveira sugeriu o uso de ferramentas como a manipulação de probióticos, prebióticos, simbióticos, fito bióticos e vacinas. “Se a gente quer garantir a saúde ao frango de corte, podemos adotar essas tecnologias como recurso para um bom manejo”.

 

EPIDEMIOLOGIA

Médica veterinária Joice Leão abordou epidemiologia no Brasil e perspectivas

O debate sobre epidemiologia no Brasil e perspectivas ficou por conta da médica veterinária Joice Leão. “Sabemos que as enfermidades de aves estão relacionadas entre elas, por isso é muito importante que todos os setores da cadeia avícola estejam unidos para solucionar os problemas”.

A especialista em sanidade avícola destacou as doenças multifatoriais, imunossupressão,  enfermidades bacterianas e virais e outras, além da importância de fazer um bom diagnóstico. Ainda ressaltou sua preocupação com a influenza aviária e a Doença de Newcastle, reforçando que o setor deve sempre estar atento a essas patologias.

“Todas as enfermidades são importantes, algumas impactam mais determinadas empresas ou regiões, ou seja, é uma questão muito dinâmica. Algo que eu acho extremamente necessário é que nossos sanitaristas não só façam monitoria, mas também avaliem os dados. Os casos clínicos são cíclicos-sazonais e quanto mais alta concentração de aves, maior o desafio. É  fundamental o investimento em mão de obra, preparar os colaboradores do campo e do setor técnico. Nos próximos anos os desafios serão inúmeros, mas a avicultura brasileira é forte e vamos vencer todas as batalhas”, concluiu.

 

DOENÇAS ENDÊMICAS

Palestra de encerramento, com o médico veterinário Luiz Della Volpe, discutiu doenças endêmicas.

Para encerrar a programação do Simpósio, o médico veterinário Luiz Della Volpe discutiu o manejo adequado para a prevenção de doenças em áreas endêmicas. O especialista conceituou o que é uma doença endêmica, resumindo as principais ocorrências na avicultura, medidas de controle, a importância da investigação dos sintomas e o monitoramento das medidas empregadas e a tomada de decisão rápida e correta diante da constatação de anormalidades.

O palestrante listou seis itens que julga como primordial nas estratégias de manejo para a prevenção de doenças: biosseguridade; vacinação; higiene e desinfecção; incubatório; diagnóstico; e monitorias.

Para Della Volpe, outro fator essencial na tarefa de prevenção às doenças endêmicas é uma comunicação mais efetiva entre propriedades, empresas e governo. “Eu tenho que saber o que acontece na propriedade vizinha. Trocar informações é a melhor maneira de conter quadros de doenças endêmicas. Por fim, acreditem nas evidências que vocês têm nas mãos e estejam seguros das medidas adotadas para cada uma delas”, reforçou.

 

 

Fonte: Assessoria
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