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ASEMG lança Mercominas e promete revolucionar a comercialização de suínos do estado

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A necessidade de trabalhar com informações mais precisas sobre a oferta e demanda de carne suína e no compartilhamento das informações com os interessados em Minas Gerais e no Brasil foram o ponto de partida para a ASEMG estruturar o MERCOMINAS, que será responsável por coletar, analisar e publicar informações sobre a produção, comercialização e rumos do mercado nacional e internacional, fatores considerados fundamentais para estabelecer a cotação do suíno vivo. Tais fatores, incentivaram a ASEMG (Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais)  em parceria com o Sebrae Minas e a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) a criarem indicadores para orientar os produtores. “Com o Mercominas será possível  reunir informações fundamentais para balizar os suinocultores em relação à produção e à comercialização” contou o presidente da ASEMG, médico e suinocultor, Dr. Antônio Ferraz de Oliveira.
 
Para Fernando Machado Ataíde, analista técnico de agronegócio do Sebrae Minas e um dos gestores do Mercominas, este projeto inovador promete ser um marco na suinocultura nacional. “Desde 2012, quando visitamos as Bolsas de comercialização de suínos da Espanha e da França, viemos observado o modelo de negócios da Europa e projetando uma estrutura que se encaixasse à realidade da Bolsa de Minas Gerais. Assim surgiu o Mercominas, cujo escopo cresce e se torna cada vez mais consistente, agregando novos serviços como a ferramenta Radar Mercominas”, explicou o gestor do Sebrae.

Consultores técnicos e mercadológicos  foram contratados para levantar e analisar os dados de produção, como a quantidade de animais vendidos, seu peso médio e a projeção da oferta futura de suínos no mercado, conjuntamente a isto está sendo desenvolvido um trabalho econométrico para apoiar o processo decisório e projetar o cenário futuro da carne suína através do monitoramento do preço semanal de cortes suínos e bovinos no varejo da capital mineira que podem ser acessados através do site da ASEMG.

O Mercominas reunirá informações seguras sobre os três elos do mercado suinícola. Uma das dimensões é a técnica que irá monitorar as informações sobre a produção e já disponibilizada pelo Radar Mercominas. “Há alguns meses vem sendo realizada uma pesquisa através da coleta de dados do sistema de gestão de algumas granjas, onde por amostragem podemos avaliar dados sobre o volume da oferta de animais vivos no mercado, não só no momento presente, como a curto e médio prazos. Esses dados são disponibilizados  aos produtores nas quintas-feiras durante a reunião da Bolsa de Suínos em Belo Horizonte para que estes consigam entender melhor o mercado no qual estão inseridos, influenciando assim a decisão do produtor ao trabalhar o preço de comercialização do quilo do suíno vivo” explicou o consultor e médico veterinário formado pela Universidade Federal de Viçosa,  Alvimar Lana da Silva Jalles.
 
Outra dimensão é a mercadológica que monitora os preços e volumes da comercialização entre os elos da cadeia suinícola que resultaram na estruturação do conceito denominado “MARGEM MERCOMINAS”, ou seja, a análise da diferença do preço do quilo da carne suína entre os atores da cadeia. Através deste fator chave de sucesso, foram construídos cinco indicadores ASEMG/MERCOMINAS. A ASEMG, através do seu departamento de Inteligência de Mercado, irá analisar semanalmente os indicadores para avaliar a “margem-mercominas” entre o produtor e o frigorífico, entre o frigorífico e o varejista e entre o varejista e o consumidor final. Em seguida será possível avaliar as tendências e simular os cenários futuros do preço do quilo do animal vivo e medir o impacto do preço ao longo da cadeia. Resultados das análises quantitativas nas últimas 13 semanas demonstram que os cortes da carne suína acompanharam a alta da carne bovina subindo 5,1% enquanto que os cortes da carne bovina subiram 5,06%. Cabe ressaltar que no mesmo período da análise o kg do animal vivo reduziu 6,89%, saindo de R$ 4,50 em 18/09 para R$ 4,19 na semana passada. Outro ponto de destaque refere-se a diferença ao preço médio dos principais cortes de suínos que apresentaram ser em média 28% mais baratos que o preço médio dos principais cortes bovinos na capital mineira. Pode-se concluir que apesar da queda do quilo do suíno vivo pelos produtores nas últimas semanas esta queda não foi absorvida pelo atores da cadeia e repassados ao consumidor final.” disse Gustavo Vanucci, mestre em administração com especialização em Inteligência de Mercado e sócio-diretor da VANUCCI | Inteligência em Negócios.
 
“A disponibilização de informações precisas sobre o mercado de animas vivos (bovinos, aves e suínos), das carcaças e dos cortes no varejo da região metropolitana de Belo Horizonte irão contribuir consideravelmente para retratar a elasticidade de preços entre estes três segmentos, o que possibilita, através do mapeamento geográfico que inclui integração das técnicas de pesquisa e de geoprocessamento, monitorar o preço até o consumidor final. Estes dados de mercado juntamente com os de produção, além da exportação de Minas Gerais e de todo o território brasileiro serão disponibilizados a partir do início de 2015 de forma on-line aos produtores mineiros através de um aplicativo para celular chamado Mercophone. Temos que nos adaptar a velocidade das informações e a volatilidade do mercado, oferecendo aos nossos associados ferramentas modernas que o ajudem a tomar decisões mais seguras e profissionais, esta é a filosofia do Mercominas”, explicou Sabrina Cardoso de Moura, especialista em marketing pela Fundação Dom Cabral e gerente executiva da ASEMG.
 
Sobre o Setor

Minas é hoje o quarto maior produtor de carne suína no Brasil e o principal consumidor da proteína. O país tem o consumo per capita por volta de 15kg e em Minas esse número gira em torno de 21kg, fruto da cultura gastronômica do estado.
O plantel conta com cerca 258 mil matrizes, emprega aproximadamente 15 mil pessoas e tem o PIB em torno de 2 bilhões.

Fonte: Ass. Impr. da Asemg

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ACCS empossa nova diretoria e reforça foco em mercado e sanidade na suinocultura catarinense

Entidade inicia novo mandato de quatro anos com Losivanio Lorenzi reeleito e destaca desafios ligados às exportações, biosseguridade e inovação no setor suinícola de Santa Catarina.

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Foto: Divulgação/ACCS

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou, nesta sexta-feira (09), a posse oficial da diretoria eleita em assembleia geral no dia 10 de outubro do ano passado. O ato marcou o início formal do novo mandato da entidade e reafirmou a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos anos em defesa da suinocultura catarinense.

Presidente reeleito da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi: “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade” – Foto: Divulgação/ACCS

Durante a cerimônia, o presidente reeleito, Losivanio Luiz de Lorenzi, destacou que a nova gestão mantém o compromisso com a representatividade do setor, aliando experiência e renovação. Segundo ele, alguns membros passaram por mudanças, a pedido, abrindo espaço para novas lideranças, sem perder o apoio e a contribuição daqueles que deixam os cargos diretivos. “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade”, afirmou.

Losivanio ressaltou que os principais desafios do novo mandato estão ligados ao acompanhamento constante do mercado, tanto no cenário estadual e nacional quanto no internacional.

Santa Catarina responde por mais de 50% das exportações brasileiras de carne suína e, em 2024, superou o Canadá, tornando-se o terceiro maior exportador mundial da proteína. Nesse contexto, o presidente reforçou a importância da atuação conjunta com indústrias e cooperativas, fundamentais para a comercialização da produção.

Outro ponto central abordado foi a manutenção do elevado status sanitário do rebanho

Foto: Divulgação/ACCS

catarinense. Para a ACCS, a biosseguridade e a sanidade animal são pilares estratégicos para a permanência e ampliação do acesso aos mercados internacionais, além de garantirem qualidade e segurança ao consumidor brasileiro. “É a sanidade que nos mantém competitivos e confiáveis no mundo”, destacou.

A nova diretoria assume com a missão de seguir inovando, acompanhando as transformações do setor, inclusive com o avanço de novas tecnologias e da inteligência artificial, sempre com foco na sustentabilidade da atividade, na qualidade de vida do suinocultor e na entrega de uma proteína segura e de alta qualidade à mesa do consumidor. O mandato tem duração de quatro anos.

Fonte: Assessoria ACCS
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Biosseguridade como estratégia para proteger a suinocultura catarinense

Nova portaria estadual reforça a prevenção sanitária nas granjas, combina exigências técnicas com prazos equilibrados e conta com apoio financeiro para manter Santa Catarina na liderança da produção de proteína animal.

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Foto: Shutterstock

Santa Catarina é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência sanitária de sua produção animal. Esse reconhecimento não é fruto do acaso: é resultado de um trabalho contínuo, técnico e coletivo, que envolve produtores, agroindústrias, cooperativas, entidades de representação, pesquisa e o poder público. Nesse contexto, a Portaria SAPE nº 50/2025, em vigor desde 8 de novembro de 2025, representa um marco decisivo para a suinocultura tecnificada catarinense, ao estabelecer medidas claras e objetivas de biosseguridade para granjas comerciais.

Ao ser elaborada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em conjunto com a Cidasc e outras instituições ligadas ao setor produtivo e à pesquisa agropecuária, a normativa consolida um entendimento que sempre defendemos: a prevenção é a melhor estratégia. Em um cenário global marcado por riscos sanitários crescentes, pressão por padrões mais rigorosos e mercados cada vez mais exigentes, proteger o plantel catarinense significa proteger empregos, renda no campo, investimentos industriais e a confiança dos compradores internacionais.

Diretor executivo do SINDICARNE, Jorge Luiz De Lima – Foto: ARQUIVO/MB Comunicação

A Portaria traz prazos que demonstram equilíbrio e respeito à realidade das propriedades. As granjas preexistentes têm período de adaptação, com adequações estruturais previstas para ocorrer entre 12 e 24 meses, conforme o tipo de ajuste necessário. Contudo, também há medidas de implementação imediata, principalmente de caráter organizacional, baseadas em rotinas padronizadas de higienização, controle e prevenção. É o tipo de avanço que qualifica a gestão e eleva a eficiência sem impor barreiras desproporcionais.

Vale destacar que muitas granjas catarinenses já operam nesse padrão, em razão das exigências sanitárias de mercados internacionais e do comprometimento histórico do setor com boas práticas. Por isso, a adaptação tende a ser tranquila, além de trazer ganhos diretos de controle, rastreabilidade e segurança. Entre as principais ações previstas, estão: uso obrigatório de roupas e calçados exclusivos da unidade de produção; desinfecção de equipamentos e veículos; controle rigoroso de pragas e restrição de visitas; tratamento da água utilizada; e manutenção de registros e documentação atualizados. São medidas que, embora pareçam simples, fazem enorme diferença quando aplicadas com disciplina.

Outro ponto que merece reconhecimento é a criação do Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade na Produção Animal Catarinense, instituído pela Resolução nº 07/2025. O Governo do Estado não apenas regulamentou: também viabilizou um caminho real para que o produtor possa investir. O programa permite financiamento de até R$ 70 mil por granja, com pagamento em cinco parcelas, sem correção monetária ou juros, e com possibilidade de subvenção de 20% a 40% sobre o valor contratado. Trata-se de um estímulo concreto, que fortalece a base produtiva e mantém Santa Catarina na liderança brasileira em produção e exportação de carne suína.

O processo é tecnicamente estruturado e acessível. O suinocultor deve elaborar um Plano de Ação (Plano de Adequação), com apoio de médico-veterinário da integradora, cooperativa ou assessoria técnica — incluindo alternativas como o Sistema Faesc/Senar-SC para produtores independentes. O documento é preenchido na plataforma Conecta Cidasc. A partir dele, a Cidasc emite o laudo técnico, e o produtor pode buscar o financiamento do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com solicitação feita junto à Epagri, que atua como ponte para viabilizar o acesso à política pública.

Biosseguridade não é custo; é investimento. É ela que sustenta a sustentabilidade do setor, reduz perdas, previne crises e mantém nossa competitividade. A Portaria nº 50/2025 e o Programa Biosseguridade Animal SC mostram que Santa Catarina segue fazendo o que sempre fez de melhor: antecipar desafios, agir com responsabilidade e proteger seu patrimônio sanitário, garantindo segurança, qualidade e confiança do campo ao mercado.

Fonte: Assessoria Sape-SC
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Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

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A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.

O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.

Resiliência

Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.

A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.

Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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