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As tendências do Vale do Silício para o agro estão na Arena Agrodigital

Indústria 5.0, gestão de tecnologia e inteligência artificial aplicada na prática são alguns dos temas abordados no espaço exclusivo sobre inovação da Expodireto Cotrijal.

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Foto: Divulgação

Como as grandes empresas de tecnologia do Vale do Silício podem contribuir para o agronegócio brasileiro hoje? Essa questão será respondida na quarta-feira (8), na Arena Agrodigital, durante a 23ª Expodireto Cotrijal. Ao longo do dia, visitantes poderão acompanhar diferentes painéis que abordam as inovações para o campo vindas dos Estados Unidos.

“O Vale do Silício é uma região estadunidense em que se concentram muitas empresas de tecnologia que pensam exclusivamente em inovação e que buscam soluções inteligentes para os grandes problemas do mundo. E o agro é um dos temas recorrentes no Vale, pois precisamos encontrar os melhores caminhos para aumentar a produtividade no campo, a qualidade dos alimentos, a sustentabilidade das lavouras e a rentabilidade do produtor”, explica Gustavo Hansel, CEO da GH Branding, Investidor Anjo e especialista em inovação.

Desenvolvidos para a prática no campo

Os visitantes da Arena terão a oportunidade de conhecer novas tecnologias desenvolvidas desde as pequenas Startups até as famosas Big Techs, e compreender como elas podem ser utilizadas no dia a dia de suas propriedades. “A proposta dos painéis da Arena é ser um espaço de debate, de troca, no qual nós tratamos das inovações e o produtor compartilha sua visão e suas dúvidas”, reforça Hansel.

Para falar sobre essa aplicação prática e a melhor forma de gerir o uso de tecnologias nas lavouras, a Arena recebe os consultores Guilherme Fracaro e Bruno Rodrigues de Moraes, da Falconi. A empresa é referência na América Latina em uso de tecnologia e inteligência de dados para aperfeiçoamento da gestão e operação de negócios.

O que a Indústria 5.0 tem a ver com o agro?

A análise de dados e o uso de inteligência artificial no campo também serão temas de um dos painéis da Arena. Essas são ferramentas que tem ganhado mais visibilidade entre os produtores com o fortalecimento do conceito de Indústria 5.0 no agro.

“A Indústria 5.0 é um conjunto de novas tecnologias que surgem para melhorar, principalmente, a produtividade. Um dos objetivos desse movimento é estimular a automatização de tarefas repetitivas com base em interpretações eficazes dos dados coletados pela inteligência artificial”, expõe Hansel.

O painel sobre a Indústria 5.0 terá a mediação de Hansel e contará com a participação de Vinicius David, executivo de tecnologia com mais de 10 anos de experiência no Vale do Silício e professor de liderança e inovação na Universidade da Califórnia.

A Arena Agrodigital abordará um ecossistema diferente em cada dia da feira, trazendo as novidades do Brasil, Israel, Vale do Silício, China e União Europeia respectivamente. O espaço tem capacidade para mais de 1.500 espectadores e conta com ambientes de realidade virtual e drones.

Para conferir a lista completa da programação da Arena Agrodigital acesse www.expodireto.cotrijal.com.br/arena

Fonte: Assessoria de Imprensa da Expodireto Cotrijal

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Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

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Foto: Divulgação

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.

D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.

O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.

As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.

Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.

Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.

Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com assessoria IAC
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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

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Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Superação de expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

Fonte: Agência Brasil
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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
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